segunda-feira, 28 de julho de 2014

Como se todos os seus rivais estivesse lá

Já é sábado, dia 26 de julho de 2014, o fim de semana chagou, mas não é hora para descansar. Tony Martin estabeleceu um excelente tempo e ele precisa acelerar muito se quiser superar o campeão mundial. O esforço foi sublime, mas ficaram faltando quase dois minutos para ser o grande vencedor do dia. Tamanha dedicação e empenho nem eram tão necessário, pois sua ampla vantagem jamais poderia ser superada. Mesmo assim o “tubarão do estreito de Messina” mostra porque sua conquista é tão mereceida. Tudo porque ele corre para vencer mesmo que esteja muito longe de perder.

Sim, Chris Froome sofreu uma queda é não teve chance de brigar pelo título novamente. Sim, Alberto Contador também caiu e não teve chance de tentar vencer sem estar sob o efeito de doping. Não tem Andy Schleck, não tem Bradley Wiggins, não tem o vencedor do Giro de Itália Nairo Quintana, pois é impossível vencer as três principais corridas do ciclismo no mesmo ano. Só mesmo em anos diferentes. É para poucos, é para o italiano Vincenzo Nibali. Ele não se importa com as ausências de seus principais rivais, ele corre como nunca, como se todos eles estivesse colados na sua bota.

É quinta-feira, dia 24 de julho de 2014. Os ciclistas partem em direção à Hautacam, onde o Tour de France chega pela quinta vez em sua história. Ali, no topo desta montanha de categoria máxima, jamais o vencedor da etapa foi o dono da camisa amarela, pelo menos até esse ano incrível de um italiano incrível. Ele sobe os últimos sete ou oito quilômetros como se estivesse sendo seguido por Brody, Hooper e seus arpões assassinos. É como se estivesse já treinando para o ano que vem sabendo que muito provavelmente alguém estaria ali ao seu lado querendo roubar sua camisa de cor bonita. Foi a sua quarta vitória na 101ª edição da maior competição de ciclismo do planeta que mostrou bem como ele mereceu o título que conquistou.

O tubarão fez a Itália então se lembrar do pirata. A última vez que um representante da terra de Roma havia sido campeão do Tour de France foi em 1998, com Marco Pantani. Naquela época ele havia vencido o Giro e o Tour no mesmo ano, mas não levou a Vuelta da Espanha. Vencer as três grandes voltas de ciclismo do mundo é coisa para poucos, apenas seis ciclistas em todos os tempos. E Vincenzo Nibali se tornou um deles, e com uma vantagem tão grande quanto a que conseguiu Lance Armstrong em 1999, um título que foi caçado por doping; e Jan Ulrich em 1997, ciclista que também tem seus resultados sob suspeita. Agora Nibali reescreve a história das vitórias avassaladoras, pois correu da forma mais brilhante que um vencedor pode correr. Como se os seus rivais estivessem lá, mesmo que não houvesse nenhum deles ao seu lado.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Casamento cancelado e o título conquistado

Se os convites já haviam sido enviados, provavelmente algum presente já havia sido comprado. Quem encomendou um vestido novo, teve que procurar outro lugar para usá-lo. Quem iria alugar um terno, ficou aliviado por saber que não precisaria mais lembrar como dar um nó na gravata. O cabeleireiro não seria mais necessário, a manicure foi dispensada e o vestido de noiva mais caro da Dinamarca ficou na loja esperando pela próxima noiva. A igreja estava vazia e sem convidados, pois o casamento havia sido cancelado. Para a alegria dos fãs mais apaixonados, Caroline Wozniacki estava solteira novamente. E por que será que Rory McIlroy tomou essa drástica decisão? Talvez tenha sido para ser mais uma vez o grande campeão.

Em 2011 isso não era um problema quando ele venceu o US Open. Assim como não atrapalhou em nada a sua conquista no PGA Championship de 2012. McIlroy formava um belo casal com Wozniacki e ambos seguiam muito bem as suas carreiras esportivas, pelo menos até 2014. Os resultados não estavam mais vindo com naturalidade e alguns já diziam o motivo era a proposta de casamento feita no final de 2013. A Igreja, a festa, o véu da noiva aguardando para deslumbrar e o buque pronto para voar. Os convites já haviam sido enviados, mas tudo acabou sendo cancelado. Onde será que McIlroy estava com a cabeça? Ele queria ser campeão novamente com certeza.

