É ouro e é do Brasil

15:24 Net Esportes 7 Comments

Zoltán Halmai foi um húngaro que no ano de 1905 cravou a marca de 1min05s8 na disputa dos 100m livres da natação, são poucas as pessoas que logo que começam a nada chegam a este tempo que foi o primeiro grande recorde da prova mais clássica da modalidade, depois dele vieram nomes como Johnny Weismuller, que foi o primeiro a nadar abaixo de um minuto, o lendário Mark Spitz que fez história em 1972, além de outros fenômenos como Alexander Popov com 48s21 e Pieter van de Hoogenband que nas Olimpíadas de 2000 cravou o recorde de 47s84.

A evolução nos melhores tempos dos 100m livres continuou, principalmente depois da chegada dos supermaiôs, demorou oito anos mas o francês Alain Bernard conseguiu 47s20, já nas Olimpíadas de Pequim foi a vez de Eamon Sulivan fazer 47s05, até onde pode ir está marca que no começo do século passado parecia tão impossível de ser baixada ? Bernard usa o traje chamado Arena X-Glide, marca 46s94 mas não tem o recorde homologado pela FINA, a roupa ainda não havia sido aprovada, assim um brasileiro começa a usá-la para deixá-la perfeita.

César Cielo já havia cravado seu nome na história ao vencer os 50m livres nas Olimpíadas de Pequim 2008, continuou treinando nos EUA para que pudesse manter o foco e os objetivos, chegou ao Mundial de Roma com o grande rival Alain Bernard ao seu lado, mas sem o então recordista mundial Sulivan que estava machucado. Cielo, que cresceu vendo Gustavo Borges brilhar nesta mesma prova, prometeu e cumpriu, venceu a disputa, se emocionou mais uma vez no pódio, não era para menos, com mais de 100 anos de história os 100m livres da natação tem um novo recordista mundial.

Primeiro nadador que oficialmente baixa dos 47 segundos, Cielo faz 46s91 graças ao esforço de treinos exaustivos dos últimos anos, e porque não graças ao maiô ultrmoderno que fez questão de aprimorar ainda mais, se não bastasse isso, o seu técnico ainda levou os óculos do nadador para serem mergulhados em água benta no Vaticano. César Cielo se tornou o terceiro brasileiro a levar medalha neste Mundial, algo que não ocorria desde 1994, foi o primeiro ouro desde o feito de Ricardo Prado em 1982, onde também foi recordista Mundial, Cielo faz história na capital italiana, Cielo é ouro, e é do Brasil. (Foto: Martin Bureau/AFP)

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Schummy está de volta

15:24 Net Esportes 7 Comments

Quem não se lembra das idas e vindas de Michael Jordan, ganhou três títulos, parou dois anos e depois voltou para ganhar mais três títulos pelo Bulls, após nova aposentadoria voltou para encerrar carreira no Washington Wizards. Com o quarterback Brett Favre a mesma coisa, parou, voltou por outra equipe, se aposentou novamente e quase voltou de novo, sem falar no ciclista Lance Armstrong, que com 37 anos retornou às disputas e conseguiu o terceiro lugar na Volta da França. E agora chega a vez de outro aposentado retornar às atividades.

O caso dele não chega a ser tão semelhante quanto o dos outros, uma tentativa e outra de andar de moto, um e outro acidente não muito sério e a chance de voltar para a Fórmula 1 era quase nula, o heptacampeão Michael Schumacher, destruidor de quase todos os recordes da categoria, via tudo como um capítulo já encerrado há algum tempo, mas circusntâncias muito inesperadas o trouxeram de volta, seu último companheiro de equipe, Felipe Massa, sofreu um grave acidente, assim a vaga ficou aberta e a grande chance do retorno eminente.

Ninguém correu no GP da Hungria, alguns nomes acabaram sendo citados, especulados, e enquanto isso alguns aproveitavam para descartar qualquer chance de retorno para Schummy, mas o alemão provou e fez questão de ressaltar o quanto é fiel à Ferrari, o quanto vale a lealdade, e aos 40 anos de idade confirmou que irá se preparar para o próximo GP que acontece em menos de três semanas, o piloto ainda aproveitou para dizer em seu site oficial o quanto está ansioso para encarar novamente esse desafio, em mais uma chance de voltar ao cockpit de um Fórmula 1.

Essa lealdade toda com a escuderia que lhe deu suas maiores glórias não é de se estranhar, Schumacher, que correu pela última vez no GP Brasil de 2006 vencido justamente por Felipe Massa, vinha trabalhando como consultor da equipe italiana, além de realizar alguns testes com o carro. Para sorte do alemão a equipe que começou mal o campeonato está melhorando aos poucos, e a chance de aumentar alguns de seus números como 91 vitórias, 68 pole-positions, 1369 pontos e 155 pódios podem ser bem grandes, principalmente porque Massa ainda não teve nenhuma previsão de retorno, e talvez nem retorne esse ano. (Foto: Vladmir Rys/Getty Images)

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Novo Rei de Roma

15:39 Net Esportes 2 Comments

Seja no Pantheon ou até no Coliseu, em qualquer lugar de Roma só se escuta falar nele, Paul Biedermann, o novo "Rei" da cidade, a nova grande estrela da natação que está dando um verdadeiro show nas piscinas do Campeonato Mundial. Ontem ele caiu na água para acabar com o já lendário recorde mundial de Ian Torphe nos 400m livres, e hoje foi a vez de desbancar ninguém menos que o maior medalhista olímpico de todos os tempos, Michael Phelps.

Os tempos nas eliminatórias e semifinais já davam o indício, mesmo assim estavam acima do estabelecido por Phelps em Pequim, e ainda havia toda a esperança de que na hora certa o norte-americano pudesse mostrar sua verdadeira força, mas não foi o que acabou acontecendo, e Biedermann nadou como nunca, deixou Phelps em segundo e ainda cravou com sobras a nova marca mundial para os 200m livres, um impressionaste recorde de 1m42s00.

