Ele ainda é o rali da morte

A maioria do caminho é de terra, portanto a chuva é uma das grandes inimigas, e come ela veio forte na virada do ano o jeito foi mudar os planos da primeira etapa, seríam 219 quilômetros mas foram apenas 168 para as motos, já os carros e caminhões fizeram 199, ao invés dos 251 quilômetros que estavam previstos, 362 veículos partiram para o maior desafio de suas vidas, a noite chegou e muitos deles ainda não haviam completado o trecho cronometrado, pior do que isso só mesmo completar sabendo que havia atropelado cinco pessoas, caso do alemão Mikro Schultz.
Schultz não partiu hoje para a segunda etapa que vai de Córdoba a La Rioja, ele não está ferido depois do acidente que sofreu quando perdeu o controle do seu carro em uma curva, mas quatro dos cinco atropelados por ele estão, incluindo o fotógrafo brasileiro Tom Papp, sua decisão porém é devido à quinta vítima desta tragédia, a espectadora colombiana Natalia Sonia Gallardo, de 28 anos, que sofreu traumatismos muito graves no tórax, no crânio e uma fratura séria na pélvis, foi levada de helicóptero ao hospital mas não resistiu aos ferimentos, teve duas paradas cardíacas e morreu.
O Rali Dakar, o Rali mais perigoso do mundo, e eterno Rali da morte já faz a sua primeira vítima fatal em sua edição de 2010, a 59ª desde 1979, o ano começa triste no esporte a motor e a competição mais tradicional do off-road mantém sua triste e dura realidade que o acompanha a tantos anos, muitos ficaram revoltados, principalmente parentes da vítima enquanto que a organização já se defende dizendo que os atropelados não respeitavam a área de segurança, mas a disputa irá continuar e não ficará manchada, pois as manchas de sangue infelizmente já fazem e provavelmente sempre farão parte de sua história. (Foto: Mapa da Competição)
1 Comentários:
A Globo.com disse que era argentina, e na mesma matéria diz depois que era colombiana. Estagiários...
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