This is the best season ever

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Em sérvio seria "Ово је најбоља сезона икада" e no bom e velho português "Esta é a melhor temporada de sempre", ou a melhor temporada da história, na verdade tem tudo para ser, afinal está sendo, e quem pode impedir? Um salto, um pulo, o soco no ar; Não é o Pelé, é o Novak Djokovic comemorando mais um título, outro título na carreira, outra taça em 2011, que temporada é essa! Não é de fato uma temporada perfeita, extremamente perfeita sem qualquer deslize, sem um revés, sem uma derrota triste, lamentável, dolorida que o não impede, no entanto, que esta seja a melhor temporada de sempre. Foi em Roland Garros, na semifinal, contra o suiço Roger Federer, normal, não em 2011, nesse ano tudo está dando tão certo, nesse ano uma única derrota é extremamente anormal para este jogador de tênis.

Fabio Fognini desistiu e vencer por W/O nem conta como uma vitória para a ATP. Com duas vitórias pela Copa Davis no final de 2010 e o verdadeiro show que está dando em 2011 quase lhe rendeu o recorde de triunfos consecutivos. Com Björn Borg ele empatou, Ivan Lendl se manteve um pouco à frente e Guillermo Vilas agradeceu Federer imensamente porque manteve sua marca de 46 vitórias seguidas que conseguiu em 1977. Novak Djokovic parou nas 43 vitórias seguidas, 41 só em 2011 e poderiam ter sido 42, porque não 43 e quem sabe até 44. Mas o sérvio não estava parando de vez, era apenas uma pausa, muito mais ainda estava por vir depois do jogo no saibro, terra batida não é com ele, grama e cimento sim, a melhor temporada de sempre vai além de Roland Garros, ela dura o ano inteiro.

Tudo começou no Aberto da Austrália, até então nada de novo, ele já havia vencido lá em 2008. Depois veio Dubai, Indiana Wells e Miami, uma final contra Federer e duas contra Rafael Nadal, agora sim todos estavam começando a abrir um pouco mais seus olhos. No saibro Djokovic venceu em Belgrado, jogando em casa, e faturou também Madrid e Roma, contra o espanhol mais bem sucedido na terra batida, mostrando o que poderia ter feito se tivesse disputado a final em Paris. Rafael Nadal se tornaria o seu grande freguês em 2011, na melhor temporada de sempre, pelo menos na sua melhor temporada de sempre quando os dois se reencontraram novamente em uma decisão, agora em Londres, sobre a grama sagrada de Wimbledon, onde o espanhol já havia vencido duas vezes, onde o sérvio brilhou pela primeira vez e mostrou que 2011 poderia ir mais longe do que quase bater o recorde de vitórias em sequência.

ATP 250 porque era em seu país, a atmosfera ajuda. ATP 500 foi apenas um, os três Grand Slam e cinco Masters 1000, justamente os torneios que mais contam pontos para o ranking depois dos quatro principais. Não é à toa que Novak Djokovic lidera o ranking hoje com mais de dois mil pontos de vantagem para Nadal que está em segundo lugar. O melhor jogador do ano só perdeu uma vez porque também sabe escolher os torneios que vai jogar, não perde tempo com torneios pequenos que não contam muitos pontos e assim não se desgasta muito, não corre riscos de lesão e quando entra nos grandes dificilmente perde, só perdeu uma vez, em Roland Garros, contra o Federer. Pode comemorar igual ao Pelé ao faturar a Rogers Cup, em Toronto, Canadá. Pode vibrar porque ninguém jamais havia vencido cinco Masters 1000 no mesmo ano, extravasa porque são 53 vitórias e apenas uma derrota em 2011, se não é tem tudo para ser a melhor temporada de sempre. Agora ficou impossível arriscar outro palpite para o US Open. (Foto: Matthew Stockman/Getty Images)

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