NBA 2022: Golden State Warriors

Quando o Golden State Warriors voltou a disputar uma final de NBA, em 2015, havia do outro lado da quadra um cara chamado LeBron James. Aquilo poderia ter sido um problema, mas a equipe de um jovem chamado Stephen Curry mudaria o jogo para sempre com suas bolas mágicas de três pontos. No ano seguinte aquela final foi reeditada em uma sequência que aconteceria por quatro anos seguidos, algo que nem Lakers e Celtics conseguiram fazer, pois nos anos de 1960 foram interrompidos justamente Warriors, que na época se chamava San Francisco Warriors. Mas em 2016 LeBron conseguiu dar o Cavaliers a única alegria de sua vida, e assim o Warriors precisou contratar Kevin Durant para se manter sendo campeão em 2017 e 2018.

A vida parecia maravilhosa em São Francisco, mas o Golden entrou em colapso após ter conseguido a incrível façanha de vencer três campeonatos em quatro decisões seguidas da NBA. Durant foi embora pensando que conseguiria uma vida melhor em Nova York. Klay Thompson sofreu uma lesão e mais tarde Curry também ficaria algum tempo lesionado. Em 2020 o Warriors foi do céu ao inferno, tendo que amargar inclusive a última colocação na tabela com apenas 15 vitórias na temporada reduzida pela pandemia de Covid-19. No ano seguinte as coisas melhoraram um pouco, mas ainda sem Thompson a equipe perdeu no play-in para o Los Angeles Lakers que já contava com LeBron James.

Muitos jamais achavam que o Golden State Warriors poderia dar a volta por cima, mesmo com o retorno de Klay Thompson e uma recuperação do jogo de Stephen Curry. Isso porque sempre estaria faltando uma peça como Kevin Durant que foi essencial para o segundo e terceiro títulos dessa jornada, mas os anos de 2021-22 mudaram esse pensamento e calou a boca de quem nunca acreditou. Aos poucos o Golden foi mostrando o seu velho jogo baseado nas cestas de três pontos e, mesmo não sendo o melhor do Oeste, teve uma campanha igual ao melhor do Leste com 53 vitórias e 29 derrotas. Nos playoffs o time foi melhorando ainda mais e, depois de passar por Minnesota Timberwolves e Memphis Grizzlies, eles derrotaram Dallas Mavericks que por sua vez havia tirado o melhor do Oeste e finalista do ano passado Phoenix Suns.

Essa derrota do Suns para o Mavericks mostrava que essa temporada não seria mais uma vez tão óbvia e previsível como era antigamente e mantendo o que vem acontecendo nos últimos anos. Em 2020 o Miami chegou na final após ser o quinto do Leste. Em 2021 a final foi entre o segundo do Oeste e o terceiro do Leste. Neste ano o Warriors tirou o Grizzlies que tinha uma campanha melhor que a deles, enquanto o Dallas passava pelo primeiro do Oeste sendo o quarto colocado. No Leste as coisas também estavam um pouco menos bagunçadas, mas na decisão o Boston Celtics, que foi o segundo melhor, derrotou o Miami Heat que havia feito a melhor campanha.

Essa melhor campanha na temporada regular não serviu de nada frente a um time verde experiente e multi-campeão que tirava da cartola uma vitória no jogo sete como já havia feito contra o atual campeão Milwaukee Bucks. E na grande decisão o Boston já saiu ganhando o primeiro jogo para reverter o mando de quadra que é tão essencial. Mas os Warrios sabiam que o Boston tinha essa sede de voltar a ser o maior campeão da história após ter visto o Lakes igualar sua marca, e não poderiam vacilar. A equipe se recuperou e nunca deixou o rival abrir uma boa vantagem, e quando assumiu o controle da situação eles então finalizaram a fatura no jogo seis para a evitar o drama de um jogo sete onde o Boston estava se dando muito bem até então.

Quatro títulos, seis finais em oito anos podem não ser tão grandes como seis títulos em seis finais em oito anos como fez o Chicago Bulls de Michael Jordan nos anos de 1990, mas se continuar jogando assim e quem sabe adicionar alguma peça como fizeram com Kevin Durant, então o Warriors pode seguir vencendo mais alguns títulos nos próximos anos e estabelecer ainda mais esta dinastia incrível. A experiência em decisões também poderá evitar as derrotas que teve para Cleveland Cavaliers e Toronto Raptors, equipes que jamais haviam sido campeãs antes dos triunfos diante do Warriors. Mas mesmo que isso não aconteça e que as coisas não tenham sido tão dominantes como foi o Chicago, este brilho foi reluzente especialmente por esse cara chamado Stephen Curry e suas mágicas bolas de três pontos que mudaram o jogo de basquete da NBA, e que finalmente levou também o seu merecido prêmio de MVP das finais.

