quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Royals. Como foi que eles conseguiram isso?

Um lindo final de tarde no Kauffman Stadium, em Kansas City, Missouri. São mais de 40 mil torcedores fanáticos e eufóricos que não conseguem se conter durante um momento tão histórico como esse. São dois eliminados na parte alta da nona entrada e o placar favorável em 2 a 1. O closed Greg Holland arremessa e vê a bolinha sendo rebatida. Mas, fechando o ângulo na terceira base está Mike Moustakas, ele segura com firmeza e com tempo de sobra mira na primeira base. A bola vai parar com perfeição nas mãos de Eric Hosmer e o fim da partida é decretado.

A festa e alegria tomam conta da torcida. David Glass vibra nos camarotes enquanto os jogadores festejam como nunca dentro do campo. Um fã exibe um cartaz com a frase "christmas in october" e comprova como são reais mesmo os milagres de outubro. Foram 29 anos de espera até que finalmente o Kansas City Royals pudesse estar de volta à pós-temporada da MLB. Não era o bastante para a equipe que foi campeã da World Series naquele último ano de glórias em 1985. Não era suficiente para quem já havia decidido o título em 1980 e pensou que ser campeão seria um padrão. Eles queriam reescrever a história do beisebol.

Nos playoffs deste ano não estiveram presentes nem o Boston Red Sox e tão pouco o New York Yankees. O Texas Ranges foi o último em sua divisão. O Philladelpphia Phillies e o Arizona Diamondbacks também não avançaram. Muitos dos grandes ficaram pelo caminho, assim pelo menos ser um dos classificados, após 29 anos, já estava bom para o Royals. Nada disso. Eles venceram o Oakland Athletics no jogo único do Wild Card e foram para a Division Series enfrentar o todo poderoso Los Angeles Angels. A partir daí a coisa começou a ficar inacreditável. Todos amam uma história de superação de um "underdog". O pequenino que supera o gigante. Como foi que eles conseguiram isso?

Não foi apenas a varrida em melhor de cinco jogos contra o Angeles. O Kansas City Royals alcançou um feito inédito e se mantém invicto nos playoffs de 2014 da MLB. Como foi que eles conseguiram isso? Após atropelar o Angels eles foram lá e simplesmente massacraram o Baltimore Orioles, que por sua vez havia varrido o Detroit Tigers na série anterior. Sem contar o fato que haviam vencido a Divisão com 96 vitórias e deixado para trás tanto Red Sox quanto Yankees. Inacreditável quatro jogos a zero após os inacreditáveis três jogos a zero. A vitória no Wild Card e uma pós-temporada invicta com oito vitórias incríveis. Ou talvez um novo jeito de se jogar beisebol.

Os especialistas estão chamando de um jogo veloz com uma defesa eficiente. Alex Gordon e seu voo contra a grade para eliminar o rival que o diga. As mudanças após o fim do uso de esteróides parecem estar dando o resultado que todos esperavam. Menos home runs sendo anotados, a média de corridas por jogo diminuiu e média de strikeouts por jogo aumentou. O Royals parece ter descoberto um fórmula de vencer que inclui colocar a bola em jogo e roubar o maior número de bases possíveis. Desta maneira a chance de voltar ao home plate e aumentar o placar em seu favor cresce consideravelmente. Foi assim que eles conseguiram isso! E assim devem alcançar o sonho do título na World Series que não conseguem desde o longínquo ano de 1985.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Len Bias, o grande jogador que jamais jogou

Dar uma olhada em como foram os drafts na NBA em anos anteriores tem vários aspectos interessantes. Um deles é ver em que posição cada um dos jogadores foram escolhidos, e em que ano isso aconteceu. Outra coisa é ver o que aconteceu com cada um, se jogou bem, se foi campeão entre outras coisas. No draft de 1986, por exemplo, Dennis Rodman foi apenas a terceira escolha da segunda rodada, mas acabou tendo uma carreira gloriosa e foi eleito para o Hall da Fama do basquete. Algo que não aconteceu com Brad Daugherty, a primeira de todas as escolhas, que pelo menos foi para All Star Game em cinco oportunidades.