Michael Phelps naturalmente fica chateado, sai da água cabisbaixo enquanto o alemão festeja como nunca, os comprimentos ao novo recordista só vem durante a premiação, junto com um sorriso meio tímido e a certeza que desta vez ficou em segundo plano literalmente, Phelps não perdia nesta prova desde as Olimpíadas de Atenas 2004, e não era superado em uma prova individual desde 2005, a ele só resta agora levantar a cabeça e visar os próximos compromissos, após a derrota ele já estava treinando.

O clima acabou esquentando mesmo na entrevista coletiva, Phelps admitiu que está cansado e não treinou muito, mas fez questão de criticar o maiô do adversário muito mais avançado que o seu LZR Racer da Speedo, e quando foi perguntado se logo teria uma revanche contra Biedermann respondeu que "Será legal quando a natação voltar a ser natação", lembrando que no ano que vem a FINA irá proibir o uso dos supermaiôes e ameaçando até não nadar mais competições internacionais até lá. (Foto: Lars Baron/Getty Images)

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A sombra da lenda

14:12 Net Esportes 4 Comments

Uma jogada de mestre o colocou com vantagem sobre o companheiro de equipe e favorito ao título do Tour de France, Lance Armstrong mostrava porque foi campeão sete vezes consecutivas, mostrava todo o seu conhecimento do ciclismo, na etapa de contra-relógio por equipes não assumiu a ponta por milésimos de segundos, mal sabia que teve naquele momento a maior chance de poder vestir a camisa amarela de líder mais uma vez, pior foi conseguir subir no pódio apenas no último dia, o maior prêmio por tanto esforço.

O sonho de vestir a camisa amarela passou perto, e o de ser novamente campeão foi ficando cada vez mais distante, o rival e companheiro Alberto Contador não dava a menor chance, abria vantagem nas etapas com final em subida, chegava em primeiro lugar, ganhava também o contra-relógio, resistia a qualquer ataque como os dos irmãos Schleck rumo ao topo do Mont Ventoux, cruzava a linha de chegada inteiro e abrindo cada vez mais vantagem na liderança, o espanhol levou o título de forma arrasadora sobre os rivais.

Armstrong foi ficando para trás, a desvantagem para o primeiro era grande mas sua performance não era ruim, ele não venceu nenhuma etapa, não deu os velhos shows que costumava dar em seus tempo áureos, não atacou nenhuma vez, mas sempre andou forte, resistiu o quanto pôde mesmo com sua idade avançada, o que valeu foi sua luta contra o câncer, sua campanha mundial para combater essa terrível doença, e a recompensa veio no final, em um lugar que não está acostumado, o terceiro, mas finalmente subindo no pódio.

Após mais de 3.500 Km o Tour chegou o seu fim na tradicional Champs-Élysées como todos os anos, passou por belíssimos lugares e viu um grande show de Contador, um excelente ciclista que faturou a prova pela segunda vez na carreira, e que promete voltar no ano que vem, só que desta vez em uma equipe diferente da equipe de Lance Armstrong, que mesmo com 38 anos também irá voltar, quem sabe até mais forte, e quem sabe conseguindo dar um trabalho maior ao espanhol, que hoje parece não ter qualquer adversário à sua altura para pará-lo. (Foto: Joel Saget/AFP)

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Uma vitória ofuscada

13:33 Net Esportes 1 Comments

Não acontecia desde o GP da China do ano passado, o atual campeão da Fórmula 1 Lewis Hamilton cruzou a linha de chegada em primeiro lugar mais uma vez, no GP da Hungria, de uma forma até inesperada apesar de ter dominado todos os treinos livres de sexta-feira, mas o grande retorno do inglês, a volta por cima da McLaren, e até da Ferrari que fez o segundo lugar com Kimi Raikkonen, acabaram ofuscadas por um grave acidente ocorrido no treino oficial.

Um dos principais fatores que contribuíram para a vitória de Hamilton além de sua excelente largada, foi o abandono de Fernando Alonso, o então pole-position teve problemas em sua primeira parada nos boxes, e viu sua roda literalmente sair voando enquanto tentava trazer o carro de volta, por sorte a roda acabou não atingindo ninguém, muito menos nenhum carro que pudesse vir logo atrás, mas o mesmo não se pode dizer de uma mola que soltou do carro de Rubens Barrichello, e que atingiu justamente o carro de Felipe Massa.

Se tivesse atingindo o carro de fato, talvez nenhum problema mais grave pudesse ter ocorrido, mas a peça do carro da Brawn foi parar bem no capacete de Massa, como se não bastasse a falta de sorte do brasileiro nesse caso, o objeto atingiu bem na viseira do capacete, a destruindo e causando sérios danos na face de Felipe, que teve problemas no seu crânio, a principio afetando levemente o cérebro, e podendo até ter causado danos à visão, que pode levá-lo a não poder correr nunca mais.

A Renault será punida pela roda que voou na pista, quem sabe a Brawn também seja punida pela mola que também voou um dia antes, Rubinho sem qualquer culpa foi apenas o décimo, estava abalado com o ocorrido, já Button conseguiu a sétima colocação, mais alguns pontinhos para manter a liderança, que com a decadência eminente de sua equipe já está ameaçada, Mark Webber foi o terceiro e já começa a sonha com o título, em um campeonato que começou com uma grande reviravolta, e pode terminar com uma outra maior ainda. (Foto: EFE)

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Histórias do Boxe VI

10:38 Net Esportes 4 Comments

Na marinha entre 1963 e 1967, Ken Norton mostrou que era um dos melhores boxeadores da época, não demorou muito para se tornar profissional, mas em 1970 acabou sofrendo uma derrota inesperada, abalado ganhou de presente um livro chamado "Pense e Cresça", de Napoleon Hill, e depois de ler a obra ele conseguiu uma impressionante sequência de quatorze vitórias seguidas, incluindo aí um surpreendente triunfo sobre ninguém menos que Muhammad Ali.

