Depois da queda, a glória

13:02 Net Esportes 0 Comments

O domingo amanheceu com uma pequena chuva em Roma, no ano centenário do Giro d´Itália as ruas estavam lotadas pela torcida que prestigiava a última etapa daquela que é uma das três maiores competições de ciclismo do mundo, a chegada foi fixada em frente ao Coliseu, e o chão estava um pouco molhado, assim o que não havia acontecido com nenhum dos 169 ciclistas que chegaram ao último dia, aconteceu justamente com o grande líder, o famoso maglia rosa.

A queda foi tão forte que o russo Denis Menchov demorou alguns segundos para conseguir levantar, quando chegou em sua bicleta a sua equipe já tinha outra prontinha do lado para ele seguir, era o último quilômetro dos 14,4 em contra relógio que compunham a 21ª e derradeira etapa, pela TV o italiano Danilo Di Luca, segundo colado que começou o dia com 20 segundos de desvantagem, apenas acompanhava sem saber muito o que pensar.

Menchov se recuperou rápido, faltava pouco e sua equipe agiu com precisão, o susto foi enorme mas nem precisa tanto, ele já tinha grande vantagem sobre seu principal adversário, a quem marcou com muito êxito desde que assumiu a liderança, e conseguiu ainda terminar 21 segundos à sua frente, aumento para 41 a diferença na classificação geral, podendo comemorar com uma vibração contagiante seu primeiro título na Itália, sendo que já venceu na Espanha duas vezes.

Para Di Luca, que teve um intenso e bonito apoio da torcida, valeu o esforço por ter sido um grande adversário de Menchov, e o que fica é a certeza de que tem condições de brigar por mais um título em seu país, já que foi o campeão do Giro em 2007, Franco Pelizotti completou o pódio e o norte-americano Lance Armstrong finalizou em 12º lugar, mostrando certo desgaste mas conseguindo chegar até o final dos 3.456 Km de percurso que a prova teve em três semanas, provando que é muito difícil descartá-lo ao favoritismo no Tour de France. (Foto: Damien Meyer/AFP)

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Segunda chance do Magic

00:07 Net Esportes 1 Comments

O jogo mal começa e Dwight Howard crava uma enterrada tão feroz que acaba quebrando o relógio dos 24 segundos de posse de bola que fica em cima da tabela, a jogada foi sem dúvida um exagero, mas mostrou ao adversário, o Cleveland Cavaliers, que o Orlando Magic vinha com raiva, vinha com vontade, com gana de vencer, e de fato acabou vencendo aquele primeiro jogo do confronto final do Leste, uma vitória que praticamente determinou sua ida às finais da NBA.

O Cavs teve a melhor campanha de toda a temporada regular, chegou arrasando nos playoffs onde venceu oito jogos sem perder nenhum, mas na hora da verdade acabou se perdendo, e ficando dependente demais de sua grande estrela, o MVP LeBron James, que mostrou no segundo jogo que é realmente fora de série, cesta de três pontos que garantiu a vitória por um no último segundo de jogo, a equipe respirava naquele momento, assim como quando venceu o jogo cinco, mas era pouco.

Com a vantagem do adversário revertida, o Orlando só precisou vencer seus jogos em casa e eliminar o Cavs em seis confrontos, mesma quantidade de partidas que precisou quando ganhou o título da Conferência Leste pela primeira vez em 1995, que era o único em sua galeria até hoje, o adversário da época foi o todo poderoso Chicago Bulls, que já era tricampeão e ganharia outros três títulos depois daquela derrota, no ano em que Michael Jordan havia sido superado por Shaquille O'Neal.

Jordan se aposentou mas O'Neal ainda joga, e assim como o maior jogador de todos os tempos já foi campeão, porém não foi com sua saudosa equipe do Orlando Magic, que perdeu para o Houston Rockets a decisão de 1995, e sim com o Los Angeles Lakers, onde não está mais, por isso está fora da final desse ano, já que o time que ainda conta com seu ex-parceiro Kobe Bryant, garantiu sua vaga na decisão mais uma vez ao passar pelo Denver Nuggets, e buscará o título perdido no ano passado para o Celtics, prometendo então acabar com a tão aguardada segunda chance do Magic.
(Foto: Doug Benc/Getty Images)

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E tudo acabou em pizza

18:42 Net Esportes 2 Comments

Meia mussarela e meia calabresa, uma pizza por favor, criada por egípcios ou gregos, ela foi aprimorada pelos italianos, pivôs da polêmica, inscrever-se ou não no campeonato mundial da Fórmula 1 de 2010, a Ferrari da as cartas e todos vão com ela, inclusive a McLaren, que apesar de tudo preferiu mesmo ficar bem quieta em seu canto, pior para a Williams, que se antecipou e se deu mal, foi excluída da FOTA, nem precisava tanto.

A maioria diz com veemência, "As equipes cederam e fizeram suas inscrições nesta sexta-feira, último dia do prazo", todas, sem excessão, mas as informações vão além, fizeram muitas exigências e estipularam inúmeras ressalvas, ou seja, quem acabou cedendo mesmo não teria sido a FIA? com seu presidente Max Mosley que não mudava de opinião de jeito nenhum, nem sobre o tão falado teto orçamentário.

Na onda da Ferrari entrou também a Toyota, além da Renault, afinal Flávio Briatore adora se envolver em uma confusão, eles, principalmente os italianos, não aceitam o teto orçamentário de 45 milhões de euros de forma alguma, querem 100 milhões, podendo chegar até a 130 milhões, parece mais um desespero em querer gastar mais e mais, afinal precisam mesmo melhorar o carro que vem levando um banho da equipe Brawn GP.

As ameaças de abandonar a categoria foram por água abaixo e provavelmente as imponências da FIA também não vão resultar em nada, ou seja, tudo acabou mesmo em pizza, como todos previam e esperavam, pois imaginar algo diferente em um esporte que move tanto dinheiro, com tantos patrocinadores e negócios envolvidos era realmente um absurdo, fazendo com que essa polêmica toda tenha sido uma grande palhaçada, a palhaçada do circo da Fórmula 1. (Foto: AP Photo)

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Pronto para ser o melhor

18:09 Net Esportes 8 Comments

Alguns contestaram de maneira até tímida, mas a maioria tinha a certeza de que Cristiano Ronaldo foi o melhor jogador de 2008, o que ninguém negava porém era que o segundo melhor, Lionel Messi, tinha tudo e mais um pouco para ser o melhor desse ano, apesar de que as projeções não definem nada, pois é preciso acima de tudo provar em campo, ou seguir provando, todo o seu talento, e acabou sendo exatamente isso que argentino veio fazendo desde então.

