As chances do Brasil

10:57 Net Esportes 12 Comments

O grande objetivo do Brasil nas Olimpíadas de Pequim 2008 é superar duas marcas, as 15 medalhas conquistadas em Atlanta 1996 e o 16º lugar com o recorde de cinco ouros em Atenas 2004, para isso o país enviou a maior delegação em todos os tempos, e aposta muito em vários favoritos.

Na vela, esporte que mais rendeu medalhas até hoje com 14, são cotados o bi-campeão olímpico Robert Scheidt, que desta vez irá competir ao lado de Bruno Prada na classe Star sendo eles são os atuais campeões do mundo na modalidade, além de mais dez velejadores, entre eles Ricardo Winicki, o Bimba, que na última edição dos Jogos acabou perdendo o ouro por pura falta de sorte.

Já no atletismo, Jadel Gregório tenta driblar a pressão para conseguir um melhor desempenho no salto triplo, Maurren Maggi também terá sua chance no salto em distância depois de ter ficado de fora da última edição por doping, e na maratona o Brasil vai com duas grandes esperanças, Marilson Gomes do Santos, campeão em Nova York, e Frank Caldeira, vencedor da maratona no Pan do Rio de Janeiro.

A natação brasileira tem o recorde participações no feminino, e aposta muito na maratona aquática com Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha, nas piscinas terá representantes de peso como César Cielo nos 50m livres, e ainda o grande destaque Thiago Pereira, que terá como maior adversário ninguém menos que o norte-americano Michael Phelps.

Ganhador de medalhas olímpicas em todas as edições desde 1984, o judô também é forte candidato a trazer ouro, Tiago Camilo é o favorito, mas outros nomes como João Derly, Leandro Guilheiro e Edinanci Silva também podem fazer bonito. Na ginástica artística Jade Barbosa e Daiane dos Santos lutam contra adversárias fortes, enquanto que Diego Hypolito aposta tudo na prova de solo.

Os esportes coletivos tem como principais favoritos ao ouro o vôlei de quadra, tanto no masculino, apesar de perder a Liga Mundial em casa, quanto no feminino. O futebol masculino luta pelo primeiro ouro na história e pela sobrevivência do técnico Dunga, já o feminino luta contra as fortes adversárias como as seleções dos EUA e Alemanha. Para o vôlei de praia a dupla Ricardo e Emanuel quer repetir o feito de quatro anos atrás.

Ainda teremos representantes em outras modalidades como Basquete Feminino, Boxe, Ciclismo, Canoagem, Esgrima, Handebol, Hipismo com o campeão olímpico Rodrigo Pessoa, Pentatlo Moderno, Saltos Ornamentais com Juliana Veloso, Taekwondo com Natália Falavigna, Tênis, Tênis de Mesa com Hugo Hoyama, Tiro e Triatlo. As esperanças são boas para todos os favoritos e até as zebras, e também para que pequenos detalhes não tirem uma medalha certa, como muitas vezes já ocorreu. (Fotos: Arquivo)

- PEQUIM 2008

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Histórias Olímpicas XXV

17:47 Net Esportes 5 Comments

Muitos, incluindo o próprio COI, duvidavam da capacidade de Atenas para receber os jogos de 2004, porém 108 anos depois de sediar a primeira Olimpíada, os gregos fizeram uma excelente organização, conseguiram uma popularidade nunca antes vista principalmente pelos diversos meios de difusão do evento, já incluindo transmissões pela internet, foi extremamente rígida no controle anti-doping e tinha tudo perfeito até o último dia, quando o pior aconteceu.

O brasileiro Vanderlei Cordeiro era líder na Maratona, mas faltando poucos quilômetros para o final ele foi jogado para fora da pista por um fanático religioso, o padre irlandês Cornélius Horan, com muita luta e ajuda do grego Polyvios Kossivas, que assistia a prova, voltou para a disputa e terminou com o bronze, a bravura e espírito olímpico de Cordeiro lhe rendeu a medalha do Barão de Cobertin, e o tornou o grande herói de Atenas.

O ouro que não veio na maratona poderia ter melhorado ainda mas a campanha do Brasil, que somou cinco ouros e conseguiu a inédita 16ª posição, melhor da história, os triunfos de Torben Grael com Marcelo Ferreira e Robert Scheidt na vela, Emanuel e Ricardo no vôlei de praia, Rodrigo Pessoa no hipismo e a equipe de vôlei masculino, se somaram à mais duas de prata e três de bronze, totalizando 10, duas e menos que Sydney 2000 e cinco a menos que Atlanta 1996 devido à alguns tropeços.

A Seleção femina de vôlei perdeu para a Rússia na semifinal quando faltava apenas um ponto para fechar o jogo no quarto set, Diane dos Santos, campeã mundial de solo, cometeu um pequeno erro na final e anulou todas as suas chances, Jadel Gregório no salto triplo não igualou feitos de Adhemar Ferreira da Silva e João do Pulo. além do grande revezamento 4x100m que foi apenas oitavo. O pior mesmo foi o velejador Bimba, precisava de um terceiro lugar para o ouro na última regata e só um 17º lhe tiraria o bronze, justamente a posição que terminou.

O Chile conseguiu sua primeira medalha de ouro na história, e a segunda veio no dia seguinte, ambas com o tenista Nicolas Massú em simples e duplas, a Argentina voltou a ganhar ouro, Basquete e Futebol, e vários atletas fizeram história como Hicham El Guerrouj que venceu os 1.500m e 5000m, além de Kelly Holmes, que levou os 800m e 1.500m, mas a maior glória de todas foi nas piscinas.

