Relembrando Wendy como não quer Sharapova

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Samantha Stosur venceu o segundo set do jogo contra Jie Zheng por 6-1. O problema foi que ela havia perdido o primeiro por 6-4 e perdeu o terceiro por 7-5. Na segunda rodada do Aberto da Austrália a australiana cabeça-de-chave número nove diz adeus e frusta a torcida local em Melbourne. Como eram bons os anos em que outra representante da terra nativa dos aborígenes dava mais esperanças ao povo que sofre muito com o calor intenso que faz nesse período quente do verão. É certo que ela jogava muito melhor em duplas, ao lado de Kerry Melville Reid, Betty Stöve e Rosie Casals. Conquistou alguns Grand Slams jogando com uma companheira, mas não ia tão mal assim em simples. Wendy Turnbull nunca venceu o Aberto da Austrália, mas também não deixou de fazer história por lá.

Bem mais do que Stosur. Só ficou faltando disputar a grande final do Torneio de Wimbledon. Mas uma final em grama ela jogou, pois em 1980 o Australian Open era jogado na grama. Hana Mandlíková, da Checoslováquia, levou a melhor, e talvez por isso Turnbull a chamou para ser sua parceira seis anos depois e juntas venceram o Year-End Championships finals em Nova York. Isso aconteceu dois anos antes de Wendy alcançar aquela que talvez seja a maior glória de sua carreira, quando levou a medalha de bronze nas duplas dos Jogos Olímpicos de Seul 1988. Dez títulos de simples e 55 de duplas, sendo um destes em São Paulo, quando venceu o Aberto do Brasil em 1977 na cidade de São Paulo. Algumas taças a consagraram e à levaram ao Hall da Fama em 2009, mas alguns números e estatísticas também marcaram a sua grande carreira.

Foi em 1985 e foi no Aberto da Austrália, o dia que uma australiana fez história. Cabeça-de-chave número nove assim como Samantha Stosur. Uma época que o tênis era dominado pelas lendárias Martina Navratilova e Chris Evert. Mas uma época em que apenas uma jogadora conseguiu um feito que demorou até hoje para ser repetido. Duas bicicletas nas duas primeiras rodadas. Wendy Turnbull venceu com um duplo 6-0 na primeira rodada e conseguiu repetir o mesmo placar incrível na seguda rodada. Foi apenas o que a australiana fez naquele ano no torneio do seu país, pois acabou perdendo para Mandlíková na terceira rodada. Foi o suficiente para ela ser lembrada tantos anos depois, só que de uma forma como a primeira a conseguir fazer a mesma coisa que ela não deseja ser lembrada jamais.

Não que ela não queria ser lembrada. Mas ela não quer se lembrada apenas por isso, apenas pelas estatísticas e pelos números. Wendy Turnbull foi incrível nas duplas, mas em três finais de Grand Slam que disputou em simples, não venceu nenhuma. Maria Sharapova quer ser lembrada no futuro pelos títulos de Grand Slam que conquista. E já são quatro, um em cada torneio. Sharapova não quer ser lembrada como Wendy Turnbull, mas Sharapova conseguiu fazer o que a australiana fez na Austrália em 1985. Sharapova aplicou duas bicicletas nas duas primeiras rodadas. Sensacional, como foi também sensacional a bicicleta de Serena Williams na primeira rodada. Mas que não serve para nada se a musa russa perder na terceira rodada para Venus Williams. Servirá apenas para lembrar no dia que alguém fizer novamente, como relembramos Wendy Turnbull, que pelo menos fez algo digno de ser lembrado.

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