Fórmula 1: Lewis Hamilton

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Uma Fórmula 1 mais disputada e equilibrada seria muito mais interessante, mas isso é raro e de certa forma estamos ou temos que nos acostumar com o período de domínio de uma determinada equipe. A Fórmula 1 vive de ciclos e atualmente o ciclo de domínio da Mercedes prevalece. Assim sendo, cabe ao piloto da equipe se aproveitar disso ou conquistar a preferência de quem está no comando para ter a sua prioridade. Lewis Hamilton está aproveitando muito bem ambas as alternativas, mas nem sempre foi assim. Neste ano sua oportunidade foi tão grande que até ganhou uma vitória de presente do companheiro de equipe. Até quando Hamilton e a Mercedes vão durar na ponta ninguém sabe, então é melhor não deixar escapar mais nenhuma dessas grandes oportunidades de seguir fazendo história.

Mais cedo ou mais tarde uma nova equipe estará dominando tudo no lugar da Mercedes. Muito provavelmente será a Ferrari novamente, pois estão demonstrando isso nos últimos anos. Parecia até que o tal ano seria já nessa temporada, a julgar pelo início feroz de Vettel, mas o gás deles acabou bem antes do que todos poderiam imaginar. Então Hamilton não perdeu a nova chance e nem arriscou perder uma corrida onde seu companheiro venceria. O inglês foi campeão pela quinta vez, igualou o lendário Fangio e escreveu seu nome mais uma vez na história da categoria máxima do automobilismo. O título veio com bastante antecedência, mas sua vontade de vencer não foi embora depois que o caneco estava garantido.

Ser o maior de todos. Perseguir os número de Michael Schumacher. Ser profissional. Pressão dos patrocinadores? Quais seriam os reais motivos para que Lewis Hamilton se mantivesse tão concentrado e objetivo nas duas últimas corridas do ano? Vendo as reações do ator Will Smith na última corrida do ano talvez sejam a resposta mais correta, a Fórmula 1 fascina. No GP Brasil a vitória talvez até tenha caído em seu colo, mas desta vez ele foi preciso como em todo o ano e venceu com louvor. Lewis Hamilton merece destaque entre os maiores nomes do esporte em 2018 não apenas porque foi mais uma vez campeão do mundo, mas também porque mesmo já sendo campeão ele continuou vencendo como se ainda precisa disso para ser coroado.

World Series da MLB: Alex Cora

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Quando uma equipe faz o que fez o Boston Red Sox na temporada do beisebol americano, fica muito difícil destacar apenas um responsável por tudo. Steve Pearce foi o MVP da série final onde o time derrotou o Los Angeles Dodgers em cinco jogos que poderiam ter sido quatro, e que no fundo soaram como se tivessem sido seis. Mas isso não tira a importância de outros grandes nomes como Mookie Betts e JD Martinez, que só fizeram home runs no último jogo da final, mas que na temporada regular jogaram incrivelmente. Não esquecendo claro de Jackie Bradley Jr., Xander Bogaerts, Eduardo Núñez e claro os fenomenais arremessadores David Price, Rick Porcello, Chris Sale e Nathan Eovaldi. Todo mundo foi fantástico e teve seu momento, fosse na fase de classificação, nos playoffs ou na própria World Series, mas por trás de todos eles estava aquele que comandou cada um e que talvez tenha feito a maior diferença de todas, o técnico Alex Cora.

Ele chegou neste ano, mas é um velho conhecido de todos em Boston. Na campanha do título de 2007 ele fazia parte do elenco do Boston Red Sox, onde estava desde 2005. Ficou até 2008 e foi para o New York Mets, depois Texas Rangers e encerrou a carreira no Washington Nationals em 2011. Cora poderia ter se dado como satisfeito, mas algumas pessoas estão sempre dispostas a ir um pouco mais além, e era esse mais além acabou vindo rápido, talvez até mais depressa do que ele mesmo esperava. No ano passado fez sua estréia como assistente técnico do Houston Astros. O resultado da parceria com Dave Roberts foi nada a menos do que o título de campeão da World Series. Começar por cima então levou Alex Cora de volta para aquela que talvez tenha sido a casa de onde nunca deveria ter saído, o único time onde havia sido campeão como jogador, o time onde precisava ser campeão como técnico também.