Roland Garros de Nadal no Net Esportes

O tenista espanhol Rafael Nadal conquistou neste domingo o seu 14º título de Roland Garros, sendo o seu 22º título de Grand Slam que deixaram Roger Federer e Novak Djokovic para trás. Ao longo destes 18 anos de glórias em Paris registramos aqui neste blog algumas delas que vamos relembrar agora:

2008 - O primeiro registro por aqui foi o quarto título no saibro de Roland Garros. O destaque foi que ele igualou Björn Borg com o tetra, mas ressaltando que o sueco tinha seis conquistas, porém que não seria muito díficil Nadal superá-lo. Acabou superando e muito. Leia Mais

2010 - Nadal não chegou na final de 2009 e deu a chance de Federer ser campeão lá pela única vez na carreira. Mas em 2010 ele recuperou seu reinado, derrotando na final o seu algoz do no anterior Robin Soderling. Leia Mais

2011 - Neste ano Rafael Nadal comprovava que era o carrasco de Federer e que impedia o suiço de ter mais títulos de Grand Slam na carreira, e olha que na época ele já tinha 16 e já havia superado os 14 de Pete Sampras. Nadal chegou o seu sexto título de Roland Garros e igualou Björn Borg. Leia Mais

2012 - Na sétima conquista é destacado que Robin Söderling fez história ao ter derrotado um lesionado Nadal em 2009. A sorte de Sampras naquele ano ter sido semelhante a de Andre Agassi em 1999. O texto ressalta como será difícil vencer Roland Garros enquanto Nadal estiver jogando. Leia Mais

2013 - Na oitava conquista é destacada a história do aviador Roland Garros que lutou na primeira Guerra Mundial. Com oito taças no mesmo Grand Slam Nadal superou Pete Sampras que havia sido campeão de Wimbledon por sete vezes em sua carreira. Leia Mais

2014 - Nadal já era o grande nome do saibro no circuito, mas uma taça a mais é sempre bom para reforçar que ele seja mesmo o maior nome do saibro de todos os tempos. Com nove taças ele superou Max Decugis, que havia sido campeão oito vezes antes da Era Aberta do tênis. Leia Mais

2018 - Nadal perdeu em 2015 e 2016, e 2017 não teve registro neste blog. Mas em 2018 veio o décimo primeiro título. O texto ressaltou, no entanto, que Nadal ainda não era o maior de todos, algo que veio acontecer apenas agora em 2022. Leia Mais

2019 - Aqui o destaque é para o fato de um jogador de tênis ter sido campeão 12 vezes no mesmo torneio, algo que nunca havia acontecido antes, principalmente em um torneio de Grand Slam. Leia Mais

2020 - Nadal chega ao seu 13º título de Grand Slam e assim como foi previsto neste blog ele alcançou Roger Federer com vinte títulos de Grand Slam. Leia Mais

Em 2021 Nadal não venceu, mas agora em 2022 ele voltou com força total aos 36 anos de idade após ter vencido o Aberto da Austrália. Foi a primeira vez que Nadal venceu em Melbourne e Paris no mesmo ano, já que em 2009 ele não venceu Roland Garros. O espanhol chegou ao seu 14º título em 18 anos, tendo apenas três derrotas e uma ausência neste período. Ele chegou ao seu 22º Grand Slam, deixando Federer e Djokovic com 20 cada um. Os dois rivais tem 11 derrotas em Grand Slam cada um, e Nadal tem apenas oito derrotas, sendo apenas uma delas para um jogador que não era nem Federer ou Djokovic. Em Roland Garros ele jamais perdeu a decisão até hoje.

Roger Federer vai fazer 41 anos e não definiu a aposentadoria. Nadal tem 36 anos e Djokovic tem 35 anos. Os próximos capítulos da história destes três tenistas incansáveis continua sendo escrita.

