Todos voltam ao ritmo normal

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US Open de tênis 2011Acontece muito quando um furacão entra no continente, ele vai perdendo sua força, sua magnitude, se tansforma em uma tempestade tropical e chega até a dar a impressão que tomar tantas precauções era um exagero. New Orleans, Katrina, 2005 provam o contrário, a destruição na Carolina do Norte com a passagem do furacão Irene e os prejuízos avalidos em bilhões de dólares mostram que nada foi em vão e se não fossem os cuidados redobrados talvez a destruição se tornasse evidente. Cancelar o Arthur Ashe Kids Day no sábado, colocar poucos jogadores para darem entrevistas coletivas, fechar o complexo para qualquer tipo de público e não programar nenhuma atividade para todo o domingo foram apenas algumas decisões sábias dos organizadores do US Open 2011.

Insanos aqueles que se arriscaram e arriscaram a vida do pessoal do resgate ao tentar nada no Rio Hudson. Sem falar nos loucos que jogaram hóquei na Times Square, sobre o asfalto da 7ª Avenida completamente molhado com a chuva. O certo era ter ficado em casa como fizeram milhares de pessoas, sem falar nas que abandonaram a cidade porque moravam nas áreas de maior risco, muitas delas alagadas com a passagem do Irene no domingo. Todo cuidado era pouco e todo o cuidado também foi tomado por quem organiza o último Grand Slam do ano em Flushing Meadows, protegendo milhares de vasos com suas belas flores, retirando cercas, espalhando sacos de areia em volta das quadras, sem falar na infinidade de cabos elétricos para a transmissão pela TV que já estavam todos posicionados. O trabalho foi intenso na prevenção e também na volta ao ritmo normal.

O Irene não veio tão forte, mas o melhor mesmo foi vê-lo ir embora, rumo ao norte, cada vez mais fraco e menos devastador como se previu. Os 125 carros Mercedez Bens que foram obrigados a encontrar uma garagem segura para ficarem no final de semana agora podem fazer o seu serviço, buscar os atletas porque a segunda-feira de sol e calor chegou, o torneio terá finalmente o seu início e tudo dentro do programado, os cancelamentos finalmente tiveram um fim, mesmo que nem todos estivessem preparados para isso. Havia ainda uma cidade inteira como Nova York para voltar ao seu ritmo normal, o transporte público estava parado desde o meio dia de sábado, trilhos precisavam ser limpos, água suja, lodo, árvores caídas, um trasntorno enorme e muitos jogos para acontecer, com ou sem público.

A linha 7 do metrô, com trem revitalizado, até a estação Mets-Willets Point. Poucos vieram logo cedo, poucos foram testemunhas da vitórias de Mardy Fish sobre o alemão Tobias Kamke. Maria Sharapova também sofreu com a falta de treino, de ritmo de jogo, do ritmo normal que estava apenas começando a voltar ao normal, terminando com uma vitória sofrida em resultado mais do que normal. Venus Williams, Roger Federer e Gael Monfils ainda no primeiro dia que terminou com a sempre linda cerimônia de abertura na quadra central, vendo o pôr do sol no horizonte abençoando o começo de duas semanas que prometem muito na Big Apple. O furacão Irene passou, trouxe preocupação, prejuízo, mas contra natureza nada se pode fazer a não ser se precaver, no dia seguinte tudo recomeça, todos voltam ao ritmo normal. (Foto: New York Times)

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