O que Gretzky tem haver com golfe?

Recentemente o ex-jogador de futebol Pelé recebeu a Ordem Olímpica, que é uma honraria oferecida pelo COI a grandes nomes do esporte mundial. Pelé é considerado por muitos como o maior jogador de todos os tempos, alguns o chamam até de atleta do século. Muitas pessoas conhecem e sabem quem foi Pelé, mas isso não acontece com outros grandes nomes do esporte mundial. Poucos já ouviram falar ou sabem quem foi Babe Ruth, uma das maiores lendas do beisebol. No boxe, a recente morte de Muhammad Ali repercutiu em todos os cantos, mas ninguém citou o relembrou quem fora Rocky Marciano, um lutador que jamais perdeu nos pesos pesados.

Lendas do beisebol e do boxe pouco conhecidas ou reverenciadas. Se partirmos para o hóquei no gelo então, a coisa fica mais complicada ainda. Ruth e Marciano deveriam ser como Pelé, e Wayne Gretzky também. O maior jogador de hóquei no gelo que a NHL já viu em toda a sua história de mais de cem anos. Gretzky é quase um Deus para os amantes do hóquei no gelo. Sidney Crosby apenas sonha em ser um Wayne Gretzky, ou alcançar um reconhecimento semelhante. E se Wayne Gretzky não consegue um reconhecimento mundial no nível do Pelé, imagina só uma filha sua que tenta ser cantora, atriz e modelo?

Sim, Wayne Gretzky teve filhos e sua filha mais velha não iria deixar de usar seu sobrenome, mesmo que não seja um sobrenome tão reconhecido como um apelido do tipo Pelé. Paulina Gretzky desistiu da faculdade e gravou um disco de músicas. Ela também se arriscou nas telonas, participando do filme "Gente Grande 2". E com um corpo esbelto e uma beleza única, não poderia deixar de ser modelo também. Com 27 anos de idade, a gata saiu nas páginas da revista em um ensaio que não tinha muito haver como hóquei no gelo, mas sim com golfe. E só mesmo assim para entender o que Gretzky tem haver com golfe.

O mundo descobre Paulina Gretzky e faz a ligação de Gretzky com o golfe graças a Shane Lowry. Mas quem é Shane Lowry? Talvez ele seja a versão Dustin Johnson do ano passado. Não estamos na NHL, apesar do Gretzky, mas sim no US Open de golfe, um dos quatro maiores torneios de golfe do mundo. Wayne Gretzky não está jogando e nem assistindo no Oakmont Country Club, em Oakmont, Pennsylvania. Mas Paulina Gretzky e seus cabelos louros estão lá. Ela está lá porque é a esposa e mãe do filho de Dustin Johnson, e espera que o marido não perca a chance que Shane Lowry está lhe dando. Ironicamente do mesmo jeito que ele deu a Jordan Spieth no ano passado.

Desta vez Spieth está lá para trás, em 37°, e não é uma ameaça. Desta vez quem está lá na frente é Shane Lowry, com nada a menos que sete tacadas abaixo do par. Mas ele entra em colapso e abre uma avenida para Dustin Johnson avançar suavemente, como se estivesse deslizando sobre o gelo de uma quadra de hóquei. O trabalho foi feito ao longo da competição e quatro abaixo do par já é o suficiente, mesmo com a polêmica no green do buraco cinco. Dustin Johnson é campeão de um major pela primeira vez na carreira aos 31 anos, muito pouco para querer ser um Pelé, Ruth, Marciano ou Gretzky. Mas como a comemoração é com um beijo na sua esposa Paulina Gretzky, podemos dizer agora que Gretzky tem tudo haver com golfe.

Cleveland Cavaliers finalmente é campeão

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E então Kyrie Irving fez o que ninguém estava conseguindo fazer nos últimos quatro minutos de jogo, ele acertou a cesta. Ironicamente foi uma bola de três pontos, aquela que custa cair quando arremessada pelo Cleveland Cavaliers. Do outro lado, os especialistas e recordistas de bolas de três pontos, continuavam errando como nunca e cavando sua própria cova para um sepultamento coletivo dentro de sua própria morada, já quase esquecida e pronta para ser deixada para trás. Os segundos preciosos no relógio iam se esvaindo e a bola foi parar nas mãos daquele que já vinha fazendo o milagre acontecer. Os números impressionantes já o colocavam com chances de ser MVP mesmo sem o grande título. Com o anel entre os dedos tudo se tornou mais fácil e lógico.

