Ano dos jogos perfeitos na MLB

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Philadelphia Phillies starting pitcher Roy Halladay celebrates after throwing a no-hitter against the Cincinnati Reds in Game 1 of the MLB National League Division Series baseball playoffs in Philadelphia, Pennsylvania, October 6, 2010. REUTERS/Tim Shaffer (UNITED STATES - Tags: SPORT BASEBALL HEADSHOT IMAGES OF THE DAY)
Mais de 100 anos de história do melhor beisebol do planeta e acreditem ou não apenas 21 vezes em que se conseguiu aquele que é chamado de o jogo perfeito. O sonho de qualquer arremessador profissional, eliminar 27 jogadores do time adversário e não sofrer nenhuma rebatida válida durante todas as nove entradas da partida. Dentre as poucas vezes que alguém conseguiu o porque não inacreditável feito, uma delas dois mais do que especial. Don Larsen, então arremessando para o New York Yankees contra o Brooklyn Dodgers no dia 8 de outubro de 1956 não sofreu nenhuma rebatida válida e fechou o jogo perfeito, mas não um jogo perfeito qualquer, era a 5ª partida da World Series daquele ano, a primeira e até a noite de ontem apenas a única vez que alguém conseguiu a perfeição durante os playoffs da MLB.

Fora dos playoffs desde 1999, o Texas Rangers conseguiu na noite de ontem sua segunda vitória em 11 jogos disputados em pós-temporada. O placar foi 5 a 1 contra o badalado Tampa Bay Rays que havia deixado para trás o todo poderoso New York Ynakees na temporada regular da MLB. E o grande responsável por essa largada na frente no primeiro jogo da Division Series foi justamente o arremessador titular da equipe Cliff Lee. Um jogador excepcional que havia saído do Philadelphia Phillies e aparentemente deixado a equipe campeã de 2008 na mão, ou pelo menos era isso que qualquer um pensaria, exceto pelo fato que o time comandado pelo menager Charlie Manuel agiu bem rapidamente, contratando Roy Halladay, o arremessador que não só substituiria Lee à altura como acabaria entrando para a história da liga.

Primeiro foi Dallas Braden, do Oakland A´s, jogo perfeito como a muito tempo não acontecia na MLB. Mais tarde o episódio triste com Armando Galarraga, onde o juiz Jim Joyce cometeu um erro absurdo e impediu o jogador de conseguir o seu jogo perfeito. Além de pouco antes disso o grande dia de Roy Halladay, provando porque realmente deveria estar no comando do montinho com a camisa branca de listras vermelhas do Phillies, uma camisa de grandes histórias que começaram em 1884 e uma camisa de glórias recentes como a conquista da World Series de 2008. São 27 homens no bastão e são 27 homens eliminados sem conseguir nenhuma rebatida válida que fosse. O ano de 2010 parece o ano dos jogos perfeitos na MLB, mais do que isso é o ano de Roy Halladay, pois ele repetiu o feito nos playoffs.
Philadelphia Phillies starting pitcher Roy Halladay delivers a pitch to the Cincinnati Reds during the first inning in Game 1 of the MLB National League Division Series baseball playoffs in Philadelphia, Pennsylvania, October 6, 2010. REUTERS/Tim Shaffer (UNITED STATESSPORT - Tags: SPORT BASEBALL)
Don Larsen começou sua carreira no St. Louis Browns em 1953, passou por inúmeros times até se aposentar em 1967 no Chicago Cubs. Ganhou o título duas vezes e em uma delas atingiu seu ápice, foi em 1956 quando levou também o prêmio de MVP e o troféu Babe Ruth, justamente no ano em que conseguiu seu jogo perfeito com o único "no-hitter" em playoffs da história que durava até a noite de ontem. Uma noite histórica que viu Roy Halladay fazer seu segundo jogo perfeito na carreira, o segundo no mesmo ano, o ano dos jogos perfeitos que levou o Philadelphia Phillies a vencer o Cincinnati Reds por 4 a 0 e não sentir nem um pingo de saudades do seu antigo ídolo Cliff Lee, pois Halladay da conta do recado, fez ainda oito strikeouts e impulsionou uma corrida quando foi ao bastão como rebatedor designado, mostrando porque sonhava tanto jogar um jogo de pós-temporada, realizando seu maior desejo e ainda por cima sendo absolutamente perfeito. (Fotos: Tim Shaffe/Reuters via PicApp)

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