Os títulos fazem a diferença e não resta dúvidas sobre isso, o Barcelona levou a Copa do Rei, mas isso não bastava, o Real Madrid ficou para trás e o campeonato espanhol foi garantido pelo time catalão, ainda era pouco pois o Manchester United de Ronaldo também levou o caneco no seu país, então o mais esperado pelos torcedores e fãs do mundo inteiro aconteceu, Barça contra Manchester na grande decisão da Champions League, Lionel Messi cara a cara com Cristiano Ronaldo.

Festa incrível da torcida que lotou o estádio Olímpico de Roma, pertinho do Coliseu sob um calor infernal, o Papa não foi ver o jogo mas abençoou o trio de arbitragem, bom para Massimo Busacca que não comprometeu, o gol de Iniesta nos acréscimos da semifinal contra o Chelsea que garantiu o Barcelona na grande decisão ainda estava muito vivo na memória, assim o time entrou em campo com muito mais objetividade, muito mais focado e com muito mais gana, o resultado inevitavelmente acabou sendo a vitória, uma vitória merecida.

Eto'o abriu o placar aos 10min do primeiro tempo, e ele, Messi, fechou aos 25min do segundo, selou uma vitória de um time que foi incrível durante toda a competição, com um ataque infernal que marcou 32 gols em 13 jogos, que decretou o fim da invencibilidade de 25 partidas do rival na competição, e igualou a ele o número de conquistas, três, mas dando aos espanhóis a liderança no quesito. O que resta agora após tantas glórias ? sem dúvida lutar pelo Mundial de Clubes, liderados novamente por Messi, que provou estar pronto para ser o melhor, o melhor jogador do mundo em 2009. (Foto: Christophe Simon/AFP)

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Nova chance do Penguins

11:26 Net Esportes 0 Comments

A revista americana Forbes, publicação muito conceituada e de credibilidade, publicou que a equipe de hóquei no gelo do Pittsburgh Penguins é a que mais cresce nos EUA, não só dentro da NHL, mas também dentre todas as equipes de todos os esportes por lá, incluindo MLB, NBA e NFL, sendo que a lotação de sua arena quando joga em casa foi considerada um dos fatores preponderantes pelo levante de 88% nas últimas três temporadas.

A equipe, que foi fundada em 1967, levantou a Stanley Cup por duas vezes seguidas, 1991 e 1992, mas desde então amarga um jejum de títulos, oportunidades não faltaram quando venceu a sua devisão em 1993, 1994, 1996 e 1998, mas sempre falhando na hora de decidir a conferência, conseguida apenas no ano passado, quando chegou novamente à decisão e acabou sendo superada pelo Detroit Red Wings.

Os grandes investimentos continuaram, grandes jogadores vieram e o apoio constante de seus torcedores apaixonados não ficaram por menos, mas mesmo assim o Penguins acabou fazendo uma temporada modesta terminando em segundo na sua Divisão, mas o que ninguém esperava era que o melhor estava por vir, guardado para os playoffs, onde foi preciso e crescendo aos poucos, passou pelo Flyers, Capitals e massacrou o Hurricane, selando sua vaga na grande decisão.

Os jogadores estavam muito contentes mas nem comemoraram muito o título da Conferência Leste, ninguém dúvida que o grande objetivo é a Stanley Cup, a nova chance está aí, mas certamente não será nada fácil, pois o Chicago Blackhawks, adversário da final de 1992, está perdendo por 3 a 1 a série contra o Red Wings, justamente o carrasco do ano passado na decisão, e que sem dúvida vai querer estragar novamente a tão sonhada e aguardada festa dos Penguins no gelo. (Foto: Jim McIsaac-Getty Images)

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A caminho do mesmo fim

14:30 Net Esportes 8 Comments

Começou ontem, e vai durar por duas semanas, o segundo torneio Grand Slam de tênis, o mais charmoso de todos eles, Roland Garros, sempre cativante e sempre disputado sobre a boa e velha terra batida de Paris, o saibro sagrado francês que vê todos os anos os melhores tenistas mostrando seu melhor jogo, e que nos últimos três anos viu a mesma decisão na chave masculina, o mesmo fim que tem tudo para acontecer novamente em 2009.

Uma semifinal em 1996 foi o mais longe que conseguiu chegar Pete Sampras em Roland Garros, superado na ocasião por Yevgeny Kafelnikov, campeão daquela oportunidade, mas ficar sem o título francês não impediu que o norte-americano se tornasse o recordista em número de Grand Slam conquistados, com 14, marca que o suiço Roger Federer tenta igualar e superar até, mas vive a mesma sina de Sampras de não vencer no saibro, e ainda com mais uma pedra no sapato.

Federer tem 13 Grand Slam e foi muito mais longe que Sampras em Roland Garros, conseguiu chegar em três finais consecutivas, porém o adversário para seu desespero sempre foi o espanhol Rafael Nadal, hoje o número um e favoritíssimo ao título francês, 2006, 2007 e 2008, sendo que além disso ainda superou o suiço na grama de Wimbledon e no sintético australiano, mas perdeu recentemente para o grande rival em Madrid, torneio disputado no saibro, alegando um certo cansaço.

E Nadal pode ainda estar cansado, sofreu na estréia diante do brasileiro Marcos Daniel, porém sem perder nenhum set, e conseguindo a 29ª vitória seguida em Roland Garros sendo que jamais foi derrotado por lá, já Federer teve uma vitória muito mais fácil, em menos de uma hora de jogo, tudo indica que o mesmo fim pode novamente ocorrer, a não ser que alguém resolva se intrometer para estragar a festa, candidatos não faltam, mas também não faltaram e também não conseguiram nos últimos três anos. (Foto: Montagem sob fotos de Ryan Pierse e Matthew Stockman/Getty Images)

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A volta do 'Homem Aranha'

18:40 Net Esportes 8 Comments

Quantas pessoas já viveram dramas pessoais em suas vidas ? quantas pessoas já tiveram problemas com a justiça e risco de serem presas talvez até injustamente ? quantos já foram acusadas de evasão de divisas e sonegação de impostos, como o piloto brasileiro Hélio Castroneves nos Estados Unidos ? e quantos conseguiram ser absolvidos no julgamento, dando uma verdadeira volta por cima, e conseguindo voltar a ter uma das maiores glórias do automobilismo ? o Heleinho conseguiu.

