Histórias do Boxe VII

17:36 Net Esportes 4 Comments

Em um mundo onde existiram grandes nomes como Muhammad Ali, Mike Tyson, George Foreman e Lennox Lewis, fica muito difícil determinar quem teria sido o maior lutador de boxe de todos os tempos. Até saindo dos pesos pesados é possível encontrar verdadeiras lendas, com 173 vitórias na carreira conseguidas em 200 lutas, caso de Sugar Ray Robinson. O cartel de Robinson é de fato impressionante, mas 85 vitórias foram como pugilista amador, além do fato que ele acumula 19 derrotas, seis empates e duas desistências. É difícil encontrar alguém que jamais tenha saído do ringue sem perder, nem Evander Holyfield, nem o próprio Tyson ou mesmo Ali, ninguém, exceto um boxeador que fez história entre os anos de 1947 e 1956, que serviu até de inspiração para filmes no cinema, que jamais perdeu uma luta em toda a sua carreira.

Seu pai era italiano, lutou na Primeira Guerra Mundial e no começo dos anos 20 imigrou com a esposa para os Estados Unidos. Assim no dia 1 de setembro de 1923 nasceu Rocco Francis Marchegiano, em Brockton, Massachusetts. Os tempos difíceis haviam ficado para trás, mas um drama a mais a família ainda era obrigada a viver. Rocco, ainda um bebê de apenas um ano de idade, havia contraído uma forte pneumonia e quase morreu. Por sorte ainda não havia chegado sua hora, ele cresceu e na faculdade jogava beisebol e futebol americano, até que o destino de seu pai se tornou o seu também com o começo da Segunda Guerra Mundial, onde foi convocado e onde finalmente a sorte lhe sorriu e o ajudou a jamais ter entrado em algum combate.

Os grandes combates na vida de Rocco Marchegiano estavam reservados para outras finalidades que não fossem uma guerra. O jovem foi dispensado dos serviços militares em 1945 e começou a se dedicar a uma paixão que já aflorava antes de ser convocado pelo exército, lutar boxe, um dos grandes desejos que seu pai sempre teve em sua vida. Já profissional em 1947, Rocco passou a se chamar Rocky Marciano, um ítalo-americano que não sentia medo, que não via nenhum problema em subir no ringue, vestir um par de luvas e golpear um adversário depois de ter vivido uma vida de imigrante em uma das piores crises da economia norte-americana. Lee Epperson foi a primeira de muitas vítimas, incluindo até o grande Joe Louis e Lee Savold, até o dia 23 de setembro de 1952 quando finalmente se tornou campeão mundial.
Jersey Joe Walcott, Roland La Starza, Ezzard Charles, Don Cockell e Archie Moore sentiram na pele a dor dos duros e fulminantes golpes de Rocky Marciano, um lutador que parecia não sentir dor, que parecia não ver obstáculos na sua frente e que manteve o cinturão de campeão mundial dos pesos pesados até o ano de 1956, quando anunciou sua aposentadoria para atender os desejos da esposa e filha. Em seu cartel quase uma marca emblemática que não deixa de ser histórica, e imbatível até os dias atuais, onde conseguiu o mais incrível que um lutador de boxe já conseguir até hoje, 49 vitórias em 49 lutas com 43 nocautes, nenhuma derrota, nenhum empate, nenhuma desistência. O homem que marcou seu nome na história do boxe, que entrou para o Hall da Fama em 1990 que inspirou Sylvester Stallone a fazer um filme baseado em sua vida. O lutador que acabou morrendo tragicamente em um acidente de avião em 1969 e que facilmente pode ser considerado como o maior de todos os tempos.

4 comentários:

Jean Francisco disse...

Excelente postagem parceiro!!!
Realmente Marciano foi fantástico. Manteve uma hegemonia de 5 anos, e invencibilidade. Foi com sua saída que começou a hegemonia doa afro-descendentes. Detalhe, quando criança ele teve pneumonia e quase veio à óbito. O livro: "Invicto: Lutador Rocky Marciano que se recusou a perder" e "Rocky Marciano, o filho mais velho" retratam de forma fascinante a vida desse lutador.
Aqui no Brasil nossa referência é o o Eder Zumbano Jofre, que poderia ter encerrado sua carreira também invícto senão fossem as duas derrotas contestadas contra o Harada. Há quem diga Popó, mas na minha oipinião Eder Jofre foi mais completo!
Forte abraço.
Jean Francisco
esportday.blogspot.com

Net Esportes disse...

Valeu Jean !!!! eu gosto muito do Eder Jofre, principalmente pelo clube que ele lutava !!!! he he

Puxa, fiquei com muita vontade de ler esses livros, devem ser excelentes ....

Jean Francisco disse...

Não foi puxa-saquismo não, foi um dos melhores textos que já li em um blog esportivo. O cara realmente era fantástico! Os dois livros são muito bons, agora o primeiro, para mim, foi mais completo.
Forte abraço, parceiro!
Jean Francisco
esportday.blogspot.com

Um dos melhores blogs esportivos que já acessei até hoje, eu vi um filme sobre o Rcky Marciano realmente ele era fantástico pelo que vi no filme.