Whitney Houston e o esporte

10:08 Net Esportes 1 Comments

Whitney Houston morre canta Supoer BowlNos últimos dias o mundo se espantou com fotos do ator Macaulay Culkin, que apareceu extremamente magro e quase irreconhecível pelas ruas de Nova York. A mesma situação do astro que fez sucesso ainda criança em "Esqueceram de mim" ocorreu há alguns anos uma das maiores divas da música, a cantora Whitney Houston. Não é preciso a confirmação de nenhum especialista para saber que ambos foram vítimas de seus vícios, o mesmo que matou Corey Haim, Amy Winehouse e tantos outros atores ou cantores vítimas do ambiente que vivem ou das más influências a qual são submetidos. Isso é sem dúvida alguma um lado triste em suas vidas ou carreiras, mas que não apaga o que fizeram de bom e grandioso quando estavam sóbrios e sadios. Whitney Houston morreu neste sábado com apenas 48 anos de idade, porém ela deixou alguma marcas no esporte que ninguém vai esquecer.

Uma delas ocorreu no dia 27 de janeiro de 1991, em Tampa, na Flórida. Whitney Houston encantou o mundo com uma emocionante interpretação do hino nacional americano antes do Super Bowl XXV, aquele que naquela época já era um dos maiores eventos esportivos do planeta. A versão de "The Star Spangled Banner" foi tão incrivelmente linda que ela resolveu lança-lo como single e vídeo, que se tornaria a única versão do hino nacional americano a virar um "hit", vendendo um milhão de cópias. O dinheiro arrecadado com as vendas do single foi revertido à Cruz Vermelha americana. O título de 1991 ficou com o New York Giants, o mesmo campeão da edição desse ano do Super Bowl, que naquele dia memorável derrotou o Buffalo Bills por 20 a 19 com um field goal de 21 jardas anotado por Matt Bahr nos minutos finais da partida.

No ano seguinte, em 17 de setembro, Whitney Houston esteve em Atlanta para receber a bandeira olímpica após o término dos Jogos de Barcelona 1992. Aos seu lado ficaram o presidente George W. Bush, James Brown, Clark Dick e Carlos Santana. Em 1998 a cantora gravou a música "One Moment In Time" como um especial da NBC para as Olimpíadas de Seul 1988. A música se tornou um grande sucesso e tem muito haver com esporte, "um instante no tempo", seria o momento da vitória, da glória, do triunfo que vai durar para sempre, mas que acontece em apenas um momento. "Você é um vencedor durante uma vida, Se você aproveitar aquele instante no tempo, Faça-o brilhar... Conceda-me", é o que diz um dos trechos da música que ainda teria muita história para contar, como em 1997, quando foi interpretada pela cantora na abertura do US Open daquele ano tão incrível como tantos outros em Nova York.

Antes de encantar Flushing Meadows, Whitney Houston ainda estve na cerimônia de encerramento da Copa do Mundo de 1994, que aconteceu nos Estados Unidos, com vitória do Brasil e com Pelé ao lado de Whitney Houston. Já em 1997 estavam Boris Becker, Steffi Graf, Billie Jean King e uma multidão enorme que lotava as arquibancadas do Arthur Ashe Stadium naquela noite marcante do dia 25 de agosto. Enquanto Whitney cantava uma versão mais lenta e aparentemente sofrível de "One Moment In Time", imagens de inúmeros campeões que fizeram história eram mostradas, momentos no tempo de tantas glórias e conquistas, de Andre Agassi, Pete Sampras e tantos outros jogadores que foram marcantes em suas épocas. No final a cantora acabou sendo ovacionada com todos aplaudindo de pé aquele momento no tempo inesquecível.

Whitney Houston ainda esteve junto com Arnold Schwarzenegger como convidada na premier do show de Magic Johnson, um pregrama de TV de fim de noite. À pedido do astro da NBA ela acabou fazendo uma breve serenata à capela para Magic. Em 21 de outubro de 1998, no Radio City Music Hall, em Nova York, Whitney entregou à Muhammad Ali o prêmio GQ Men Of The Year, após um discurso de preparação pré-decorado longo, mas cheio de verdades. Já em 15 de janeiro de 2000, também no Radio City Music Hall, cantou "America The Beautiful" antes de uma luta entre Roy Jones Jr. e David Telesco. Whitney Houston nunca foi uma atleta e sempre viveu a vida da forma contrária que preza o esporte, onde a saúde é essencial. Mas mesmo assim sua bela música e seu talento nato acabaram de uma forma ou de outra estando sempre envolvidos com o esporte, e esse ao contrário dos outros é o exemplo que deve ficar.

1 comentários:

Marcelonso disse...

Nunca fui fã dela, mas assistir alguém partir tão cedo é triste demais.


As drogas são terriveis, por mais que se tente, nunca se tem o controle!

abs