Em Boston ele já é conhecido, então em Boston ele não precisa subir os degraus como teria que fazer em Houston. Em Boston ele já chega por cima, é o técnico principal, é o manager, como se diz por lá. Ele está no comando do Red Sox, recheado de estrelas, em sua maioria que já estavam lá, mas que por algum motivo pareciam não saber o que fazer para ir um pouco mais além, para chegar ao topo, tal como fizeram em 2013, 2007 e 2004, tal como faziam com tanta facilidade no início do século passado, bem antes que a "Maldição do Bambino" pudesse se fazer presente. Os 86 anos de jejum já acabaram faz tempo, e com absoluta certeza não tem mais data para voltar. O Boston Red Sox agora tem Alex Cora para subir a árdua montanha íngreme outra vez, e desta vez de uma forma tão dominante, com um técnico estreante e de um jeito brilhante.

Cora é o destaque porque conseguiu destacar ao máximo o seu time logo em seu primeiro ano. O Boston Red Sox quebrou recordes atrás de recordes. O time alcançou 100 vitórias na temporada, algo que não acontecia desde 1946. A equipe alcançou a incrível marca de 108 vitórias, superando as 105 da temporada de 1912. Desde o Seattle Mariners em 2001 um time não vencia tantas vezes na temporada regular. O Boston Red Sox atropelou o rival New York Yankees, não deu chances ao atual campeão Houston Astros, de quem Cora não sente saudades, e na final interrompeu o sonho do Los Angeles Dodgers que havia sucumbido na World Series do ano passado também. Foram cinco jogos para determinar o campeão que poderiam ter sido quatro, afinal o jogo três estava nas mãos, mas o Dodgers empatou e levou para as entradas extras. No total acabaram sendo 18 entradas em um jogo, o dobro do normal em mais de sete horas de uma batalha que valeu apenas pelo sussurro de honra do adversário, pois nos dois jogos seguintes o Red Sox estava novamente pronto para massacrar como massacrou a temporada toda.

Boston é centenário depois de 62 anos

Red Sox 1946
O mundo hoje é um pouco diferente do era em 1946. Na verdade é muito diferente, mas algumas coisas que aconteceram naquela época só voltaram a acontecer novamente agora, depois de 62 anos. A Segunda Guerra Mundial havia terminado um ano antes, os tempos não eram fáceis e no Brasil (que hoje vive um clima de novas eleições), quem assumia o poder era Eurico Gaspar Dutra. O país promulgou uma nova Constituição e proibiu os jogos de azar, enquanto que em Paris o estilista Louis Réard exibia em uma piscina uma peça de roupa que por aqui ficaria cada vez menor e seria um dos maiores sucessos das praias: O biquíni. Neste mesmo ano nasceu Donald Trump, George W. Bush e Bill Clinton, que em uma ordem inversa aos dias de seus nascimentos se tornariam presidentes dos Estados Unidos. Já no âmbito esportivo quem nasceu foi Emerson Fittipaldi em dezembro, enquanto que em junho a BBA (atual NBA) era criada. No beisebol, por sua vez, o destaque era o Boston Red Sox, que buscava obstinadamente pelo título que não vinha desde a saída de Babe Ruth. Esse ano de 1946 parecia diferente, especial, a equipe alcançou uma marca centenária e tudo caminhava para o fim daquele terrível jejum.

O Boston Red Sox tinha um time gigante em 1946. Este foi mais um ano que contou com a participação do lendário Ted Williams, que foi uma dos maiores jogadores de beisebol de todos os tempos. Ted tinha 27 anos de idade e marcou 38 home runs naquela temporada, além de impulsionar 123 corridas com 169 rebatidas válidas. Não foi por acaso que o Red Sox aposentou a sua camisa número 9 em 29 de maio de 1984. Um outro grande jogador daquele ano que também teria a camisa aposentada foi Bobby Doerr; Ele tinha 28 anos e marcou 18 home runs com 116 corridas impulsionadas. Havia ainda Johnny Pesky, cuja camisa 6 fora aposentada apenas em 2008, sem falar no arremessador Tex Hughson que tinha um ERA de 2.75 e Dom DiMaggio, que era o irmão caçula do grandioso Joe DiMaggio, jogador do rival New York Yankees. Com um time desses tão forte era natural que os resultados fossem os melhores possíveis, tanto que a equipe acabou fazendo uma das melhores campanhas de sua história na fase de classificação.