O ano era 1973 e Ali estava mais do que no auge de sua carreira, já recuperado a primeira derrota de sua vida para Joe Frazier, ele vinha de dez glórias seguidas incluindo a vitória contra o temido Floyd Patterson, mas aquele não era mesmo o seu dia, logo no início do combate teve seu maxilar quebrado por Norton, resistiu até o final do duelo sendo o único pugilista da história até hoje à lutar 13 rounds com o maxilar quebrado, mas os golpes do oponente foram muito duros, e ele acabou derrotado por decisão unânime dos juízes.

Não demorou muito para Muhammad Ali se recuperar, apenas seis meses depois ele já estava no ringue mais uma vez frente a frente com Ken Norton, o resultado foi claramente uma grande vitória na revanche pela segunda derrota em sua carreira, os dois acabaram se afastando e seguindo seu caminho, mas depois de superar Joe Frazier duas vezes, passar por George Foreman e alguns outros lutadores, Ali reencontrou Norton mais uma vez em 1976, para o último capítulo dessa trilogia épica do boxe.

O duelo muito esperado aconteceu no estádio do time de beisebol do New York Yankees, em todas as ruas da Big Apple foram colocados cartazes para divulgar o grande evento, que diziam: "Muhammad Ali 'Eu sou o maior' Champion vs. Ken 'Maxilomandibulares Breaker' Norton Challenger". E como não podia ser diferente a luta foi disputadíssima, eleita a terceira mais equilibrada da história, assim mais uma vez a definição do resultado é dos juízes, que com uma decisão considerada polêmica até hoje apontaram 8-7, 8-7 e 8-6 para Ali. (Foto: Tony Triolo/Sports Ilustrated)

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Quinze anos depois ...

12:08 Net Esportes 4 Comments

O ano de 1994 ficou para trás, nele estão muitas lembranças boas como o tetra do Brasil na Copa do Mundo de futebol, e algumas muito tristes como o falecimento do ídolo eterno Ayrton Senna, mas além das recordações que ninguém jamais esquece, encontram-se também alguns registros de grande importância, como na natação, que neste mesmo ano havia registrado a última conquista de uma medalha pelo Brasil em um Mundial de Esportes Aquáticos, e o início de carreira de um grande talento.

Bem conhecido do público, Gustavo Borges levava a medalha de bronze nos 100m livres, e junto com Fernando Scherer, Teófilo Ferreira e André Teixeira garantia outra no revezamento 4x100m livres, ninguém poderia imaginar que esses dois grandes feitos conseguidos no Mundial de 1994 iriam demorar quinze anos para se repetir, e pensar que naquele mesmo ano, com muito menos holofotes e expectativas em cima, um jovem, chamado Luiz Lima, iniciava ali sua carreira com apenas 16 anos de idade.

Não foi difícil de perceber que acabar com o jejum de não ganhar medalhas em um Mundial de Esportes Aquáticos era uma das tarefas mais complicadas para os brasileiros, imaginar então que uma mulher, que jamais havia ganho uma medalha sequer, pudesse fazer isso então era impossível, mas quinze anos depois ela apareceu para acabar com essa sina de uma vez por todas, depois de garantir o primeiro pódio feminino do Brasil em um Pan-Americano, Poliana Okimoto fez história em Roma, na Itália.

Foi incrível a briga pelo ouro, Melissa Gorman ganhou por pouco da campeão olímpica Larissa Ilchenko, mas não menos emocionante foi a disputada do bronze, onde Poliana também superou a quarta colocada por centésimos de segundo, finalmente conseguindo levar o Brasil ao pódio quinze anos depois da última vez, época em que além das medalhas o país também viu o começo de Luiz Lima, que depois de quinze anos da primeira braçada diz adeus à seleção brasileira, terminando em um modesto 19º lugar, mas com a certeza que contribuiu muito para as provas de fundo da natação brasileira, que certamente não vai querer ficar novamente quinze anos sem vencer nada. (Foto: AP Photo)

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Contador vence e é líder

13:14 Net Esportes 3 Comments

Uma grande diferença imposta na primeira etapa disputada em contra relógio, além de um grande ataque ocorrido na etapa número sete, ainda não eram suficientes para definir ou provar que o espanhol Alberto Contador estava melhor e muito mais preparado para ganhar o Tour de France do que o norte-americano Lance Armstrong, a semana se passou sem muitas alterações na classificação geral, mas o domingo chegou e os Alpes também, Verbier passou a ter um só dono, e a competição mais importante do ciclismo um novo líder.

Alguns diziam que a equipe Astana estava dividida, Armstrong não negava jamais a vontade de conquistar pela oitava vez o título do Tour de France, já Contador preferia adotar discursos mais modesto, mostrando respeito ao heptacampeão e mostrando na pista a sua força inegável, o dia foi de várias subidas, com fugas, ataques nos quilômetros finais em subida e muita tensão, mas restando menos de seis quilômetros para o final o grande momento acabou chegando, Contador assumiu a ponta, e não perdeu mais.

Enquanto nomes como Andy Schleck, Vincenzo Nibali e Frank Schleck partiam em uma tentativa frustrada de alcançar o espanhol, Armstrong sofria de maneira pouco vista na época do seu auge, mal conseguia acompanhar o companheiro de equipe Andreas Kloden, foi ficando para trás e terminou com quase 1min40s de desvantagem, uma diferença muito significante que fez o ciclista admitir que não irá mais atacar Contador daqui pra frente, que uma atitude dessas não seria ética no ciclismo e também que está muito contente com o segundo lugar.