Ele para o carro no meio da pista e o fiscal desesperado tanta mantê-lo dentro do veículo, a preocupação maior talvez seja a necessidade que o piloto tem de ir com o carro no local que se recebe o troféu, um imenso troféu por sinal, mas Hélio Castroneves não se continha de emoção, ele queria sair, extravasar, ele queria mais uma vez subir no alto do alambrado e comemorar com a torcida que lota as arquibancadas, acompanhado por toda sua equipe numa festa incrível, numa festa que marcava de vez a volta do 'Homem Aranha'.

A primeira foi em 2001, a segunda logo em seguida em 2002, e agora em 2009 a terceira vitória na tradicional e emblemática 500 milhas de Indianápolis, um circuito místico que completa 100 anos de existência, em uma corrida monstruosa que chegou à sua 93ª edição, Helinho superou em número de vitórias do Brasil, Emerson Fittipaldi, que triunfou em 1989 e 1993, sendo Gil de Ferran o outro brasileiro que venceu em 2003, o dia era dele, mas uma mulher também fez história, Danica Patrick foi terceira colocada, além do dono da equipe de Hélio, Roger Penske, que alcançou sua 15ª conquista.

Dentre a emocionada família, que não se continha nas tensas e angustiantes voltas finais, Hélio Castroneves também fez questão de agradecer à sua propria equipe por ter lhe dado essa indispensável oportunidade de ter uma "vida nova" como ele definiu, alegando em meio ao choro e o já tão tradicional banho de leite do vencedor, que este era o melhor mês de maio de sua vida, um mês, e um dia, que entraram para a história, marcaram a volta por cima de um piloto que quase viu o fim de sua carreira na Fórmula Indy, mas voltou para provar o seu valor e o seu talento, merecendo sem dúvida todo o reconhecimento por isso. (Foto: Robert Laberge/Getty Images)

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Mônaco não é só mais uma

13:10 Net Esportes 4 Comments

Que alegria, que festa, que vibração contagiante logo depois de cruzar a linha de chegada, essa foi a comemoração do inglês Jenson Button pelo rádio com sua equipe após vencer mais uma corrida na Fórmula 1, e ao contrário do que ele mesmo havia declarado, não foi apenas mais uma prova, foi uma das mais importantes do Mundo, o tradicional GP de Mônaco, que o fez mudar o discurso e dizer que sem dúvida havia um gostinho especial triunfar no principado.

Na temporada é a quinta vitória em seis corridas disputadas, um domínio absoluto do piloto que corre pela equipe que domina, e questão de corrigir a declaração de desdenho do prova de Monte Carlo, alegando que o objetivo era tirar a pressão de si mesmo, algo que sem dúvida deve aumentar muito, afinal dominar tanto em um início de ano era privilégio apenas de Michael Schumacher, Nigel Mansell, Jackie Stewart, Jim Clark e Juan Manuel Fangio.

Na Inglaterra ninguém mais lembra de Lewis Hamilton, erro no treino e 12º lugar com uma volta atrás do compatriota Button, que já é favoritíssimo ao título e deve ser mesmo mais pressionado daqui pra frente, e os brasileiros seguem esperando que parte dessa pressão venha de seu companheiro de equipe, Rubens Barrichello, hoje mais uma vez em segundo lugar na corrida em que brilhava tanto o saudoso Ayrton Senna, ele não errou no treino, mas admitiu que este foi fundamental no resultado.

Para Rubinho poderia ter sido pior, mas a excelente largada garantiu mais uma dobradinha da Brawn GP, o intruso poderia ter sido Kimi Räikkönen, que chegou em terceiro com Felipe Massa logo em seguida, a Ferrari marcou mais pontos hoje do que em todo o ano, mostrou uma melhora e uma esperança, quem sabe até para a FIA, que segue esperando sua decisão em correr no ano que vem, algo que deve mesmo ocorrer, pois longe da Fórmula 1 eles só tem a perder, muito mais do que estão perdendo esse ano para seu ex-funcionário Ross Brawn. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)

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Histórias da F-1 V

10:29 Net Esportes 2 Comments

Em 1953 as 500 milhas de Indianápolis faziam parte do calendário da Fórmula 1, mas somente pilotos norte-americanos participavam da disputa, assim ela não influenciava em nada a briga pelo título daquela ano, que teve um duelo particular entre Itália e Argentina, com um briga ponto a ponto entre o atual campeão, Alberto Ascari, e o campeão de 1951, Juan Manuel Fangio, que corria de Masserati em seu retorno às disputas.

Dizem que o título de 1952 foi muito fácil para Ascari porque ele não tinha adversário à altura de seu talento, mas com o retorno de Fangio ele conseguiu provar o quanto era bom à bordo de sua Ferrari, ratificando o bicampeonato conseguido com nada menos que cinco vitórias em oito corridas disputadas, em especial a primeira delas, na prova de abertura da temporada, justamente na casa do rival.

Era a primeira vez que a Fórmula 1 chegava no continente sul-americano, e ao contrário da prova dos EUA, vários pilotos que competiam nas provas europeias vieram para o GP da Argentina, a torcida tinha grandes expectativas já que haviam seis pilotos locais na disputa, mas não passaram do terceiro lugar, e Fangio, o principal de todos eles, teve problemas e abandonou a corrida, guardando sua carta na manga somente para o final.

Fangio terminou o campeonato em segundo com seis pontos e meio de desvantagem para Ascari, mas talvez tenha saído feliz na última corrida por ter dado uma espécie de troco no adversário, onde conseguiu a sua única vitória na temporada bem no GP da Itália, e vendo o campeão não completar a prova assim como ele não havia feito em suas terras, em um ano onde a Itália levou a melhor no total do duelo contra a Argentina, mas onde cada um conseguiu brilhar mais no país do outro. (Foto: Arquivo)

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A rosa tem um novo dono

12:26 Net Esportes 2 Comments

Na chegada da etapa sete, em subida, Danilo Di Luca acelerou para terminar na terceira posição, pois ao contrário do Tour de France, o Giro d´Itália ainda bonifica os mais bem colocados, porém o que ele conseguiu foi pouco, pois ao contrário também da prova francesa, o Giro mantém etapas diferentes como só se viu uma vez por lá, o contra-relógio em subida, que foi realizado hoje entre Sestri Levante e Riomaggiore, com 60 Km de percurso e um novo líder na classificação geral.

