Quem sabe não tenha surgido um novo Woods

Em 1997 Jordan Spieth não tinha nem quatro anos de idade. Certamente ele não estava ligado na CBS assistindo ao Masters de Golfe, o primeiro torneio Major do ano. Ele perdeu ali um dia histórico para a esporte mundial. Tiger Woods simplesmente assombrava o mundo com uma performance inacreditável. Com apenas 21 anos e três meses de idade, ele vencia o torneio de Augusta pela primeira vez na carreira, dando inicio a uma rotina de glórias que se tornaria constante em sua vida. Naquela ocasião ele não apenas venceu, mas também estabeleceu um recorde que muitos jamais imaginariam que poderia ser superado ou até mesmo igualado. Pelo menos até esse ano de 2015, quando Jordan Spieth completou 21 anos e oito meses.

O Masters de Augusta é diferenciado. Ele começa com Jack Nicklaus, Arnold Palmer e Gary Player dando as simbólicas tacadas iniciais. O Masters de Augusta tem uma atmosfera especial, vocês ouve os pássaros cantando e contabiliza os birdie´s em cada putt no green. O público é apaixonado e lota cada um dos 18 buracos. A magia está no ar e todos só pensam no momento mágico de vestir a jaqueta verde. Especialistas já apontavam Spieth como provável futuro desse esporte, mas a maioria jamais havia escutado falar o nome do jogador que nem passou do corte nos últimos dois anos do PGA Championship. E então ele faz uma primeira volta estupenda para vencer de forma avassaladora e de ponta a ponta.

Rory McIlroy conseguiu 66 tacadas no último dia. Seis tacadas abaixo do par é fantástico, mas Jordan Spieth fez isso no segundo dia. No primeiro ele foi além, bateu 64, nem Tiger Woods fez isso em 1997. Oito tacadas abaixo do par para nunca mais ser nem sequer ameaçado na liderança. Nem Justin Rose e nem Phil Mickelson. Ninguém chegou perto, nem no sábado quando ele fez 70 para manter a tradição dos campeões que sempre fazem 70 em algum dia, e nem mesmo no domingo, quando fez bogey no buraco 18 e repetiu as mesmas 70 tacadas, duas abaixo. Naquele momento ele só pensava em festejar, se esqueceu de 1997, mas mesmo assim igualou Tiger Woods com um total de 18 tacadas abaixo do par. Jordan Spieth ganhando o Masters com 21 anos e 18 abaixo do par, igualzinho ao Tiger em 1997! Incrível e talvez marcando o surgimento de um novo Woods, quem sabe!

Conheça a Marvel Run Desafio Vingadores e saiba como participar

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Todo corredor, amador ou profissional, tem um pouco de super-herói. Afinal, a energia e a disciplina para se dedicar à rotina de treinos são equivalentes a superpoderes. E quem está lutando contra o tédio pode se preparar para uma corrida que homenageia alguns dos melhores super-heróis de todos os tempos.

A Marvel Run Desafio Vingadores 2015 vai acontecer no dia 26 de abril, na Praça Charles Miller, bairro do Pacaembu, em São Paulo.

Inspirada em um dos lançamentos cinematográficos mais aguardados do ano, o filme Vingadores: a era de Ultron (que terá sua estreia nacional no dia 23 de abril), a proposta da prova é associar o esporte ao entretenimento e ao lazer. A iniciativa partiu da Walt Disney Company Brasil em conjunto com a Corpore São Paulo.

Para os interessados, há duas modalidades para participar da Marvel Run Desafio Vingadores. Os competidores podem se inscrever em equipes de seis integrantes que percorrerão 7 quilômetros cada um, somando o trajeto de 42 quilômetros, ou também é possível disputar uma prova de 7 quilômetros individualmente.

Para que os participantes possam homenagear todos os heróis do esquadrão, o Desafio Vingadores terá três largadas diferentes, cada uma com sua bateria: às 7h com O Homem de Ferro e Capitão América, às 7h15 com Hulk e a Viúva Negra e às 7h30 com Thor e Gavião Arqueiro.