Ele foi um verdadeiro fenômeno, Michael Phelps com apenas 19 anos, faturou oito medalhas, sendo seis de ouro, apenas uma dourada a menos que o lendário Mark Spitz, e o nadador norte-americano prometeu conseguir o feito de ultrapassar seu compatriota nas Olímpiadas seguintes, em Pequim, na China, país que obteve pela primeira vez o segundo lugar no quadro de medalhas, com 32 de ouro contra 35 dos EUA, e também fez uma promessa, ficar em primeiro quando for sede do maior evento esportivo do mundo, que começa no dia 8/8/2008 exatamente à 8h08min. (Foto: Arquivo)

2000 - 1992 - 1992 - 1988 - 1984 - 1980 - 1976 - 1972 - 1968 - 1964 - 1960 - 1956 - 1952 - 1948 - 1936 - 1932 - 1928 - 1924 - 1920 - 1912 - 1908 - 1904 - 1900 - 1896

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Histórias Olímpicas XXIV

18:28 Net Esportes 6 Comments

Com muito glamour, sofisticação e tecnologia, as Olimpíadas de Sydney 2000 ficaram conhecidas como os Jogos do Novo Milênio, onde foram batidos os recordes de atletas participantes, países, mulheres, jornalistas, voluntários, esportes, provas, medalhas, direitos de TV e espectadores, a Austrália como país anfitrião teve a melhor participação de sua história, terminando em quarto lugar com 58 medalhas.

Para o bom desempenho australiano, o país contou com excelentes performances de atletas como a descendente de aborígenes Cathy Freeman, que teve a honra de acender a tocha olímpica e vencer a prova dos 400 m rasos, além do nadador Ian Thorpe, que com apenas 17 anos levou três medalhas de ouro, nos 400 m livres, e nos revezamentos 4x100 m e 4x200 m.

O desempenho de Thorpe nas piscinas só não foi melhor porque em seu caminho estava o holandês Pieter van den Hoogenband, que levou os 200 m livres deixando o australiano em segundo, ele venceu também nos 100 m. A Holanda se consagraria ainda no feminino, com a grande sensação Inge de Brujin, ela faturou três de ouro com direito a recorde mundial.

Pela primeira vez a Colômbia ganhou medalha de ouro, e terminou como o melhor país sul-americano, já o Brasil nunca chegou em uma Olimpíada com tantos favoritos, mas ninguém confirmou o status, decepções no vôlei, vela, futebol, judô e natação, o resultado foi o segundo melhor da história com 12 medalhas no total, mas nenhuma era dourada, seis eram de prata e seis de bronze. (Foto: Arquivo)

1992 - 1992 - 1988 - 1984 - 1980 - 1976 - 1972 - 1968 - 1964 - 1960 - 1956 - 1952 - 1948 - 1936 - 1932 - 1928 - 1924 - 1920 - 1912 - 1908 - 1904 - 1900 - 1896

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Um sonho realizado

19:47 Net Esportes 2 Comments

Na mítica subida do Alpe d'Huez, ele assumiu a liderança do Tour de France e não perdeu mais, a estratégia de equipe que deu o título da maior competição de ciclismo do mundo ao espanhol Carlos Sastre, foi extremamente importante, assim como seu desempenho nas difíceis subidas e na etapa de contra-relógio, que decidiu tudo um dia antes do final.

Muito marcado nos Alpes, o favorito ao título Cadel Evans, apostava tudo justamente no contra-relógio que era sua especialidade, mas acabou abrindo apenas 29 segundos de Sastre e teve que se contentar mais uma vez com o vice, o sorriso de satisfação do australiano que levou até um canguru ao pódio mostrou que o ciclista prevê melhor sorte nos próximo anos, quem sabe se ele atacar nas subidas.

Já Sastre fez questão de agradecer sua equipe, principalmente os companheiros Frank e Andy Schleck, que foram fundamentais na estratégia durante a subida de d'Huez, no contra-relógio fez o seu papel e conquistou o título que sonhava desde criança, subiu no pódio com os filhos, um dos quais havia sido homenageado anos atrás quando ele vencia uma das etapas do Tour.

Esse foi a terceira conquista seguida de um espanhol, depois de Alberto Contador e Oscar Pereiro, Sastre comemorou muito na Champs Élysées, tradicional palco de chegada do Tour todos os anos. Com um total de 87h52min52s e 3.559,5 Km percorridos, ele se tornou o 21º em 26 ciclistas a conquistar a camisa amarela no Alpe d'Huez e terminar com ela em Paris. (Fotos: Bryn Lennon/Getty Images)

- TOUR DE FRANCE

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Histórias Olímpicas XXIII

14:49 Net Esportes 5 Comments

Poluição e enormes congestionamentos, esses poderíam ter sido os únicos problemas na edição Olímpica de Atlanta 1996, mas um um atentado terrorista no Centennial Olympic Park, onde uma bomba matou dois e feriu uma centena, manchou mais uma vez a festa do esporte mundial, na comemoração dos 100 anos dos Jogos Olímpicos da Era Moderna os problemas já vinham de longe, como na escolha da cidade sede.

Atenas, palco da edição de 1896, deveria receber a competição do centenário, mas o COI escolheu a cidade dos EUA por 51 votos contra 35, alegou que o país grego não tinha infraestrutura e tão pouco tempo para se preparar, porém muitos acusam a entidade de seder à pressões de um dos principais patrocinadores do evento, a Coca-Cola, que possuí sua sede mundial em Atlanta, além do canal de TV CNN que também exigiu a realização em seu país.