Os segundos de bonificação são muito interessante e podem fazer a diferença, mas pedalar mais do que o adversário faz muito mais diferença, por isso o russo Denis Menchov é o novo dono da Maglia Rosa, a camisa que identifica o líder do Giro d´Itália, ele cruzou a linha de chegada com 1min34min29seg quase alcançando Michel Rogers e deixando Levi Leipheimer para trás, nesse momento Danilo Di Luca tinha dificuldades nas curvas em descida, e acabou chegando com 1min54s a mais do que Menchov.

A diferença na classificação geral não passou a ser muito grande, é agora de 34 segundos, antes Di Luca tinha 1min20s de vantagem para Menchov, portanto nada está definido já que faltam ainda nove etapas, sendo cinco de montanha e mais um contra-relógio, de 14 Km bem no último dia, a briga até lá ainda promete ser grande, mas sem chances para Lance Armstrong, que ainda está fora de forma e não vai brigar pela camisa rosa, o que ele espera e quer mesmo é ser o dono de uma certa camisa amarela que vem por aí. (Foto: Damien Meyer/AFP)

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Pra ir matando a saudade

11:50 Net Esportes 2 Comments

Foram 10 meses sem disputar um torneio de simples, uma aparição rápida em março onde perdeu um jogo de duplas não foi suficiente para matar as saudades, mas desta vez Maria Sharapova voltou para fazer a alegria dos fãs, teve uma estréia muito difícil no torneio de Varsóvia mas se recuperou, e muito na segunda rodada, onde venceu fácil, e segue firme em seu retorno mais do que aguardado.

Na segunda-feira foram nada menos que 2h35min de partida, quem deu esse trabalho todo foi a italiana Tathiana Garbin, que perdeu em três sets, parciais de 6-1, 6-7(8) e 6-3, um alívio para os admiradores da musa russa que há tanto tempo não dava o ar de sua graça pelas quadras, o que inevitavelmente resultou em uma grande queda no ranking, 126ª posição anunciada no início desta semana, mas ele quer mudar isso.

Uma nova roupa não poderia deixar de usar, e a proteção no ombro direito até assusta, será que ela ainda sente dor ?, ou pior, será que ela suporta mais um jogo ? as respostas devem ser não e sim, pois na sugunda rodada Sharapova não deu nenhuma chance sequer para a bielorrussa Darya Kustova, onde aplicou impiedosos 6-2 e 6-0, os velhos tempos parecem estar de volta, e a vaga nas quartas-de-final garantida.

Sharapova vai voltando ao ritmo das competições e o torcedor aproveita para ir matando a saudade, a próxima adversária será a ucraniana Alona Bondarenko, e tudo que todos querem é mais uma vitória, mesmo porque na semana que vem já começa o torneio de Roland Garros, onde seu melhor resultado é uma semifinal em 2007, mas quem sabe ela não esteja mais forte do que nunca, e consiga o único Grand Slam que falta em sua carreira. (Foto: Janek Skarzynski/AFP)

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Descansados e exaustos

08:14 Net Esportes 7 Comments

Treze jogos fez o Orlando Magic nos playoffs da NBA deste ano, quatorze partidas foram realizadas pelo Boston Celtics, a diferença no cansaço de ambas as equipes não era muita, mas quem teve mais força nessa arrancada final foi o time liderado pelo pivô Dwight Howard, que bateu os atuais campeões no sétimo e decisivo confronto da semifinal do Leste, e decidirá contra o Cleveland Cavaliers a vaga na grande final da competição.

Assim como no confronto inicial, onde fizeram uma batalha épica contra o Chicago Bulls, o Boston também viu as mesmas dificuldades e o mesmo equilíbrio diante do Magic, jogos emocionantes decididos nos detalhes, em especial a virada espetacular no jogo número cinco, onde perdiam por 10 pontos mas marcaram 13 seguidos e deram uma verdadeira aula de como se controla uma partida nos segundos finais, porém de nada adiantou.

O Orlando acabou se recuperando e no limite eliminou as chances do bicampeonato do rival, deve estar agora muito cansado, uma situação bem contrária da que vive o Cleveland Cavaliers, que está com 100% de aproveitamento nos playoffs, oito vitórias em oito jogos, não deu a mínima chance para o Atlanta e varreu novamente, há um bom tempo estão só treinando e aguardando, assim como o Denver Nuggets pela lado do Oeste.

A equipe do brasileiro Nenê surpreendeu, quem sabe um confronto de tupiniquins na final contra Varejão do Cavs, o Dallas foi até fácil e pela frente agora vem o todo poderoso Los Angeles Lakers, que assim como o Orlando também foi no limite do jogo sete para eliminar o Houston Rockets, mas com Kobe Bryant sempre afiado, e Paul Gasol arrancando até elogios do companheiro. Exaustos e focados, contra descansados e muito confiantes, a reta final da NBA promete muito mais emoção vindo por aí. (Foto: Noah Graham/NBAE)

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Calvin Borel faz a diferença

19:32 Net Esportes 0 Comments

Desta vez ele usou amarelo ao invés de branco, comemorou a vitória após cruzar a linha de chegada mas nem de longe demonstrou toda a euforia que teve quando venceu o Kentucky Derby, mesmo assim o jockey Calvin Borel tem muito para comemorar e ficar feliz, ele faz a diferença quando monta um cavalo, e provou que foi determinante na vitória do Preakness Stakes neste sábado, na vitória de uma fêmea, que não ocorria há 85 anos.

Se um cavalo é favorito para vencer, ele merece ter o melhor jockey para conduzí-lo, sendo assim foi inevitável que a égua Rachel Alexandra pudesse ter em seu dorso o grande herói Borel, o grande vencedor do Kentucky que levou Mine Thet Bird a um triunfo improvável, um triunfo que poderia se repetir hoje na busca insaciável pela tríplice coroa que não acontece desde 1978, e talvez com Borel ela pudesse ter vindo esse ano.

Largando na posição número 13, Alexandra fez um corrida impecável, assumindo a ponta logo no começo e não perdendo mais, já Mine That Bird ficou quase em último assim como no Kentucky Derby, reagiu na última curva mas teve dificuldades de ultrapassar os adversários que fecharam o lado de dentro da pista, deu uma grande arrancada final mas acabou faltando um pouco para ultrapassar Alexandra, assim terminou na segunda colocação.

