A queda dos EUA no tênis

11:54 Net Esportes 5 Comments

WASHINGTON - AUGUST 03: Andy Roddick of the USA walks up to serve against Grega Zemlja of Slovenia during day 2 of the Legg Mason Tennis Classic at the William H.G. FitzGerald Tennis Center on August 3, 2010 in Washington, DC. (Photo by Streeter Lecka/Getty Images)
O último dia 4 de agosto pode ser apagado na carreira do tenista Andy Roddick. Ele jogava o Torneio de Washington em casa, diante da sua torcida mas acabou sendo derrotado pelo francês Gilles Simon ainda na terceira rodada. O jogador faz cara de poucos amigos, acumula 27 competições seguidas sem conseguir levantar uma taça que fosse e a última vez que ganhou um torneio de Grand Slam foi em 2003, no US Open. Essa última conquista de Roddick foi além de tudo a última vez que um jogador norte-americano faturou um dos maiores torneios do circuito, mas a derrota nesta semana conseguiu ser um fato pior do que o jejum de de Grand Slam na Terra do Tio Sam, pois fez com pela primeira vez um jogador dos Estados Unidos não representasse o país no top 10 do ranking da ATP desde que o mesmo foi criado em 1973.

Eddie Dibbs, Harold Solomon, Jimmy Arias e Kevin Curren não são tenistas muito conhecidos como Andy Roddick por exemplo, mas tiveram seu papel importante entre os anos de 1978 e 1985 mantendo os Estados Unidos pelo menos até a quinta colocação do ranking ATP. Melhor do que eles na quarta posição apareceram Roscoe Tanner, Gene Mayer, Brad Gilbert, o duas vezes semifinalista de Wimbedon Todd Martin e recentemente um dos que contribuem hoje para o fato inédito ocorrer, James Blake que assim como Andy Roddick não conseguiu manter seu país no topo. Um topo que logo no ano de estreia do ranking um jogador quase chegou lá, Stan Smith foi número três do mundo em 23 de agosto de 1973 depois de já ter conseguido nos dois anos anteriores um título em Wimbledon e no US Open também.

Ainda na terceira posição sem ter conseguido chegar ao topo estiveram Brian Gottfried e Vitas Gerulaitis nos anos de 1977 e 1978 respectivamente. Mas na segunda colocação outros norte-americanos conseguiram fazer mais história, como o lendário Arthur Ashe, dono de três Grand Slam em sua carreira que terminou com 33 títulos de simples e ainda 18 de duplas. Ou ainda o pequenino Michael Chang, o campeão de Roland Garros 1989 que conseguiu ainda a final do Aberto da Austrália e do US Open de 1996, ano que figurou como vice-líder do ranking ATP e quase alcançou o topo do mundo no tênis masculino. Posto que até Andy Roddick já ocupou no ano de 2003, mas que não conseguiu manter por muito tempo. Algo que na época em que era impossível imaginar os EUA fora do top 10 acontecia com grande frequência.
WASHINGTON - AUGUST 05: Andy Roddick of the USA wipes the sweat off his face against Gilles Simon of France during day 4 of the Legg Mason Tennis Classic at the William H.G. FitzGerald Tennis Center on August 5, 2010 in Washington, DC. (Photo by Streeter Lecka/Getty Images)
Blake nem aparecendo no top 20, John Isner ocupando a 19ª posição e agora Roddick caindo de 9º para 11º lugar, os norte-americnao pela primeira vez desde 1973 ficam sem representantes no top 10 do ranking da ATP e assim só resta lembrar dos grandes nomes que por tanto tempo foram líderes na lista dos melhores do planeta. Como Jim Courier que ficou 58 semanas em primeiro ou Andre Agassi que foi o melhor por 101 semanas. Sem falar em John McEnroe líder por 170 semanas e ainda Jimmy Connors que terminou cinco anos seguidos como líder e acumulou 268 semanas na frente. Mas mesmo que todos tenham sido incríveis nenhum foi mais incrível que Pete Sampras, dono de 14 Grand Slam, seis anos seguidos terminando como número um e um recorde de 286 semanas seguidas na liderança da ranking da ATP. Um ranking que vê os Estados Unidos de grandes tenistas decaindo pela primeira vez, algo que era muito difícil prever. (Fotos: Streeter Lecka/Getty Images via PicApp)

5 comentários:

FilipeJMS disse...

Realmente a fase do tênis nos EUA não é das melhores. Devem sentir saudades da geração Sampras e Agassi.
No Brasil a gente sabe o porque da fraca geração, mas e nos EUA? Qual o motivo?

Fabiano disse...

Andy Roddick sempre foi um tenista que a imprensa americana dizia ser o substituto de Agassi. infelizmente o garoto não conseguiu segurar essa onda e os títulos importantes não vieram. acredito que a pressão pela vitória de um americano no US open foi decisivo para a sua derrota.

Ron Groo disse...

Gosto de tenis, e vou gostar mais quando enxergar a bolinha...

Net Esportes disse...

@Felipe: Parece que vem decaindo já faz tempo, talvez falta de interesse mesmo. Roddick era o único com potencial para manter o nível desde que Agassi se aposentou. Blake nunca foi la essas coisas e a nova geração com Sam Querrey, Mardy Fish e John Isner até agora não conseguiram se desenvolver a ponto de evitar esse fato histórico. E se nenhum deles estiver no top 10 até o final do ano será a primeira vez desde 1913 que os EUA não colocam um representante entre os 10 melhores do mundo.

@Fabiano: Ele até foi bem, ganhou um US Open e foi número um do mundo. O problema é que está bem longe do nível de Federer e Nadal.

Flor Tulipa disse...

Ixi eu não entendo muito desse assunto hehe!mas parabéns pelo seu blog muito bom mesmo sucesso querido!

Beijokas tulipais

http://tamytulipa.blogspot.com/