O dia em que uma história triste se repetiu

19:16 Net Esportes 1 Comments

Não foi uma e nem duas. Foram três vezes que a bola procurou e encontrou os pés de Gareth Bale. O jogador inglês, no entanto, não soube aproveitar as oportunidades que as circunstâncias lhe atribuíam, errava o chute e nem na direção do gol a bola ia. Do outro lado seu companheiro de equipe fazia o que não costuma também fazer. Um goleiro de Seleção, um goleiro campeão. Uma saída errada e a responsabilidade da derrota praticamente toda colocada em suas mãos. Não foi atoa que mais tarde Iker Casillas abraçava e beijava de forma muito grata o zagueiro Sergio Ramos, pois momentos antes ele havia feito o impossível para que mais tarde Bale, desta vez usando a cabeça ao invés dos pés, pudesse enfim decretar que fosse reescrita a história triste de um dia que o Atlético de Madrid jamais pensou que iria se repetir.

Aquele fatídico dia 15 de maio de 1974. Lá estava o Atlético de Madrid vencendo a grande final da Champions League pelo placar de 1 a 0. Mão na taça, o título que jamais havia conquistado em sua história praticamente garantido. Pelo menos até o finalzinho da prorrogação, quando Hans-Georg Schwarzenbeck, campeão da Copa do Mundo do mesmo ano pela Alemanha, deixou tudo igual no marcador. Não havia disputa de pênaltis e assim um outro jogo teve de ser disputado. Era demais para o Atlético e assim o Bayern de Munique acabou atropelando e vencendo por 4 a 0. Muitos anos se passaram o nem mesmo o mais fanático torcedor ao menos imaginava que pelo menos na grande decisão a equipe pudesse retornar, até esse ano de 2014. Foram 40 anos de espera para infelizmente ver se repetir a história triste daquele dia lamentável.

Casillas falhou e o Atlético marcou. Placar de 1 a 0 em 2014 exatamente como em 1974. Gol de empate sofrido nos acréscimos exatamente como foi em 1974. A história triste se repetiu e não precisa ser assim novamente. O título espanhol havia sido conquistado, o todo poderoso Barcelona havia sido superado. O Atlético de Madrid estava invicto e poucos gols havia sofrido. Era a melhor defesa contra o melhor ataque, mas eles só resistiram até os 48 minutos da etapa final do jogo. O Real Madrid insistiu de forma obstinada e fez explodir de emoção o seu fervoroso torcedor. Empatou quando tudo parecia impossível e a assim a prorrogação teve de ser disputada. Como um jogo extra em 1974 eles fizeram como o Bayern e massacraram. Bale depois de desperdiçar três chances com os pés fez de cabeça, foi seguido por Marcelo que deixou sua marca e ainda viu Cristiano Ronaldo fechar o caixão que já estava enterrado.

O Atlético foi do céu até as profundezas mais obscuras do buraco mais profundo já cavado. O Diego que não é Maradona, com seu cabelo mais esquisito que o de Cristiano Ronaldo, foi de herói raçudo para um típico argentino briguento e reclamão que não representa a alegria e simpatia do Papa Francisco em visita à Terra Santa. Mais uma vez, exatamente como aconteceu 40 anos antes, a equipe do Atlético de Madrid conseguiu a incrível façanha de perder a chance de ser campeã pela primeira vez na maior competição de clubes do planeta. O campeonato que ficou mais uma vez nas mãos, na cabeça e nos pés, do seu maior vencedor, o Real Madrid, campeão pela décima vez em toda a sua grande história recheada de glórias.

1 comentários:

Marcelonso disse...

Assisti o jogo e posso dizer com propriedade, o Real Madrid não mereceu a conquista.

O Atlético acusou o golpe, com aquele gol no final. Na prorrogação era outra equipe!


abs