Ingredientes de Wimbledon

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Ninguém vai deixar de tomar o famoso chá das cinco e é melhor não sair de casa sem um bom guarda-chuva, em Londres pode chover a qualquer momento. Não existe a menor dúvida de que vai garoar no All England Club em vários momentos durante as próxima duas semanas, ainda bem que a quadra central do complexo tem agora um teto retrátil, o jogo para por no máximo dez minutos e recomeça, para alegria dos fãs e tranquilidade dos organizadores. O torneio de Wimbledon, terceiro Grand Slam do ano, tem esses e muitos outros ingredientes que deixam as disputas na grama sagrada muito mais interessantes do que já são, porém o que intereça mesmo são as grandes estrelas que rebatem as bolinhas amarelas com suas raquetes mágicas, os jogadores dão um tempero inconfudível à disputa que aocntece dese 1877 quando Spencer Gore ganhou o título, naquela época os britânicos conseguiam ser campeões.

William Renshaw fez história no final do século dezenove, mas a glória de ver um tenista local brilhando não acontece desde 1936 quando Fred Perry faturou sua terceira taça seguida. Hoje os olhos do povo londrino e seus conterrâneos se voltam para Andy Murray, o atual número quatro do ranking ATP que na verdade apenas passou perto de realizar um sonho que dura tantos anos, pois jamais ganhou um torneio de Grand Slam, tendo chegado em apenas três decisões e não passando nem das semifinais em Wimbledon, fato que ocorreu nos últimos dois anos. Desta vez ele quer ir mais longe, quer ir até a grande decisão, mas ele sabe que nas quartas-de-final pode vir um Andy Roddick e na semifinal o temido Rafael Nadal, que venceu no ano passado e quer continuar sua saga de conuistas rumo ao recorde.

O espanhol venceu em 2010 e em 2008 quando travou uma batalha époica contra Roger Federer. Nesse ano assim como na última edição de Roland Garros, o atual número um do mundo só poderá encontrar o suiço em uma possível final, e isso Federer definitivamente não quer que aconteça, pois na maioria das finais de Grand Slam que fez contra seu maior rival saiu de quadra com o vice-campeoanto. Além disso Roger Federer ainda terá que passar por Novak Djokovic em uma possível semifinal, o jogador sérvio que fez história no começo do ano mantendo uma invencibilidade extremamente duradora até ser derrotado, mas com o detalhe de que sua primeira e única derrota no ano foi justamente contra Federer, que poderá ter essa vantagem como trunfo na busca pelo seu sétimo título na grama inglesa, fato que poderá fazê-lo igualar Renshaw e também Pete Sampras.

São vários ingredientes na chave masculina e ainda mais alguns na chave feminina, essa típica receita inglesa tem tudo para agradar muita gente. Maria Sharapova ganhou em 2004 quando tinha apenas 17 anos, hoje ela quer muito voltar a fazer história e sua performance em Roland Garros não deixam dúvidas de que isso é possível. O problema talvez seja Na Li, que pode pegá-la na semifinal novamente. Sem falar em Vera Zvonareva e Caroline Wozniacki, que sendo a primeira do ranking WTA ostenta peso de nunca ter vencido um torneio de Grand Slam. Todas elas vão em busca de seus sonhos, mas no no All England Club sempre existe um tempero a mais junto com tantos bons ingredientes, como a volta das irmãs Williams, por exemplo, que simplesmente venceram juntos nove das últimas onze edições em Wimbledon, realmente algo para se levar muito em consideração como cada um dos jogos que acontecem a partri desta segunda-feira. (Por: Net Esportes Foto: AFP PHOTO / GLYN KIRK)

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