O retorno de um super-herói

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NHLPor não jogarem em Manhattan, por não terem grandes jogadores atualmente, por serem os últimos colocados da Conferência Leste nesse ano, o New York Islanders poderia até ser considerado como o primo pobre do hóquei no gelo na cidade de Nova York se comparado ao rival New York Rangers. Mas as coisas não são bem assim, pois a equipe da pequena Uniondale com seus 24 mil habitantes já escreveu a história com o puck em várias ocasiões. Ao todo são quatro títulos da Stanley Cup, todos conseguidos de forma consecutiva entre os anos de 1980 e 1983. Bons tempos que infelizmente jamais se repetiram, hoje só restam a vergonha e o status de coadjuvante em um dia que o adversário teve inúmeros motivos para comemorar.

Ir até o Nassau Veterans Memorial Coliseum, para um possível apaixonado pelo Islanders que more em Manhattan ou até mesmo em New Jersey, porque não? Deve ser um sacrifício enorme, pois é muito longe. Já para os fãs incondicionais do Pittsburgh Penguins não deve ser problema algum ir até o Consol Energy Center, afinal mais de 18 mil pessoas fizeram isso na noite desta segunda-feira. Os apaixonados por esportes nos Estados Unidos são assim mesmo, lotam todos os jogos dos seus times, mas ver 250 jornalistas credenciados, o triplo do normal, para uma partida de início de temporada na NHL em uma segunda-feira à noite causa o devido espanto. Já o motivo para isso acabava definitivamente com as dúvidas, afinal tratava-se do jogo que via o retorno de um super-herói.

Seria talvez como o Wayne Gretzky da atualidade. Para tristeza do New York Islanders, Gretzky encerrou sua carreira no final dos anos de 1990 jogando no Rangers. É muito mais fácil ir até o Madison Square Garden quando o Knicks não estão jogando lá. Mas o seu compatriota canadense Sidney Crosby é tudo isso mesmo? Justifica 18 mil pessoas gritando desesperadamente e 250 jornalistas credenciados para esse jogo em especial? A resposta para a primeira pergunta poderá ser respondida pelo tempo que esse atleta de apenas 24 anos ainda tem para jogar defendendo os pinguins de pittsburgh. A resposta para a segunda pergunta pode ser dada por tudo que ele já fez até hoje deslizando no gelo com seus patins, e apenas pelo que ele fez nessa noite que seria apenas mais uma segunda-feira qualquer onde todos estariam prestando mais atenção no Monday Night Football.

Não precisa de uma cabine telefônia e nem de um "S" estampado no peito. Sidney Crosby é um super-herói nato que estava adormecido porque sofreu uma concussão cerebral ao ser atingido por uma cotovelada de um adversário. Mais de 328 dias afastado e é por isso que os torcedores lotaram a arena e é por isso que haviam tantos jornalistas querendo registrar esse retorno triunfal. Crosby é o atual grande jogador da NHL, é como o LeBron James da NBA ou o Alex Rodriguez da MLB. Ele é o David Beckham da MLS, o Aaron Rodgers da NFL, o Wayne Gretzky no novo século. Ele entra no jogo e mostra porque é o super-herói do Pittsburgh Penguins. Marca um gol e extravasa, da assistência para dois e ainda marca mais um na goleada por 5 a 0. Pobre New York Islanders, que dia para enfrentar o Penguins, justamente o dia que a equipe via o retorno espetacular do maior jogador de hóquei no gelo da atualidade. (Foto: Jared Wickerham/Getty Images)

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