Histórias do Futebol IV

11:06 Net Esportes 6 Comments

O mundo estava às vésperas da 2ª Guerra Mundial e o facismo ainda estava em alta na Itália, a atual campeão mundial de futebol manteve o técnico Vittorio Pozzo no comando além do craque Giuseppe Meazza, mas para preocupação de Benito Mussolini, a sede da Copa de 1938 foi a França, escolhida após descarte da Argentina, país que tinha esperanças de receber a terceira edição da disputa e por protesto nem participou dela.

A Espanha, que vivia uma Guerra Civil, também não participou, e nem por isso o fato de Cuba ter chegado nas quartas-de-final deixou de ser extremamente surpreendente. A Suiça conseguiu eliminar a forte Alemanha, mas a pobre coitada teve a Hungria pela frente e não resistiu mais, perdeu de 2 a 0 para a equipe que seria finalista. O Brasil enfim encerrou as brigas internas entre paulistas e cariocas, o país enfim montou um time competitivo.

Leônidas da Silva era a principal estrela brasileira, o 'Diamante Negro' a quem se credita a invenção do 'gol de bicicleta', havia sido o autor do único gol do Brasil em 1934, e em 1938 foi mais do que isso, foi artilheiro do Mundial com oito gols, dizem que marcou até um gol descalço na partida contra a Polônia, pois chovia muito e ele perdeu a chuteira no meio do barro. Com Leônidas em campo o Brasil era imbatível, mas sem ele acabou sendo derrotado.

O Brasil empatou com a Tchecoslováquia por 1 a 1 no dia 12 de Junho, dois dias depois fez um jogo desempate vencido por 2 a 1, a semifinal foi no dia 16 de Junho de 1938 e o adversário era ninguém menos que a Itália, que havia afastado os fantasmas da equipe anfitriã com uma vitória de 3 a 1, Leônidas acabou não jogando, e o Brasil perdeu por 2 a 1 para a Seleção que mais tarde levantaria a taça Jules Rimet derrotando a Hungria por 4 a 2.

Alguns dizem que Leônidas não jogou contra a Itália pois estava machucado, outros alegam que o técnico brasileiro Adhemar Pimenta poupou o brasileiro, afinal ele devia estar exausto por ter jogado dois jogos em três dias e não teria condições de jogar outro dois dias depois, alheio à polêmica, Leônidas da Silva retornou para a disputa do terceiro lugar, marcou dois gols e o Brasil venceu a Suécia por 4 a 2, enquanto a Itália se sagrava bicampeã. (Foto: Arquivo)

6 comentários:

Vinicius Grissi disse...

O primeiro grande craque da história do futebol brasileiro. Leônidas deixou definitivamente seu nome na história do esporte.

Breiller disse...

A Guerra Civil Espanhola deixou marcas bem mais profundas no futebol, além da não participação da Fúria na Copa de 38. Tanto que o Barça, "mais que um clube", é símbolo da resistência catalã ao regime franquista.

E assino embaixo do que o Vinícius falou: Leônidas foi, de fato, o primeiro craque do futebol brasileiro, enquanto o Friedenrich havia sido o primeiro goleador.

Abraço!

Marcel Jabbour disse...

Justamente. O primeiro craque da história do futebol brasileiro profissional. No amadorismo, Friedenreich já era rei!

Abração

diletra.blogspot.com

Michell Niero disse...

Virou até nome de chocolate. Leônidas foi um encrenqueiro daqueles, mas dizem que jogou muito. Os números e, principalmente, os causos dizem isso.

Um abraço

Querido amigo avassalador....
Uma das historias mais lindas do esporte mundial.. para mim... foi a vitoria de Owens diante de uma alemanha nazista... O esporte é capaz de unir e resgatar a humanidade do buraco em que se encontra.
Parabens pela belissima postagem!

Daniel Leite disse...

De qualquer forma, é inviável poupar o melhor jogador de um conjunto durante uma partida decisiva - e difícil - para as pretensões na Copa do Mundo.

Leônidas é historicamente importante porque é dele que todos se lembram quando falamos dos primórdios do futebol. Dele e do ainda mais antigo Friedenreich.

Confesso que não sabia da boa participação cubana nesta Copa. E olha que Fidel Castro, um entusiasta do esporte, tinha apenas 12 anos...

Até mais!