O individualismo é bom e ruim

12:01 Net Esportes 1 Comments

O Detroit Piston de Chauncey Billups, Ben Wallace e Richard Hamilton em 2004, o San Antonio Spurs de Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginóbili em 2007 e principalmente o Boston Celtics de 2008 com Kevin Garnett, Ray Allen, Rajon Rondo e Paul Pierce. A NBA faz tempo já não é mais a mesma, já não vê mais o individualismo dos jogadores prevalecendo na hora de chegar a uma decisão ou na hora de conquistar o título. Os tempos em que Michael Jordan, Larry Bird e Magic Johnson carregavam suas equipes nas costas de certa forma ficou um pouco para trás, hoje até vemos Kobe Bryant conseguindo levantar o troféu sem Shaquille O'Neal, mas ele não estava sozinho, tinha Pau Gasol, tinha o comando competente de Phil Jackson. O individualismo das grandes estrelas da NBA é bom, porém nem sempre ele é perfeito como pudemos ver na primeira rodada dos playoffs deste ano.

A atuação de Dwight Howard no primeiro jogo do Orlando Magic contra o Atlanta Hawks pode ser definida como incrível, histórica e inesquecível. O jogador não deu a mínima importância para os exemplos de coletividade do Boston Celtics, do Spurs ou daquele improvável Pistons de 2004. Howard por sua função não tem o dever de servir os companheiros, porém não precisava ser tão individualista a ponto de realizar apenas uma assistência na partida. Isso não o impediu de provar que o Magic só está onde está por causa dele, nem Jameer Nelson com 27 pontos consegue chamar a atenção, pois Dwight Howard pega 19 rebotes e marca 46 pontos, ninguém fazia isso em um jogo dos playoffs a muito tempo. O individualismo voltou à NBA, mas não foi neste caso que ele mostrou ser bom para a equipe que tem a grande estrela brilhando.

Dois jogadores com mais de 20 pontos e outros três com 15 ou mais. O Atlanta Hwks marcou 103 pontos e o Orlando Magic ficou nos 93, Dwight Howard fez 46 pontos e o resto da equipe não conseguiu nem 50, o individualismo foi ruim, porque o individualista não tem ninguém para suprir as outras necessidades da equipe como se defender bem e evitar que o adversário marque mais pontos. Isso aconteceu claramente no jogo entre Chicago Bulls e Indiana Pacers. A equipe viúva de Jordan conseguiu uma virada épica no final da partida, conseguiu uma vitória emocionante em casa para delírio do seu torcedor digna de um time que joga para ser campeão. A grande estrela Derrick Rose teve uma atuação extremamente individualista como Dwight Howard, mas nesse caso o resultado foi bom, porque por mais que a individualidade e maestria do principal jogador prevaleça, sempre haverá um detalhe que os companheiros de equipe conseguem.

O grande detalhe do Bulls talvez seja Joakim Noah, que terminou a noite com 11 rebotes; E sua vibração no final da partida após dois tocos seguidos mostra bem a sua vontade e vontade de toda essa equipe que tem muito para ficar com o título. O individualismo tem seu lado ruim e já viu muitas vítimas como Allen Iverson, derrotado na final de 2001, e também jogadores que ainda lutam para reverter esse tal lado ruim, como Carmelo Anthony que saiu do Denver Nuggets e foi tentar a sorte no New York Knicks. Anthony tenta com um pouco atraso fazer a receita do Miami Heat, que juntou LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh, e que venceu sem problemas o primeiro duelo contra o Philhadelphia 76ers. O problema é que se você não fizer sua parte não adianta, se em meio à coletividade não houver o individualismo sem exageros não vai adiantar nada.

Amar'e Stoudemire marcou 28 pontos e Carmelo Anthony ficou 'apenas' nos 15 pontos. O Knicks de certa forma jogou de igual para igual conra o Boston Celtics, mas acabou perdendo para o jogo coletivo, decido pelo individualismo de Ray Allen que acertou uma bola de três pontos nos segundos finais do duelo acirrado da primeira rodada dos playoffs. Hoje em dia o individualismo na NBA não é suficiente se não houver um pouco mais no time, não adianta Kobe Bryant marcar 34 pontos se do outro lado Chris Paul também brilha e marca 33, porém o que o New Orleans Hornets tem além do individualismo de Paul para conseguir a vitória? O que o Oklahoma City Thunder tem além do individualismo de Kevin Durant que marcou 41 pontos contra o Nuggets? Esse é o lado bom do individualismo, só que talvez eles não garatam o título, talvez eles precisem do algo a mais que tem o Bulls, ou isso ou a coletividade do Celtics poderá prevalecer novamente, algo que por enquanto não parece provável se repetir para o San Antonio Spurs. (Foto: Stephen Dunn/Getty Images)

1 comentários:

Patrick disse...

Eh importante vc ter craques em seu time e tal, mas se o craque for mto estrelinha n adianta nd.

Esportes coletivos o mais importante eh ter uma equipe equilibrada e boa.

N adianta vc ter apenas um ou dois bons, tem que ser meio q regular o elenco...