Mil vitórias não valerão tanto quanto um Major

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As flores amarelas entram em contraste com o céu azul de nuvens brancas. Com as folhas das palmeiras balançando ao impulso da suave brisa que vem do leste. A atmosfera não poderia ser melhor no Doral Golf Resort & Spa, em Doral, na Flórida. Bem perto do centro de Miami, não muito distante de Key Biscayne. Quem tem dinheiro em abundância pode se hospedar em um dos 700 quartos do complexo, ou fazer como Donald Trump, que comprou tudo por U$ 150 milhões de dólares. O magnata fez questão de estar lá neste final de semana porque alguém tinha que entregar o lindo troféu do WGC-Cadillac Championship ao seu grande vencedor. Mas se não bastasse aparecer na foto ele deu sorte e ainda conseguiu aparecer em grande estilo, bem ao lado de Tiger Woods.

O homem que mais ganha dinheiro no esporte ao lado de um dos homens mais ricos do planeta. Uma perfeita e singela combinação única de tacadas perfeitas. As tacadas certas no mundo dos negócios e as precisas tacadas no cobiçado mundo dos green's e dos fairway's. Mas não até pouco tempo atrás e não para aquele que possui prédios enormes em Nova York. Trump provavelmente não tem uma vida religiosa perfeitinha, mas ele não viu sua vida ser exposta de forma tão drástica após o estouro de enorme escândalo sexual. Woods perdeu a esposa, se afastou dos filhos e viu sua concentração ir embora do mesmo jeito que iam embora todos os seus patrocinadores e muitos admiradores. Se recuperar passou a ser o seu grande desafio.

Nada em 2010 e nadinha em 2011. Aquele que muitas vezes foi visto como o maior jogador de golf de todos os tempos conseguiu ficar dois anos seguidos sem levantar ao menos um único troféu que fosse. As coisas tinham que melhorar um dia, até que em 2012 após cirurgia no joelho, mudança de caddie, mudança de swing e tantas outras reviravoltas em sua vida e em seu jogo, ele finalmente voltou a ser campeão. Arnold Palmer Invitational, pela sétima vez na carreira, Memorial Tournament e AT&T National. Era pouco para quem praticamente vencia tudo que disputava, mas já era um começo. "Tiger Woods voltou" - diziam os mais otimistas. "Agora ninguém segura" - aumentavam aqueles que viram ele começar bem o ano levando o Farmers Insurance Open e agora o Cadillac, mas será que só isso basta?

Será que a bela paisagem de Miami basta? Será que estar ao lado de Donald Trump basta? Será que vencer Steve Stricker, Sergio García, Phil Mickelson e até mesmo Rory McIlroy com a chance de voltar a ser número um em algumas semanas basta? Ou será que vai ser preciso muito mais do que tudo isso? Aumentar sua lista de títulos PGA Tour que já está em 76 é ótimo para ele. Ganhar mais alguns milhões de dólares é maravilhoso, mesmo porque boa parte deles vão para Elin Nordegren e para as crianças. Levantar troféus que parecem vazos chineses não é nada mal, mas para Tiger Woods mil vitórias não valeram tanto quanto um Major. Tiger Woods precisa voltar a vencer Majors, que não ganha desde 2008. Para alcançar Jack Nicklaus e para ter chances de voltar a ser considerado o melhor de todos os tempos como tantas outras vezes já foi.

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