Falem mal, mas falem de mim

09:40 Net Esportes 3 Comments

Mesmo que muitos atletas que fizeram história deixem o palco principal, eles permanecem vivos em nossa consciência e sobre holofotes intensos da mídia por conta daqueles que não descansarão enquanto não puderem vê-los arruinados e sem tudo o que conquistaram. O homem que superou o câncer, a doença que tira a vida de muitos em todo o mundo; O homem que foi até a França, e que acabou com a hegemonia dos Europeus para vencer a mais importante competição ciclística do mundo por sete vezes consecutivas. Lance Armstrong se tornou um verdadeiro herói americano, um símbolo da superação que provou eternamente a teoria da 'volta por cima' e 'transposição dos obstáculos' sob qualquer aspecto. Exceto para aqueles que o acusam eternamente de ter competido dopado.

Todas as investigações ainda são baseadas nos relatos de Floyd Landis, que foi companheiro de equipe de Armstrong e é nascido nos Estados Unidos, ou seja, é compatriota do maior ciclista de todos os tempos. Landis ganhou o Tour de France, mas teve seu título caçado por que os exames antidoping deram positivo. Desta vez quem surge como o grande vilão da história é a conceituada revista americana Sports Illustrated, que na sua próxima edição a ser lançada no dia 24 de janeiro irá trazer inúmeros novos fatos para tentar comprovar o que até hoje jamais chegou perto de ser comprovado. A publicação anunciou em seu site alguns dos fatos que estão sendo investigados, muitos são um pouco difíceis de se acreditar, Armstrong faria parte de um grande esquema de doping quando estava na equipe US Postal Service.

Landis ainda aparece muito, ele afirma que certo dia foram encontrados medicamentos e seringas com rótulos espanhóis na mala de Armstrong, dizendo que o heptacampeão pediu para alguém de sua equipe convencer os agentes que eram vitaminas. E além do já tão conhecido Landis, surge outro companheiros de equipe que também quer aparecer um pouco já que quando corria ninguém o conhecia, se trata de Stephen Swart, da Nova Zelândia, que acusa Armstrong de ser um grande instigador dos membros da equipe para fazerem uso de EPO, a substância proibida que aumenta a capacidade de oxigênio no corpo. Os problemas não param por aí, fontes ainda revelam que Armstrong passou por um programa experimental da uma droga chamada HemAssist, testada em animais e comprovado que aumenta a capacidade no transporte de oxigênio pelo sangue.

Sangue desaparecido do laboratório da Califórnia do Dr. Don Catlin, onde três amostras encontradas mostraram índices anormais de testosterona-epitestosterona, além de voos em aviões particulares que não faziam vistorias nas bagagens são algumas das outras acusações e revelações da revista. Lance Armstrong, que está disputando uma prova na Austrália, mais uma vez tem que vir à público negar tudo, e acrescentar que não está preocupado com os novos fatos em nenhum nível. E a verdade é que as acusações sempre são feitas e nunca nada é provado de maneira categórica, é triste imaginar que Armstrong possa ter competido dopado, mas qual seria a finalidade de se criar um esquema tão grande para encobrir isso? Sem contar o controle de doping francês que jamais se mostrou a favor do americano. Alheio a tudo Lance Armstrong pelo menos segue sendo lembrado, por aqueles que não o consideram um herói.

3 comentários:

Com certeza ele é um exemplo de superação.
parabéns pelo post!

Rê ;D disse...

ótimo texto , com uma história espetacular , ADOREI !

LADY D. A. disse...

Olhando seu blog, me faz pensar que me interesso muito pela psicologia do esporte