Em 1946 o mundo era diferente do atual, bem como o campeonato de beisebol da MLB. Naquele tempo haviam apenas duas ligas sem nenhuma divisão dentro de cada uma delas. É claro que os Yankees já estavam na mesma Liga Americana que o Boston Rede Sox. Não havia playoffs e a World Series era disputada pelo vencedor de cada uma das ligas na fase de classificação, ou temporada regular, nome que já era usado naqueles tempos. A quantidade de jogos também era menor, sendo 154 contra os atuais 162. Os Yankees não foram muito bem, terminando com 87 vitórias e 67 derrotas. Já o Detroit Tigers era um pouco melhor, alcançando 92 vitórias e 62 derrotas. Mas nenhum dos dois, assim como nenhum time daquele ano, conseguiu ser melhor do que o Boston Red Sox. A equipe comandada por Joe Cronin conseguiu alcançar uma marca centenária ao vencer um total de 104 jogos, tendo perdido apenas 50. O torcedor já começava a sentir que o título estava cada vez mais próximo do Fenway Park novamente, mas não foi o que acabou acontecendo.

Ninguém chegou a incrível marca de 100 vitórias naquele ano, mas o St. Louis Cardinals chegou bem perto alcançando 98 triunfos. Eles eram os grandes oponentes na World Series e a vantagem era do Boston, que poderia jogar três jogos seguidos em casa após ter jogado dois seguidos fora. Se não bastasse, eles ainda conseguiram vencer o primeiro duelo em 10 entradas, dando um passo muitíssimo importante para acabar de uma vez com a "Maldição do Bambino". Mas não esperavam perder em seus próprios domínios no dia 10 de outubro daquele que até então vinha sendo um maravilhoso ano de 1946. Quando a série voltou para St. Louis não haviam mais forças para manter o número de vitórias crescendo. A equipe perdeu duas vezes seguidas e disse adeus ao sonho de acabar com um jejum que ainda atormentaria a cidade de Boston por muitos e muitos anos que vinham pela frente.

O sonho de se tornar campeão da MLB mais uma vez voltaria a ser realizado em 2004, após 86 anos de espera, se repetindo em 2007 e 2013. Mas em nenhuma dessas campanhas o Boston Red Sox conseguiu ser centenário outra vez como fora em 1946. Isso só voltou a acontecer agora em 2018, quando o time chegou à sua centésima vitória na noite do dia 12 de setembro. A equipe que vem fazendo uma campanha inacreditável conseguiu vencer por 100 vezes em apenas 146 jogos, uma marca incrível cujo time mais próximo é o Houston Astros com 92 vitórias. Contando com um dos melhores inícios de temporada, o time chegou a viver um momento difícil vendo o New York Yankees ser até melhor, mas logo engatou uma quinta marcha e não parou mais de abrir vantagem. Hoje tem dez vitórias a mais que o rival que corre até o risco de não se classificar aos playoffs. As coisas estão indo muito bem e podem ser ainda melhores, principalmente se ao contrário de 1946 essa campanha maravilhosa terminar com a conquista do título. Por sorte o St. Louis Cardinals está em terceiro lugar na Divisão Central da Liga Nacional, atrás de Chicago Cubs e Milwaukee Brewers; Se eles não seguirem em frente meio caminho já está andado.

A explosão da Serena Williams Atômica

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Em agosto de 1945 os Estados Unidos lançaram bombas atômicas contras as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Já em setembro de 2018, na cidade de Nova York, uma jogadora de tênis americana explode como uma bomba atômica contra uma jovem e pequena jogadora japonesa. Na época da Segunda Guerra Mundial os japoneses que apoiavam os alemães nazistas saíram derrotados, mas quando a batalha se resumiu em apenas um jogo de tênis restrito ao âmbito esportivo, foram os asiáticos que acabaram rindo por último. Naomi Osaka ganhou um torneio de Grand Slam pela primeira vez em sua carreira, enquanto isso do outro lado da quadra o que se viu foi a explosão da Serena Williams Atômica.

