Russel Westbrook diz adeus à NBA
O apito final soou definitivamente para uma das trajetórias mais intensas, explosivas e eletrizantes da história do basquete mundial. Russell Westbrook anunciou oficialmente sua aposentadoria da NBA após 18 temporadas marcadas por uma entrega física inigualável e números que pareciam ter saído de um videogame. O camisa zero pendura os tênis deixando para trás um legado estatístico e comportamental que transformou a forma como enxergamos a posição de armador na era moderna do esporte.XX
O auge dessa jornada inesquecível foi construído no Oklahoma City Thunder, franquia onde Westbrook jogou por 11 anos e se consolidou como a alma da equipe. Foi lá que viveu sua apoteose na temporada 2016-17 ao vencer o prêmio de MVP da liga. Naquela campanha histórica, ele se tornou o primeiro jogador em mais de cinco décadas a terminar uma temporada regular com média de triplo-duplo — feito que antes parecia inalcançável desde os tempos de Oscar Robertson. Mas Westbrook não parou por aí: anos mais tarde, ele superou definitivamente a lendária marca de 181 triplos-duplos de Robertson, estabelecendo o recorde absoluto da NBA ao encerrar a carreira com 209 partidas atingindo dois dígitos em três estatísticas diferentes.
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A lista de marcas de Westbrook é astronômica. Ele acumulou mais de 27 mil pontos, 10 mil assistências e 9 mil rebotes, tornando-se o armador com mais rebotes na história da liga e juntando-se a LeBron James em um seleto grupo de atletas a atingir patamares tão elevados. Nove vezes All-Star, duas vezes cestinha da liga e três vezes líder em assistências, o jogador fez da sua fúria em quadra a sua maior assinatura.
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No entanto, a segunda metade de sua carreira tomou um rumo errante. Após deixar Oklahoma City em 2019, Westbrook passou por uma verdadeira peregrinação por Houston Rockets, Washington Wizards, Los Angeles Lakers, Los Angeles Clippers, Denver Nuggets e Sacramento Kings. A busca incessante por seu primeiro anel de campeão da NBA o levou a adaptar seu papel, aceitar posições no banco de reservas e lidar com fortes críticas por onde passou, amargando a incômoda frustração de jamais erguer o troféu Larry O'Brien. Uma ausência que contrasta com seu sucesso na seleção dos Estados Unidos, pela qual conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres em 2012 e os 9 All Star Game que participou, sendo MVP em dois deles.
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Apesar do sonhado título da NBA ter escapado de suas mãos, rotular a trajetória de Russell Westbrook pela falta de um anel seria um erro injusto com a história. Ele foi a personificação do esforço incondicional, um atleta que jogava cada segundo da temporada regular como se fosse o jogo sete de uma final de campeonato. Sem o anel de campeão, mas com o nome eternizado no topo dos livros de recordes e no coração dos fãs da bola laranja, Westbrook encerra uma carreira absolutamente brilhante, singular e distinta.


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