Estar no jogo das estrelas e no time da NBA de 1992, foi um privilégio para Daugherty que jamais aconteceu com a segunda escolha daquele draft de 1986. Len Bias não teve o mesmo destino que a maioria dos escolhidos daquela primeira rodada, exceto Arvydas Sabonis que apesar de ter sido selecionado em 1986 só foi jogar em 1995. Bias teve um destino igual ao de Ken Barlow, Joe Ward, Steve Mitchell e alguns outros. Eles jamais jogaram na NBA como atletas profissionais, porém os motivos que fizeram Len Bias não jogar foram um pouco mais trágicos do que os demais.

Era o dia 17 de junho de 1986, o dia mais importante na vida dos jovens atletas das Universidades que sonham em realizar seus sonhos e alcançar seus objetivos. O dia mais feliz na vida de Len Bias que viveu uma noite mágica no Madison Square Garden. Dos microfones, David Stern (ele já estava lá na NBA nessa época!) anunciou Bias como escolha do Boston Celtics, equipe que havia trocado com o Seattle Supersonics a segunda escolha da primeira rodada. Direto da Universidade de Maryland para os holofotes de todo o planeta. Bias viveu seu dia de maior euforia, e isso acabou lhe custando a própria vida.

No dia seguinte, Len viajou com seu pai para Boston, para assinarem o contrato com seu novo time. Na mesma ocasião, o jovem que já era até mesmo comparado com Michael Jordan, assinou também um contrato de um milhão de dólares com a Reebok. À noite ele voltou para a sua casa em Maryland, dirigiu um carro esportivo alugado e jantou com amigos até as duas horas da madrugada. No campus da Universidade, outros amigos de Len Bias o conveceram de que a comemoração deveria continuar, e a festa deveria incluir também o uso de drogas, dentre as quais incluía a mais comum de todas naquele mundo agitado de pessoas cheias de dinheiros dos anos de 1980.
Len Bias, um das grandes promessas do basquete da NBA, havia sido a segunda escolha do draft de 1986. Dois dias depois, precisamente às 6h32 da manhã do dia 19 de junho, o jovem de apenas 22 anos sofreria uma parada cardíaca resultado por uma overdose de cocaína. Terminaria ali o grande sonho de ser igual aos seus grandes ídolos, o grande sonho de fazer o que Daugherty e Mark Price fizeram ou ainda ser como Sabonis e Rodman. Quem sabe ainda mais, quem sabe um dos maiores de todos os tempos, quem sabe pelo menos ter sentido a alegria de ter a chance de jogar ao menos uma partida do melhor basquete do planeta.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

"The Whack Heard Round the World"

Em fevereiro de 1992 apenas um seleto grupo de pessoas voltava as suas atenções para a pequenina cidade de Albertville, na França. Aquela região dos Alpes, no entanto, abrigava nada menos do que mais uma edição dos Jogos Olimpícos de Inverno, a última ocorrendo no mesmo que ano que as Olimpíadas de Verão. Como de costume, as disputas de esqui alpino nas montanhas eram as mais admiradas, mas mesmo assim havia que apreciasse a patinação artística. Os americanos em especial com motivos de sobra: Kristi Yamaguchi ficou com a medalha de ouro, enquanto duas outras revelações da Terra do Tio Sam iniciavam um guerra que por pouco não se transformou em uma tragédia.

Nancy Kerrigan levou a medalha de bronze e Tonya Harding amargou a quarta colocação. A próxima edição das Olimpíadas de Inverno seriam em apenas dois anos, para não coincidir mais com os Jogos Olímpicos de Verão. Elas não poderiam perder tempo na grande corrida pelo ouro no gelo. Então, após um dia normal de treinos antes do campeonato nacional americano em Detroit, o inesperado aconteceu. Nancy foi atacada e golpeada no joelho por um homem que usava um tipo de bastão. A imagem após o ataque acabou sendo gravada por câmeras que cobriam o evento e nela era possível ver todo o sofrimento de Kerrigan que gritava: "Por que? Por que?"