Os três melhores tempos em equipe e na categoria individual (feminino e masculino) receberão os troféus personalizados da edição 2015 da Marvel Run. Todos os participantes também recebem o kit com camiseta e outros acessórios temáticos, mas não devem se esquecer de providenciar vestimenta adequada para a prova e tênis apropriados para corrida (veja alguns modelos aqui).

As inscrições custam R$ 130 para a categoria individual, R$ 660 por equipe e R$ 65 para participantes maiores de 65 anos, e devem ser realizadas no site do evento.

Seria uma falsa sensação de equilíbrio na F-1?

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Inegavelmente a cena é bem interessante. Piloto alemão de vermelho comemorando no ponto mais alto do pódio. Pulo com soco no ar quase igual ao do Pelé e dedinho balançando, na inconfundível regência do animado hino italiano. Sebastian Vettel estava emocionado em sua primeira vitória pela equipe Ferrari, e logo em sua segunda corrida pela escuderia italiana. Não havia como não se lembrar do ídolo Michael Schumacher. Do heptacampeão pouco se sabe sobre sua atual situação, mas descobrimos um meio-irmão. Não é o Sebastian Vettel e sim o Sebastian Stahl, que quase embarcou no voo da Germanwings que caiu nos Alpes franceses. Já o voo de Vettel foi na Malásia, mas será que o domínio da Ferrari não teria sido apenas uma falsa sensação de equilíbrio?

O primeiro ponto foram as altas temperaturas. Não será assim na China, mas a sorte é que no meio do ano é verão na Europa. Tratores na pista, Safety Car, Mercedes antecipando parada. Ou será que foi Mercedes equivocadamente aumentando o número de paradas? Lewis Hamilton termina a corrida em segundo lugar com três paradas no pit stop. Um outro ponto determinante foram os compostos de pneus. Cadê os pneus médios, mais rápidos, para Hamilton no final da corrida? O atual campeão inglês chegou a ser quinto colocado, enquanto seu companheiro Rosberg andou em nono. Eles terminaram a corrida em segundo e terceiro lugar. A Mercedes não rendeu em Sepang como rendera em Melbourne, mas a Mercedes ainda é a Mercedes que domina tudo.

Muito legal ver Vettel vencendo e lembrando Schumacher. Muito interessante mesmo ver a Ferrari andando bem e equilibrando as coisas com a Mercedes. É excelente para a Fórmula 1 que haja equilíbrio e que pelo menos duas equipes briguem pelas vitórias e tragam mais emoção à categoria máxima do automobilismo. Mas talvez a Malásia tenha mostrado apenas uma falsa sensação de equilíbrio na F-1. Vamos esperar para ver o que acontece na China. Vamos esperar um pouco mais para ver o que vem pela frente. Vamos torcer para que as coisas não se tornem monótonas e que as corridas não sejam uma chatice. Vamos torcer por disputas acirradas e vitórias alternadas, mas se não for possível, que a culpa não cai sobre a inteligência de quem desenvolveu um carro imbatível.

Um Dunga melhor que o próprio Dunga

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Não gosto muito da Seleção Brasileira de futebol. Pelo menos não gosto do jeito como fomos acostumados (ou seria obrigados?) a gostar quando éramos crianças. Do tempo em que o Dunga era jogador e não técnico. Me lembro bem quando as coisas começaram a mudar. Foi em 1998, mas não foi porque perdeu a final da Copa do Mundo na França, foi por causa do cidadão que viria mais tarde naquele ano assumir o comando técnico do Brasil. Foi triste. Hoje não é mais triste, mas é impossível comemorar gol de Luiz Gustavo! Não tem mais aquele carisma natural, mas eu também não sou mais igual as crianças que hoje em dia, seja de forma forçada ou não, idolatram o atacante matador do cabelo que é um horror.

Assim sendo, a vontade de torcer contra se torna inevitável, e muitas vezes chega a ser engraçado. Voltamos então a 1998 no estádio da tragédia daqueles anos com brilho de ribalta. Cobrança de escanteio e a cena quase se repetiu. Quem salvou foi o goleiro figurante de um time carioca rebaixado. Mas a verdade é que só uma parte da história não se repetiu, pois não demorou muito para que após outro escanteio, viesse a cabeçada de Zidane, ou melhor, Varane, para estufar a rede e fazer a alegria dos franceses. Risadas para todos os lados e aquele repórter careca, que alguns poderiam talvez dizer que fosse parente do famoso traficante colombiano, já pensa até em voltar à cobrir a Seleção.