Em casa então os EUA voltaram a dominar o evento como haviam feito pela última vez em Los Angeles, deram uma medalha de ouro simbólica e a honra de acender a píra para Muhammad Ali, campeão dos Jogos de 1960 que havia jogador fora seu ouro em protesto contra a discriminação racial, e víram nas pistas o fenômeno Michael Johson vencer as provas dos 200m e 400m rasos pela primeira vez na mesma Olimpíada, sendo ambas as conquistas com direito a recorde mundial.

Assim como havia acontecido no basquete, os profissionais também foram liberados no ciclismo, e o penta campeão da Volta da França, Miguel Induráin, venceu o contra-relógio. Pela primeira vez também tivemos Sftbol, Mountain Bike, Futebol Feminino e até Vôlei de Praia, sendo que este último trouxe a primeira medalha de ouro feminina para o Brasil, com Jacqueline e Sandra que venceram na final as também brasileiras Mônica e Adriana, contribuindo para a melhor participação do país em todos os tempos.

Foram 15 medalhas no total, destacando as outras duas de ouro com Robert Scheidt na classe laser e Torben Grael com Marcelo Ferreira na classe star, sendo que a vela rendeu ainda mais um bronze com Lars Grael e Kiko Pellicano na tornado, Aurélio Miguel e Henrique Guimarães também foram bronzes no judô, assim como Seleção de Futebol masculino, a equipe feminina de basquete, o revezamento 4 x 100m rasos e a equipe de Hipismo. (Foto: Arquivo)

1992 - 1988 - 1984 - 1980 - 1976 - 1972 - 1968 - 1964 - 1960 - 1956 - 1952 - 1948 - 1936 - 1932 - 1928 - 1924 - 1920 - 1912 - 1908 - 1904 - 1900 - 1896

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Novela Favre continua

12:06 Net Esportes 2 Comments

Uma despedida emocionante em Março, dono de vários recoredes na NFL o quarterback Brett Favre dava seu adeus ao Futebol Americano, deixava agradecidos inúmeros fãs e torcedores, mas no meio de suas férias o jogador voltou atrás em sua decisão, fato que muitos apontavam como possível, porém o Green Bay Packers relutou em ter de volta o ídolo e tão pouco o liberou do contrato vinculado que vai até 2010.

Os dirigentes da liga estão preocupados já que a temporada começa em cerca de dois meses, Favre e Packers vivem um impasse já que a equipe dos cabeças de queijo tem praparado muito bem o substituto Aaron Rodgers, mas o pior mesmo seria ver o dono da camisa 4 atuando por alguma outra equipe, como os pretendentes Minnesota Vikings, Tampa Bay Buccaneers ou até mesmo o Miami Dolphins, pior time do ano passado, por isso tenta evitar a saída do atleta, porém usá-lo como moeda de troca passou a ser uma solução provável.

Para os torcedores do Packers sería um desastre, a história de outro grande jogador poderá se repetir, Joe Montana foi um dos maiores jogadores da NFL e o maior ídolo do San Francisco 49ers onde jogou entre 1979 e 1992, mas em 1993 e 1994 foi para o Kansas City Chiefs para encerrar a sua carreira e decepcionou seus seguidores. Favre saiu por cima quando se aposentou no final da última temporada, aos 38 anos de idade ele pode surpreender muito com um retorno triunfal ou ser forçado a dar um adeus melancólico para uma carreira tão brilhante. (Foto: Morry Gash/AP)

- NFL

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Histórias Olímpicas XXII

10:54 Net Esportes 7 Comments

A edição dos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992 ficou marcada pelas extremas mudanças políticas em todo o Mundo, a URRS se dividiu em 15 países com o fim do comunismo e participaram sob a bandeira da Comunidade dos Estados Independentes, a queda do Muro de Berlim unificou a Alemanha e o fim do Apartheid trouxe de volta a África do Sul, na grande participação de 169 países estavam também alguns sempre ausentes como Cuba, Etiópia e Coréia do Norte.

O nível das competições aumentou e o aval do COI para participações de atletas profissionais também contribuiu muito, assim os EUA formaram uma equipe de basquete que ficou conhecida como o "Dream Team", nomes como Magic Johnson, Larry Bird, Patrick Ewing, Karl Malone, Scottie Pippen, David Robinson, John Stockton e Michael Jordan não deram chances para ninguém e faturaram a medalha de ouro com sobras e espetáculos dentro de quadra.

O Brasil também se deu bem em esportes coletivos, levando ouro em equipe pela primeira vez na história, nomes como Marcelo Negrão, Maurício, Tande, Carlão e Paulão deram inicio à uma geração do vôlei que conquista títulos até hoje. E depois de oito anos o país subiu no ponto mais alto do pódio duas vezes, com Rogério Sampaio no judô, poderia ter sido até três se fosse dourada a prata de Gustavo Borges, mas nas piscinas daquele ano estava também um tal de Alexander Popov.

