Histórias da Fórmula 1 VIII

15:20 Net Esportes 2 Comments

Não foi possível na primeira temporada, pois havia o domínio da Alfa Romeo, e tão pouco na segunda, quando um dos maiores gênios da história assumiu o controle do carro vencedor. A Ferrari teve paciência e alcançou a tão sonhada glória de vencer um campeonato na Fórmula 1 já em sua terceira participação, tendo ainda em seu cockpit para orgulho próprio um italiano conduzindo os cavalinhos rampantes. Alberto Ascari venceu em 1952 e repetiu a dose em 1953, mas o carro vermelho seria deixado para trás nos dois anos seguintes, porque surgiu a Maserati, porque a Mercedes queria se despedir com estilo e principalmente porque um certo argentino voltou a brilhar, seu nome era Juan Manuel Fangio e seu destino era ser campeão na categoria máxima do automobilismo.

Assim não pode, assim ninguém aceita. A Ferrari iria amargar em um futuro próximo, entre 1965 e 1975, um grande jejum sem ganhar títulos, mas naquele início de Fórmula 1 isso era inaceitável. Alguma coisa sem dúvida precisava ser feita, principalmente com a saída da Mercedes, com Juan Manuel Fangio não pensando mais em parar de correr porque havia uma crise financeira em seu país e com a Ferrari investindo tudo no melhor piloto da época. Tinha Eugenio Castellotti, Luigi Musso, Peter Collins, três belgas, um espanhol e ainda um alemão, tinha até brasileiro na Fórmula 1: Chico Landi na Maserati e Hermano da Silva Ramos na Gordini. A Mserati chegava a ter mais de dez pilotos, exagero, só um entre todos de todas as equipes importava, ele era o melhor condutor da época, era Juan Manuel Fangio, o argentino bom de volante e também muito sortudo com a boa vontade alheia.

Buenos Aires, a terra do tango, a terra da Fórmula 1 nos anos 50. No circuito Oscar Alfredo Gálvez ele já havia triunfado em 1954 e 1955, mas em 1956 uma bomba de combustível com problemas quase o impediu de ser o melhor em casa mais uma vez. Se fosse hoje em dia isso jamais iria acontecer, sendo com a Ferrari (mesmo que naqueles tempos) fazem todos verem desde quando a equipe de Maranello tem seus benefícios. Luigi Musso parou nos boxes e simplesmente cedeu seu carro para Fangio que havia abandonado a corrida, o piloto argentino mostrou todo o seu talento como em tantas outras vezes e se recuperou de forma assombrosa, ultrapassando vários adversários e conseguindo uma grande vitória naquele dia histórico, devidamente dividida com o companheiro de equipe Luigi Musso.

Em Mônaco Fangio ficou em segundo lugar, nas 500 milhas de Indianápolis mais uma vez ninguém foi na Grâ-Betanha e Alemanha foram mais duas grandes vitórias. O problema foi quando chegou a última corrida, logo na Itália onde a Ferrari sonhava em voltar ao topo. Fangio desta vez viu um braço de direção do seu carro quebrar, mas não viu Luigi Musso lhe ceder o veículo desta vez. Quem teve a honra de ajudar o argentino nessa ocasião foi o inglês Peter Collins, que também tinha chances de ser campeão na briga com o francês Jean Behra, da Maserati, mas abriu mão de sua glória para a glória do companheiro de equipe. Musso acabou abandonando e Juan Manuel Fangio se recuperou terminando em segundo lugar, atrás de Stirling Moss, garantindo seu quarto título mundial e colocando a Ferrari novamente no topo da Fórmula 1. (Foto: Getty Images)

2 comentários:

TW disse...

sempre trazendo esses detalhes da história da fórmula 1!
parabéns pelo post!!

fangio era o gênio, afinal não é para qualquer um ser ídolo do maior piloto de todos os tempos.

abs

Net Esportes disse...

@TW: Obrigado !!! abs