Alguns dizem que tudo começou na implicância com a roupa que ela usou no torneio de Roland Garros. Outros acreditam que não está a fácil a vida depois que ela virou mãe. São muitas noites sem dormir direito, novas rotinas e responsabilidades, pouco tempo para treinar e a idade cada vez mais avançada que vai pesando sempre um pouco mais a cada dia. Ousada, ela vem com uma roupa ainda mais extravagante, parece até uma bailarina, mas quando encaixa o seu Forehand vencedor com certeza não há delicadeza. Serena Williams sempre teve sua imagem associada à força e fúria, mas talvez ela tenha mudado um pouco depois que se tornou mãe.

Ao ver Serena Williams em quadra, andando lentamente entre os intervalos dos pontos e dos games, respirando fundo e mostrando um poder de concentração fora do comum, parece que vemos uma nova Serena. Nem de longe ela lembra aquela Serena pouco serena de 2004 e 2009, quando foi penalizada, punida, xingou árbitros e levou multas. Perdeu jogos importantes e chances de ganhar mais títulos de Grand Slam jogando em casa. Porém, infelizmente os dias de paz duraram pouco, até o dia da grande final do US Open na grandiosa Nova York. Uma derrota no primeiro set para uma jovem japonesa até então pouco conhecida. Um simples jogo de tênis então se transforma em uma Terceira Guerra Mundial.

O árbitro de cadeira vê o técnico passando instruções e registra uma advertência. Como é possível no Século 21 ainda ser proibido um técnico de tênis dar instruções ao seu jogador durante um jogo? Um pouco mais tarde Serena teria ofendido o árbitro e vivido um momento de explosão que culminou na quebra de sua própria raquete. Mais punições, perda de pontos e até perda de um game inteiro. Aí não teve mais jeito, a derrota se tornou inevitável. Depois de transparecer tanta calma, Serena enfim explodiu como uma bomba atômica, novamente em um confronto entre Estados Unidos e Japão, mas desta sem vítimas fatais, pois quem perdeu foi ela mesma. Uma derrota por exagero do árbitro ou por um jogo mal jogado? Osaka não tem nada com isso, mas mesmo vencendo ela sofreu tanto quanto sofrera Hiroshima e Nagasaki.

Falemos de tênis ... ou das roupas

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O que há em comum entre Dinara Safina e Caroline Wozniacki? Aconteceu no ano de 2009 e 2010, quando ambas respectivamente se tornaram as tenistas número um do ranking feminino, mas com o porém de nunca terem vencido um torneio de Grand Slam. Para Caroline a volta por cima aconteceu oito anos mais tarde, quando ela conquistou finalmente o Aberto da Austrália, mas Safina desistiu de tentar e se aposentou em 2012 com apenas 26 anos. O ocorrido daquela época talvez seja um reflexo do que vive o tênis feminino atualmente e como sempre viveu, ou seja, com uma carência de atenção ao jogo e uma preocupação maior com outras coisas que acontecem "fora das quadras". Esse pode ser o principal motivo para Venus Williams, com seus 38 anos ainda estar jogando e sua irmã Serena, que aos 36 ainda entra como favorita em qualquer competição.

E não é diferente na atual edição de 2018 do US Open, em Nova York. E fica ainda mais agravante quando logo na primeira rodada a atual número um do mundo é derrotada. Simona Halep quase viveu uma vida de Caroline Wozniacki ou Dinara Safina, mas por sorte, competência, ou falta de rivais à altura conseguiu seu Grand Slam ao vencer Roland Garros neste ano. A boa fase, no entanto, não durou muito e no tênis feminino quando não se resta muito o que falar sobre o jogo ... começa-se então a falar sobre as roupas. A semana da moda de Nova York começa apenas no final da próxima semana, mas depois que Serna Williams entrou em quadra com uma versão moderna das roupas de Suzanne Lenglen, o assunto teve que ser antecipado.