Foi a olimpíada dos esportes coletivos, da união dos países antes separados ou sob uma só bandeira mesmo com sua independência, e como sinal de novos tempos e dessa união, a etíope Derartu Tulu, primeira negra africana a ganhar um ouro na história, deu as mãos a sul-africana branca e segunda colocada Elana Meyer na volta olímpica, símbolo da nova África livre do apartheid, mometos emocionantes que ficarão eternizados para sempre, assim como aquele que acendeu a pira olímpica, feito pela flecha de fogo do arqueiro Antonio Rebollo.(Foto: Arquivo)

1988 - 1984 - 1980 - 1976 - 1972 - 1968 - 1964 - 1960 - 1956 - 1952 - 1948 - 1936 - 1932 - 1928 - 1924 - 1920 - 1912 - 1908 - 1904 - 1900 - 1896

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Novo Rei de d'Huez

14:29 Net Esportes 4 Comments

O Tour de France deste ano já teve muitas etapas longas e desgastantes, vários abandonos e os tristes casos de doping, mas as atenções nunca deixaram de lado o dono da camisa amarela, o grande líder da classificação geral, por onde já passaram seis ciclistas, porém nenhum conseguindo uma vantagem contundente, isso até hoje, quando o espanhol Carlos Sastre se tornou o sétimo líder do ano, vencendo a subida mais carismática da competição.

Sastre é o novo Rei do Alpe d'Huez, uma das montanhas mais difíceis de ser escaladas com seus 1.845 metros de altura e inclinação média de 8,6%, foram 210Km que levaram 6h07min58s para serem completados, pois haviam ainda outras duas grandes subidas de categoria HC pelo caminho. Faltando agora apenas quatro etapas para o fim, o ciclista da equipe CSC ficou próximo do título, e tudo graças à sua equipe.

O então líder Frank Schleck, também da CSC, estava sendo muito marcado por Cadel Evans, favorito para o contra-relógio decisivo de sábado, então Sastre atacou e abriu vantagem na subida final, Frank e seu irmão mais novo Andy cuidaram do australiano, e terminaram mais de 2min depois de Sastre, que abriu 1min24s de Frank, 1min33s de Bernhard Kohl e 1min34s de Evans na classificação geral, as maiores vantagens desde a primeira etapa.

Evans, que liderou por cinco etapas com apenas um segundo de vantagem para Schleck, apostará tudo na etapa de contra-relógio onde tem grandes chances, já Sastre que é um velho conhecido, e já venceu várias etapas do Tour, inclusive na época de Lance Armstrong, buscará o primeiro título de sua carreira na maior prova de ciclismo do mundo, o Rei de d'Huez quer se tornar o Rei da França. (Fotos: Jasper Juinen/Getty Images e Patrick Hertzog/AFP)

- TOUR DE FRANCE

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Histórias Olímpicas XXI

15:34 Net Esportes 13 Comments

A Coréia do Norte recusou o convite, Cuba não compareceu e alguns outros países como Etiópia não tiveram recursos financeiros para enviar suas equipes, mas a edição Olímpica de Seul 1988 marcava o fim dos boicotes e teve novamente juntos URSS e EUA, a Alemanha fazia sua última participação dividida entre Oriental e Ocidental, mas toda a beleza da Coréia do Sul acabaria manchada por um dos maiores escândalos de doping olímpico da história.

Bilhões de pessoas acompanhavam pela TV em todo o planeta, a mais clássica prova de pista do atletismo, os 100m rasos, viu a estupenda performance do canadense Ben Johnson que marcou um tempo inimaginável para a época, os 9s79 lhe deram folga para comemorar antes da linha de chegada e ainda olhar os adversários, dois dias depois foi flagrado no doping pelo uso de esteróides anabolizantes. O ouro caiu no colo de Carl Lewis, que havia feito o tempo de 9s92.

Apesar de mais um caso de doping no halterofilismo, as Olimpíadas da Coréia também tiveram o seu lado esportivo brilhando, como no caso da alemã Kristin Otto que faturou seis medalhas de ouro na natação, esporte que teve a primeira vitória de um negro, Anthony Nesty, do Suriname. Houve ainda o recorde de sete participações seguidas da sueca Kerstin Palm e ainda a emocionante cerimônia de abertura com Song Kee-chung, herói chinês que competiu pelo Japão em 1936 onde venceu a maratona, carregando a tocha olímpica.

Os soviéticos voltaram a dominar o quadro de medalhas, deixando os EUA apenas em terceiro lugar com direito ao ouro no basquete masculino, fato que levaria os norte-americanos a convocar jogadores da NBA para as próximas edições olímpicas. O Brasil ficou com apenas uma medalha de ouro, Aurélio Miguel no judô categoria meio-pesado, mas tiveram ainda duas pratas e dois bronzes. (Foto: Arquivo)

1984 - 1980 - 1976 - 1972 - 1968 - 1964 - 1960 - 1956 - 1952 - 1948 - 1936 - 1932 - 1928 - 1924 - 1920 - 1912 - 1908 - 1904 - 1900 - 1896

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Uma grande defesa

09:04 Net Esportes 3 Comments

O difícil campo de Royal Birkdale, que teve chuva no primeiro dia e ventos fortes em todos os momentos, não impediu a belíssima defesa de título do irlandês Pádraig Harrington, que mesmo não estando tão abaixo do par, ele também não esteve tão acima, e terminou com +3 no total, fazendo ainda um eagle no buraco 17 mesmo que este não fosse necessário para o bi-campeonato do British Open, o mais antigo do todos os torneios de golfe.

Ainda faltava o buraco 18 mas a tacada anterior já havia definido tudo praticamente, o vice-campeão Ian Poulter fez 69 na última volta mas terminou com +7, muito longe de Harrington que naquele momento já era cumprimentado pelo seu companheiro do dia Greg Norman, o então líder da competição que não foi feliz na última volta.

Normam poderia ter entrado para história com seus 53 anos de idade, casado recentemente com a ex-tenista Chris Evert, o golfista se dizia ainda em lua de mel e se divertindo muito, tinha uma performance incrível de duas acima do par nos três primeiros dias, mas bateu sete acima no domingo e acabou na quarta posição com +9.

