Muito obrigado por 2009

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Pete Sampras teve o seu recorde de Grand Slam´s conquistados superado por Roger Federer, e sempre que o americano foi comparado com o suiço algo em comum sobre os dois acabava sendo lembrado: a dificuldade que ambos possuem jogando no saibro. Só que na verdade existe uma grande diferença entre os dois quando analisamos seus resultados na terra batida, principalmente quando se fala em Roland Garros. Isso acontece porque Sampras conseguiu no máximo chegar na semifinal, e foi apenas uma vez em 1996. Já Federer alcançou a decisão do aberto francês em cinco oportunidades, perdendo quatro delas e ganhando uma, fato que já o faz ter pelo menos mais do que Sampras conseguiu, sendo que tal conquista só foi possível por um único motivo, o de que em 2009 seu adversário na grande final não era Rafael Nadal.

Federer tem 16 títulos de Grand Slam em 23 finais alcançadas na carreira, e de todas as sete derrotas que sofreu, seis delas foram diante do espanhol Rafael Nadal, sendo quatro justamente ali no saibro da quadra Philippe Chatrier. A última dessas derrotas aconteceu neste domingo, em mais um encontro dos dois melhores tenistas da atualidade, com o atual número um do mundo levantado vantagem novamente. Se não fosse por Rafael Nadal, o suiço poderia ter visto seu número de Grand Slam já ter ultrapassado a marca de 20 conquistas, e talvez ela só esteja em 16 justamente pelo ano de 2009, o único que conseguiu o título, pois não havia o espanhol do outro lado da rede, havia um sueco que foi o responsável pela única derrota de Nadal até hoje em Paris, e a isso Roger Federer tem muito a agradecer.

Fora tudo isso, além de se ver comprovado que Federer já fez muito mais do que Sampras em Roland Garros, ainda podemos ver como o suiço joga muito, como ele consegue colocar a bola onde quer e até quebrar o serviço do seu maior rival sem sofrer ao menos um ponto, aconteceu no oitavo game de terceiro set. Nesse momento parece até estranho ver que Nadal já vencia o jogo por dois sets a zero, mesmo que tenham sido dois sets apertados com parciais de 7-5 e 7-6 (3), fazendo com que a sua vitória neste mesmo terceiro set por 7-5 tenha sido como uma forma de provar todo o seu valor, de mostrar que jogou muito bem e comprovar porque acabou com a invencibilidade de Novak Djokovic na semifinal. O problema era a história que acontece desde 2005 quando perdeu ali mesmo para Nadal pela primeira vez na semifinal, o problema é que do outro lado estava um Rei do Saibro mordido de raiva.

Rafael Nadal não tinha raiva de Federer, não tinha raiva de ter perdido em 2009, mesmo porque foi campeão no ano passado ali em Roland Garros. O problema de Nadal foi ter perdido duas finais recentes no saibro diante de Djokovic, foi também o jogo duro que teve na primeira rodada, quase eliminado de forma tão precoce e vexatória diante de John Isner. Da segunda rodada até a semifinal ele não perdeu mais nenhum set, inclusive dando o troco em Söderling nas quartas-de-final. O hino espanhol toca mais uma vez na quadra central de Roland Garros, toca pela sexta vez nos últimos sete anos em mais um dia que entra para a história do tênis mundial, no dia em que Rafael Nadal conquista o título do Aberto da França pela sexta vez em sua carreira, igualando Björn Borg, e comprovando que a vida de Federer poderia ter sido ainda melhor se ele não estivesse por ali, como em 2009. (Por Net Esportes Foto: Clive Brunskill/Getty Images)

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