Apenas três pontos de vantagem com dez segundos no relógio é muito pouco para dizer que tudo está garantindo. Principalmente quando se está jogando contra uma equipe especialista em bolas de três pontos. A chance de prorrogação é eminente e os fãs apaixonados, aqueles que não torcem para ninguém e adoram ver a coisa pegar fogo em um jogo sete de uma final, já estão contando com a possibilidade de continuar desfrutando do melhor basquete do mundo. Eles só não esperavam que a bola iria parar na mão do jogador mais valioso das finais. A bola decisiva do jogo decisivo está pronta para ser arremessada em direção à cesta e decretar a vitória certeira. Por sorte ele não tinha apenas uma chance, e sim duas grandes oportunidades de finalmente dar ao seu povo a sua maior alegria.

Não foi exatamente como Michael Jordan e sua ceta espetacular de três pontos no últimos segundos para ser campeão em 1998. Não foi a enterrada monstruosa que poderia ter rendido dois pontos, mas foi tão decisivo e determinante quanto a própria cesta que Irving havia acabado de fazer. Eram duas chances porque eram dois simples arremessos de lances livres. Como Pelé marcou o seu gol de número mil cobrando pênalty, para que todos pudessem estar atentos e não deixarem de ver o grande feito. Mas tinha que ser dramático, tenso e emocionante. A primeira bola não caiu e a temida vantagem de apenas três pontos permanecia. Na segunda veio o alívio, mais um ponto para o Rei Lebron James e enfim o caixão do Golden State Warriors estava fechado. A última bola finalmente caiu e o fantasma foi exorcizado.

Jamais, em uma série final da NBA, um jogador havia marcado 208 pontos com 79 rebotes e 62 assistências. Com dois jogos seguidos marcando 41 pontos, um feito de Shaquille O'Neal no ano 2000, o MVP das finais de 2016 chegou a uma média de 29,7 pontos por jogo, a maior da história para um time campeão em uma série final com sete jogos. LeBron James chegou em 2003, deu a esperança ao torcedor de Cleveland que chegava a mais de 50 anos sem ver uma equipe da cidade se tornar campeã em qualquer esporte que seja. Mas ele foi embora para ser campeão em Miami e se tornou um grande vilão. Com dois anéis, alegrias para Dwyane Wade e Chris Bosh, a hora de voltar enfim havia chegado. Havia também uma promessa para ser cumprida, alcançar uma glória que talvez ninguém pudesse imaginar o quão difícil seria.

Se não tem um San Antonio Spurs ou um Dallas Mavericks, então surge um Golden State Warriors pela frente para frustar seus sonhos e desejos. A guerra é perdida, mas a esperança é sempre renovada. Sem Kyrie Irving, Kevin Love ou qualquer outra peça fundamental, não seria possível, mas se o time conta com a liderança de LeBron James, ele estará na grande final. Assim é a NBA dos últimos anos, seja com Miami Heat ou com Cleveland Cavaliers. O problema era que só chegar na final não era suficiente. Ele precisava acertar a última bola e cumprir a promessa. Ele voltou com um só objetivo e o Golden do espetacular Stephen Curry não poderia estragar seus planos mais uma vez. A última bola então caiu, o último jogo então foi vencido. O Cleveland Cavaliers, com LeBron James MVP, do jeito que deveria ser, finalmente se torna campeão da NBA.

Lista dos maiores salários do esporte em 2016

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Todos os anos a revista Forbes trás a lista com os maiores salários do esporte. Nesse tempo vimos o domínio de Tiger Woods, principalmente pela grande quantidade de dinheiro que recebia dos patrocinadores. Porém, após o escândalo sexual que se envolveu, o então melhor jogador de golfe do mundo foi perdendo espaço no topo da lista. Nesse tempo o boxe cresceu e Floyd Mayweather Jr. fez jus ao seu apelido liderando em 2012, 2013 e até em 2014, ano em que Cristiano Ronaldo e Lionel Messi ultrapassaram LeBron James e assumiram o segundo e terceiro posto. No ano passado nada mudou no topo, mas Manny Pacquiao assumiu a segunda colocação justamente por ter enfrentado Mayweather na luta mais aguardada dos últimos tempos. O boxeador americano então se aposentou com 49 vitórias e nenhuma derrota, abrindo finalmente o topo da lista dos maiores salários do esporte para o futebol neste ano de 2016.