Se para o Tubarão Branco, como Norman é conhecido, as coisas não foram 100% perfeitas, para Pádraig tudo saiu como planejado, o irlnadês se tornou o quinto com dois títulos consecutivos dos último 50 anos, igualando Arnold Palmer 1961-62, Lee Trevino 1971-72, Tom Watson 1982-83, e Tiger Woods, campeão em 2005-06 que não esteve presente esse ano por causa de uma operação no joelho. (Foto: Glyn Kirk/AFP)

- BRITISH OPEN DE GOLFE

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Erro compensado

10:48 Net Esportes 8 Comments

Timo Glock bateu forte na entrada da reta dos boxes, o Safety Car veio para a pista e a história do GP da Alemanha parecia que ia mudar completamente, principalmente depois que Lewis Hamilton não entrou no boxes nesse momento devido à um erro de estratégia da McLaren, mas o inglês estava andando muito e compensou na pista o equívoco da equipe.

Forçado a parar pela segunda vez depois de todos os rivais, Hamilton, que havia largado em primeiro, teve ajuda do companheiro Kovalaine para ficar em terceiro, e com uma excelente performance de pilotagem e um rendimento incrível do carro ultrapassou Felipe Massa e Nelsinho Piquet, assumiu novamente a ponta na corrida, venceu de forma categorica e voltou a liderar o Mundial.

Se a estratégia da McLaren quase levou uma vitória certa por água abaixo, os outros dois pilotos que ocuparam o pódio chegaram lá graças a esse fator, Nelsinho Piquet optou por apenas uma parada, que ocorreu justamente na hora do Safety Car, e conseguiu uma excepcional segunda colocação com a Renault, Felipe Massa fez o certo ao entrar nos boxes na hora da bandeira amarela e mesmo com o baixo rendimento da Ferrari assegurou a terceira posição, segurando a pressão de Heidfeld no final.

Há dez anos a McLaren não vencia o GP da Alemanha em Hockenheim, Há 17 anos o Brasil não colocava dois pilotos no pódio, O GP que marcou a estréia de Nelson Piquet, viu triunfos do grande Ayrton Senna e foi palco da primeira vitória de Rubens Barrichello, mais uma vez sorriu para o brasileiros e foi um berço para os ingleses. (Foto: Oliver Lang e Bertrand Guay/AFP)

- FÓRMULA 1

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Histórias Olímpicas XX

15:02 Net Esportes 12 Comments

Quatro anos se passaram e a URSS viu em Los Angeles 1984 a oportunidade de troco, depois de ter sofrido o boicote dos EUA foi a sua vez de não comparecer na Olimpíada realizada pelo grande rival da Guerra Fria, porém poucos países do eixo comunista como Cuba, Coréia do Norte e Alemanha Oriental se aliaram aos soviéticos, e um recorde de 140 países participantes foi estabelecido.

Inevitavelmente então os EUA dominaram quase todas as competições, 174 medalhas sendo 83 de ouro, foram inúmeros destaques como Carl Lewis que faturou quatro provas no atletismo, o recorde mundial de Evelyn Ashford nos 100m rasos, além da desclassificação de Evander Holyfield que tinha tudo para vencer no boxe, e é claro o show no basquete masculino, liderados pelo excepcional Micheal Jordan.

Mas apesar do domínio amplo dos anfitriões, as Olimpíadas de Los Angeles que teve até um homem voador no cerimônia de abertura, ficará eternamente marcada pela imagem que mostra um dos maiores esforços em busca de um objetivo esportivo já visto em todos os tempos, a suiça Gabriela Andersen-Scheiss teve raça, perseverança, um espírito olímpico que deve ter deixado o Barão de Coubertin satisfeito, onde mesmo cambaleando e levando cerca de dez minutos só no trecho final, completou a primeira Maratona Feminina dos Jogos Olímpicos aos 39 anos de idade.

A Suiça acabou sem medalhas de ouro mas o Brasil levou ao menos uma, com Joaquim Cruz nos 800m, com mais cinco de prata e uma de bronze conseguiu sua melhor participação até então, motivo de sobras para comemorar que a rede de de lanchonetes McDonald's não teve, pois sem saber do boicote soviético havia criado uma promoção, para cada medalha de ouro dos EUA um hambúrguer de graça, prata valia uma batata frita e um bronze rendia um refrigerante, o resultado foi um prejuízo de milhões de dólares. (Foto: Arquivo)

1980 - 1976 - 1972 - 1968 - 1964 - 1960 - 1956 - 1952 - 1948 - 1936 - 1932 - 1928 - 1924 - 1920 - 1912 - 1908 - 1904 - 1900 - 1896

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Chuva e desastres

10:35 Net Esportes 2 Comments

Tempo feio, vento, frio e chuva, o primeiro dia do British Open de Golfe foi um verdadeiro desastre para vários favoritos, as dificuldades foram imensas no campo do Royal Birkdale Golf Club, o terceiro major do ano e o mais antigo de todos não conta com o número um do mundo Tiger Woods, melhor para os outros que tem uma chance a mais de serem campeões.

O melhor do dia foi Rocco Mediate, que ao lado de Graeme McDowell e Robert Allenby conseguiram uma tacada abaixo do par, porém no segundo dia Greg Norman conseguiu novamente 70 tacadas, par do campo, e assumiu povisóriamente a primeira colocação, o australiano conta com a torcida da ex-tenista Chris Evert, com quem está casado a um mês.