A dúvida permanecerá eternamente, será que Bird venceria caso estivesse sendo levado por Calvin Borel, ou será que o favoritismo de Rachel Alexandra prevaleceria de qualquer forma? a verdade é que Borel provou que faz a diferença, que é o melhor jockey da atualidade, e se não haverá tríplice coroa mais uma vez para os cavalos, quem sabe para quem os leva ao longe, já que o Belmont Stakes vem aí, e Borel está pronto para fazer a diferença mais uma vez. (Foto: Getty Images)

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A rotina é levantar a taça

12:31 Net Esportes 1 Comments

Difícil de acreditar mas inegavelmente a mais pura verdade, o técnico do Manchester United está no comando da equipe desde o ano de 1986, onde realiza um trabalho absolutamente fantástico à frente da equipe inglesa, que aos poucos foi ganhando seu espaço, e também os títulos, fazendo com que levantar a taça de campeão em alguma competição, tenha se tornado uma verdadeira rotina para seus jogadores.

Essa doce e agradável rotina virou realidade novamente neste sábado, título antecipado do campeonato inglês e festa no Old Trafford, mais do que campeão o Manchester United foi tricampeão, feito que somente ele mesmo havia conquistado recentemente, entre os anos de 1999 e 2001, a máquina de ganhar títulos também conseguiu igualar o recorde de conquistas nacionais que era do Liverpool, num total de 18 glórias.

O domínio na Premier League é amplo e massacrante principalmente do início dos anos 90 pra cá, onde soma nada menos que 11 conquistas, porém o time hoje liderado pelo português Cristiano Ronaldo, além de outras peças importantes como Rooney, Ferdinand, Evra, o veterano Giggs e rantos outros, não está resumido apenas a vencer em casa, ganha também a Champions League como no ano passado, e o Mundial de Clubes não fica por menos.

Assim o objetivo agora é levar quatro títulos na mesma temporada, quem pode duvidar da força desse time que tem uma defesa extremamente forte começando pelo goleiro Van der Sar, no final do ano passado foi o Mundial de Clubes, esse ano já levou a Copa da Liga Inglesa e agora o Campeonato Inglês, restando apenas a grande decisão da Champions League, no próximo dia 27 de maio, contra ninguém menos que o Barcelona, e tentando manter essa rotina tão saudável de levantar a taça, ou as taças. (Foto: Adrian Dennis/AFP)

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Novos desafios de Phelps

10:15 Net Esportes 3 Comments

Conseguir apagar a imagem ruim que deixou no final do ano passado, quando foi fotografado fumando maconha em uma festa universitária, é um desafio e tanto para o maior nadador de todos os tempos Michael Phelps, porém passado os três meses de punição impostos pela federação norte-americana de natação, ele volta à competir, e terá em sua programação muitos novos desafios pela frente.

O próprio nadador afirmou ter cometido um erro estúpido, e que aprendeu com isso, mesmo assim o péssimo exemplo que acabou dando aos inúmeros fãs não diminuíram muito sua credibilidade, continuou sempre chamando muito a atenção nos diversos eventos que compareceu após as Olimpíadas de Pequim, onde muitos afirmam que essa nova rotina de vida, toda a badalação aos seus redor, acabaram levando ele a fazer besteiras.

Os holofotes agora apontam para o Grand Prix de Charlotte, onde Phelps estará competindo pela primeira vez após as oito medalhas de ouro conquistadas na China, porém desta vez participará de algumas provas que não são especialidades suas, como os 50m e 100m livres além dos 100m costas, provas muitos rápidas que hoje em dia são dominadas por nomes como César Cielo, Alain Bernard, Eamon Sullivan e Frédérick Bousquet.

Além da expectativas de vê-lo novamente em ação, fica também a expectativa de ver como se comportará com esses novos desafios, que dará também uma idéia do que ele poderá fazer em Londres 2012, já que manteve também na disputa os 200m livre e dos 100m borboleta que está acostumado à vencer, porém não estará nos 200m e nos 400m medley, duas provas que domina amplamente, descartadas, porque o que ele quer agora são novos desafios. (Foto: Streeter Lecka/Getty Images)

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Histórias do Futebol V

10:23 Net Esportes 3 Comments

A Europa em guerra e o esporte em recessão, 1942 não teve Copa do Mundo, 1946 também não, a FIFA mudava até a sua sede de cidade, e buscava fora do continente desvastado um local para sediar o quarta edição daquele que é hoje maior evento do futebol mundial, a solução acabou sendo retornar para a América do Sul, palco da primeira edição, mas não no Uruguai como foi em 1930, e sim no Brasil, que construiu o Maracanã.

Consta que na grande decisão haviam 200 mil pessoas no estádio carioca, mas o público oficial de pagantes é de 173.850, que seria superado futuramente no jogo das eliminatórias para a Copa de 1970, onde foi registrado 183.341 pagantes, o intuito de tantas pessoas em lotar o Maracanã na grande final era bem óbvio, ver o Brasil campeão do Mundo pela primeira vez em sua história, e pela campanha que vinha fazendo isso parecia que ia mesmo acontecer.

Começou com 4 a 0 no México mas depois conseguiu goleadas incríveis, 7 a 1 na Suécia e 6 a 1 na Espanha, talvez nem tenha sido tão surpreendente quanto a vitória dos EUA contra a Inglaterra por 1 a 0, os inventores do futebol estavam eliminados e os aperfeiçoadores do jogo prontos para levantar a taça, Zizinho, Barbosa, Bauer, Ademir e tantos outros poderíam ser campeões até com antecedência, mas o uruguaio Alcides Ghiggia foi quem decidiu a Copa de 1950.

A fase final naquela época era disputada em um grupo de quatro times, na penúltima rodada o Brasil fazia sua parte goleando a Espanha enquanto o Uruguai empatava com a Suécia, Ghiggia já havia marcado um e Míguez fez outros dois que impediram o título brasileiro, ainda assim bastava um empate para o anfitrião levantar a taça. O Brasil abriu o placar contra o Uruguai, mas sofreu a virada, gol dele, Ghiggia, faltando cerca de 10 minutos para o final do jogo, um gol que segundo a lenda calou o Maracanã naquele dia, o Uruguai se tornava bicampeão e entrava definitivamente para a história do esporte mundial. (Foto: Arquivo)

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Maglia rosa está em jogo

15:22 Net Esportes 2 Comments

Não houve nenhum resultado muito expressivo desde o seu retorno ao ciclismo e para piorar uma queda no final de março durante a primeira etapa da Volta a Castela, clavícula quebrada e calendário de treinos totalmente prejudicados, ninguém jamais duvidou que o grande objetivo de Lance Armstrong ao desistir da aposentadoria era e ainda é vencer o Tour de France pela oitava vez, mas brigar pelo Gira da Itália sempre foi também uma hipótese.

