Tal pai, tal filho na Daytona 500

13:55 Net Esportes 7 Comments

Última volta da 43ª edição de uma das provas de automobilismo mais emblemáticas do planeta. Na frente o piloto que acabaria campeão, Michael Waltrip dispara, seguido bem de perto pelo segundo colocado Dale Earnhardt Jr. Um pouco mais atrás estava o carro de número três que nitidamente perdia contato com os dois que iam à frente, no volante o condutor era justamente Dale Earnhardt, o pai de Earnhardt Jr. que talvez estivesse segurando o pessoal de trás para que o próprio filho tivesse um resultado melhor. Um pai correndo a Daytona 500 da NASCAR junto com o filho e indo para o pódio com ele, tudo porque aos 49 anos de idade Dale Earnhardt havia se esquecido de encerrar a carreira mesmo com os pedidos da esposa, o piloto que justamente naquele dia tão especial viu esse fim chegar da forma que jamais queria que acontecesse.

Quem saberia dizer se Rusty Wallace, Ricky Rudd ou até mesmo Bill Elliott conseguiria ou não tirar o segundo lugar de Dale Earnhardt Jr.? E quem pode afirmar com certeza ou não que Dale Earnhardt Sr. diminuiu a velocidade propositadamente para seu filho não fosse ameaçado e tentasse vencer a corrida mais importante da NASCAR? Nada disso é possível afirmar com certeza, exceto que Dale Earnhardt se arriscou no meio de três ou quatro carros, sofreu um toque e rodou indo bater de forma frontal e violenta contra o muro e ainda sendo atingido por outro carro na sequência. A princípio um acidente normal, como muitos que sempre acontecem nessa competição, tanto que Michael Waltrip comemorava uma das maiores glórias de sua carreira. Mais tarde a confirmação, Dale Earnhardt havia morrido, o veterano piloto perdeu sua vida na última volta da Daytona 500 de 2001.

Novato do ano em 1979, sete títulos conquistados entre 1980 e 1994. No total Dale Earnhardt disputou 677 corridas em 27 anos de carreira, venceu 76 e ficou entre os dez primeiros colocados por 428 vezes tendo conquistado 22 pole-positions. Uma verdadeira lenda do automobilismo americano e uma verdadeira lenda da NASCAR, um piloto que entrou para o Hall da Fama dos esportes de motor em 2002, dos esportes de motor internacionais em 2006 e da própria NASCAR em 2010. O lendário piloto que não poderia deixar de ser o grande assunto da semana quando mais uma edição da Daytona 500 se aproxima, justamente a Daytona 500 que marca os dez anos de sua morte, e mais do que isso uma Daytona 500 que neste domingo viu ninguém menos que Dale Earnhardt Jr, o filho de Dale Earnhardt, marcar a pole-position e fazer tudo ficar ainda mais especial para o próximo domingo.

Não por menos, Dale Earnhardt Jr é hoje um dos pilotos mais populares da NASCAR, porém ainda não fez nem metade do que seu pai fez na categoria. Aquele ano de 2001 era a sua segunda temporada na categoria principal, hoje conhecida como Sprint Cup, e duas vitórias lhe valeram apenas a 16ª colocação. Em 2004 ele fez o que o pai havia feito em 1998, venceu a Daytona 500, no ano em que venceria outras cinco vezes e terminaria o campeonato em quinto, duas posições acima do ano anterior quando obteve seu melhor resultado final da carreira. O piloto causou polêmica ao deixar a equipe do pai em 2008 e ir para a Hendrick Motorsports, nas entrevistas prefere não falar no assunto que ninguém quer deixar de falar, diz que fica feliz com as lembranças do pai, mas ressalta que quer apenas se concentrar na corrida, quem sabe vencer mais uma vez e certamente não morrer na última volta.

7 comentários:

Não conheço quase nada - melhor dizendo, nada - de automobilismo... Mas, fiquei emocionada de ler a trajetória de um ícone.
Incrível também saber que o filho dele alcançar a pole-position...
Uma bela história de esporte!

Seu blog é o melhor que enjcontrei sobre o tema!


Sucesso!

;D

Jeh Pagliai disse...

Sinceramente, não me encanta nada corridas, nem carros, rs.
Acho que por ser mulher, mas a historia é mesmo fascinante, o amor automotivo, passando de geração à geração...

Beijinhos

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www.jehjeh.com

Estude-me ! disse...

O que um pai não faz por um filho, não é? Simplesmente deseja que o filho tenha uma carreira brilhante assim como o pai. Não entendo de automobilismo, mas a sua escrita facilitou muito!

Passa lá também,
http://estude-me.blogspot.com

Ron Groo disse...

Este ano eu vou acompanhar mais atentamente a Nascar, parece que é emocionante.

Mas eu vim seco aqui pra saber da sua opinião sobre este lance.

http://www.youtube.com/watch?v=vjxv79wYTYQ

Net Esportes disse...

@Groo: Estava entre os assuntos do dia que disputaram a chance de serem comentados por mim no meu blog esse jogo !!! he he !!!!... tudo porque o Heat perdeu pela terceira vez para o Celtics esse ano .... 15 derrotas nos últimos 16 jogos.

E o que dizer do lance, extremamente bizarro, o mais engraçado foi o Bosh trombando com ele em seguida e dando com a bola na cara dele .... ano passado o Glen Davis fez um grande jogo com o Nate Robinson e ganhou seus 15 minutos de fama ... de resto é apenas mais um reserva.

Patrick Araújo disse...

Assisti apenas uma corrida de NASCAR na minha vida, e foi num buteco aleatorio q tinha ESPN...

Te falar q n curtir mto...

Me lembrou mto a Stocky aki do Brasil, logico q n compara...

por isso achu q n me agradou mto, n gosto deste estilo desses carros de corridas sei lá, pessoal..

Jean Francisco disse...

Mesmo com o pouco alcance do Nascar no Brasil, a corrida é muito emocionante e exige até mais dos pilotos do que na consagrada F-1. A história narrada realmente é emocionante, como pai fiquei feliz, não conhecia. Parabéns!
Jean Francisco
esportday.blogspot.com