Com a perna machucada, Nancy Kerrigan acabou impedida de disputar a competição. Sem uma forte concorrente ao seu lado, Tonya Harding acabou vencendo sem muitas dificuldades. Porém, no mês de junho daquele mesmo ano de 1994, a medalha de Harding foi caçada e seu título cancelado. Tudo porque a patinadora estava diretamente envolvida no plano premeditado de ataque à Nancy. O planejamento havia sido feito pelo ex-marido de Harding, Jeff Gillooly, juntamente com o segurança Shawn Eckhardt. Eles contrataram Shane Stant e o objetivo era quebrar a perna de Kerrigan para que ela jamais pudesse andar de esqui novamente em sua vida. Por sorte dela nada acabou dando certo, nem mesmo para Harding antes que tudo fosse descoberto.

O tom sensacionalista da história atraiu a mídia de todo o mundo. Nancy Kerrigan foi capa das revistas TIME e Newsweek e, mesmo com tanto assédio e tão pouco tempo de recuperação do ataque, estava pronta para as disputas Olímpicas em Lillehammer, na Noruega. E como as investigações da polícia ainda não haviam concluído nada nessa época, Harding também estava lá ao lado dela, provavelmente ainda achando que seu plano de acabar com a rival ainda iria lhe trazer bons resultados. Mas não foi o que aconteceu, pois Nancy Kerrigan ficou com a medalha de prata enquanto a inimiga número um e mentora do ataque terminou apenas na oitava colocação.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Que o título da Fórmula 1 se defina no Brasil

Jules Bianchi continua em estado grave e internado, mesmo que o GP de Suzuka já seja passado. Em menos de uma semana todos já estão em Sochi, na Rússia, mas isso não significa que uma reedição das Olimpíadas de Inverno será iniciada. A Fórmula 1 chega pela primeira vez na terra de Stalin para celebrar o fim do comunismo que assombrava a antiga União Soviética. O cenário, mesmo que abalado pelo terrível acidente Marussia, continua exatamente o mesmo que foi durante todo o ano: A briga é da Mercedes e tão somente da Mercedes.

De um lado está Lewis Hamilton e do outro lado Nico Rosberg. Ambos com sede de vitória, ambos lutando prova a prova pela pole-position e principalmente pelas vitórias no final de cada etapa. Eles já se estranharam na pista, nada muito grave como Vettel e Webber no primeiro bom ano da Red Bull, mas de uma jeito que fez os bastidores pegarem fogo como nos bons tempos dos duelos entre Senna e Prost. E agora restando apenas quatro corridas, a dúvida é saber quem realmente merece mais neste reta final do campeonato.

Analisando friamente os resultados ao longo do ano, parece um pouco mais lógico dizer que Hamilton merece mais do que Rosberg. O piloto inglês tem o dobro de vitórias que os seu companheiro de equipe e ambos tem o mesmo número de pódios. A única relevância em relação ao alemão é ele ter conseguido mais vezes o segundo lugar, ou seja, mostrou um pouco mais de regularidade. Em relação a abandonos são três de Hamilton contra dois de Rosberg, sendo que o filho de Keke completou uma prova sem alcançar o pódio quando foi quarto colocado no GP da Hungria.

Hamilton também tem a seu favor o fato de ter vencido de forma consecutiva, algo que até agora Rosberg não conseguiu. A diferença entre os dois é muito pouca e tudo pode mudar nas quatro provas que restam. No fim, independente do que fez ou não, o título ficará em boas mãos, exceto se ele for decidido na última corrida. Com os pontos dobrados no final, e levando em consideração a campanha de Hamilton com mais vitórias até aqui, existe uma possibilidade de Rosberg ser campeão pela bizarra regra de dobrar os pontos na última corrida. Isso seria muito ruim, mesmo que aconteça da forma contrária também. Assim sendo, a esperança é que o título da Fórmula 1 se defina no Brasil.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Último dia da camisa número 2 dos Yankees

Ao som de "My Way", de Frank Sinatra, ele vai trilhando seu caminho ao redor do Yankee Stadium enquanto seus fãs lhe cumprimentam, lhe abraçam e lhe desejam sorte. No Bronx como jogador pela última vez, no estádio que lhe rendeu tantas glórias o primeiro adeus aos bastão que lhe consagrou. Qualquer um remove seu boné da cabeça em sinal de respeito, ou melhor, 'Re2peito'. Após 19 anos de carreira na MLB, Derek Jeter, aos 40 anos de idade está se aposentando, e tudo de uma forma tão incrível que nem mesmo um de seus fãs, Spike Lee, poderia ter contado melhor nas telas do cinema.

