Dan Wheldon ★1978 † 2011

11:13 Net Esportes 3 Comments

Apenas 33 anos de idade, campeão da Fórmula Indy em 2005, duas vezes vencedor das 500 milhas de Indianápolis, no total são 16 vitórias na carreira. Pode até haver uma explicação plausível e compreensível, mas mesmo assim fica difícil entender porque o piloto inglês Dan Wheldon não estava competindo na temporada deste ano. Menos mal que ele era cotado para substituir Danica Patrick na equipe Andretti. Menos mal que pelo menos nas 500 milhas ele podia correr, para vencer novamente como em 2005, para provar o seu talento, que era nato e demonstrado com louvor na última corrida de 2011. Em apenas 12 voltas foram inúmeras ultrapassagens depois de largar em último como um convidado especial, infelizmente o dia não tinha nada de especial reservado para ele.

Uma pista muito pequena para muitos carros, eram 34 veículos disputando um prêmio extra em dinheiro. Agora fica fácil falar depois que o pior acontece, depois que 15 carros se envolvem em um acidente de proporções gigantescas, com veículos voando para todos os lados, sendo destruídos, pegando fogo de tudo quanto é jeito, essa cena em especial me faz lembrar da batida de Gerhard Berger na Fórmula 1. Se fossem apenas 33 carros talvez a história não fosse tão diferente, porém se o 34º do grid não estivesse lá a história poderia sim ter sido muito diferente. O 34º a largar não ocupava mais essa posição porque era um grande piloto, corria sempre buscando a melhor posição, ultrapassando os adversários, se posicionando infelizmente no lugar errado e na hora errada.

O fato do mega acidente ocorrido neste domingo no GP de Las Vegas, a última etapa do ano, ter sido na volta 12, ainda no começo da corrida, é mais uma prova de que não havia nenhuma condição mesmo de 34 carros disputarem uma corrida em um pista tão curta e tão inclinada nas curvas. Acidentes acontecem, fatalidades também, um esquiador pode morrer ou um competidor de luge como Nodar Kumaritashvili nos Jogos de Inverno de 2010. A jogadora brasileira Jaqueline não esteve perto de perder a vida após chocar a cabeça com a companheira de equipe nos Jogos Pan Americanos, mas correu o risco de perder o movimento das pernas e braços. Jogadores de futebol já morreram em campo por probelmas cardíacos, não é preciso estar a 300 Km/h para morrer no esporte, mas a Fórmula Indy simplesmente coleciona vítimas desde 1996.O último piloto a morrer na Fórmula 1 todos sabem o nome, aconteceu em 1994, um dia depois da penúltima morte. Já a Fórmula Indy registrou a sétima morte desde 1996. Se froam Scott Brayton, Jeff Krosnoff, Gonsolo Rodriguez, Greg Moore, Tony Renna, Paul Dana e agora Dan Wheldon. São fatalidades do esporte que podem acontecer, o competidor assume um risco, mas quando acontece tantas vezes assim em tão pouco tempo fica estranho. Explicações deverão ser dadas, principalmente para a família, a esposa Susie e os dois filhos, um deles de apenas sete meses. A nós resta apenas lamentar diante da perplexidade, sem entender como alguém pode ir da glória de vencer a maior corrida do mundo e morrer no final do mesmo ano que alcançou o topo do mundo. Dario Franchitti ficou com o título da temporada, sem nada para comemorar, restando apenas lamentar, lamentar um dos dias mais trsites do esporte neste ano de 2011. (Fotos: Reuters)

3 comentários:

Ron Groo disse...

Quando se vai alguém que faz o que a gente gostaria de fazer, se vai também um pedaço da gente.

Patrick Araújo disse...

Com a morte diante dos olhos a questão do significado da vida torna-se inevitável.
(Bento XVI, Spes Salvi)

Marcelonso disse...

A morte nas pistas sempre nos choca. Ainda que tenhamos noção do risco, é o tipo de situação que torcemos para que não aconteça.

Uma perda para a automobilismo.


abs