Nunca é tarde para vencer

14:45 Net Esportes 1 Comments

Schiavone of Italy reacts after winning her match against Wozniacki of Denmark during the French Open tennis tournament in Paris
O torcedor italiano apaixonado pelo tênis deve sentir saudades dos tempos de Giorgio de Stefani e principalmente do grande Nicola Pietrangeli, que conseguiu dois títulos consecutivos em Roland Garros nos anos de 1959 e 1960, precisamente oito anos antes de ter início a chamada Era Aberta do tênis, época em que as disputas se tornavam mais profissionais e o vencedor de um ano não tinha mais o direito de jogar apenas a final do ano seguinte, o início de um período onde os italianos começaram a sofrer mais do que já sofriam, onde principalmente no feminino jamais víram uma representante entre as quatro melhores de um torneio de Grand Slam, algo que finalmente se tornou realidade hoje.

Nascida em Milão no dia 23 de junho de 1980 e dona de apenas três títulos de simples em toda sua carreira tendo já quase 30 anos de idade, sendo que todos vieram ao longo dos últimos três anos e dois deles foram conquistados sobre o piso de saibro, que é sem dúvida um de seus favoritos, justamente o piso em que seus lendários compatriotas que ficaram marcados na história tiveram seus maiores sucessos, justamente o chão do torneio mais charmoso do mundo que está sendo disputado atualmente, Roland Garros, em Paris, local onde ela esteve fazendo sua estréia em 2001 e alcançava as quartas-de-final, resultado que surpreendia, mas ao contrário do que todos pensaram não determinou o seu futuro.

A grande sensação italiana da época atendia por Francesca Schiavone, hoje com 408 vitórias e 285 derrotas, seu ranking é 17 e está longe do melhor já alcançado na carreira, número 11 em 30 de janeiro de 2006, as quartas-de-final também foram alcançadas no US Open de 2003 e no torneio de Wimbledon do ano passado, talvez tenha sido um indício de que o melhor estava por vir, já que em 2001 era apenas o começo de tudo e sua adversária foi a melhor tenista da época, a suiça Martina Hingis, o problema não foi ter perdido ali, o problema foi nunca mais ter conseguido um resultado tão expressivo, o tempo passou e a idade avançou, mas no esporte nunca é tarde para se alcançar uma glória, ou estar mais perto de um sonho.
Schiavone of Italy celebrates after defeating Wozniacki of Denmark at the French Open tennis tournament in Paris
Nenhuma italiana havia sido semifinalista de um torneio Grand Slam de tênis na Era Aberta, mas Francesca Schiavone entrou nesta manhã na quadra central Philippe Chatrier para mudar essa história, derrotou a dinamarquesa Caroline Wozniacki por 6-2 e 6-3 e alcançou um feito inédio para o seu país e está agora a um passo da grande decisão, mas seus dias de alegria ao mesmo tempo que podem ser maiores também podem ter um final não muito agradável, pois a próxima adversária será Elena Dementieva e em uma possível final podem vir Serena Williams ou Jelena Janković por exemplo, ou seja, muitas dúvidas sobre o que mais pode acontecer, onde de certo mesmo só o feito histórico que já alcançou e fato que estará finalmente entre as dez melhores da atualidade quando o ranking for atualizado. (Fotos: Benoit Tessier/Reuters e Regis Duvignau/Reuters via PicApp)

1 comentários:

Silvio Peters disse...

Essa é a prova de que o tênis é um esporte mental mais do que qualquer outra coisa. E a experiência conta muito!