Nadal ainda não é o maior de todos

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Em abril de 2011, pouco antes do tenista espanhol Rafael Nadal vencer o seu décimo título de Grand Slam, sendo o sexto em Roland Garros, foi publicado neste blog uma previsão de que o jogador poderia um dia se tornar o maior de todos, pelo menos em questão de números. Naquela época Roger Federer já dava sinais de desaceleração aos 29 anos, sendo que a maioria dos grandes tenistas do passado não conseguiu vencer muita coisa depois dos 30 anos. O suíço já havia superado Pete Sampras em número de Grand Slam e Nadal, então com 24 anos e tendo vencido em todos os pisos e mais as Olimpíadas, demonstrava que iria longe, principalmente se continuasse triunfando no saibro, o seu chão favorito. A aposta feita naquele texto previa Rafael Nadal com cerca de 16 ou 17 títulos de Grand Slam, já igualando ou superando Federer que na época já tinha os seus 16 títulos.

Novak Djokovic e Andy Murray foram os principais carrascos da dupla desde então. Em 2012 Federer alcançou mais um Grand Slam, chegando a 17 e, como jamais alguém poderia imaginar, ele voltou a vencer cinco anos depois disso, conseguindo mais três taças. Atualmente Roger Federer tem 20 títulos de Grand Slam e continua com fome de bola para ainda mais mesmo aos 36 anos de idade. Nadal só chegaria em mais uma final de Wimbledon depois de 2011, e nunca mais até hoje venceria o Aberto da Austrália novamente, perdendo em três finais. Por outro lado levaria mais dois do US Open e só perderia dois do seu queridinho Aberto da França. Com o título de 2018 ele chegou então ao seu décimo sétimo título de Grand Slam, algo que em 2011 parecia que iria acontecer em no máximo cinco anos, mas demorou sete.

Desses 17 títulos só em Roland Garros são 11 conquistas. Depois de vencer também a maioria dos torneios Masters 1000 e se tornar o maior campeão da terra batida em todos os tempos, ficou mais do que evidente e repetitivo continuar lhe chamando de o "Rei do Saibro". Ser apenas o jogador dominante de uma superfície foi o que acabou restando para Rafael Nadal depois que Roger Federer conseguiu um ressurgimento em sua carreira. Se isso não tivesse acontecido, hoje provavelmente Nadal estaria celebrando o fato de ser o maior campeão de torneios de Grand Slam da história, mas isso não evitaria a ressalva de que a maioria desses títulos veio em apenas um torneio. Assim sendo, os números não bastariam talvez para cravar que Nadal fosse hoje o melhor de todos, mas a previsão na época era de que Nadal poderia ser o maior de todos em números. Isso não aconteceu porque Roger Federer é um gênio incansável das quadras, assim como Nadal é o gênio inansável do saibro. E que venha mais por aí, tanto para um quanto para o outro, pois só o que nos resta é agradecer por vivenciar essa época incrível.

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