E como não chamá-la de Mulher Maravilha?

14:56 Net Esportes 6 Comments

Simplesmente pela sua beleza e seu rosto de princesa. Exatamente do mesmo jeito daquela gata que te surpreende com um olhar fatal, que rouba o seu coração e deixa você perdido nas nuvens. Essa definitivamente não é a Mulher Maravilha, sem dúvida alguma essa é uma perfeita mulher maravilhosa. Pois a autêntica Mulher Maravilha está na Liga da Justiça junto com o Superman, o Batman e também o Lanterna Verde. Mas talvez ela também esteja no Daytona International Motor Speedway, sem um bustiê vermelho com uma águia dourada, porém com a mesma característica caucasiana de cabelos pretos. Ela pode não ser é uma super-heroína de histórias em quadrinhos, mas ela é uma super-pilota das corridas de carros que fazem dela uma verdadeira Mulher Maravilha.

Mulher Maravilha e mulher maravilhosa. O mundo do automobilismo já teve o prazer de ver várias outras mulheres guiando um veículo em altíssima velocidade. Desde Maria Teresa de Filippis até Simona de Silvestro. Mas nunca se viu alguém como Danica Patrick. O marketing sem dúvida faz muito a diferença, mas ele não pode ser tão forte assim sozinho. Mais que tudo Danica tem um diferencial para ser tão maravilhosa e para ser uma Mulher Maravilha: o talento nato. A primeira mulher a conseguir vencer uma corrida na Fórmula Indy. Um show de pilotagem que a fez brilhar como nunca em uma das maiores corridas que existem, as 500 milhas de Indianápolis. Não poderia ser diferente em outra grande corrida, ela tinha que fazer história na Daytona 500.

Ainda bem que os Deuses deram vida à estátua de menina criada por Hipólita. Ela recebeu o nome de Diana e várias outras habilidades. Mulher-Leopardo, Rainha Clea e Doutora Veneno não tinham a menor chance diante da Mulher Maravilha, mas em 1969 ela acabou ficando sem poderes quando as amazonas tiveram que se deportar para outra dimensão. Diana Prince estava apaixonada por Steve Trevor e resolveu ficar. Às vezes as coisas acabam não saindo exatamente como planejamos. Às vezes por mais maravilhosa que uma mulher seja, ela não consegue seguir o seu caminho na categoria que escolheu, não consegue ir para uma outra que é ainda mais aclamada e acaba indo para uma outra completamente diferente. Do monoposto ao stockcar, sem deixar de ser a mesmo Mulher Maravilha de sempre, como Diana voltou a ser em 1972.

A vida foi difícil na Nationwide Series, mas deu para seguir em frente. Um décimo lugar na classificação geral do ano passado mostram o quanto ela mereceu algumas chances na Sprint Cup e o quanto ela mereceu correr na Stewart-Haas. Agora é full time e logo de cara a pole position, logo na emblemática Daytona 500. Ela poderia ter brigado um pouco mais pela vitória, poderia o seu macacão ser Kriptonita se Jimmie Johnson fosse o Superman, mas nesse caso ela seria uma vilã e isso ela não é. Danica Patrick não é vilã, ela é uma super-heroína, uma super-pilota que continua surpreendendo o mundo e continua fazendo história, como também ter sido a primeira mulher a liderar a Daytona 500. Onde mais ela pode chegar? O que mais ela pode fazer no automobilismo? Será que ela pode vencer uma corrida da NASCAR? Como não chamá-la de Mulher Maravilha?

6 comentários:

Ron Groo disse...

Simples... É só ver sua carreira.
Uma vitória assim assim e muita marra e marketing.
Se não fosse mulher, ninguém nem ligaria para ela e seus resultados.

Net Esportes disse...

@Ron Groo: Mas justamente Groo, por ser mulher os seus resultados passam a ser significativos. Por mais que tenha sido uma vitória ali e uma pole lá, ela foi a primeira mulher a vencer, a primeira a fazer pole, a primeira a liderar e etc .... Em um esporte onde não existe muito espaço para mulheres eu acredito que quando surge uma assim (mesmo com marra e marketing) ela merece destaque. De uma forma ou de outra precisa haver um início, ou alguém que comece a fazer mais do que simplesmente participar, e acho que ela tem feito isso .....

Ron Groo disse...

Tá certo. eu respeito sua opinião. Mas acho a Bia Fiqueiredo mais piloto que ela.

Luiz Paulo Knop disse...

A Danica vem quebrando os paradigmas realmente. Como você bem disse, o marketing ajuda, mas sem talento ela viraria mais uma "Irmãs Feres" ou "Anna Kournikova" da vida...

Luiz Paulo Knop
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Net Esportes disse...

@Ron Groo: A sua opinião também é sempre bem vinda e respeitada sempre Groo. abs!

Patrick Araújo disse...

Acho ela uma pilota mediana, nada demais, se fosse homem não teria esse status todo que tem!