A casa do Super Bowl é a casa de todos nós

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Devastador e aterrorizante, o furacão nunca chega sem um aviso prévio, mas quase sempre acaba destruindo tudo de uma forma pouco esperada. Se não bastassem os ventos fortes, ainda tem a água da chuva que alaga todos as ruas. Enchentes, casas destruídas, vias completamente obstruídas. Não há mais lugares para passear em algum belo fim de tarde, não existe mais opções para fazer suas compras e também não há mais escolas para seus filhos aprenderem a ler e escrever. Tudo acabou sendo completamente aniquilado e só existe um lugar para a maioria dos habitantes. Para cerca de 30 mil pessoas que perderam todas as suas esperanças. Eles se abrigam no Superdome, o grande estádio de New Orleans, na Louisiana, que passa a ser a sua única casa.

A casa dessas pessoas, a casa dos esportes, a casa do Super Bowl e casa de todos nós. É bastante óbvio o motivo pelo qual o estádio construído em 1975 com capacidade para mais de 70 mil pessoas seja tão requisitado: Ele possui uma cobertura, ele tem um teto. Assim fica fácil acompanhar um belo jogo de futebol americano lá dentro, ou mesmo jogos de basquete e de beisebol, quem sabe se proteger lá do aterrorizante furacão Katrina. Foi isso que todos fizeram em 2005 e foi também o que todos fizeram em 1978, 1981, 1986 e em 1990, além de 1997 e 2002, todos estes anos em que o Superdome se transformou na casa do Super Bowl. Um recorde que ficará ainda maior, porque agora em 2013 o Superdome recebe novamente a grande decisão da NFL, porque lá todos se sentem em casa.

O New York Yankees, a maior equipe de beisebol do planeta, se sentia em casa no início dos anos de 1980 quando fez por lá vários jogos de exibição. Michael Jordan se sentiu em casa no mês de março de 1982, ele marcou uma cesta nos segundos finais que levou North Carolina ao título da NCAA. Do outro lado estava a universidade de Georgetown, liderada pelo pivô Patrick Ewing. Muhammad Ali também esteve no Superdome, no dia em que derrotou Leon Spinks para faturar o título mundial dos pesos pesados pela terceira vez em sua carreira. Sem falar em um jogo de futebol que aconteceu no ano de 1976, quando o New York Cosmos enfrentou o Dallas Tornado. Um dos atletas que estava lá aproveitando bem a estadia e certamente se sentindo em casa era um cidadão conhecido como Pelé.

De Reggie Jackson a Michael Jordan e de Ali a Pelé. Todos se sentem em casa no Superdome, até mesmo se não tiver qualquer ligação com o esporte. Johnny Cash cantou em 1975. Em 1977 foi a vez de Aretha Franklin e Al Green. Já em 1987 quem esteve lá foi o Papa João Paulo II, que obteve um público de 80 mil estudantes, o maior público infantil/adolescente já registrado pelo Vaticano. E tudo isso aconteceu porque o Superdome é um lar aconchegante que está aberto a todos, sejam eles atletas, cantores ou mesmo santidades. O Superdome está pronto para receber quem não tem mais casa para morar por causa do furacão Katrina e está pronto para receber também mais uma edição do Super Bowl. Quem venha Colin Kaepernick e quem venha Ray Lewis. Que venham os irmãos Harbaugh e todo o público apaixonado pelo esporte da bola oval. Porque o Superdome é casa do Super Bowl, é a casa de todos nós.

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