Adversário fraco, vitória certa

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Apenas oito participações em Copas do Mundo, a última vez em 1998 e a melhor posição alcançada em 1974, quando ficou em nono lugar. A Seleção de futebol da Escócia não é uma das piores do planeta, ocupa hoje a 33ª posição no ranking da FIFA, mas já chegou a ser a 64ª em 2005, por isso está também muito longe de não ser um adversário fraco, principalmente para a Seleção Brasileira pentacampeã do mundo, com uma história enorme e um peso na camisa extremamente grandioso. O problema é que quando o Brasil pega a Escócia raramente consegue vencer de forma fácil como na Copa de 1982 quando fez 4 a 1, mesmo assim sempre consegue vencer, sete vezes em nove encontros, o décimo não poderia ser diferente, o adversário é fraco e a vitória acabou sendo mais do que certa.

Quando a Copa do Mundo está bem longe de acontecer é sempre assim, a Seleção Brasileira está em processo de renovação, está fazendo novas experiências, o novo técnico está montando o time e todos conseguem ver resultados ruins com muita naturalidade assim como conseguem ver uma magnitude imensurável em resultados comuns, em vitórias mais do que certas, em triunfos que sem dúvida alguma eram mais do que uma obrigação para uma Seleção como a Seleção Brasileira de futebol. Estados Unidos, Irá e Ucrânia foram adversários muito fracos, a Escócia tem um pouco mais de nome, talvez por estar no Reino Unido e por quase sempre dificultar, mas é tão fraco como todos os três adversários superados nos três primeiros jogos, e mesmo sendo um jogo positivo para testes de um time em formação acaba mostrando uma realidade que ninguém quer acreditar para o atual time do Brasil.

Esta tal realidade é de que até agora contra times fracos o Brasil vence de forma tranquila, mas quando a coisa engrossa o time sucumbe e acaba sendo derrotado, casos dos oponentes à altura que foram a eterna rival Argentina e a eterna pedra no sapato França. Onde o técnico Mano Mezes teria errado para perder estes dois jogos? Talvez insistindo demais em Robinho, talvez demorando demais para resgatar jogadores que foram bem na Copa, principalmente os jogadores de defesa, talvez ainda não testando as novas promessas um pouco mais como em alguns casos já havia feito, Neymar é um desses jogadores, Ganso é o outro porque estava machucado. Pode ser também porque Kaká também estava machucado, além de Lucas que finalmente estreou contra a Escócia e mostrou do que é capaz com a camisa amarela da Seleção Brasileira.

A Copa América está chegando, o tão odiado ex-treinador Dunga venceu em 2007 no segundo título consecutivo do Brasil, ambos conquistados contra a Argentina na grande decisão. Resta saber se a nova Seleção de Mano Menezes estará preparada para vencer também o maior campeonato entre Seleções na América Latina, se após todas essas experiências e testes ele conseguirá montar um time perfeito, tão promissor na teoria e principalmente se esse time é capaz de passar por grandes adversários, hoje em dia isso significa talvez apenas a Argentina, o Uruguai e no máximo um Paraguai que foi bem na última Copa se tratando de países sul-americanos. Mas que no mundo vai muito mais além de Argentina ou França, tem a Holanda, o algoz da Copa de 2010, o próximo adversário do Brasil jogando no Brasil, a chance para provar que essa nova Seleção Brasileira não supera apenas adversários fracos, onde a vitória já era certa.

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