1. Cristiano Ronaldo
FUTEBOL
U$ 88 milhões

2. Lionel Messi
FUTEBOL
U$ 81,4 milhões

3. LeBron James
BASQUETE
U$ 77,2 milhões

4. Roger Federer
TÊNIS
U$ 67,8 milhões

5. Kevin Durant
BASQUETE
U$ 56,2 milhões

6. Novak Djokovic
TÊNIS
U$ 55,8 milhões

7. Cam Newton
FUTEBOL AMERICANO
U$ 53,1 milhões

8. Phil Mickelson
GOLFE
U$ 52,9 milhões

9. Jordan Spieth
GOLFE
U$ 52,8 milhões

10. Kobe Bryant
BASQUETE
U$ 50 milhões

O basquete da NBA é o esporte que mais trás atletas no top 10. Kobe Bryant se aposentou e, após fisgar a décima colocação, deve perder espaço no ano que vem. Stephen Curry, com U$ 23,6 milhões, é apenas o 69°, mas depois de duas finais seguidas deve receber uma renovação de contrato no Golden State Warriors e subir bem. No golfe Jordan Spieth chegou no top 10 depois do excelente ano que teve em 2015, para fazer companhia a Mickelson que já é um veterano dos mais bem pagos. O tênis segue em alta com Federer e Djokovic, Rafael Nadal é o 21° e Andy Murray apenas o 74°. E o futebol americano está representado por Cam Newton que levou seu time ao Super Bolw. Já Payton Manning, que foi o grande campeão, ficou em 27°, mas deu ao Denver Broncos o seu tão sonhado título.

A Fórmula 1 já teve dias melhores, Lewis Hamilton que várias vezes figurou o top 10, desta vez ficou em 11°. Tiger Woods já teve dias melhores, é o 12°. Foyd, agora aposentado, caiu para 16°. O atletismo está representado por Usain Bolt na 32° colocação, se fizer história nas Olimpíadas do Rio talvez melhore isso. A lista ainda segue com mais jogadores de futebol argentinos e apenas um brasileiro. No total de 100 atletas surgem duas mulheres, ambas do mesmo esporte.

21. Neymar
FUTEBOL
U$ 37,5 milhões

40. Serena Williams
TÊNIS
U$ 28,9 milhões

88. Maria Sharapova
TÊNIS
U$ 21,9 milhões


O lar encontrando quando fora está jogando

Era o ano de 1991 e o Pittsburgh Penguins chegava pela primeira vez em uma decisão da NHL. A chance de brigar pelo título da Stanley Cup em um esporte tão canadense. Uma equipe americana não chegava na decisão desde 1983. E desde 1981 a grande decisão do hóquei no gelo não via dois times dos Estados Unidos brigando por um dos maiores e mais antigos troféus do planeta. A equipe de Pittsburgh perdia a série por 2 a 1, mas conseguiu três vitórias consecutivas. A estrela de Mario Lemieux brilhou mais forte e o título veio fora de casa, onde mesmo sem o gelo do pólo sul, encontraram o seu lar e promoveram um verdadeiro massacre no jogo seis, com uma vitória por 8 a 0.

Chegar em uma decisão de Stanley Cup já algo para ficar na história. Estar duas vezes consecutivas na briga pelo título então é para se orgulhar eternamente. Principalmente quando antes do ano anterior isso jamais havia ocorrido antes em todos os tempos. Mas quando se vê do outro lado uma equipe como o Chicago Blackhawks, que não chegava na final desde 1973, então fica difícil prever qualquer coisa. Exceto claro para uma equipe que tem Mario Lemieux. Os Penguins deslizam em uma superfície gelada e passeiam na grande decisão. Quatro jogos a zero, mais uma vitória fora de casa, naquela que fora a última decisão no Chicago Stadium, que fechou suas portas em 1994.