O Tour ainda segue até o próximo domingo, terá mais algumas etapas de montanha incluindo o temido Monte Ventoux no penúltimo dia, além de mais uma etapa em contra relógio, porém com 1min37s de vantagem, Alberto Contador parece que já vestiu a camisa amarela para não tirar mais este ano, e com o consentimento mais do que prestigiado da lenda viva Lance Armstrong, deve conquistar o título pela segunda vez em sua carreira sem maiores problemas, e quem sabe com Armstrong, satisfeito, na segunda colocação. (Foto: Jasper Junien/Getty Images)

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A queda de Tiger Woods

17:55 Net Esportes 1 Comments

Só o British Open ele ganhou três vezes, são nada menos que 14 títulos de um total de 49 torneios majors disputados, o vencedor de 98 taças, sendo 68 do PGA Tour, e líder do ranking por 556 semanas, que já é até considerado como o melhor jogador de todos os tempos, um velho conhecido de todos, Tiger Woods, caiu, pois até os maiores sucumbem uma hora ou outra. O golfista norte-americano que apenas uma vez havia havia sido eliminado pelo corte em torneios major, viu este pesadelo voltar à tona nesta sexta-feira.

O drama pela primeira vez havia ocorrido no ano de 2006, no US Open, quando na ocasião seu pai havia falecido, certamente não houve naquele momento uma forma de se concentrar no jogo, porém ele jamais poderia imaginar que ficaria fora das duas últimas rodadas de um torneio major mais uma vez, agora no British Open, disputado na Ingleterra, e com um motivo talvez menos convincente do que o da outra vez, que pode ser a cirurgia no joelho ocorrida à pouco tempo.

Tiger já ganhou dois torneios desde que voltou a jogar depois de se recuperar da cirurgia, portanto talvez haja mais algum detalhe para justificar seu desempenho ruim nos torneios majors, assim o 15º título em busca do recorde de 18 do lendário Jack Nicklaus fica mais distante, porém não impossível, pois Tiger ainda tem muitos anos de carreira pela frente, prova disso é Tom Watson, jogador de 59 anos de idade que lidera a disputa do British Open, com quatro tacadas abaixo do par que fará de tudo para manter ou melhorar neste domingo. (Foto: Matt Dunham/AP)

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Histórias do Basquete VI

11:34 Net Esportes 5 Comments

Ele nasceu como Ferdinand Lewis Alcindor Jr. e depois se tornou Kareem Abdul-Jabbar, mudou de nome e mudou muitos conceitos no basquete da NBA, já era muito conhecido quando foi a primeira escolha do draft de 1969 escolhido pelo Milwaukee Bucks, estava no primeiro jogo universitário trasmitido pela TV depois de fazer história na UCLA, inventou o skyhook, ganhou títulos, bateu recordes e se tornou naturalmente um dos maiores jogadores de todos os tempos.

O ano de 1971 foi o único em que o Bucks conseguiu se sagrar campeão da NBA, em quadra estava Kareem Abdul-Jabbar, camisa número 33 hoje aposentada e o principal responsável na conquista da taça, os números arrasadores já começavam a fazer parte da carreira do jogador e jogar lá não era problema, mas um dia um adversário lhe tocou no olho onde tinha um problema na córnea, Jabbar se irritou e acabou quebrando a mão, cansou e queria ir pra outro lugar, Los Angeles foi a escolha para jogar, e usar óculos de proteção uma medida preventiva para se adotar.

Kareem Abdul-Jabbar continuou jogando como nunca, seguiu aumentando seus números que fazem dele o maior cestinha de todos os tempos com 38.387 pontos, terceiro maior reboteiro da história (17.440) e terceiro em tocos também (3.189), tem ainda as marcas de maior número de arremessos corretos (15.837) e de arremessos tentados (28.307), além dos recorde de minutos jogados (57.446) e partidas jogadas (1560) que garantiram após um longo jejum a chance de muito mais títulos depois de 20 anos atuando.

Demorou mas veio, Abdul-Jabbar só se tornou campeão em seu nove time, o Los Angeles Lakers, em 1980, e junto com seus novos companheiros ainda garantiu as taças de 1982, 1985, 1987 e 1988, foi eleito MVP da temporada seis vezes e das finais duas, esteve no All Star Game em 19 oportunidades, foi um o jogador que mudou de nome, inventou arremessos e entrou para a história, esteve também no cinema, foi um pivô com estilo e visual diferenciado que marcou sua época na NBA, e naturalmente entrou para o Hall da Fama merecidamente em 1995. (Foto: Arquivo)

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Treze anos de domínio

11:00 Net Esportes 1 Comments

Busch Stadium, em St. Louis, completamente lotado como não poderia ser diferente, o All Star Game da MLB começa com a sempre linda e bem organizada festa que os norte-amercanos fazem como ninguém, Sheryl Crow interpreta o hino nacional enquanto caças cruzam os céus para delírio de todo o público presente, o lendário jogador Stan Musial entra de carro no campo, e entrega a bola para ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos Barack Obama, que tem a honra de dar o arremesso inicial da partida.

Dizendo que nunca se divertiu tanto nos últimos anos, Obama rouba a cena literalmente na grande noite do beisebol, entra em campo de calça jeans e com a jaqueta de sua equipe favorita, o Chicago White Sox, diz que treinou o arremesso nos jardins da Casa Branca e prova que está em forma, manda a bola sem problemas para o ídolo local Albert Pujols, vibra em seguida e garante o espetáculo, empolgado se torna até comentarista para um canal de TV, mas o dia não é só dele, pois as grandes estrelas querem jogar, e mais do que isso ganhar o grande jogo.

Eles são rivais durante toda a temporada regular, jogam uns contra os outros praticamente todos os dias, mas quando o confronto passa a ser Liga Americana contra Liga Nacional eles se unem com força máxima tendo um só objetivo, vencer o All Star Game para que sua equipe, caso chegue na World Series, tenha a vantagem de fazer uma partida a mais jogando em casa, assim eles correm, se esforçam, dão show para os torcedores e não se entregam jamais, e o esforço do MVP da partida Carl Crawford é a grande prova disso.

