Maior nadadora do Brasil

11:23 Net Esportes 2 Comments

A natação feminina do Brasil tem porque não grandes nomes em sua história recente, a belíssima Flávia Delaroli, a incansável Fabíola Molina, a persistente Joanna Maranhão e até a valente Monique Ferreira, sendo que nessa lista não entra Rebeca Gusmão, a nadadora que só conseguiu ser a maior do Brasil devido ao uso de doping, porém o tempo passou e com tantas mulheres buscando freneticamente alcançar as glórias dos homens como Ricardo Prado, Gustavo Borges, Fernando Scherer e César Cielo, finalmente uma delas conseguiu, mas não foi nenhuma das citadas, e também não foi dentro da piscina.
XV Pan American Games Day 1
Essa sim é agora a legítima e verdadeira maior nadadora do Brasil, ela tinha medo de oceanos e preferia nadar apenas os 400m e 800m livres, mas tinha potencial para ir muito mais longe, tinha potencial para nadar quilômetros na Trevessia dos Fortes em 2005. Nadou porque precisava de dinheiro na época, venceu porque tinha talento e futuro nas maratonas aquáticas, Poliana Okimoto talvez nem imaginasse na época, mas dava início ali a uma carreira que a tornaria a melhor de todas no mundo praticando essa modalidade da natação, onde acabaria sendo corada com o título da Copa do Mundo.

A primeira etapa no ano foi justamente no Brasil, e mais do que isso foi na cidade de Santos, onde mora e treina, mas ela teve que amargar o segundo lugar sendo derrotada pela compatriota Ana Marcela Cunha, outra especialista em maratonas aquáticas com potencial para ser tão grande quanto Poliana é hoje, mas supostamente possuindo um comportamento individualista, fato que muito provavelmente levou Poliana Okimoto a ficar apenas com o sétimo lugar nas Olimpíadas de Pequim, resultado tão frustrante para quem havia sido prata no Pan do Rio 2007, tendo alcançado também outro grande feito histórico quando levou o bronze no Campeonato Mundial de Roma deste ano, dois grandes resultados, mas o melhor estava por vir.

Longe das piscinas que servem apenas para treino mas dentro da água, o único lugar apropriado para nadar, Poliana Okimoto parece se transformar quando mergulha, ela supera a distância incrível de 10Km com a mesma facilidade que Cielo faz os 50m, nem a russa campeã olímpica Larissa Ilchenko pode lhe superar, a primeira vitória vem logo na segunda etapa e a partir da quinta ela consegue nada menos que vencer todas as etapas, oito triunfos consecutivos sendo os dois últimos nos Emirados Árabes, onde conquistou definitivamente o título da Copa do Mundo de maratonas aquáticas, o maior resultado da natação feminina do Brasil em toda a história. (Foto: Arquivo/Donald Miralle/Getty Images via PicApp)

2 comentários:

Ron Groo disse...

E ainda por cima é de uma simpátia a toda prova.

Olha quanto a sua pergunta lá no cafofo eu vou responder da mesma forma que respondi às meninas do F1Girls:

Me perdoem discordar.
A Globo trata a F1 como um produto, sim, claro. Obvio!
E é isto que a F1 é, e o que fazemos para deixar nossos produtos mais agradaveis e vendaveis ao nosso publico?
Propaganda.
E no caso do produto ser um esporte qual o glacê que devemos colocar nele para o grande publico?
O nacionalismo, o ufanismo e mostrar que o que vamos apresentar tem chances de nos emocionar mesmo que não tenha. Como a Globo faz com Barrichello. Natural oras.
Imagina a chamada da Globo: Grande Premio de Caboré do Sul! Vamos torcer para Lewis Hamilton…
Quem dos torcedores de pilotos, aqueles que entendem bem pouco de corridas, mas torcem pela bandeira verde e amarela até em cuspe a distância assistiria?

O problema do Barrichello é ele mesmo. As declarações desastrosas, as performances rídiculas, os resultados horriveis por conta do carro ou não, os contratos mal feitos e leoninos… Foi tudo ele que fez e não a Globo.

Achincalhar a Globo é coisa de neo esquerdista, ou de nego que nunca conseguiu emplacar lá dentro.

Vinicius Grissi disse...

A história dela é muito bacana. É alguém que conseguiu vencer o medo e todas as dificuldades para se tornar um exemplo. Sucesso merecidíssimo.