Livre! Rory McIlroy não tem mais compromisso com Caroline Wozniacki e não precisa mais se preocupar com algum escândalo parecido com o que viveu seu companheiro de profissão Tiger Woods. O americano jamais foi o mesmo, ele precisa de um esforço gigantesco para superar o corte do The Open Championship de 2014. Enquanto isso, lá na frente ou lá em cima está o jovem irlandês que se parece muito com ele em seus bons tempos de vencedor. Seis tacadas abaixo do par no primeiro dia e seis tacadas abaixo novamente no segundo dia. Ele não se lembra mais da sua bela namorada dinamarquesa e segue firme para ser coroado junto à realeza. O único casamento que ele quer agora é com a vitória.

Parece incrível, mas ele mantém seu jogo sólido e entra no último dia com seis tacadas de vantagem para o segundo colocado. Suas tacadas perfeitas e os birdie´s constantes, no entanto, diminuem um pouco na última volta. Por sorte ele já havia feito o suficiente nos dias anteriores para manter o espanhol Sergio Garcia e o americano Rickie Fowler a pelo menos duas tacadas de distância. Assim McIlroy pode erguer o troféu de campeão e comemora a tão sonhada conquista em casa com a sua querida mãe. Enquanto isso, aquela que poderia ter sido a sua futura esposa, também sorri feliz, pois foi a grande campeã do torneio de Istambul. O casamento foi cancelado, para que os títulos fossem conquistados.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Alguns fatos que marcaram a Copa de 2014

Não teve vuvuzela, e a caxirola ainda foi proibida pela FIFA. Não teve um nova Larissa Riquelme, apesar das muitas belas mulheres nos estádios. Não teve o Maradona de terno ao lado do gramado, mesmo que outros comandantes de seleções chamassem alguma atenção. Não teve jabulani, alguns nem se lembram que a nossa bola se chamava brazuca. Não teve Polvo Paul, pois nenhum dos seus mais de mil plagiadores emplacou. Não teve nenhum fato realmente marcante na Copa do Mundo de 2014, talveaz por isso a lenda de pé frio do Mick Jagger teve de ser revivida mais uma vez. Mesmo assim, pelo menos dentro de campo, a Copa no Brasil pode ser lembrado por alguns acontecimentos que jamais serão esquecidos.

1. Tetra 24 anos depois
As coincidências fazem parte da vida. Elas só são lembradas quando acontecem de forma precisa, mas quando isso acontece é realmente incrível. Em 1994 o Brasil conquistou o tetra exatos 24 anos após ter sido tricampeão. Em 2006 foi a vez da Itália ser tetra, e foram exatos 24 anos depois do tri. Agora em 2014 faziam exatos 24 anos que a Alemanha havia sido tri, em 1990. Já era coincidência demais enfrentarem a Argentina final novamente, como também havia sido em 1986. E a história se repetiu, Alemanha tetra 24 anos depois de ter sido tri. Um título muito merecido.

2. Goleadas
Parecia uma exclusividade da Fonte Nova, em Salvador. A Holanda surpreendeu a campeão Espanha com uma goleada de 5 a 1. Depois a França massacrou a Suiça por 5 a 2, e poderia ter sido 6 a 2 se o juiz não apitasse o fim da partida. Depois a Alemanha fez 4 a 0 em Portugal e a festa dos gols na capital baiana terminou. Só que as goleadas na Copa de 2014 não, pois em Belo Horizonte o Brasil foi simplesmente massacrado pela Alemanha. Derrota por 7 a 1 e vexame histórico, um fato tão marcante que será lembrado para sempre.

3. Dinheiro para Gana
Os jogadores de Gana simplesmente ameaçaram não entrar em campo se os seus salários não fossem pagos. Eles queriam dinheiro e o dinheiro veio, de avião. Nada de depositar na conta, transferência via PayPal ou pagamento a alguém próximo em seu país. Nada disso, o dinheiro teve que vir de avião, literalmente, carregado, escoltado, protegido e entregue em mãos aos jogadores em uma cena bizarra e marcante na Copa. Com tudo acertado eles foram para o jogo, e perderam.