Os atletas mais bem pagos de 2022

Saiu a lista da Forbes dos maiores salários do esporte em 2022 e desta vez, sem nenhuma grande luta de boxe, o jogador de futebol Lionel Messi alcançou o topo com a maior folha de pagamento do ano. O futebol domina grande parte da lista, sendo Neymar o único brasileiro entre os dez primeiros colocados. Mas o basquete da NBA não fica de fora e aparece com quatro grandes nomes, sendo alguns deles melhorando muito sua posição em relação ao ano passado. Além disso ainda tem futebol americano e também boxe, que mesmo não ficando na ponta consegue aparecer como sempre faz.

1. Lionel Messi
US$ 130 milhões
FUTEBOL

Messi já não é mais o mesmo dos bons tempos, mas ele ganhou a Bola de Ouro em 2021 como o melhor jogador de futebol masculino do mundo. Foram momentos bem mais difíceis em campo recentemente, marcando apenas nove gols em 32 jogos pelo Paris Saint-Germain. Antes disso ele havia feito 38 gols em 47 jogos em sua última temporada pelo saudoso Barcelona de tantas glórias. O PSG acabou sendo derrotado nas oitavas de final da Liga dos Campeões, porém o clube conquistou o título da Ligue 1 francesa na primeira temporada de Messi. No ano passado ele ficou em segundo lugar na lista e esse ano pulou para a primeira posição.

2. LeBron James
US$ 121,2 milhões
BASQUETE

O Los Angeles Lakers não conseguiu nem chegar nos playoffs deste ano, mas LeBron James começou a jogar muito mais fora de quadra do que dentro dela. O grande astro da NBA está em filmes, programas de TV, vendeu sua parte de uma produtora por cerca de US$ 725 milhões, fechou patrocínio e apareceu em um comercial do Super Bowl, além de investir em uma nova empresa de ginástica. No ano passado ele foi o quinto colocado da lista e desta vez deu um grande salto para a segunda colocação.

3. Cristiano Ronaldo
US$ 115 milhões
FUTEBOL

Assim como Messi, o português Cristiano Ronaldo também não vive um bom memento dentro de campo. Ele foi para o Manchester United, mas apesar de alguns bons jogos e gols decisivos, o time não conseguiu grandes conquistas e foi precocemente eliminado na Champions League. Fora do campo CR7 ganha um bom dinheiro nas mídias sociais graças ao seu enorme número de seguidores, e também investiu em uma rede de restaurantes. Ronaldo está na mesma posição que ocupou no ano passado.

4. Neymar
US$ 95 milhões
FUTEBOL

O futebol nunca pagou tão bem seus astros desde que publicamos a lista da Forbes por aqui, mas eles estão bem piores em campo em relação à época que ganhavam bem menos. Neymar é muito criticado pelos torcedores do PSG, principalmente porque veio para vencer a Champions e o máximo que conseguiu até agora foi chegar à uma final controversa durante à pandemia devido aos jogos únicos e sem torcida. Mas fora do campo ele segue ganhando muito dinheiro e gastando bem também. No ano passado ficou em sexto lugar e melhorou duas posições, não será surpresa nenhum se um dia aparecer em primeiro.

5. Stephen Curry
US$ 92,8 milhões
BASQUETE

É um dos poucos atletas da lista que ganhou mais dinheiro praticando seu esporte do que fazendo negócios fora das quatro linhas. Stephen Curry renovou com o Golden State Warriors e viu o time melhorar muito com a volta do seu parceiro que estava lesionado. Curry também bateu um novo recorde de cestas de três pontos na NBA e o seu time segue muito bem nos playoffs, com chances até de quem sabe brigar pelo título. No ano passado ele não apareceu entre os dez primeiro colocados, chegando com tudo já na quinta colocação.

6. Kevin Durant
US$ 92,1 milhões
BASQUETE

Durant é mais um que está fazendo excelentes negócios fora de quadra, incluindo muitas atividades no Metaverso com NFT´s e outro negócios. Já dentro de casa as coisas não caminham como o planejado desde que se transferiu para o Brooklyn Nets. O time não consegue engrenar e tentou de tudo, até juntar Durant com James Harden, mas não deu certo e Harden já foi até embora. E se o título não vem novamente, o importante é que a conta bancária segue crescendo, pois no ano passado Durant estava na décima posição e agora aparece na excelente sexta colocação.