Crawford fez uma defesa incrível que evitou um home run, a jogada lembrou muito um lance de 2002 quando Barry Bonds deixou de marcar um ponto certo, naquele ano a partida terminou empata pois não havia mais arremessadores disponíveis, foi o único empate nos últimos 13 anos, sendo que nos outros 12 só a Liga Americana venceu, um domínio absoluto que foi mantido na noite de ontem, com 4 a 3 no placar, uma noite que mais uma fez ficou marcada pela grande festa do esporte e pela grande e ilustre presença do carismático presidente Obama. (Foto: Nam Y. Huh/AP)

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A festa do Home Run

11:31 Net Esportes 3 Comments

O jogador vai para o home plate, se prepara com todo seu ritual, olha fixamente para o arremessador e quando a bola vem ele rebate com toda sua força e técnica, a bolinha viaja pelo ar e não há quem não esteja com os olhos nela, ela vai longe, vai parar no meio da arquibancada, é mais um sensacional home run, é delírio geral da torcida que lota Busch Stadium em St. Louis, é mais um Home Run Derby que precede as comemorações do All Star Game da MLB.

A criançada corre feliz pelo campo atrás das bolinhas, o dia de comemorações reserva também uma competição acirrada, que acontece desde 1985, quem consegue mandar mais vezes a bolinha para a arquibanda? pelo lado de fora do campo não vale, só vale autênticos home runs, todos estão de olho em Carlos Peña e Alberto Pujols, mas eles só conseguem fazer cinco, e pensar que no ano passado Josh Hamilton anotou 28 só na primeira rodada.

Hamilton agora só torce para o seu companheiro de equipe Nelson Cruz, bom desempenho inicial acertando 11 home runs, na cola dele está Prince Fielder, iguala o marcador e junto com Ryan Howard e Pujos por pouco, vão para a segunda rodada, quem conseguir melhorar o seu total tem a chance de fazer uma disputa final, Cruz chega à 17 na somatória e Fielder vem logo atrás com 16, a esperança Pujols está fora e Howard por apenas um é também eliminado da disputa.

Muitos já estão felizes e contentes pelo souvenir que conseguiram nesta bela noite para levar pra casa e guardar pra sempre, já Nelson Cruz e Prince Fielder querem mais, querem o cheque de U$ 350 mil como prêmio por vencer o Home Run Derby, o dominicano rebate primeiro e marca cinco, Fielder vem na sequência e após errar sete dos dez erros permitidos anota o seu sexto home run da série, 23º no total, as crianças vão em sua direção e ele faz a festa pela vitória inesperada, esperando agora que os homers venham durante as partidas oficiais de sua equipe. (Foto: Jamie Squire/Getty Images)

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Histórias do Turfe V

15:17 Net Esportes 2 Comments

Alguns o consideravam como um cavalo psicótico, propenso a aventuras selvagens ao redor das pistas de corridas, talvez um cavalo com problemas que poderia se tornar um perigo para si próprio e todos aqueles que estavam ao seu redor, Whirlaway não era dos mais promissores, venceu 25 de 42 corridas e só mesmo o paciente treinador Ben Jones para acreditar nele, e mais do que isso transformá-lo em um grande vencedor.

Jones o estudou e descobriu seu problema, o cavalo tinha uma dificuldade que o fazia desviar do percurso correto durante as provas, ele encontrou a solução e a colocou em prática durante o Kentucky Derby de 1941, nada menos que a prova mais importante do turfe em todo o mundo, o resultado surpreendeu a todos, Whirlaway venceu diante de uma multidão que lotou o Churchill Downs, mesmo em uma época em que a Segunda Guerra Mundial assolava o mundo.

Alguns dizem que aquele foi o ano mais importante do esporte na história, as pessoas ignoravam a tragédia da guerra e buscavam alívio nas páginas esportvas dos jornais, em meio a notas de beisebol e boxe, viam o brilhantismo de um cavalo de corridas que foi quase esquecido, Whirlaway reapareceu para vencer o
Preakness Stakes e em seguida faturou também o Belmont Stakes, se tornando assim o quinto vencedor da tríplice coroa em todos os tempos.

Inevitavelmente Whirlaway foi eleito como o melhor cavalo do ano de 1941, se não bastasse ainda venceu outras quatro corridas no ano seguinte e garantiu o prêmio mais uma vez, foi também o pioneiro em ganhar um grande quantidade de dinheiro por seus feitos e conseguiu trazer um pouco de alegria para o povo em uma época difícil, entrou para o Hall da Fama em 1959 e foi eleito como o 26º melhor cavalo de corridas da história. (Foto: Arquivo Belmot Stakes)

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Austrália 28 anos depois

11:03 Net Esportes 3 Comments

Ele é o presidente da Associação de Pilotos de Grande Prêmio, talvez a principal de suas metas nesse cargo seja prezar pela segurança dos pilotos na pista durante a disputa de uma corrida, mas largando na pole-position do GP da Alemanha, Mark Webber deve ter por um breve momento esquecido de tudo, jogou o carro pra cima de Rubens Barrichello e quase ocasionou um grande acidente, acabou sendo justamente punido com um drive-through, parecia ter jogado a corrida fora, mas nem isso lhe impediu de triunfar pela primeira vez na carreira.

Ele já esteve em 130 corridas, já está com quase 33 anos de idade, nem Minardi e nem Jaguar poderiam lhe dar alguma chance de vitória, tão pouco a Williams que já andava muito mal nos dois anos que passou por lá, Webber chegou na Red Bull com as mesmas poucas esperanças de sempre, mas a Fórmula 1 mudou muito esse ano, trouxe novas possibilidades e a chance de chegar na frente, ele manteve a calma, a estabilidade e finalmente teve sua recompensa, para alegria dos mecânicos, do pai e dele mesmo, que explodiu em emoção após terminar a corrida na ponta.

Mark Webber foi brilhante e nem a merecida punição lhe tirou a chance de vencer, uma vitória que um piloto australiano não conseguia desde 17 de outubro de 1981, quando Alan Jones venceu o GP da Las Vegas, o hino de seu país voltou a tocar no pódio depois de 28 anos, mas ele nada teria feito se não fosse outro trabalho brilhante, da equipe Red Bull, que colocou seu outro piloto na segunda colocação, Sebastian Vettel garantiu mais uma dobradinha para a equipe que vem surpreendendo aos poucos, já tem seus pilotos ocupando a segunda e terceira colocação na classificação geral, e promete colocar fogo no restante da temporada.