Convenhamos que falar sobre outros assuntos além de simplesmente se ater ao jogo no tênis feminino é algo natural e inevitável. Em pauta sempre esteve e sempre estará a beleza estonteante das jogadoras, seja tanto a beleza facial quanto a beleza corporal atlética que a maioria possui de sobra. Desde Chris Evert até Maria Sharapova, elas chamam a atenção e não poderia ser diferente as marcas de roupas aproveitarem deste momento para lançar novas tendências. Sharapova além dos vestidos de gala, ideais para os jogos da rodada noturna do US Open em Nova York, ainda usava joias Swarovski, afinal ninguém é bobo no mundo dos negócios. Mas a coisa parece que desandou um pouco e Serena acabou cruzando uma linha que talvez mude a história dos torneios de Grand Slam para a chatice do Reveillon de Wimbledon, falando em termos de roupas.

O torneio de Wimbledon nem é um caso tão grave, pois mesmo que não seja a virada do ano até que as roupas brancas combinam bem com o verde da grama. O grande problema é a determinação e exigência que os torneios venham a querer impor e que pode tirar um pouco da graça que as roupas trazem, desde que não sejam forçadas e exageradas. No torneio de Roland Garros de 2018 Serena Williams voltava às quadras após sua primeira gravidez. Lá ela optou por usar uma roupas de corpo inteiro, um macacão com calça e mangas compridas, todo preto e com apenas um tipo de cinto vermelho. Ficou um tanto quanto esquisito haja visto os tradicionais shorts com saia ou vestido que a maioria das jogadoras usam. Os organizadores fizeram críticas e uma mudança será imposta no próximo ano.

Por esse motivo ou não, Serena chegou em Nova York ousando mais uma vez. Agora ela veio com uma saia gigantesca, relembrando talvez uma bailarina, uma roupa exagerada, espalhafatosa, mas que ao julgar por seus resultados nas duas primeiras rodadas ela não atrapalha em nada o seu jogo. Os anos de 1920 estão voltando com uma versão mais moderna dos grandiosos vestidos que a grande Suzanne Lenglen usava em suas conquistas de Roland Garros e Wimbledon. Esqueçam o macacão preto, Serena agora quer jogar tênis de sapatilhas. É isso que acontece quando o jogo em quadra fica em segundo plano no tênis feminino, as pessoas se preocupam mais com as roupas do que com a partida. Ou será que as jogadoras usam desse artifício para conseguir de um modo ou de outro chamar a atenção?

Sendo assim, é possível pensar também que Alizé Cornet vestiu sua blusa ao contrário de propósito. Exagero, quase que ela não reparou se não fosse um aviso de seu namorado na arquibancada antes do início do terceiro set. Rapidamente tirou e arrumou, devidamente protegida por um top, ou sutiã esportivo, por baixo. Mas as regras são claras, este tipo de ação só pode ser feito quando o jogador ou jogadora estiver sentado em sua cadeira nos intervalos dos games ou dos sets. Assim explicou a USTA sobre a advertência que Cornet recebeu depois de uma repercussão mundial sobre seu "Strip Tease" dentro de quadra - "As mulheres não recebem os mesmos tratamentos que os homens", disparavam os mais revoltados carregados de imagens que mostram os homens sem camisa, porém sempre sentados nos bancos durante os intervalos.

E assim a vida segue, falando de tênis ou falando de roupas. Afinal fala-se mais de tênis em assuntos sobre corridas de ruas do pedestrianismo do que em assuntos sobre natação, onde todos estão descalços! Brincadeiras à parte, o tênis feminino não está proibido de expandir seus assuntos, seja porque as jogadoras são bonitas ou porque se vestem bem e mal. O que não se pode deixar de lado em hipótese alguma é o jogo em meio à todos esses assuntos. Tudo isso porque seja com roupas elegantes ou espalhafatosas, seja com tênis confortável ou "sapatilhas" e seja tirando a blusa dentro ou fora de quadra, elas continuaram jogando, vencendo e sendo número um do mundo, com ou sem Grand Slam, redendo muitos assuntos sobre o jogo de tênis ... ou as roupas que elas vestem.