O trauma da grande final

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Ela se benzeu assim que o jogo acabou e na hora da premiação, respirou fundo durante o hino de seu país e provou que estava emocionada com o momento, mas durante todo o tempo manteve a expressão fechada, séria, quase sem esboçar qualquer sorriso, o discurso foi rápido e nem parecia que Svetlana Kuznetsova era a mais nova campeão da Roland Garros, pior para sua última adversária, Dinara Safina, que apenas chorava por não acreditar que perdeu novamente em uma final tão importante.

Por diversas circunstâncias, como por exemplo a aposentadoria da belga Justine Henin, a contusão da russa Maria Sharapova e os altos e baixos da norte-americana Serena Williams, Safina se tornou no final do mês de abril a mais nova número um do mundo, porém carregava consigo a imagem e a sina de nunca ter conquistado um torneio da série Grand Slam, sendo que havia perdido a final francesa em 2008 para Ana Ivanocic e também na final do Aberto da Austrália neste ano para Serena.

A chance de superar então esse verdadeiro trauma da grande final veio novamente no saibro de Paris, com uma grande campanha até a decisão onde só havia perdido um set, tinha muita concentração, esperança e grande expectativa, mas do outro lado da rede estava uma compatriota muito disposta a acabar com o seu sonho, manter o seu calvário e impedi-la de levar a primeira taça de um Grand Slam na carreira, vitória contundente por 2 sets a 0, com parciais de 6-4 e 6-2.

"Kuzy", como é conhecida Svetlana Kuznetsova no circuito internacional de tênis feminino, faturou o carismático Torneio de Roland Garros pela primeira vez em sua carreira, sendo que este foi o seu segundo Grand Slam já que havia vencido o US Open em 2004 quando tinha apenas 19 anos de idade, deve agora melhorar sua posição no ranking WTA mesmo que ainda esteja muito longe de ser número um, porém podendo se gabar de pelo menos ter ganho dois títulos de Grand Slam, algo que Safina mostrou estar totalmente acostumada a não fazer. (Foto: Bertrand Guay/AFP)

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