O ano de 2014 não foi nada bom para o Boston Rede Sox, e tão pouco para o New York Yankees. Quem seguiu adiante na atual temporada da MLB dentro da tão acirrada Divisão Leste da Liga Americana foi o Baltimore Orioles. E no último jogo contra o time que já estava nos playoffs, dentro de casa e marcando a despedida de um dos maiores jogadores de sua história, o Yankees não poderia perder. A vontade era grande, mas a vitória não veio fácil. Porém ele veio como deveria vir. Rebatida excepcional dele, Jeter, corrida de sacrifício impulsionada e vitória por 6 a 5 garantida.

A festa pra o camisa número 2 foi grande. A última camisa do número 1 ao número 9 que um yankee usará na história, pois em breve será mais uma aposentada. Derek Jeter estará lá, ao lado das grandes lendas Joe DiMaggio, Mickey Mantle, Yogi Berra e calro Babe Ruth. Tudo porque sempre defendeu a equipe de Nova York e principalmente porque alcançou números mais do impressionantes em sua sublime carreira como jogador de beisebol. Foram cinco títulos, 14 All-Star Games, 2.747 jogos, Yankee que foi mais vezes ao bastão com 11.195, 6ª da MLB com mais rebatidas (3.465). Ele também é o segundo com mais corridas e bases roubadas e o terceiro em bases alcançadas.

Três dias mais se passaram e Jeter quase não jogou contra o maior rival Boston Red Sox. Mesmo assim, no seu último jogo, ele estava lá pronto para entrar em campo mais uma vez, sempre repetindo seus rituais e sempre preparado para fazer o seu melhor. Na primeira tentativa não conseguiu muita coisa, mas na segunda chance deu sorte, a rebatida foi válida e mais uma corrida fora impulsionada. Joe Girardi então faz o sinal e Derek Jeter é substituído. Ele sai de campo pela última vez e diz o seu adeus definitivo ao beisebol, aos Yankees e a todos os seus fãs que independente do time que torcem, adoram o eterno capitão. Jater deixará saudades, mas sempre será lembrado como um dos maiores jogadores de todos os tempos.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O que o Aranha deveria ter feito na volta ao Sul

Antigamente a situação era muito pior. Havia uma segregação direta após o fim da escravidão que era pior ainda. Havia o Apartheid, havia divisões absurdas que separavam os brancos dos negros. Mas, felizmente, revolucionários liderados por Mather Luther King e Malcolm X levantaram suas vozes pelos direitos iguais. Hoje a situação é extremamente melhor do que já fora um dia, mas mesmo assim ainda existe o abominável preconceito racial. Ele está presente de uma forma meio oculta no dia a dia das pessoas, no exagero de um policial ou no estereótipo de situações comuns, mas ás vezes ele se torna um pouco mais evidente, quando chega aos estádios de futebol.

Nesse momento o maior prejudicado é o pobre do macaco. Alguns ainda relutam em aceitar, mas o Homem sem sombra de dúvidas evoluiu do macaco, portando seja branco ou negro, qualquer ser-humano é um descendente deste peculiar animal. Um animal que não tem culpa se der usado como ofensa racial, em uma situação pior do que a do Burro, que não da direito nem ao ofendido de processar o ofensor. Assim sendo, macaco é o de menos na história onde o que importa é que o ofensor queria ofender o seu alvo apenas pela cor da sua pele, como se cor da pele fosse um diferencial para ser mais ou menos dentro de uma sociedade.