O próprio ciclista norte-americano, hoje correndo pela equipe Astana, tratou de declarar que não tentará vencer a Volta italiana, uma das três maiores do mundo, durante a entrevista no dia que antecedeu o inicio da briga pela maglia rosa, os motivos foram justamente as circunstâncias em que ele chegou para a competição, porém deixou claro que brigará e ficará muito frustrado se não conseguir, ao menos uma vitória em uma etapa qualquer.

Chances para isso não vão faltar, o contra-relógio que é uma de suas especialidades e também grandes subidas, como na quinta e décima etapas por exemplo, quanto aos favoritos para vencer a competição estão o companheiro de Armstrong, Levi Leipheimer, e Ivan Basso da Liquigas, correndo por fora na briga aparecem Danilo Di Luca, Damiano Cunego e Dennis Menchov, mas não o atual campeão Alberto Contador, que não corre por supostamente não ter feito uma preparação adequada.

Se tudo é uma grande jogada ou se Lance Armstrong realmente não tem condições de vencer o Giro pela primeira vez em sua carreira, saberemos somente no decorrer da competição, que já teve três etapas disputadas, com duas vitórias do sprintista Alessandro Petacchi, o atual dono da maglia rosa, mas que deve perde-la em breve, Armstrong aparece em quinto lugar, com 13 segundos de vantagem para Leipheimer, por enquanto nada que possa definir alguma coisa nessa briga. (Foto: Damien Meyer/AFP)

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Vivendo do mesmo mal

19:40 Net Esportes 3 Comments

Se não a melhor, talvez uma das melhores largadas de toda sua carreira na Fórmula 1, um erro de cálculo apontava o carro de Rubens Barrichello mais pesado do que o do seu companheiro Jenson Button, porém o brasileiro mesmo saindo na terceira posição, assumiu a ponta passando Vettel e o próprio Button logo na saída, tudo indicava que no GP da Espanha, o primeiro do ano na Europa, Rubinho finalmente teria sua primeira vitória pela Brawn GP, mas não foi o que ocorreu.

Na história está eternamente registrada e da memória é impossível ser apagado, Rubinho sofria na Ferrari com a preferência que seu companheiro Mchael Schumacher tinha, sendo no GP da Áustria de 2002 o pior dos fatos quando teve que entregar a vitória ao alemão, deste mal ele tem certeza que não viverá mais, pois este tipo de ordem das equipes foi banido na Fórmula 1, mas mesmo sem ser descaradamente, a Ferrari sempre manteve a preferência por Schumacher.

Ele andava mais rápido na pista, as trocas de pneus e reabastecimento eram mais rápidas que as de Rubinho e de maneira sutil ele voltava à frente do brasileiro se estivesse atrás, o drama durou até que Barrichello deixou a equipe italiana, sua carreira estava praticamente acabada mas a Honda ressurgiu de maneira impressionante e as chances de vitórias também, como neste domingo, porém mais uma vez acabou prejudicado pelas mirabolantes estratégias da equipe.

Ninguém quer acreditar que seja verdade e a própria equipe nega, Rubinho por sua vez ameaçou parar de correr e abandonar a Fórmula 1 caso suspeite um pouquinho apenas que seu companheiro Jenson Button esteja sendo favorecido pela equipe, algo que Ross Brawn não admite de jeito nenhum, porém está mais do que óbvio que isto já acontece, mesmo porque o inglês além de tudo vem andando muito rápido e com muita consistência, para ele o trabalho da equipe foi brilhante, e ele venceu pela quarta vez em cinco provas.

A diferença no campeonato entre Button e Barrichello, que acabou em segundo lugar, é agora de 14 pontos, faltam muitas provas ainda para que o público aceite ver a equipe priorizar o Button por ele ser o líder, já parece bem evidente que a Brawn GP não vai perder muito rendimento, sendo a Red Bull a única que pode superá-los, e Rubens Barrichello mostrou nesse final de semana que ainda pode lutar pelo título, que ainda é rápido, se não tanto no mínimo merecia ter conseguido a vitória no circuito da Catalunha, só pela excelente largada.
(Foto: Dani Cardona/Reuters)

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França é do Brasil

11:55 Net Esportes 2 Comments

Em uma piscina olímpica, com distância de 50m, o Brasil viu um recorde mundial ser batido lá no ano de 1982, Ricardo Prado estabelecia nos 400 m medley a melhor marca do mundo na época, 4min19s78 em Guaiquil, no Equador, passaram-se então 26 anos para que outro brasileiro pudesse conseguir a façanha mais uma vez, Felipe França, na prova dos 50m peito, com o detalhe de ter nascido cinco anos após o feito de Prado.

Ele não nega que o o supermaiô Jaked tenha contribuindo um bocado, mas se defende falando que daqui a um ano haverão maiôs muito melhores que esse, mas a verdade é que no fundo o que importa mesmo é a marca de 26s89 que registrou na prova ontem, um pouco abaixo da obtida neste sábado, 27s25, mas desta vez era a grande final, e valeu a medalha de ouro no Troféu Maria Lenk, além da vaga para o Mundial de Roma, em julho.

Além de Ricardo Prado, Maria Lenk também bateu recordes mundiais nas provas de 400 m peito e 200 m peito em 1939, Manoel dos Santos foi recordista mundial nos 100 m livre em 1961 e José Fiolo no 100m peito em 1968, já na piscina curta são seis recordes mundiais entre 1993 e 2007, mas na piscina longa fazia muito tempo que não ocorria, e Felipe França, do Brasil, consegui, um feito histórico aos 22 anos de idade, o garoto promete. (Foto: Satiro Sodré/CBDA)

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É culpado ou inocente?

08:47 Net Esportes 3 Comments

Muitos disseram que quando ele deixou a equipe do Boston Red Sox, o time havia se livrado de um verdadeiro que câncer, durante o impasse implorava por uma trasnferência e no meio de um jogo chegou a exibir uma plaquinha dizendo "Me troquem pelo Brett Favre", jogador de Futebol Americano que na época também procurava um time para jogar, obviamente o quarterback não ia jogar beisebol, mas mesmo assim Manny Ramirez encontrou um lugar para atuar.

Ironias à parte, Ramirez é um excelente jogador, foi fundamental para as duas últimas conquitas do Sox na MLB mas já não havia como seguir na equipe que o consagrou, o jeito foi tentar a sorte em outro lugar, e a bola da vez acabou sendo o Los Angeles Dodgers, que acolheu de braços abertos o jogador e viu ele ter um excelente desempenho mesmo já com seus 36 anos de idade, feliz, a equipe teve um começo arrasador nessa temporada.

