Unindo talento com orientação

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Aliya Mustafina da Russia comemora vitória no Artistic Gymnastics World Championships em Roterdã October 22, 2010. REUTERS/Dylan Martinez (NETHERLANDS - Tags: ESPORTE GINASTICA)
Em Pequim 2008 a Rússia passou em branco na Ginástica Artística feminina. Os tempos de Svetlana Khorkina e a época da União Soviética ficaram para trás e só restaram saudades de quando se faturava tudo principalmente nos Campeonatos Europeus e Mundiais. As renovações claro nunca deixaram de acontecer mas parece que faltava sempre um algo mais, parece que faltava o surgimento de um novo talento somado a uma precisão eficaz na orientação, alguém no comando técnico que pudesse tirar o melhor das novas aspirantes que sonhavam em brilhar no solo, na trave, no salto sobre a mesa ou nas barras assimétricas. Quem espera sempre alcança e os novos dias de glórias parecem estar voltando, uma nova promessa surgiu e foi bem quando finalmente um comandante competente chegou na base.

Daiane dos Santos levou ouro em 2003 e Daniele Hypólito ganhou prata em 2001. O Brasil jamais chegou perto nem da Rússia que sempre viveu à sombra de Ucrânia, China e Estados Unidos, mas conseguiu em duas oportunidades raríssimas faturar medalhas em Campeonatos Mundiais. Não se pode jamais diminuir o talento das atletas mas é possível entender como elas conseguiram tirar o melhor proveito possível da capacidade que tinham de fazer o que aprenderam, e isso pode ser provado pelo fato do técnico do Brasil nessa época ser o ucraniano Oleg Ostapenko. Ele não é nenhum gênio ou um mágico porém antes dele o Brasil jamais chegou onde chegou na Ginástica Artística e depois que ele saiu até agora não repetiu os feitos. A sorte é de quem o tem hoje, a equipe juveni da Rússia que fez surgir um novo talento para fazer a equipe titular volta a viver os bons tempos que já viveu.

Em Olimpíadas a Rússia não faturou nenhuma de ouro em 2004, no ano 2000 foram três e em 1996 apenas uma. A performance da equipe sempre foi melhor em outros campeonatos importantes mas na mais importante das competições sempre foi difícil brilhar mais. A história no entanto tem tudo para mudar em Londres 2012 e a prova disso é o campeonato Mundial 2010 de Roterdã. A prova disso é Oleg Ostapenko, essencial, e principalmente uma ginasta que promete conquistar o mundo, Aliya Mustafina, a jovem talentosa de apenas 16 anos que junto com suas companheiras Tatiana Nabieva, Ksenia Semenova e Ekaterina Kurbatova levaram ouro na final por equipes desbancando as favoritas. Já era o bastante mas poderia ser melhor, Mustafina ainda tinha algo mais para mostrar ao mundo.
Aliya Mustafina da Russia da um selinho em Ksenia Semanova depois de vencer  women's individual all-around final at the Artistic Gymnastics World Championships in Rotterdam October 22, 2010. REUTERS/Dylan Martinez (NETHERLANDS - Tags: SPORT GYMNASTICS)
Além de competirem juntas, as ginastas são amigas muito íntimas. Semenova da um selinho em Mustafina e o motivo é mais do que óbvio, a jovem revelação da Ginástica Artística havia se tornando a mais nova campeão mundial na final geral individual. Alegria, festa e a certeza de que as coisas mudaram na Rússia, o país voltou a ser forte em um do seus esportes favoritos mostrando que as medalhas conseguidas no Campeonato Europeu e na Copa do Mundo também realizadas neste ano não foram por acaso, mostrando que em Londres 2012 a hegemônia da China e dos Estados Unidos está com os dias contados e mostrando principalmente que o talento nato para ser o melhor em seu esporte e extremamente essencial, mas ter alguém competente para dar um bela orientação e um treinamento adequado também pode fazer e muito a diferença. O Brasil lamenta e a Rússia agradece por ter Aliya Mustafina e Oleg Ostapenko. (Fotos: Dylan Martinez/Reuters via PicApp)

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