Vai sonhando Escobar. Ainda tem muita bola para rolar e muitos gols para marcar. Estatueta de Hollywood, o menino do cabelo e o jogador que não nos desperta a mínima vontade de comemorar um gol. Antes, jamais em toda a história do futebol que tem lá seus mais de cem anos de existência, alguém havia visto o Brasil derrotar a França no estádio francês palco da final da Copa de 1998. E ainda mais a França, que em Copas do Mundo tem sido um dos maiores carrascos da Seleção Brasileira. Um Brasil que não desperta aquela vontade de torcer como fora na época de criança ou adolescente, mas um Brasil que tem um técnico que é sinônimo de vitória e que está conseguindo ser melhor do que ele mesmo já foi quando despertava a ira no repórter careca.

Nos sete primeiros jogos da outra vez, Dunga empatou o primeiro e perdeu o sétimo. Nas cinco vitórias só tinha a Argentina como grande adversário, de resto todos com altura de Valbuena. Felipão, aquele da Copa e dos 7 a 1, em sua última passagem conseguiu apenas duas vitórias em seus sete primeiros jogos. Aquele tal de Mano ganhou quatro, perdeu duas e empatou outra. Depois, mais tarde, quando perdeu da Alemanha desistiu de enfrentar os grandes e foi enrolando para ver se chegava na Copa. Agora Dunga voltou e venceu seus sete primeiros jogos, sofrendo apenas dois gols. Talvez nem queira dizer nada, afinal essa Seleção nem tem muita graça, mas é uma verdade que encaixa.

O atual presente será um lindo futuro amanhã

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Ela é linda, elá é simpática, ela é excelente naquilo que ela faz e ela ainda faz a alegria de um hoje triste e perdido Tiger Woods. Aliás, o golfista até pouco tempo atrás era um grande exemplo de um atual presente que seria um lindo futuro no amanhã. Porém o lindo futuro de um presente que hoje já é passado continua sendo Jack Nicklaus. Já no esqui alpino era Annemarie Moser-Pröll, uma lenda que hoje está dando lugar para ela, para a namorada do Tiger Woods. Linda, simpática e excelente naquilo que faz, Lindsey Vonn é um atual presente que será um lindo futuro amanhã.

A curto prazo, quando se falar em Mikaela Shiffrin, naturalmente se fará referência a Lindsey Vonn. Afinal ambas são americanas. A médio prazo qualquer esquiadora que tiver excelentes resultados será comparada a Vonn e a longo prazo Vonn será uma história que irá demorar muito tempo para ser superada. Foi a muito tempo, nos anos de 1970, que a austríaca Moser-Pröll cravou o seu nome na eternidade para nunca mais ser esquecida e tão pouco superada. Demorou muito, mas então surgiu a bela que acabou com a fera.

Aqui está a beleza de tudo. O segredo em saber se quem viveu nos anos de 1970 acompanhando esqui alpino tinha alguma noção que Annemarie Moser-Pröll estava a frente de seu tempo e escrevendo uma história que para sempre seria lembrada e contemplada. E a história está se repetindo hoje, no atual presente que será um lindo futuro amanhã, com Lindsey Vonn refazendo a história se tornar realidade e, assim como fizera a austríaca, cravando o seu nome nos livros como jamais uma americana ousou fazer em outros tempos, como jamais qualquer outra esquiadora ousou fazer em toda a história desse esporte.

Com aquele sorriso inconfundível ela abraça mais um globo de cristal. Com 19 globos de cristal na carreira ela igualou a marca de Ingemar Stenmark. Com seu quinto título no super G ela igualou Katja Seizinger, Hermann Maier e Aksel Lund Svindal. Com seu 113º pódio ela igualou Moser-Pröll e com 67 vitórias em etapas da Copa do Mundo ela superou a austríaca e mudou para sempre as histórias que sempre foram contadas nos livros dos esportes de inverno a 35 anos. A rainha do downhill, a musa das montanhas cobertas de neve. A esquiadora que faz o atual presente ser o lindo futuro do amanhã.