4. Luis Suárez
A mordida de Suárez no italiano Chiellini talvez sem dúvida foi um dos fatos mais marcantes da Copa de 2014. Rendeu suspensão ao jogador, piadas na Internet e até pessoas ganhando dinheiro por terem apostado em um acontecimento tão inusitado, apesar de não ter sido inédito para o jogador uruguaio.

5. Miroslav Klose
Sempre vão dizer que o jogador Klose não é craque de bola, que jamais será como um Cristiano Ronaldo ou um Lionel Messi, ou mesmo um Ronaldo. Mas o jogador alemão é oportunista e sabe marcar gols, marcou nas quatro Copas do Mundo que disputou e se tornou simplesmente o maior artiheiro de toda a história com 16 gols. Marcante sem dúvida alguma.

sábado, 12 de julho de 2014

Miami Heat diz adeus às finais após 4 anos

Foram três anos seguidos e depois mais três anos seguidos. Poderiam ter sido oito anos consecutivos, poderia ter sido mais, maior do que o recorde do Boston Celtics de Bill Russel. A equipe do Chicago Bulls jamis havia tido a chance de disputar o campeonato, e após Michel Jordan jamais conseguiu isso novamente. Foram seis anos na grande decisão e seis títulos conquistados, graças à uma equipe bem formada e bem treinada, mas principalmente graças ao maior jogador de basquete de todos os tempos. Talvez não haja e nunca haverá ninguém igual, mas próximo talvez. Sem Kobe Bryant o Lakers não teria ganho tanto quanto ganhou recentemente. Sem LeBron James o Miami Heat jamais teria sequer chegado na final novamente.

Ele fez uma palhaçada na TV chamada de "A decisão". Ele foi embora e deixou para trás suas origens. Ele foi chamado de traidor e os fãs mais eloquentes ficaram insanos. Sua camisa foi queimada, seu nome era riscado como se o que tivesse feito não valesse de absolutamente nada. O Cavaliers jamais havia chegado em uma decisão de campeonato antes em sua história que começou em 1970, mas nem pela grande chance que ele lhes deu em 2007 eles eram mais gratos. LeBron James preferiu virar as costas para quem lhe criou e lhe acolheu, para quem lhe escolheu, e foi em busca de um sonho. Ele foi em busca dos títulos para ele, os títulos que o Miami Heat nem fazia ideia que poderia conseguir novamente.

Quatro anos, quatro finais consecutivas e duas taças a mais na sala de troféus. Poderiam ter sido quatro, para alguns deveriam ter sido quatro. Mas LeBron James não é Michael Jordan. Talvez ainda seja um dia, mas não será sob o sol quente da Flórida. O Miami Heat diz adeus às finais após estar lá por quatro anos consecutivos. E LeBron James volta para casa para renovar as esperanças do Cleveland Cavaliers. Ohio é o seu lar, o Cavs é o seu time e sempre será. O seu povo merece ter a chance de acreditar que um dia o sonho possa se tornar realidade. O trabalho será difícil, mas Lebron está lá novamente, porque chegou a hora de se arrepender do fogo colocado naquela camisa que jamais será esquecida.

domingo, 6 de julho de 2014

Djokovic se junta a Juan Martín del Potro

Onze anos é muito tempo. Havia uma barba por fazer, o cabelo era diferente, com um pequeno rabo de cavalo, parecia até um pirata. A bola do rival para na rede, ele nem acredita e se ajoelha no chão erguendo em seguida os braços para o céu. Foi em 2003 e Roger Federer vencia pela primeira vez o lendário torneio de Wimbledon. Se Mark Philippoussis, o Duque de Kent ou qualquer outro que estivesse presente naquela quadra central ainda sem o teto retrátil lhe dissesse que onze anos depois ele voltaria a disputar um final por ali, ninguém e nem mesmo o próprio jogador suíço iria realmente acreditar nisso. Talvez ele não fizesse nem ideia que a partir daquele momento se tornaria um dos maiores jogadores de tênis de todos os tempos e muito mais do que isso, que apenas três outros jogadores incluindo um tão grande quanto ele poderia ter a ousadia de lhe parar em uma final de Grand Slam.

