Sim ou não ao jogo de equipe

20:08 Net Esportes 5 Comments

GP Brasil Alonso Vettle
O GP da Alemanha foi a décima primeira etapa no Mundial de Fórmula 1 em 2010. O campeonato já se mostrava e acabou até confirmando ser um dos mais disputados dos últimos anos, chegará a um total de 19 corridas mas naquela altura prever que sete pontos faria muita diferença no final das contas é exagerado e soberbo demais. A Ferrari errou para o trsiteza do esporte fazer de forma antecipada o chamado jogo de equipe, algo que pode ser considerado normal e até mesmo óbvio na última ou até penúltima prova do ano, mas não na décima primeira. Os italianos estavam certos em favorecer Fernando Alonso mas para o bem do esporte, para o bem da competitividade e da igualdade para todos o que a Red Bull faz é muito mais bonito, mais elegante, democrático e de causar inveja. Talvez se pague um preço alto por isso, e é por isso que na prova derradeira essa filosofia tende a mudar e ser como a dos rivais.

No ano que vem o final será no Brasil, a decisão do título também pode acontecer novamente em São Paulo como vinha ocorrendo todos os anos mas em 2010 isso acabou não ocorrendo. O espanhol da Ferrari era o único que tinha chances de ser campeão em Interlagos, só que dessa vez não havia mais Felipe Massa na sua frente pronto para abrir passagem. Isso poderia ter ocorrido na equipe austríaca, Sebastian Vettel ultrapassou o pole-position Nico Hülkenberg e trouxe junto seu companheiro Mark Webber. Alguns alegam que se fosse o contrário, se o alemão estivesse mais bem colocado que o australiano na tabela de classificação e atrás na corrida, as posições seríam invertidas na pista. Melhor pensar que a Red Bull, campeã mundial de construtores no Brasil, é como a McLaren de outros tempos. Como nos duelos incríveis entre Ayrton Senna e Alain Prost.

Hoje em dia a corrida no Japão não encerra mais o calendário, não vê mais o campeão como viu Senna e como viu Prost. O Brasil também deixa de ser o palco da decisão e essa decisão fica para o GP de Abu Dhabi que acontece daqui a uma semana. Se a Red Bull fosse como a Ferrari Webber teria apenas um ponto de desvantagem para Alonso que completou o pódio em São Paulo, mas como a equipe de Christian Horner demonstra outros pensamentos então essa diferença é de oito pontos. Se o resultado dos três primeiros colocados repetir sob o sol quente do circuito de Yas Marina, então a Ferrari vai comemorar o título de pilotos e festejar muito a decisão que tomaram na Alemanha. Porém neste caso os pensamentos da equipe que no ano passado ficou com o vice-campeonato de construtores deve mudar, assim como deve mudar também a pensamento de Vettle. Não fazer o jogo de equipe nessa hipotética situação sería como dar um tiro no próprio pé.
GP Brasil Fórmula 1
O grande problema da Red Bull com sua bonita filosofia de manter seus dois pilotos com chances de títulos é que o mais favorecido de todos acabou sendo Fernando Alonso. A Ferrari agradece porque o espanhol só precisa chegar em segundo lugar na prova que encerra o ano. O título em suas mãos será merecido pelo que fez na segunda metade do ano, apesar que o início da sua virada no campeonato começou justamente no GP da Alemanha onde não teve méritos pela vitória. Se o título ficar com Vettel estará em boas mãos também, o jovem alemão foi imaturo em vários momentos do campeonato mas mostrou amadurecimento no decorrer das provas, principalmente por admitir que vai ajudar seu companheiro se for o caso da última corrida. Mark Webber por sua vez é o que mais merece ser campeão, errou na chuva chinesa mas mesmo assim foi o que teve mais equilíbrio durante toda a disputa. Tem chances até de largar na pole e vencer o último GP, mas se vencer com a ajuda de Vettel contra a Ferrari será muito interessante para mostrar ao mundo da Fórmula 1 os momentos certos de se fazer certas coisas. (Fotos: Paulo Whitaker/Reuters via PicApp)

5 comentários:

Priscilla Bar disse...

Se a red Bull trocaras posiçoes em Abu Dhabi será infinitamente mais ridículo doq ue a Ferrari fez, pois a Red Bull leva desde o ocorrido pregando de fair play e de honestidade.

Se fossem trocar deveriam ter feito o antes possível pq seria menos feio...

O tema é que acho que trocarao se for em favor do Vettel...

Net Esportes disse...

@Pri

Respeito muito sua opinião, mesmo porque sei que você é fã do Alonso. Mas acho que trocar agora é menos feio que trocar antes porque se não trocar agora estará sendo derrotada de forma óbvia, ou seja, seria como dar o título de presente ao outro na situação que assim se fizer. O que eu acho é que eles foram honestos na medida que os dois pilotos tem chances de serem campeões, se houver chance apenas para um deles e se para isso houver a necessidade do jogo aí não tem como não fazer, aí sim seria a tal 'burrice'. E em favor do Vettel não existe mais possibilidade de trocar.

um abraço

Priscilla Bar disse...

Sim, estará sendo derrotada de forma óbiva, mas é que deixando o Webber ganhar no Brasil já seria comemorar o título...

Agora, isso sim, se trocarem por vontade própria seria outra história, digo no caso de Abu Dhabi, mas ainda assim, penso o mesmoq ue muitos por ai: A Red Bull prefere perder com o Vettel que ganhar com o Webber.

Vamos ver o que rola em Abu Dhabi!

Pobre esponja disse...

Sempre existiu e existirá jogo de equipe.
A questão é deixar claro, colocar na regra.
Creio nisso

abç
Pobre Esponja

Leandro disse...

A discussão tá interessante!
Estou torcendo para Alonso ser tricampeão. Pra mim é o melhor piloto da atualidade, miserável, sangue no olho e tem um carro bem inferior aos da Red Bull.
Priscila, permita-me discordar de você, mas concordo com Net. Seria muita burrice da Red Bull entregar de mãos beijadas o título para Alonso. Não sou contra jogo de equipe, pois como dizia aquela propaganda da Coca-Cola "Equipe, brother, equipe!". A Red Bull já ganhou o troféu de construtores e o troféu de Fair Play desse ano. Se mandar Vettel abrir para Webber ser campeão não estará se "rebaixando", digamos assim em concordância com a opinião pública, a Ferrari. Não estará caindo na vala comum dos que "manipulam" os resultados de uma corrida. Ela já fez a parte dela deixando seus pilotos brigarem entre si durante a temporada inteira. Agora deixar que as posições se mantenham, no caso de um pódio com 1º Vettel, 2º Webber e 3º Alonso, é ser muito radical islâmico.