Histórias do Tênis II

11:59 Net Esportes 8 Comments

Quando em sua juventude, problemas de saúde como asma crônica começaram a atormentá-la, seu pai à colocou para jogar tênis, assim a francesa Suzanne Lenglen iniciou uma das mais brilhantes carreiras de todos os tempos, com excelentes resultados, glórias e sucessos que a tornaram a grande percursora do tênis feminino mundial.

Antes de Lenglen poucos davam valor para mulheres em quadra, mas seu jogo era diferenciado, com um comportamento extravagante e temperamental, jogava com muita intensidade e um amor que podería levar muitos fãs às lágrimas. O talento prevalecia, muita agilidade e velocidade aliadas à golpes fortes e precisos, as vitórias vieram, e os títulos também.

Depois de ganhar Roland Garros em 1914, Suzanne Lenglen foi obrigada a viver o jejum de disputas durante a Primeira Guerra Mundial, mas em 1919 retornou para triunfar em Wimbledon, torneio que conquistou outras cinco vezes até 1925, e além de levar o ouro nos Jogos Olímpicos da Antuérpia em 1920, ela ainda assegurou outras cinco conquistas no saibro francês até 1926.

Sem muito sucesso na Austrália e nos EUA, Lenglen venceu 81 torneios de simples e também era boa em duplas e duplas mistas, onde faturou outros 21 títulos de Grand Slam, mas os problemas de saúde que voltaram a prejudicá-la em 1924, tiraram sua vida em 1938, quando foi vítima da leucemia. Em 1978 entrou para o Hall da Fama do tênis, e hoje da nome à segunda quadra do complexo de Roland Garros. (Foto: Arquivo)

8 comentários:

greatdj disse...

É sensacional ver pessoas que se libertam de todos os rótulos possíveis.
Admirável.

Agora, só uma pergunta... Ela conquistou todos esses títulos jogando com outras mulheres ou homens?
Me veio essa questão, já qu ela foi uma das pioneiras.

Net Esportes responde disse...

@greatdj: Em simples contra outras mulheres, em duplas ao lado de outra jogadora e em duplas mistas ao lado de homem.

Arthur Santana disse...

bacana...pra falar a verdade não tenho muita paciencia pra tenis, o jogo tem q ser muito bom (final ou um clássico) pra me fazer ficar sentado na frente da tv 2, 3 hs...meu pai por outro lado não perde um!
bacana o post!

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www.mooegal.wordpress.com

Tђαммy disse...

Nossa...O papai dela deve ter ficado muitiiiiissimo orgulho ,ja que ela "deve" tudo isso a ele. Tenista brilhante.
Valeu por ter passado no meu blog.

Arthur Virgílio disse...

Vencer 81 torneios jogando com esse vestido é de levar o público as lágrimas mesmo.

Vinicius Grissi disse...

Convenhamos: ela precisava mesmo era de um consultor de moda! kkkkkkkkk

Que roupa é essa

Net Esportes responde disse...

@Arthur e Vinicius: Por outro lado tem um detalhe que esqueci de mencionar, ela foi a primeira a jogar com blusa sem manga, surpreendendo muito na época.

Loucos por F-1 disse...

Pela epoca que ela jogava este tipo de roupa era normal.

Acho que demoraram demais para colocarem ela no Hall da Fama por tudo que fez no tênis. Carreira mais do que brilhante.

Belo post!

Abraços!

Leandro Montianele