O destino assim desejou em na final de Roland Garros de 2009 Federer encarou Robin Söderling na grande decisão. Foi a única vez nos últimos dez anos que Rafael Nadal não esteve na decisão do Aberto da França. Em todas as outras nove vezes ele simplesmente não perdeu para ninguém. E em quatro dessas nove vezes o rival foi Roger Federer. O espanhol ainda encontrou o suíço em outras finais de Grand Slam, saindo também vencedor em duas delas: A decisão épica de Wimbledon 2008 e o Aberto da Austrália de 2009. Federer venceu Nadal em duas finais de Grand Slam, ambas em Wimbledon, e só perdia final de Grand Slam para o espanhol. Pelo menos até a final do US Open de 2009, quando acabou sendo surpreendido pelo argentino Juan Martín del Potro.

Potro conseguiu um feito extraordinário. Ele se tornou o único jogador da história além de Rafael Nadal a conseguir vencer Roger Federer em um final de Grand Slam. Algo tão significativo que nem mesmo Andy Murray conseguiu fazer até hoje. Mas neste seleto grupo ainda faltava um outro jogador que é considerado como muito melhor que Murray e que até figura nas listas dos melhores da atualidade ao lado do próprio Federer e de Rafael Nadal. Ele é irreverente e muito obstinado. Já havia vencido torneios de Grand Slam seis vezes em sua carreira e já havia estado cara a cara com o suíço na final do US Open de 2007. Novak Djokovic sentiu a força do rival naquela época e quem diria, em 2014, onze anos depois de sua primeira conquista, quase o viu renascer das cinzas como jamais alguém, e nem ele mesmo, poderia ter imaginado que pudesse mesmo acontecer.

Com 32 anos de idade nas costas. A certeza de que tudo que fez já é suficientemente grandioso. Sua esposa com suas duas filhas estão lá para lhe aplaudirem e derem apoio, seja na vitória ou na derrota. Ele voltou para a final, a final de um torneio de Grand Slam onde não esteve no ano passado. Em Wimbeldon é ainda mais especial, é sua casa. Foi ali que tudo começou onze anos atrás. A vitória no primeiro set e a reação espetacular para voltar para o jogo no quarto set foram simplesmente espetaculares e já valeram à pena. Uma pena mesmo é não estar jogando contra um Andy Roddick, um Marcos Baghdatis, um Marat Safin ou o Philippoussis de 2003. Uma pena mesmo é que do outro lado da rede estava um gigante como Nadal que se juntou a Juan Martín del Potro. São eles os três poucos que conseguem superar Roger Federer em uma final de Grand Slam.

sábado, 5 de julho de 2014

E a princesinha ainda não foi coroada

A princesinha canadense do tênis teve seu nome inspirado em uma princesa de verdade, Eugenie of York, a sétima na linha de sucessão ao trono britânico. O mesmo ocorreu com sua irmã gêmea que nasceu cerca de seis minutos depois dela. Isso foi a cerca de 20 anos atrás e hoje ela descobriu que para alcançar o trono é preciso muito mais do que fazer parte de uma filha monarca e afortunada. Semifinalista no Aberto da Austrália ela não resistiu à Li Na e disse adeus antes da grande decisão. Foi um golpe duro e ele acabou se repetindo em Roland Garros, quando também se despediu na semifinal ao ser superada pela musa Maria Sharapova. As coisa não poderiam continuar assim para Eugenie Bouchard, afinal ela conseguia jogar bem e mostrar seu talento, portanto em Wimbledon tudo aconteceu de uma forma diferente, só que talvez tenha sido um pouco mais deprimente para a princesinha loirinha.