Um dos principais fatores que garantem a melhora da equipe Red Bull em relação à equipe que dominava completamente as provas, a Brawn GP, foi a temperatura, seu rendimento melhora consideravelmente quando faz frio, os pneus desgastam menos e os carros andam mais, a Brawn pode voltar a andar bem se fizer calor, mas terá que errar menos, acertar na estratégia que foi péssima hoje, não errar na hora do reabastecimento, pois o desespero em tentar ver Button campeão já começou, e colocá-lo atrás de Barrichello de maneira forçada como hoje vai começando a ficar muito evidente, melhor se fosse logo algo declarado, mas é algo que Rubinho jamais aceitaria. (Foto: Fred Dofour/AFP)

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Seles no Hall da Fama

16:17 Net Esportes 0 Comments

Guenter Parche, problemático, psicopata, um fã transtornado da tenista Steffi Graf, acredita-se que sua doente e exagerada admiração pela alemã o fazia inclusive enviar dinheiro para a tenista no dia do seu aniversário, ele idolatrava tão exageradamente a jogadora que não aceitava vê-la como número dois do mundo, e no dia 30 de abril de 1993 tentou mudar isso à força, invadindo a quadra em Hamburgo e atingindo a então número um com uma faca, uma atitude que mudou drasticamente a vida e a carreira da vítima, a norte-americana Monica Seles.

O início de carreira foi absurdamente meteórico, ganhou o torneio de Roland Garros com apenas 16 anos de idade, foi na época do auge a mais jovem a assumir a liderança do ranking WTA, entre 1990 e o início de 1993 ela ganhou quase tudo, foram três taças no Aberto da Austrália, três na França, além de duas no US Open, faturou o WTA Championships também três vezes seguidas e em 1992 disputou a final do torneio de Wimbledon, poucas adversárias podiam jogar de igual pra igual com ela, mas o louco Parche descobriu como pará-la, lhe dando uma facada nas costas.

Dizem que Seles foi alertada por um torcedor na arquibancada e seu movimento no momento do golpe impediu que a coluna cervical fosse atingida, mesmo sem risco de vida, Seles acabou perdendo muito sangue, teve que ser levada às pressas para o hospital local e o trauma lhe tirou do circuito por dois anos. Quando retornou Monica Seles infelizmente jamais foi a mesma, jamais conseguiu jogar como jogava antes, jamais conseguiu esquecer o acontecimento terrível e jamais teve segurança e tranquilidade para recuperar 100% do seu jogo novamente.

Parche ficou pouco tempo preso, a justiça não fez o seu papel e Seles jamais voltou a jogar na Alemanha como protesto, conseguiu vencer o torneio Aberto da Austrália mais uma vez em 1996, e ainda ficou com e medalha de bronze nas Olimpíadas de Sydney 2000, muito pouco para uma jogadora que tinha tudo para se tornar uma das maiores de todos os tempos, porém o mundo não esquecerá jamais de seus grandes feitos, 30 de abril de 1993 é para ser esquecido, e 11 de julho de 2009 eternamente lembrado, o dia em que Monica Seles merecidamente entrou para o Hall da Fama do tênis. (Foto: AP Photo)

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Sem duelo com Cielo

14:19 Net Esportes 1 Comments

Polêmicas envolvendo a vida pessoal de qualquer pessoa famosa é sempre um bom motivo para alguém no mínimo dizer que ela está acabada naquilo que faz. Ganhar oito medalhas de ouro em uma mesma Olimpíada, um recorde, talvez perca um pouco a importância se a pessoa que ganhou fez uso de maconha algum tempo depois, errou de fato, deu mau exemplo, mas será que só por isso não merecia ganhar o prêmio Espy ? não que Usain Bolt não o merecesse também.

Alguns aproveitaram a deixa, disseram que Michael Phelps estava acabado, que depois de três meses de férias (e com muita curtição) além de três meses suspenso eram suficientes para que ele jamais voltasse a nada como antes, ledo engano de pobres pessoas que só querem aparecer, Phelps mais do que nunca provou o quanto é bom, o quanto luta para conseguir seus objetivos como atleta, voltou nadando em provas que não costimava fazer, e ontem voltou a ser o melhor na prova que não conseguia dominar.

Ele nunca negou, Ian Crocker era melhor que ele nos 100m borboleta, era recordista mundial desde 2005 e a vitória em Pequim veio apenas por um milagre, apenas por um centésimo, mas Phelps sempre teve como objetivo superar o compatriota pra valer, e conseguiu, nadando em casa diante de sua torcida, com todos dizendo que ele estava acabado e não lhe dando nenhum prêmio merecido, venceu a disputa, estabeleceu o novo recorde mundial em 50.22, voltou a ser a grande estrela.

Michael Phelps foi incrível em Pequim 2008, e pode ser incrível em Londres 2012, Michael Phelps cometeu um erro em sua vida mas admitiu o equívoco e prometeu não voltar a dar o mau exemplo nunca mais, Michael Phelps nadou, venceu, bateu recorde mundial e ainda por cima estava com dores no pescoço, um torcicolo que agravou ainda na mais na manhã de hoje e o tirou das disputas dos 100m livres, consequentemente impedindo um duelo com o brasileiro César Cielo que sem dúvida irá acontecer em um futuro próximo, porque Phelps não está e nunca esteve acabado. (Foto: Ezra Shaw/Getty Images)

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Tyson retorna aos ringues

10:29 Net Esportes 5 Comments

No memorial de Michael Jackson, os astros do basquete Kobe Bryant e Magic Johnson fizeram um bonito discurso em homenagem ao cantor, além deles também compareceram para prestigiar o evento outras estrelas do esporte, como o promotor de lutas de boxe Don King, que em outros tempos, junto com Mike Tyson, encontrou o eterno 'Rei do Pop'. Tyson não esteve no Steples Center ontem, mas mesmo sem Don King ou mesmo sem Jackson para lhe inspirar, retornará aos ringues para lutar.

