Histórias do Futebol VI

11:16 Net Esportes 3 Comments

Em 1954 a poeira já havia baixado na Europa depois dos grandes conflitos da Segunda Guerra Mundial, era o ano do 50º aniversário da FIFA e com isso naturalmente a Suiça acabou sendo escolhida para sediar a quinta edição da Copa do Mundo de Futebol, competição que durou quase um mês e teve a participação de 16 países, divididos em quatro grupos com um complicado regulamento, duas seleções eram cabeças de chave e não se enfrentavam, assim para se classificar à fase seguinte só era preciso jogar apenas duas vezes, ou seja, perder sería muito ruim.
No Grupo 1, o Brasil era o cabeça de chave junto com a temida França, venceu na estréia o México por 5 a 0 e jogou contra a Iugoslávia valendo vaga para as quartas-de-final, o adversário por sua vez havia superado os franceses pela contagem simples e assim o time brasileiro, que neste Mundial passou usar a camisa amarela com calção azul, foi pra cima durante toda a partida sem saber que um simples empate lhes garatiríam na próxima fase, no final o placar de 1 a 1 levou muitos das lágrimas para um enorme sorriso, quando aos poucos eram informados que estavam classificados.

A alegria do Brasil não durou muito, pela frente veio ninguém menos que a toda poderosa Hungria, de jogadores como Ferenc Puskás e Nándor Hidegkuti, eles ganharam da Coréia do Sul na primeira fase por 9 a 0 não deram a mínima chance para o Brasil, vitória massacrante por 4 a 2 e ainda repetiram o placar contra o Uruguai na semifinal, alcançando ali nada a menos do que 32 jogos invictos, uma campanha que incluía o título olímpico de 1952, tudo estava bem, até mesmo quando descobriram o adversário da final, a Alemanha Ocidental, de quem haviam vencido por 8 a 3 na fase de grupos.

Cerca de 60 mil pessoas lotaram o Wankdorf Stadium e em apenas oito minutos víram o que era esperado, a Hungria abriu 2 a 0 no placar, porém o que não esperavam era que fosse começar a chover naquele dia, e a Alemanha passou a levar vantagem já que a Adidas lhe forneceu chuteiras com travas removíveis, a tecnologia falou mais alto e logo o placar já estava empatado, o jogo virou uma grande batalha mas Helmut Rahn resolveu acabar com a festa, chutou de longe anotou o terceiro gol alemão aos 39min do segundo tempo, a Alemanha vencia pela primeira vez a Taça Jules Rimet, em um jogo emocionante que ficou conhecido como o Milagre de Berna. (Foto: Arquivo)

3 comentários:

Patrick Araújo disse...

ADIDAS CAMPEÃ MUNDIAL! RSRSSRRSRS...

Como pode né? A chuteira ter influenciado o resultado do jogo. Que tecnologia.

Os jornalistas falam e muito que essa foi a final mais injusta de todos os tempos, pois a Hungria era a melhor seleção.

Muito bacana essa história, gosto muito de história...

Abraçossssssss

Michel Farias disse...

Ferenc Puskás jogava muitoooo...

E a Alemanha tinha tbm um grande time!!

Abraços!

http://ofuteboleoscariocas.blogspot.com/

Vinicius Grissi disse...

História show de bola.

Só faltou falar que foi depois desse regulamento esdrúxulo, que inventaram a fórmula da maioria dos estaduais por aqui...hehehehe