Nos concorridos camarotes do All England Lawn Tennis and Croquet Club, bem próximo à família de Bouchard, quem se levanta para aplaudir fervorosamente é Jim Parsons, o Sheldon Cooper do seriado The Big Bang Theory. O ator americano, grande admirador do tênis, está neste local privilegiado porque se tornou no ano passado um grande amigo de Eugenie, após ter descoberto que ela assistia o famoso programa de TV. Parsons realizou o sonho de poder ver um jogo e outro sobre a sagrada grama de Wimbledon, mas acabou sendo obrigado a adir seu voo de volta aos Estados Unidos porque Eugenie Bouchard não parava de ganhar. E quando ela vence pela sexta vez não tinha como não aplaudir de pé, afinal o triunfo contra Simona Halep lhe colocou pela primeira vez em uma final de Grand Slam, finalmente.

Acabou o drama de cair na semifinal. Ela venceu Hantuchová, Petkovic, Cornet e Angelique Kerber. Ela não perdeu nenhum set e o que mais teria que provar? Loira e linda, a princesa Eugenie só queria ser coroada e fazer o Jim sorrir como todos sorriem quando ele é o Sheldon. Só que no mundo do tênis feminino não é tão fácil assim ser coroada. A juventude pode ser um problema, a inexperiência pode ser prejudicial e o nervosismo sempre abalam o seu melhor jogo. Se não bastasse do outro lado da rede ainda estava Petra Kvitová, que já havia sido campeã em 2011 e que simplesmente não lhe deu a menor chance. A princesinha canadense quase chegou lá, mas se viu obrigada a adiar novamente o seu sonho. Quem sabe no US Open, em Nova York, as coisa possam acontecer de uma forma diferente e ela possa finalmente se tornar a Eugenie de York.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Joey tem duas vitórias no dia da Independência

Restando pouco mais de um minuto para o fim do incrível duelo, Joey Chestnut ainda via seu rival Matt Stonie em sua cola como Takeru Kobayashi talvez jamais tenha ficado. O drama e a preocupação, que sem dúvida não foram tão grandes como haviam sido alguns dias antes quando os Estados Unidos foram derrotados na Copa do Mundo, logo terminaram quando ele tomou a frente e deu a arrancada decisiva rumo ao seu oitavo de título de maior comedor de cachorros quentes de todo o planeta. Do incrível recorde de 69 hot dogs consumidos em dez minutos alcançados no ano passado ele nem chegou perto, comeu 61 este ano, mas no dia da Independência americana a vitória acabou sendo dupla para o boca de tubarão pois antes do grande evento ele já havia obtido uma outra conquista.

Cinturão de mostarda na mão e no dia anterior ele havia estado até com o prefeito de Nova York Bill de Blasio. Realizado desde 1916, a competição mais famosa de comedores de cachorros quentes do Nathan's Famous é grandiosa e organizada. Tem pesagem oficial dos atletas e até competições eliminatórias para que apenas os melhores possam estar em Coney Island no dia em os novaiorquinos e curiosos lotam as redondezas da Surf Avenue com a Stillwell Avenue. E foi exatamente lá que Joey Chestnut arriscou mais do que arrisca seu estômago engolindo todo tipo de comida. Tudo porque em cima do palco, com câmeras gravando, fotógrafos fazendo imagens e todo o público na expectativa, ele se ajoelhou e propôs sua namorada em casamento.

As mulheres também tem vez na competição de comer cachorro quente. E Sonya Thomas era a rainha delas, pelo menos até esse ano quando acabou sendo superada por Miki Sudo. No ano passado Sonya havia vencido pela terceira vez seguida e quem ficou em segundo lugar na época foi Neslie Ricasa, justamente a namorada de Joey Chestnut. Ela não estava acreditando que ele estava de joelhos lhe fazendo o pedido e parecia estar morrendo de vergonha em cima do palco, mas não pensou duas vezes e disse sim em alto e bom som no microfone do apresentador maluco e seu chapéu típico do dia mais alegre do hot dog. É difícil imaginar que Chestnut seria derrotado hoje, mas sem dúvida alguma ter a certeza que seu pedido foi aceito lhe fortaleceu para encher a barriga com 23.790 calorias, 1.189 gramas de gordura, 60.390 miligramas de sódio, 2.245 gramas de carboidratos e 793 gramas de proteína.