Jogando em casa, o Dodgers alcançou na noite de quarta-feira o recorde absoluto de 13 vitórias e nenhuma derrota nos 13 primeiros jogos da temporada em seu estádio, mas ontem veio o primeiro golpe, Ramirez foi flagrado no exame anti-doping e ganhava uma suspensão de 50 partidas, o time entrou em campo contra Washington Nationals no Dodgers Stadium, e sem sua principal estrela, foi derrotado pela primeira vez nos seus domínios este ano.

Depois do recente escândalo de doping envolvendo o grande astro do Yankees, Alex Rodriguez, agora é a vez de todos se estarrecerem com Manny Ramirez, que se defendeu dizendo que está usando um medicamento com receita médica e não sabia que nele havia substâncias proibidas pela MLB, afirmando que não usou esteróides e já passou cerca de 15 exames nos últimos cinco anos. Ninguém sabe ao certo se ele é culpado ou inocente, mas o caso já existe e é triste, manchando o esporte mais uma vez. (Foto: Harry How/Getty Images)

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Uma classificação sofrida

17:57 Net Esportes 5 Comments

O que estaria pensando Josep Guardiola quando já quase no finalzinho da tempo regulamentar, deu um abraço no sério e apreensivo Guus Hiddink? ele precisava de apenas um gol enquanto que o holandês já havia feito o seu e só esperava o final da partida, mas o juiz deu quatro minutos de acréscimos, nem precisava tanto, aos 48 minutos do segundo tempo o Barcelona conseguiu o que tanto queria, balançou as redes, empatou o jogo e se classificou para a final da Champions League.

Um verdadeiro balde de água fria no Chelsea, No Camp Nou foi 0 a 0 e no Stamford Bridge Essien havia anotado o gol que era suficiente para alcançar a final, mas o camisa cinco de herói virou vilão, dentro da área entregou a bola para um apagado Messi que no momento certo brilhou, passe preciso para Iniesta e um golaço sem chances de defesa para Peter Cech, alegria espanhola e decepção total para os torcedores do Blue´s.

A chance que o Chelsea teve era de repetir a final da Champions League do ano passado, já que o outro classificado foi o Manchester United que não teve dificuldades diante do Arsenal, o trabalho de Guus Hiddink, conhecido como o técnico milagroso que leva equipes desacreditadas mais longe do que todos imaginam, estava excelente, a prioridade era não tomar gols, marcando o suficiente e necessário, porém o velho ditado de que "a melhor defesa é o ataque" acabou prevalecendo.

Guardiola deve ter dito "boa sorte" à Hiddink ou um "seja o que Deus quiser" e pra sua sorte ele quis o Barça na grande decisão, a sexta de sua história com dois títulos conquistados, ele quis que o mundo visse no próximo dia 27 de maio, em Roma, o grande duelo entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, um grande duelo entre Manchester United e Barcelona, onde não há dúvidas de que será tão emocionante quanto o jogo de hoje, e também muito aguardado por torcedores e fãs do mundo inteiro. (Foto: lluis Gene/AFP)

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Dodgers é 100% em casa

10:45 Net Esportes 2 Comments

As arquibancadas do Dodgers Stadium que ficam mais distantes do home plate são pequenas e estavam esvaziadas na noite de ontem, porém foi por ali que caíram duas bolas logo na primeira entrada da partida, home run para Manny Ramirez e home run também para Andre Ethier, eram apenas os dois primeiros de sete pontos contra o visitante Arizona Diamondbacks, o prenúncio de mais uma vitória, mas não uma vitória qualquer.

O dia 11 de Abril ficou para trás, mas quando naquele sábado o Los Angeles Dodgers venceu o San Francisco Giants por 11 a 1, mal sabia que era a primeira vitória de uma sequência histórica que alcançariam na partida realizada ontem, o placar de 7 a 2 contra o D-Backs representou a 11ª vitória seguida jogando em casa, onze triunfos em onze jogos realizados nos seus domínios, sendo que fora de casa foram registradas apenas oito derrotas em dezesseis jogos.

Onze vitórias nos onze primeiros jogos da temporada em casa não ocorria desde o ano de 1911 na Liga Nacional da MLB, ocasião em que o Detroit Tigers conseguiu uma incrível sequência de 12 vitórias seguidas nos 12 primeiros jogos atuando em seu estádio, na Liga Americana o Kansas City Royals estabeleceu um 11-0 em casa no ano de 2003, ficando bem próximo do recorde histórico do Tigers, algo que o Dodgers ainda tem chances de conseguir.

A marca pode ser aumentada, pois a equipe volta a receber o Arizona em seus domínios nesta terça-feira, além de continuar jogando no Dodgers Stadium todos os dias até o próximo domingo, contra Wahington duas vezes e San Francisco três, com seus arremessadores afiados, Ramirez rebatendo como nunca e quem sabe a torcida lotando as arquibancadas, afinal não é todo dia que que se consegue marcas históricas e tão expressivas como essa, resta saber se manterão a força até o fim nessa longa jornada de jogos que ainda resta. (Foto: Hector Mata/AP)

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Um confronto digno de final

09:11 Net Esportes 5 Comments

Alguns times vem crescendo e demonstrando muita força e reação, mas mesmo assim fica um pouco difícil imaginar que as finais da NBA não terão um confronto entre Cleveland Cavaliers e Los Angeles Lakers, o time de LeBron James foi o único com quatro vitórias na primeira rodada dos playoffs, enquanto que o de Kobe Bryant só perdeu uma partida, mas longe deles dois times fizeram um confronto épico, digno de uma final do melhor basquete do mundo.

Saudades eternas o Bulls sentirá de Michael Jordan, mas talvez uma esperança eles tenham conseguido nessa temporada, primeira escolha do draft e já eleito melhor novato do ano, Derrick Rose foi um dos grandes destaques na série contra ninguém menos que o atual campeão Boston Celtics, que não tinha uma de suas grandes estrelas, Kevin Garrett estava machucado, e o equilíbrio nos jogos acabou sendo inevitável.

Foram sete jogos, e somente em três de quatro vitórias do Boston Celtics não houve prorrogação, talvez esse tenha sido o fator que determinou seu merecimento em ir para a próxima rodada, mas não tirou a honra do Bulls que foi valente e guerreiro nas outras quatro partidas, em especial o jogo seis, onde não podiam perder por nada em sua casa lotada pela torcida, foram nada menos que três prorrogações e uma vitória apertada por um ponto, simplesmente emocionante.