Mas o torneio inglês tem mais decepções do que alegrias, como o atual campeão Padraig Harrington, que esteve quatro acima do par, ou ainda o espanhol Sergio Garcia, que se recuperou na segunda volta mas está com quatro acima, além de Zach Johnson que tem agora cinco acima do par. Porém o dia de desastre reservou um verdadeiro pesadelo para vários outros notáveis do circuito.

Com nada a menos que dez tacadas acima do par estava o sul-africano Ernie Els, assim como Vijay Singh, já o norte-americano Phil Mickelson bateu nove acima e Angel Cabrera, vencedor do US Open do ano passado, esteve com sete tacadas acima do par. Os britânicos que não vêem um campeão local desde 1992 com Nick Faldo, esperam tempos melhores para os próximos dias, desejo também de vários dos jogadores. (Foto: /Getty Images)

- BRITISH OPEN DE GOLFE

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Histórias Olímpicas XIX

10:47 Net Esportes 3 Comments

O ursinho Misha, mascote dos Jogos de Moscou 1980, chorou e emocionou o mundo na cerimônia de encerramento, mas as Olimpíadas daquele ano estavam enfraquecidas pelo imenso boicote liderado pelos EUA, o presidente Jimmy Carter era contra a invasão soviética no Afeganistão e foi seguido por mais 69 nações, fazendo com que a participação de atletas na capital russa fosse a menor desde 1956.

A União Soviética se aproveitou da grande ausência para dominar completamente as Olimpíadas em que gastou cerca de US$ 9 bilhões para organizar, teve destaques como o nadador Vladimir Salnikov, que baixou o tempo dos 1.500m livres para menos de 15min, ou a corredora Tatiana Kazankina, que se tornou a primeira mulher a correr os 1.500m abaixo do tempo do lendário Paavo Nurmi, sem falar no ginasta Aleksandr Dityatin, recordista de pódios com oito, três deles em primeiro lugar.

No total os anfitriões levaram 195 medalhas, sendo 80 de ouro, número bem acima das 47 de ouro da Alemanha Oriental que ficou em segundo, Bulgária e Cuba surpreenderam com o terceiro e quarto lugares respectivamente, ambas com oito de ouro cada. Outro país que aproveitou as grandes ausências foi o Brasil, que conseguiu seu melhor desempenho desde os Jogos da Antuérpia 1920.

Foram quatro medalhas e o inédito 17º lugar, o Brasil voltou a ganhar ouro depois de 24 anos, levou duas na Vela, com Alexandre Welter e Lars Bjorkstrom na classe Tornado e Marcos Pinto Rizzo Soares e Eduardo Penido na classe 470, além do bronze com João do Pulo no salto triplo, que repetiu o feito de quatro anos antes, e outro bronze na natação, no revezamento 4 x 200 m livre formado por Jorge Fernandes, Marcus Mattioli, Ciro Delgado e Djan Madruga. (Foto: Arquivo)

1976 - 1972 - 1968 - 1964 - 1960 - 1956 - 1952 - 1948 - 1936 - 1932 - 1928 - 1924 - 1920 - 1912 - 1908 - 1904 - 1900 - 1896

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Maratona no Bronx

09:55 Net Esportes 6 Comments

Eram 64 jogadores, os melhores na escolha dos torcedores, ninguém queria perder o jogo das estrelas do beisebol, e na despedida do Yankee Stadium uma batalha sem fim, foram 15 intermináveis entradas para sacramentar o grande vencedor, a Liga Americana derrotou a Liga Nacional mais uma vez em uma verdadeira maratona no Bronx, em Nova Iorque.

O All Star Game mais longo de toda a história da disputa que ocorre todos os anos desde de 1933, foram nada menos que 4h50 de um jogo épico, o empate em 3 a 3 no final da 9ª e última entrada parecia querer permanecer eternamente, mas na 15ª o sacríficio de Michael Young resultou na corrida de Justin Morneau que decretou 4 a 3 para a Liga Americana e o fim da longa partida.

O imenso público que presenciou o último jogo das estrelas no estádio do New York Yankees, que será substituído em 2009, não viu nenhum jogador da sua equipe no momento decisivo do jogo, o ponto final foi marcado por jogador do Minnesota Twins e o MVP da partida foi J.D. Drew, do grande rival Boston Red Sox, mas todos saíram satisfeitos na noite em que os astros se únem com um só objetivo.

Foi a sétima vitória seguida da Liga Americana, o mais longo jogo da história foi o segundo com 15 entradas, assim como em 1967, uma grande vitória do lado Leste que chegou a estar perdendo o jogo por 2 a 0 e 3 a 2 na oitava entrada quando conseguiu o empate, a interminável noite no adeus do lendário Yankee Stadium jamais será esquecida pelos fãs do beisebol. (Foto: Chris McGrath/Getty Images)

- MLB ALL STAR GAME

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Inacreditável Josh

15:12 Net Esportes 6 Comments

Véspera de MLB All Star Game, jogadores treinam e se divertem, mas a noite que antecede o grande jogo das estrelas do beisebol reserva uma disputa muito acirrada, o Home Run Derby, onde o objetivo é ver quem joga mais bolas para fora do campo, diversão para os atletas e seus pequeninos filhos, delírio para os fãs que lotaram o Yankee Stadium nesta segunda-feira.

A vitória no duelo final ficou com Justin Morneau, do Minessota, mas o dia era do inacreditável Josh Hamilton, o jogador do Texas Rangers teve uma primeira rodada inesquecível e conseguiu o recorde histórico de rebatidas pra fora, foram nada menos que 28 home run´s antes dos 10 erros que eliminam a tentativa, o recorde anterior era de Bobby Abreu que em 2005 havia conseguido 24 na primeira rodada.