7. Roger Federer
US$ 90,7 milhões
TÊNIS

Único representante do tênis na lista é um dos jogadores que menos jogou entre 2020 e 2021. Em 2022 ele ainda nem entrou em quadra devido às lesões. Só que Federer tem muitos patrocínios e negócios fora de quadra que o fazem ganhar muito dinheiro. Se não fosse mais um atletas ativo, o suíço não apareceria na lista, e talvez este seja um dos motivos para que ele ainda não tenha se aposentado até hoje. Assim ele segue por aqui, coincidentemente na mesma posição que ocupou no ano passado e quem sabe se mais um título não vem por aí a qualquer momento inesperado.

8. Canelo Alvarez
US$ 90 milhões
BOXE

O Boxe sempre paga bolsas muito generosas graças ao pay-per-view, muitas vezes colocando algum lutador no topo da lista dos mais bem pagos. Esse ano não foi assim, não teve uma grande luta com um grande pugilista, mas o mexicano Canelo Alvarez fez três grandes lutas em 2021 e, graças também a alguns negócios que tem fora dos ringues, conseguiu aparecer na lista dos mais bem pagos assim como fizera em 2019. Apesar disso foi uma aparição surpresa e inesperada parecida com a de Dak Prescott no ano passado que esse ano já não apareceu mais.

9. Tom Brady
US$ 83,9 milhões
FUTEBOL AMERICANO

Ocupando a mesma posição do ano passado, Tom Brady quase não era para estar aqui pois havia anunciado a sua aposentadoria da NFL. Mesmo aos 44 anos de idade ele não cansa e estará novamente em campo pelo Tampa Bay Buccaneers. Brady tem também muitos negócios fora de campo e ganha bastante dinheiro com NFT´s e e sua produtora, a 199 Productions. Além disso Brady não vai deixar de ganhar dinheiro depois que parar de jogar, pois vai ser comentarista da Fox Sports em um acordo de dez anos que irá lhe render mais do que já ganhou em tantos anos jogado futebol americano da NFL.

10. Giannis Antetokounmpo
US$ 80,9 milhões
BASQUETE

Giannis Antetokounmpo é novidade na lista, talvez graças ao título de campeão da NBA do ano passado com o Milwaukee Bucks. Ele já renovou o seu contrato e aproveitou o bom momento para fazer alguns negócios fora das quadras que também lhe ajudaram a chegar nesta honrosa décima colocação. Ganhar novamente em 2022 pode se tornar realidade, apesar do equilíbrio que os playoffs tem mostrado até agora. A história de Antetokounmpo é de uma incrível superação e vai virar filme que será lançado no Disney+ em junho, lhe rendendo mais alguns trocados.

Kentucky Derby 2022

O primeiro sábado de maio passou e o Kentucky Derby foi esquecido. O final de semana era agitado com trabalho, retorno do descanso e muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Tem Fórmula 1, tem beisebol da MLB e tem os playoffs da NBA. É muita coisa para atualizar as informações, maio é um mês muito agitado no esporte. Mas então alguém pergunta se esse é o primeiro domingo de maio, o dia das mães? E alguém responde que não, já é o segundo. E se já é o segundo domingo de maio então o primeiro sábado já passou, e o Kentucky Derby foi esquecido. Mas isso não é problema quando se está de volta à civilização e quando se tem acesso à Internet, à uma televisão conectada e uma plataforma de vídeos onde os canais oficiais disponibilizam os melhores mementos de suas melhores competições.

Tudo pode ser visto por lá, o Boston Rede Sox segue mal e o New York Yankees segue bem na MLB. Os playoffs da NBA estão extremamente equilibrados e não da para prever nada. Na categoria máxima do automobilismo a alegria da Ferrari está acabando, mas o que importa mesmo é pesquisar Kentucky Derby porque já é o segundo domingo de maio e o primeiro sábado ficou para trás. E lá está no canal da NBC, a detentora dos direitos de transmissão que, mesmo que não seja muita coisa, coloca pelo menos 2min30s da corrida de cavalos mais empolgante de cada ano. É o Kentucky Derby, que acontece sempre no primeiro sábado de maio, que já passou, mas que nunca é tarde para saber como tudo aconteceu.