Depois da batalha o Boston Celtics deve ganhar muita força, o problema é do Orlando Magic, prova disso é a força que o Denver Nuggets já mostrou no Oeste derrotando o Dallas Mavericks, que havia passado pelo San Antonio Spurs, sendo estes os dois prováveis confrontos mais equilibrados, já que apesar de tudo fica difícil imaginar que Cavaliers e Lakers não consigam vencer Hawks e Rockets, e assim suas preocupações ficam apenas para as finais de Conferência, onde aí sim terão muito trabalho pela frente. (Foto: Brian Babineau/NBAE)

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No melhor estilo Tyson

09:10 Net Esportes 0 Comments

Desde quando anunciado se tornou um dos duelos mais aguardados do ano, fato extremamente comum no mundo do boxe, de um lado o filipino Manny Pacquiao, nada a menos do que o fato de ser considerado o melhor lutador da atualidade entre todas as categorias, do outro o desafiante britânico Ricky Hatton, com uma derrota a menos que o rival e totalmente disposto a acabar com sua hegemonia.

Porém o que acabou se vendo no ringue era que toda aquela confiança que o inglês passou durante os meses que antecederam o combate acabou em muito pouco tempo, lembrando algumas das épica lutas onde Mike Tyson arrasava seus adversários rapidamente, Pacquiao acabou derrubando Hatton duas vezes só no primeiro round, e continuou batendo intensamente até levá-lo à lona novamente no final do segundo.

Liquidado literalmente, Ricky Hatton teve que ser atendido pelos médicos ainda dentro do ringue, enquanto Manny Pacquiao já comemorava o título de campeão da categoria meio-médio ligeiro (até 64kg) da Organização Internacional de Boxe (OMB), igualando a merca de Oscar De La Hoya que também obteve cinturões em seis categorias diferentes, e que estava assistindo de perto a luta ocorrida na madrugada deste sábado em Las Vegas.

Além do aposentado De La Hoya, cuja última derrota na carreira antes de se aposentar foi justamente para Pacquiao, outras 16 mil pessoas lotaram o MGM Grand incluindo os atores Jack Nicholson e Mark Wahlberg, e depois desse grande e fulminante massacre o que se espera agora é um outro grande duelo, onde o filipino deverá enfrentar o invicto Floyd Mayweather Jr., que volta da aposentadoria em julho, e quem sabe pode fazer frente com "PacMan", que já virou rei das Filipinas e garantinou um enorme festa nas ruas de Manila. (Foto: Al Bello/Getty Images)

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Ele voou como um pássaro

19:54 Net Esportes 0 Comments

Apesar deste sábado ter tido final de tarde cinzento em Louisville, Kentucky, milhares de pessoas não hesitaram em lotar completamente o Churchill Downs, tudo para acompanhar de perto aquela que é a maior corrida de cavalos do mundo, o Kentucky Derby, que chegou à sua edição de número 135, e reservou emoções de sobra desde o começo do dia até o final dele, onde se viu uma vitória arrasadora.

Fazia muito tempo que não acontecia mas infelizmente ocorreu, o favorito desistiu justamente no dia da competição, I Want Revenge apresentou uma lesão e seu treinador Jeff Mullins não pensou duas vezes para tirá-lo do páreo, sobrou tristeza para Joe Talamo, o jovem jockey de apenas 19 anos de idade. Foi um grande susto e preocupação para os fãs e apostadores de todas as partes, quem poderia agora se tornar o grande vencedor da corrida mais aguardada de todos os anos?

Chocolate Candy estava confiante e Papa Clem queria gravar seu nome na história, além de General Quarters que tinha grandes possibilidades na pista mais famosa do planeta, mas dentre os 18 cavalos restantes, um deles parecia ter criado asas para literalmente voar diante do público que ia ao delírio, Mine That Bird largou da posição número 8, chegou a estar atrás de uns 14 concorrentes, mas deu um arrancada fantástica e venceu com folga.

Pelo alto foi possível ver Mine That Bird ultrapassar vários de seus adversários por dentro da pista desde a penúltima curva, a arrancada na reta sob a condução do jockey Calvin Borel foi incrível e ele abriu cerca de sete corpos de vantagem, foi o segundo triunfo de Borel que havia vencido em 2007 com Street Sense, ele não se contia de emoção enquanto dava a volta da vitória agradecendo o público, voou para vencer e estava nas nuvens com um triunfo surpreendente e espetacular que sem dúvida entrou para a história do turfe. (Foto: Jamie Squire/Getty Images)

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Quinze anos se passaram

12:23 Net Esportes 9 Comments

O ano de 1994 era apontado como um dos mais promissores, talvez até um dos mais esperados na carreira do piloto brasileiro Ayrton Senna, finalmente ele tinha chegado onde queria na época, a equipe Williams, que era disparada a melhor dentre todas na Fórmula 1, onde seu maior rival Alain Prost havia conseguido o título no ano anterior com larga vantagem sobre ele mesmo, mas a tão esperada união acabou não tendo o resultado esperado.

Depois da frustração enorme da primeira corrida daquele ano, o GP Brasil, Senna chegava mais cauteloso do que otimista no GP do Pacífico, um circuito sinuoso e lento que não fazia parte do calendário rotineiro da categoria, e só o fez até o ano seguinte, nos bastidores muita polêmica envolvendo a equipe Jordan, que teve um de seus pilotos punido, e nas pistas a grande surpresa do momento, Michael Schumacher, com muita sede de vitória.

Sem Ayrton Senna no GP Brasil, Schumacher e sua Benetton venceram com facilidade, mas no Pacífico o piloto brasileiro estava disposto a mudar essa história e cravou a pole-position, mas as chances de vitória acabaram muito mais rápido do que se esperava, Senna caiu para segundo logo na largada, sofreu uma colisão de Mika Hakkinen e rodou saindo da pista, na caixa de brita ainda acabou sendo atingido por Nicola Larini e viu sua corrida acabar ali.

A prova não teve outro resultado senão o esperado triunfo do jovem alemão que se tornaria campeão naquele ano, com Berger em segundo e a surpresa Rubens Barrichello na terceira colocação, Senna apenas lamentava não estar conseguindo o que esperava de seu novo e tão sonhado carro, ficava cada vez mais pensativo e preocupado, mas jamais poderia imaginar que aquela corrida do dia 17 de Abril de 1994, teria sido a penúltima de toda a sua vida. (Foto: Arquivo)

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