O feito de Hamilton foi tão expressivo que enquanto atingia a marca, os outros jogadores aproveitaram para brincar com o companheiro, alguns iam enxugar o suor e fazer massagem, outros tiravam fotos e fingiam deixar o campo, as crianças levavam isôtonicos para ele ou pediam um autógrafo na bolinha. No final a alegria maior ficou para aqueles dentre os mais de 50 mil presentes, que pegaram algumas das várias bolas rebatidas para a arquibancada. (Foto: Julie Jacobson/AP)

- MLB ALL STAR GAME

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Histórias Olímpicas XVIII

11:52 Net Esportes 7 Comments

As Olimpíadas de Montreal 1976 trouxeram um grande prejuízo ao Canadá, mais de U$ 2 bilhões que o país levou décadas para recuperar, mas o pior para a primeira edição que teve o surgimento e sucesso dos exames anti-doping, foi o grande boicote de 26 nações africanas lideradas pela Republica do Congo, além de Iraque e a Guiana, tudo porque o COI permitiu a participação da Nova Zelândia, que havia enviado um time de Rugby para a África do Sul meses antes, país banido da comunidade esportiva internacional pela sua política racial do Apartheid.

Sem os países da África, as provas de atletismo ficaram com um nível fraco, mas a ginástica artística viu uma apresentação de gala daquela que acabou considerada a "Rainha de Montreal, Nadia Comaneci tinha apenas 14 anos, 1,50 m e 35 kg e encantou o Mundo com uma apresentação perfeita, ganhou três medalhas de ouro e levou sete notas 10, algo considerado tão impossível que o placar marcou "1.00", pois não havia como registrar dois dígitos antes da divisão da fração.

Mas nem todas as mulheres saíram felizes no final das disputas, já que a polonesa Danuta Rosani, do arremesso do disco, se tornou a primeira do sexo feminino pega no anti-doping, que era aplicado nos três primeiros colocados de cada modalidade e outros atletas sorteados, no total foram feitos 2 mil exames, que detectaram onze casos positivos, dos quais oito no levantamento de peso. Paulo Cerutti, um atleta de 65 anos que disputava tiro esportivo, foi desclassificado pelo uso de anfetaminas.

O Brasil ganhou duas medalhas de bronze, com João do Pulo no salto-triplo e na vela, com a dupla Reinald Conrad e Peter Ficker na classe Flying Dutchman. Os EUA contavam com uma de suas melhores equipes de Boxe, liderados por Ray Leonard levaram cinco ouros, mas os 34 conseguidos no total não foram suficientes e o país caiu para o terceiro lugar pela primeira vez na história, com a Alemanha Oriental em segundo e a URSS na primeira colocação, o Canadá foi o primeiro anfitrião em todos os tempos à ficar sem nenhuma de ouro. (Foto: Arquivo)

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1972 - 1968 - 1964 - 1960 - 1956 - 1952 - 1948 - 1936 - 1932 - 1928 - 1924 - 1920 - 1912 - 1908 - 1904 - 1900 - 1896

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Busca por cinturões

20:12 Net Esportes 2 Comments

Carente de novos ídolos, a categoria dos pesos pesados no boxe vê um ucraniano como o grande nome da atualidade, e seu grande objetivo é unificar os quatro cinturões, Vladimir Klitschko detém os títulos da Federação Internacional (FIB) e da Organização Mundial de Boxe (OMB) e quer os da Associação Mundial e do Conselho Mundial de Boxe, para isso segue vencendo.

A última vítima de Klitschko foi norte-americano Tony Thompson, que perdeu a luta realizada neste sábado em Hamburgo, na Alemanha, por nocaute no décimo round. O ucraniano não poupou elogios ao rival que não perdia havia oito anos, porém festejou muito a vitória número 51 de sua carreira, sendo este seu 45º nocaute, o pugilista de 33 anos só perdeu três vezes até hoje.

O triunfo deste sábado serviu também para calar a boca dos críticos, que eram muito severos devido ao fato dele ter caído por nocaute nas três vezes que não venceu, o lutador trabalha bastante fora dos ringues para conquistar mais fãs, principalmente nos EUA onde existe um grande mercado para o Boxe.

No final do ano Vladimir enfrentará o russo Alesander Povetkin e prevê grande dificuldade - "Ainda sou campeão, mas estes títulos deixam os adversários mais motivados." disse o ucrâniano que precisa derrotar ainda Ruslan Chagaev, do Uzbequistão e o nigeriano Samuel Peter, que estão com os cinturões da AMB e do CMB respectivamente. (Foto: /Getty Images)

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Mais dois centímetros

12:53 Net Esportes 4 Comments

Há alguns dias ela falava sobre o bom nível das rivais nesse ano e o fato de não se sentir nem um pouco pressionada por isso, ontem a russa Yelena Isinbayeva deu a prova de que vai ser muito difícil mesmo superá-la nos Jogos Olímpicos de Pequim, quebrando o recorde mundial do salto com vara pela 22ª vez em toda sua carreira.

O primeiro lugar já estava garantido na terceira etapa da Liga de Ouro, torneio disputado em Roma, na Itália, mas Isinbayeva queria mais e colocou o sarrafo na marca de 5,03 m, dois centímetros a mais que seu antigo recorde de 5,01 m, com muita concentração e pedindo o apoio do público, ela saltou e pulverizou mais uma recorde, sem limites viu seu favoritismo para as Olimpíadas aumetarem ainda mais, e mais uma vez não escondeu seu grande sonho.