Ao assistir sem saber nada é quase como se estivesse vendo ao vivo. Após a reta oposta os favoritos começam a aparecer, mas depois da curva final o grande favorito Epicenter assume a ponta e da uma grande arrancada. O narrador vai à loucura, mas ele iria ainda mais quando um cavalo surge lá de trás com uma arrancada ainda mais fulminante que o favorito. Inacreditavelmente ele passa à frente e vence a corrida de uma forma tão improvável como poucas vezes aconteceu em 148 anos de história. É preciso voltar tudo e ver o vídeo novamente, confirmar que ele não apareceu nenhuma vez entre os seis primeiros colocados e só surgiu na reta final da prova vindo da décima quinta colocação.

Rich Strike venceu, e ele nem era para estar lá correndo. O cavalo que cruzou a linha de chegada com o número 21 entre os vinte cavalos participantes era reserva, e de última hora substituiu Ethereal Road, um cavalo que não correu porque um dia antes da prova o seu treinador simplesmente disse que - "Ele não estava pronto". Mas Rich Strike, ou o "Golpe Rico", estava mais do que pronto, estava pronto para um arrancada final meteórica onde teve até que desviar de outro cavalo lento para abrir caminho e conquistar uma das vitórias mais impossíveis de todos os tempos. Foi o segundo maior pagamento de uma aposta em toda a história do Kentucky Derby. Essa foi preciso ver novamente para acreditar, ou para pelo menos tentar ver de onde ele veio no final, ele veio lá da reserva, lá de trás e agora não será mais um azarão para substituir alguém, ele será favorito, ao Preakness e quem sabe até à tríplice coroa deste ano.

Super Bowl LVI

O cotovelo de Cooper Kupp sangra enquanto uma chuva de papéis picados cai sobre ele em um SoFi Stadium lotado por uma multidão emocionada. Alguns minutos antes ele recebeu um passe preciso para touchdown de Matthew Stafford. A pontuação colocava o Los Angeles Rams com a mão na taça do Super Bowl LVI faltando pouco mais de um minuto para o fim do jogo. Do outro lado Joe Burrow tinha a chance de colocar o Cincinnati Bengals em posição de empatar com um field goal, mas ele acabou sacado mais um vez como tantas e tantas outras que aconteceram ao longo da temporada. Seu destino foi celado, assim como do seu time que nunca venceu e perdeu pela segunda vez um Super Bowl. Já o Rams o conquistou pela segunda vez, porém desta vez jogando por Los Angeles e não mais por St. Louis como foi em 2000. Já Cooper Kupp, que provavelmente parou de sangrar, ficou com o prêmio de MVP da partida, uma honra que poderia ter ido também para Aaron Donald, que foi o responsável por derrubar Burrow e acabar de vez com o sonho dos Bengals.

Um capricho do destino

Antes de 2021, jamais um time de futebol americano havia disputado o Super Bowl em seu próprio estádio, que geralmente é escolhido anos antes. O jogo de 2021 estava previsto para ser realizado no SoFi Stadium, em Los Angeles, que estava em construção. A obra não terminou, então a NFL passou o Super Bowl do SoFi Stadium para 2022 e colocou o jogo de 2021 na Flórida. Então eis que no ano de 2021 o Tamba Bay Buccanears chega no Super Bowl e joga em casa, se tornando o primeiro time a jogar o Super Bowl em seu proório estádio e o primeiro a ser campeão em casa. E já no ano seguinte o time de Los Angeles repete o feito. O detalhe é que nem um e nem outro era cotado sequer para chegar à decisão. O Bucs chegou após contratar Tom Brady, que havia deixado o New England Patriots. Já o Los Angeles Rams foi um dos raros times que não são cabeças-de-chave a chegar ao Super Bowl, ironicamente a mesma situação do seu rival Bengals.

RedeTV! e a tranmissão na TV Aberta

Uma das notícias mais interessantes foi o anúncio de que o Super Bowl voltou para a TV aberta. Que eu me lembre a Band passou em 1997 e, depois disso, só o Esporte Interativo, que era mais uma TV por antena parabólica do que aberta, passou algumas vezes. A transmissão foi bem surpreeendente, o narrador e o comentariasta fizeram um excelente trabalho, a imagem estava de alta qualidade, mas o estúdio com os outros dois apresentadores fazendo propaganda foi de péssimo gosto. É claro que as propagandas são indispensáveis, e sem elas não sabemos nem se teremos mais no ano que vem, mas eles colocaram tudo fora de hora. O pior momento foi no pré-jogo, onde não mostraram as festividades e ainda por cima cortaram bem na hora do hino americano que é sempre um momento emocionante. Torceremos para ter mais no ano que vem e que corrijam esse erro.