Geroge Foreman foi campeão mundial com 45 anos de idade e Evander Holyfield tentou bater esse recorde recentemente, assim não fica nem um pouco estranho imaginar Tyson lutando novamente aos 43 anos de idade por um cinturão de pouca importância no cenário mundial do boxe, mas infelizmente para o norte-americano o que sempre prevalece são as polêmicas que envolvem sua carreira, e pensar que esse retorno é puramente para ganhar um dinheiro fácil não deixa de ser uma grande verdade.

Sua última luta foi em outubro de 2006, derrota humilhante e fim da carreira, o cartel não é dos piores, 50 vitórias em 58 lutas sendo 44 nocautes, mas foram três derrotas nos últimos quatro confrontos, sendo que ninguém esquece o início de seu declínio quando caiu diante de James Buster Douglas, ou a mordida na orelha de Holyfield, acusações de estupro, condenações por brigas ou por dirigir embriagado, no mundo tumultuado de Tyson, a morte da filha Exodus de quatro anos, vítima de um acidente doméstico.

Independente de tudo, é difícil Tyson não chamar a atenção, é díficil que ninguém se interesse pelo combate que acontecerá em dezembro, na cidade de Belgrado, contra o desconhecido sérvio Nenad Stankovic, que tem um cartel modesto e estará completando 33 anos justamente na data do combate, dez a menos que o oponente que é ex-campeão mundial. Mike Tyson volta sem Don King, quando provavelmente todos pouco falaram sobre a morte de Michael Jackson, e quem sabe ainda lembrando de sua filha, e talvez dedicando uma possível vitória para ela. (Foto: Arquivo)

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Ele também quer quinze

16:22 Net Esportes 5 Comments

Lance Armstrong lamenta por Andy Roddick através do Twitter, mas assim como Pete Sampras, outros norte-americanos se rendem ao fascínio pelo feito histórico do suiço Roger Federer, na França Armstrong luta pelo oitava título de sua prova favorita, já em Bethesda Tiger Woods se sagra campeão do AT&T National, e manda um SMS dando os parabéns para Federer dizendo "Excelente trabalho. Agora é minha vez".

Número um do golfe, Tiger já com seus 33 anos de idade não irá começar sua carreira no tênis para ganhar seus quinze títulos de Grand Slam, mas assim como o novo número um do mundo Federer, quinze também é quantidade de títulos que Woods busca em sua carreira no golfe, porém ao contrário de Grand Slam, os principais torneios do esporte que pratica são chamados de Majors, e ele possui um total de 14 no currículo.

Federer chegou aos 15 e se tornou o maior de todos, Tiger tem 68 títulos e quer chegar nos 15 também, mas se o fizer não conseguirá o recorde, que é de ninguém menos que o lendário Jack Nicklaus, jogador que alcançou a incrível marca de 18 torneios Majors em sua carreira, um número que pode muito bem ser até igualado ou superado por Tiger Woods, já que ao contrário do tênis, e principalmente do ciclismo, o golfe é um esporte que pode ser jogado em alto nível por muito mais tempo.
(Foto: Hunter Martin/Getty Images)

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Sob os olhos de Sampras

12:24 Net Esportes 3 Comments

Olhando para as tribunas da quadra central do All England Club podia se ver nomes como Boris Becker, Rod Laver, Bjorn Borg, o comentarista de TV John Mcenroe e também um cara com um terno cinza, uma gravata azul e um estiloso óculos escuros, era o lendário Pete Sampras, que se tornou o primeiro tenista na história a atingir a marca de 14 títulos de Grand Slam, mas que acabou sendo recentemente igualado por Roger Federer, e que também foi obrigado a ver neste domingo bem de perto o suiço superá-lo neste feito histórico.

O mais improvável Federer já havia feito este ano, venceu no saibro de Roland Garros pela primeira vez na carreira, fechou o Grand Slam e foi com muito mais vontade para o Torneio de Wimbledon. Rafael Nadal sentiu uma lesão, desistiu, e sem o espanhol que o derrotou em pelo menos cinco finais dos maiores torneios de tênis do mundo que fizeram, viu o favoritismo para levar seu sexto título em sete anos acabar sendo inevitável, e aumentar ainda mais quando diante dele na decisão estava um de seus maiores 'fregueses' do circuito.

O novo teto retrátil foi inaugurado mas a chuva passou longe, Nadal não estava presente e o rival Andy Roddick já havia sido superado por Federer 18 vezes em 20 jogos, tudo caminhava para mais um 'passeio' em quadra do suiço como vinha acontecendo em cada partida deste ano, mas o bom e velho 'freguês' resolveu engrossar, jogou de igual pra igual contra o mais novo número um do mundo, levou o jogo para o quinto e decisivo set, que não tem tie-break, e que acabou em nada menos que 16 a 14, depois de 4h36min de uma grande partida de tênis.

Assim como todos os presente, Pete Sampras se levanta e aplaude de pé, da um sorriso amarelo por seu compatriota não ter adiado o sonho de Federer mas no fundo deve estar contente e admirando esse jogador fenomenal que é Roger Federer, um jogador que aniquila os adversários e ganha quase tudo, um jogador que viu surgir um oponente a altura como Rafael Nadal, que se tornou uma verdadeira 'pedra em seu sapato', mas que conseguiu um feito extraordinário em sua carreira, se tornando o maior vencedor de Grand Slam de todos tempos, uma coleção de quinze taças que certamente tem tudo para aumentar ainda mais nos próximos anos. (Foto: Clive Brunskill/Getty Images)

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Sempre contra a Venus

12:12 Net Esportes 1 Comments

Em 2004 Maria Sharapova foi a campeã do Torneio de Wimbledon e em 2006 quem levantou a taça do tradicional torneio foi a francesa Amélie Mauresmo, as irmãs Williams não triunfaram nestes dois anos mas em todos os outros desde o ano 2000 uma das duas saiu de lá como a melhor jogadora de grama do mundo, Venus levou cinco vezes passando pela irmã em uma oportunidade, Serena faturou outras três, sempre derrotando a irmã mais velha.