Com 22 quebras de recorde, sendo 12 delas em torneios outdoor, como esta em Roma, a musa de 26 anos tem como grande objetivo superar o recorde do lendário ucraniano Sergei Bubka, que por 35 vezes superou a melhor marca de salto com vara. Isinbayeva é a única mulher do mundo que passou da marca dos 5 m.

O segundo lugar na prova ficou com a também russa Monika Pyrek, da Polônia, com 4,75 m e a alemã Silke Spiegelburg, que saltou 4,70 m completou o pódio, A brasileira Fabiana Murer foi quinta colocada com 4,65 m, longe dos seus 4,80 m que saltou no Troféu Brasil, e sua compatriota Joana Costa não passou dos 4,35 m. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)

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GP DE ROMA

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Histórias Olímpicas XVII

11:10 Net Esportes 9 Comments

A edição de Munique 1972 tinha tudo para ser vista apenas como a mais grandiosa até então, estádio com 75 mil m², rio artificial de US$ 4 milhões, organização perfeita com participação recorde de 121 nações e 7.134 atletas, mas o trsite fato ocorrido no dia 5 de Setembro manchou os Jogos. Terroristas invadiram a Vila Olímpica e fizeram atletas israelenses de reféns, eram árabes do grupo Setembro Negro, que exigiam a libertação de 200 compatriotas presos em Israel.

As competições ficaram paradas por 34 horas, eram 4.000 policiais envolvidos na operação, os terroristas foram convencidos à irem para o Cairo, no Egito, e partiram em dois helicópteros para o aeroporto militar, mas na chegada os alemães resolveram atacar e fracassaram, a ação acabou resultando na morte de 18 pessoas, entre elas os nove reféns, cinco terroristas palestinos, um policial e o piloto de um dos helicópteros, dando um triste fim a um dos fatos mais lamentáveis de todas as Olimpíadas.

O COI fez de tudo para que os jogos seguissem até seu último dia, países ameaçaram abandonar as disputas e alguns atletas foram embora por segurança, entre eles o norte-americano Mark Spitz, mas antes ele já havia marcado seu nome na história como o atleta que mais ganhou medalhas de ouro em uma mesma Olimpíada, foram nada a menos que sete triunfos na natação com sete quebras de recorde mundial, um verdadeiro fenômeno que até hoje nunca foi superado.

Mas a glória de Spitz não foi suficiente para o EUA ficarem em primeiro no quadro geral de medalhas, a vitória voltou a ser da URSS que levou 50 de ouro contra 33 dos principais rivais, entre estas uma com um sabor especial que veio no basquete, onde derrotaram os próprios norte-americanos em uma decisão polêmica, perdiam por 50 a 49 mas o juiz, um brasileiro, disse que ainda faltavam três segundos, tempo suficiente para virarem o jogo e vencerem por 51 a 50, os norte-americanos revoltados se recusaram a receber as medalhas de prata. (Foto: Arquivo)

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1968 - 1964 - 1960 - 1956 - 1952 - 1948 - 1936 - 1932 - 1928 - 1924 - 1920 - 1912 - 1908 - 1904 - 1900 - 1896

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Histórias Olímpicas XVI

10:32 Net Esportes 8 Comments

A América Latina recebia as Olimpíadas pela primeira vez na história, mas a edição do México 1968 quase foi cancelada devido aos inúmeros conflitos mundiais, como a guerra do Vietnã, a Revolução Cultural na China, a invasão soviética da Tchecoslováquia e principalmente Massacre de Tlatelolco, ocorrido no próprio país sede dez dias antes da Cerimônia de Abertura, os Jogos se tornaram então uma forma dos atletas se manifestarem contra a repressão.

Nos EUA o líder negro Martin Luther King foi assassinado, no pódio dos 200m rasos Tommie Smith e John Carlos proporcionam a imagem mais marcante dos anos 60, após receberem as medalhas, levantaram seus braços com as mãos cobertas por luvas negras e punhos fechados (saudação "black power" do partido revolucionário Panteras Negras), um protesto pela segregação racial, os dois acabaram expulsos da delegação americana e da vila olímpica.

Mas os Jogos de 1968 não viveram apenas de conflitos políticos, o excesso de álcool proporcionou o primeiro caso de doping a Hans-Gunnar Liljenvall, mas a altitude de 2.240 metros do nível do mar trouxe o chamado doping natural, que melhorou a performance dos atletas em provas rápidas e proporcionou a quebra de 68 recordes mundiais e 301 recordes olímpicos, dentre os quais uma marca que dura até hoje.

Considerado o maior salto da história e um dos maiores feitos do esporte, o norte-americano Robert Beamon conseguiu 8,90 metros no salto em distância e jamais foi alcançado em Olimpíadas, não só a altitude mas também o vento de 2m/s (limite permitido) o ajudaram muito, ele tinha 22 vitórias antes dessa e jamais conseguiu repetir o feito, mas ajudou os EUA a ficarem em primeiro novamente no quadro geral de medalhas, que ainda viram George Foreman vencer Joe Frazier, Mark Spitz ganhar suas primeiras provas e Dick Fosbury inventar um novo estilo para o salto em altura. (Foto: Arquivo)

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1964 - 1960 - 1956 - 1952 - 1948 - 1936 - 1932 - 1928 - 1924 - 1920 - 1912 - 1908 - 1904 - 1900 - 1896

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