Tudo que é bom dura pouco. A boa fase acabou e o Pittsburgh Penguins só voltou a uma decisão em 2008 graças a vinda de Sidney Crosby em 2005. Estava dando quase tudo certo na final contra o Detroit Red Wings, mas quando chegou o jogo seis o placar era de 3 a 2 e o jogo era na Mellon Arena, sua casa, mas não seu lar de conquistas. Primeira derrota em decisões, porém não era o fim das decisões em sequencia. No ano seguinte eles estavam lá novamente, e novamente encontraram a equipe de Detroit. Agora as coisas mudaram um pouco, a vitória em casa empatou a série no jogo seis e a decisão do título ficou para o jogo sete. Fora de casa eles encontram seu lar, alcançam a glória e são campeões mais uma vez.

Só falta agora chegar na decisão em três anos seguidos. Mas também não precisa esperar 16 anos para chegar lá novamente. O Pittsburgh Penguins retorna para glória aos trancos e barracos, com jogadores fazendo sacrifício, com dores, com a estrela de Sidney Crosby brilhando tanto quanto brilhava a de Mario Lemieux. Desta vez o rival é o surpreendente San Jose Sharks, que nunca havia sido campeão e sequer chegado em uma decisão. O Consol Energy Center, sua nova casa desde 2010, continua não trazendo a sorte que lhe falta diante de seus torcedores e eles perdem o jogo seis. Não tem problema nenhum, o lar é encontrado quando fora eles tem jogado. Direto para o SAP Center, para uma vitória de 3 a 1, para mais uma consagração e para soltar mais um grito de campeão. O Pittsburgh Penguins é quatro vezes campeão fora de casa, seja lá onde for que encontrem o seu verdadeiro lar.

O Criador e o nariz da criatura

Era mais uma tarde cinzenta de sábado em Elmont, Nova York. O tempo chuvoso já é desanimador e, se não existe a possibilidade de tríplice coroa, as coisas ficam ainda menos empolgantes. Mesmo assim mais de 60 mil pessoas se deslocam para o distante Belmont Park, afinal era dia de Belmont Stakes. Não haverá tríplice coroa este ano, pudera, ela veio no ano passado depois de 38 anos de uma espera angustiante. Quem sabe poderemos ver um duelo entre o vencedor do Kentucky Derby e do Preakness Stakes? Nada disso também, Nyquist ficou doente e não viajou para Nova York.

Então que seja apenas mais uma corrida de cavalos. Que seja mais uma simples disputa com um vencedor qualquer. Que seja então a confirmação de Exaggerator como o melhor do ano. Aquele que deveria ter vencido em Kentucky após a arrancada final fulminante. Sem exageros, um vencedor digno e merecedor da glória. Se não tivesse ficado 'encaixotado' na última curva. Se não tivesse 'desaparecido' nas sombras das nuvens que aterrorizam o cinzento Belmont Park. Depois da última curva parecia até uma repetição do Preakness, mas ele acabou mesmo na décima primeira posição.

Se a tríplice coroa não está em jogo, as escolhas para estar na segunda ou na terceira corrida variam muito em relação à primeira. Do Preakness vieram quatro cavalos. Já de Kentucky foram cinco que não estavam no Preakness. Destes cinco que optaram por pular a segunda corrida, um era Destin, que havia ficado na sexta colocação naquele dia 7 de maio de 2016. O outro era Creator, o cavalo que amargou a décima terceira colocação da corrida que tem um total de 20 participantes. Muitas vezes os donos e treinadores fazem essa escolha de ir direto para Nova York, se preparar melhor, e muitas vezes acaba dando certo, ou quase certo para alguns.

Não importa se tem tríplice coroa ou não. Tão pouco se é ou não disputa particular entre dois vencedores das duas primeiras corridas da tríplice coroa. São mais de 60 mil espectadores e outros milhões de aficionados espalhados pelo mundo. Não importa nem se está chovendo, pois não é apenas mais uma corrida de cavalo. A emoção sempre pode estar presente, principalmente quando a última curva é feita e todos entram pela reta final. Tudo estava quase dando certo para Destin. E tudo deu certo para Creator. Parecia até o Exaggerator na última arrancada. Cada vez mais próximo, lado a lado e finalmente vencendo. O criador e o nariz da criatura, a emocionante vitória por apenas um nariz de vantagem.