O domínio das irmãs norte-americanas nos últimos anos é incrível, somente em 2006 elas não tiveram pelo menos umas das duas representando a família na decisão, e em 2004 Serena acabou perdendo no jogo final, uma contra a outra aconteceu em quatro oportunidades, e Venus só conseguiu superar a caçula no ano passado, mesmo assim por ter cinco títulos e muitas vitórias seguidas no torneio Venus chegava como favorita esse ano.

Os anos de 2002 e 2003 haviam ficado para trás, porém Serena entrou muito focada em quadra e muito disposta a acabar com o domínio da irmã na grama sagrada de Londres, o grande equilíbrio dos confrontos diretos entre as duas no circuito que estava empatado em 10 vitórias para cada uma, se refletiu no primeiro set do jogo, definido apenas no tie-break, Serena venceu e se fortaleceu, no set seguinte fez 6-2 e pôde enfim novamente comemorar o título.

Serena comemorou muito a vitória, foi o seu 11º título de Grand Slam na carreira, saiu feliz de quadra dizendo que irmã já ganhou muitas vezes lá e era a vez dela triunfar novamente sobre a grama, já Venus não ficou chateada e sim muito feliz pela conquista da irmã, a única que a derrotou quando ela chegou na final do Torneio de Wimbledon, mas ela prometeu retornar no ano que vem, e quem sabe torcendo muito para a caçula não ser sua adversária na grande final. (Foto: Clive Brunskill/Getty Images)

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Todos contra Armstrong

14:11 Net Esportes 2 Comments

Ele venceu o Tour de France sete vezes consecutivas, alguns disseram que estava dopado mas nunca nada foi comprovado nas centenas de exames dos quais foi submetido, Lance Armstrong venceu o câncer e venceu a maior prova de ciclismo do mundo, se aposentou mas resolveu voltar, tudo para intensificar a sua grande luta contra essa terrível doença que atinge milhares de pessoas todos os anos, Armstrong retornou para tentar fazer história, e terá uma difícil tarefa pela frente.

Três quedas, clavícula quebrada, apenas uma vitória e um amargo 12º lugar no Giro d´Itália, nada caminha a seu favor desde que retornou mas Armstrong é sempre será o grande Armstrong, ninguém descarta o favoritismo de alguém que fez história, que venceu o Tour sete vezes e que se diz pronto e preparado para buscar o oitavo triunfo, assim o mundo vira suas atenções para ele e todos lá correm contra ele, inclusive o seu próprio companheiro de equipe.

Campeão do Giro, da Vuelta e até mesmo do Tour quando ninguém esperava, esse é Alberto Contador, espanhol líder da equipe de Lance Armstrong, favorito ao título e pronto para estragar a festa do anorte-americano, ele admite a pressão mas ao mesmo tempo diz que isso serve para lhe motivar ainda mais, está focado em ser melhor que o heptacampeão para que este lhe ajude no decorrer da prova, mas não pode esquecer dos outros competidores também.

De olho em Contador e correndo contra Armstrong, Cadel Evans cansou de ser vice-campeão, ele quer ser o melhor, Carlos Sastre levou no ano passado de forma surpreendente, a batalha por d´Huez será intensa, Menchov corre por fora depois de levar o Giro desse ano, mas é sempre uma ameaça, além das surpresas que podem surgir, Andy Schleck quer ser uma delas, todos querendo vencer, todos contra Armstrong, todos no glamour de Môncaco, palco da largada neste sábado, os primeiros quilômetros do mais de 3.400 que vem pela frente. (Foto: Patrick Hertzog/AFP)

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Nova Era Galática do Real

11:13 Net Esportes 10 Comments

Um dia histórica e muito agitado, ele mal teve tempo para comemorar o título de campeão e melhor jogador da Copa das Confederações, mal teve tempo para descansar depois de mais um campeonato defendendo a Seleção Brasileira, Kaká foi de Johanesburgo para Madri, se hospedou no Mirasierra às 8h30 da manhã, fez exames médicos às 9h30, almoçou às 14h20 e às 18h30 chegou ao estádio Santiago Bernabéu, para ser apresentado como novo jogador do Real Madrid, no início de uma nova Era Galática.

O horário da apresentação foi inédito, à noite, tudo para que quatro emissoras de TV da Espanha pudessem transmitir o acontecimento ao vivo, algo que muitos outros fizeram ao redor do mundo, a importância do fato foi justificada pela grande quantidade de profissionais envolvidos, cerca de 350 jornalistas credenciados estavam cobrindo o grandioso evento, mais do que isso Kaká só viu quando todos viram qual camisa ele iria usar, a número oito, revelada com sua triunfal entrada no estádio, lotado por mais de 50 mil apaixonados torcedores, um recorde.

Revelado pelo São Paulo Futebol Clube com a mesma camisa oito que irá usar no Real, Kaká alcançou suas maiores glórias na carreira atuando na Itália, onde defendia a equipe do Milan, a quem declarava grande amor e também a possibilidade de jogar por lá a vida toda, foi campeão da Champions League, do Mundial de clubes e também eleito melhor jogador do mundo com a camisa milanesa, mas no fundo todos sabem e ele mesmo admitiu, o grande sonho de sua vida era jogar no Real, mais ainda ser campeão com o time espanhol.

Kaká da início a nova Era Galática no Real, ao seu lado estarão os velhos conhecidos Casillas, Guti e Raul, além dos também novos jogadores Abiol, que chega na sexta-feira, e Cristiano Ronaldo, que será apresentado na próxima segunda-feira, esse é o super time do presidente Florentino Pérez, que entre os anos de 2000 e 2006 também havia montado um time de galáticos, com Figo, Zidane, Beckham e Ronaldo, um time que rendeu muito dinheiro fora de campo e poucas glórias dentro dele, mas quem sabe a história não muda, e o Real Madrid possa reencontrar o caminho das conquistas e dos títulos. (Foto: Javier Soriano/AFP)

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