Não sendo um negro e jamais sofrendo com o preconceito racial, fica difícil imaginar o quão ofendido se sentiu o goleiro Aranha. Certamente mais do que ser xingado, vaiado, humilhado de tudo que é forma, coisas que infelizmente são vistas como normais no futebol. Provocações que geram violência, brigas de torcida e mortes são quase irrelevantes perto da ofensa racial, pois até hoje tudo isso só levou a perdas de pontos, perdas de mando de jogo e algumas multas porque dinheiro é sempre bem vindo. Claro que a ofensa racial não deve existir de forma alguma, dentro ou fora dos estádios, o Apartheid acabou, mas nem mortes de torcedores haviam resultados antes na desclassificação de um time em uma competição.

A decisão não é exagerada, mas não deveria ser apenas em casos como esse. Chamar alguém de macaco como forma de preconceito racial é sem dúvida alguma gravíssimo, mas tanto quanto são os xingamentos que geram raiva, ódio, intolerância, brigas e mortes. O goleiro Aranha tem todo o direito de se revoltar contra uma situação que não deveria mais acontecer nos tempos globalizados de hoje em dia, mas a única torcedora identificada publicamente no caso não merecia sofrer praticamente todas as consequências da situação que se viu envolvida. Perder o emprego e responder judicialmente sim, mas ser ameaçada, ter a casa queimada torna quem fez isso tão errado quanto ela foi em seu ato de racismo.

O goleiro Aranha voltou ao palco da discórdia e foi extremamente vaiado pelos torcedores gremistas. Parte porque o técnico do 7 a 1 Felipão fez declarações polêmicas dizendo que o Grêmio só foi eliminado da Copa do Brasil devido ao exagero do arqueiro do Santos. E parte por culpa do próprio jogador Aranha. O goleiro foi chamado de ator, mas errou quando não quis atuar. Em jogos de Copa do Mundo é muito comum ver capitães das Seleções falaram antes das partidas pedindo o fim do preconceito e outras coisas. E foi exatamente isso que faltou. Faltou o Aranha entrar em campo antes da partida junto com a torcedora que lhe pediu desculpa, perdoa-la e entender que ela errou. Talvez ser aplaudido pela cena, mas uma cena que uniria e não afastaria. Talvez com uma atitude assim, dizendo que não desejava o Grêmio fora da Copa do Brasil, que só queria lutar pelo fim do racismo, ele nem fosse vaiado durante o jogo e nem aumentasse ainda mais todo esse ódio, raiva e revolta que parece ser um padrão aceito demais no futebol.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O melhor time de basquete do mundo é ...

O país que havia sido mais vez campeão, pelo menos até esse ano, do Campeonato Mundial de basquete era ... pasmem ... a Iugoslávia. Nada de União Soviética, Rússia e tão pouco os invencíveis Estados Unidos da América. Os americanos inclusive ficaram sem vencer em três ocasiões seguidas recentemente, entre 1998 e 2006. Em 2002 sequer estiveram entre os quatro melhores. Foram obrigados a fazer a equipe do resgate nas Olimpíadas de 2008 em Pequim. Tudo muito estranho porque obviamente o melhor time de basquete do mundo deveria ser  ... o time dos Estados Unidos, é claro! E nesta edição de 2014 eles não poderiam deixar de fazer o que fizeram em 2010, e não poderiam deixar a Iugoslávia continuar sendo a equipe que mais venceu o Campeonato Mundial de Basquete!

Jogadores fantásticos, jogadas fabulosas e recordes impressionantes, inclusiva na grande decisão onde fizeram 129 a 92 na probre Sérvia foram, claro, fundamentais. Mas o trabalho do técnico Mike Krzyzewski pode ser considerado como extremamente fundamental. Primeiro porque, mesmo sem poder chamar as grandes estrelas, ele conseguiu fazer um time de jovens grandes estrelas e grandes promessas misturado com outros que já são tão grandes como são os maiores. Depois, no último jogo, a equipe americana chegou a estar perdendo por 15 a 7. Coach K pediu tempo e então o placar se inverteu para 22 a 15. Daí em diante foi um verdadeiro massacre, porque o melhor time de basquete do mundo é ... o time dos Estados Unidos, é claro!