Será esse o ano do Miami Heat?

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O Miami Heat foi fundado em 1988 e mesmo que pareça pouco, eles tem muito o que comemorar por já terem sido campeões da NBA pelo menos uma vez. Em um resumo rápido de sua história vemos que a vida mudou com a chegada do general manager Pat Riley nos anos de 1990 e principalmente com a chegada do jogador Dwyane Wade. Uma andorinha só não faz verão então porque não chamar o Shaquille O'Neal para ser campeão. Assim a maior glória de sua história em 2006 e a esperança de que um dia possam repetir a façanha de serem campeões da NBA. Justamente o motivo para tirarem a andorinha que não faz verão sozinha no Cleveland Cavaliers e juntarem com outro pássaro perdido de Toronto. Fórmula mágica pronta, mas o resultado da experiência não foi alcançado.

As cartas foram embaralhadas e nesta jogada quem deu a melhor cartada foi o Dwyane Wade. Ele ficou no time que o draftou em 2003, no time onde foi campeão e MVP das finais em 2006, no time onde a torcida sempre estará ao seu lado, lhe dando suporte e apoio. Chris Bosh, por sua vez, não fez nada de errado, pois jamais teria um futuro no Toronto Raptors, mas LeBron James se tornou o grande vilão desse grande união. O Cleveland Cavaliers é como o Toronto Raptors, dificilmente seria campeão tendo apenas LeBron James, mas e se Wade e Bosh fossem para lá? Eles não foram e preferiram tentar a sorte na Flórida, em um time que já venceu uma vez, que está mais estruturado, que tinha tudo para ser campeão no ano passado, porém não foi.

Na ironia do destino, o Miami Heat de Wade, James e Bosh perdeu justamente de quem havia vencido em 2006, o Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki. O todo poderoso Miami Heat com seu trio de ferro sucumbiu no momento decisivo, na hora de provar seu real valor, na hora de não amarelar, na hora de colocar o anel e levantar a taça. O primeiro ano é sempre o ano mais difícil, é um ano de adaptação, nenhum novato que se torna um dos maiores jogadores da NBA no futuro, uma grande estrela, consegue ser campeão no primeiro ano. Não foi assim com Michael Jordan, nem com Kobe Bryant, e não seria assim com um time que formou um trio de estrelas. Mas quem sabe pode ser assim no segundo ano que esse time de estrelas esteja atuando junto.

A temporada de 2011 ficou mesmo para trás. O Miami Heat está fazendo justamente o oposto do que fez no início do último campeonato, no primeiro campeonato que o time viu juntos pela primeira vez três grandes jogadores como James, Wade e Bosh; Três jogadores da seleção americana de basquete que foram campeões olímpicos em Pequim. Nesta nova temporada eles estão vencendo tudo sem dar qualquer chance aos rivais, começando com um belo troco no Dallas, superando grandes rivais como o Boston Celtics e não tomando o menor conhecimento nem de Charlotte e nem mesmo de Indiana Pacers. Tudo perfeito, ou quase perfeito, porque houve apenas um, mas houve um tropeço, contra o Atlanta Hawks, o mesmo time que voltaram a enfrentar na noite passada.

Enfrentar novamente o único time para quem perderam não é mesmo fácil. Fazer isso na casa do rival se torna ainda mais complicado. Mesmo assim o desafio do Miami Heat foi ainda maior na última quinta-feira, pois a equipe não contou com pelo menos duas de suas três grandes estrelas, e foram justamente as duas maiores, LeBron James e Dwyane Wade. A dupla colocou terno e gravata e foi para o banco de reservas, foram poupados da maratona exaustiva de jogos e mostraram serem torcedores entusiasmados fora da quadra, vibrando e pulando a cada grande jogada que sua equipe fazia e que resultava em pontos para o time. A maioria dessas grandes jogadas passava naturalmente por Chris Bosh, que assumiu a responsabilidade sozinho e não decepcionou nem por um segundo.

O jogo sem James e Wade tinha tudo para ser fraco, principalmente porque jogando em casa com os dois em quadra o Heat foi presa fácil para o mesmo Hawks. Mas não foi isso o que aconteceu, os reservas só não fizeram chover na Philips Arena lotada com mais de 18 mil torcedores. Mario Chalmers jogou muito, conseguiu oito assistências e Bosh arrasou, marcou 33 pontos e pegou 14 rebotes. O jogo teve três prorrogações, inúmeras alternativas e diversos momentos emocionantes e angustiantes. Foi um verdadeiro espetáculo que serviu para provar apenas uma coisa, o Heat desse ano consegue se virar sozinho mesmo sem contar com dois de seus principais jogadores, e isso só pode significar um favoritismo gigante para finalmente conseguirem o que queriam tanto no ano passado.

O Dallas pode se recuperar, mas por enquanto não está mostrando a mesmo força que teve no ano passado. Spurs, Lakers e o Portland que está jogando muito bem são sempre equipes para se preocupar, porém quem deve chegar na final pelo Oeste deve ser o Oklahoma City Thunder, com sua andorinha Kevin Durant tentando fazer tudo sem a ajuda de ninguém. Já no Leste o Boston é sempre perigoso, o Knicks está pior do que todos poderiam imaginar, o Orlando já viveu dias melhores e a pedra no sapato rumo à final do Miami Heat deve ser novamente o Chicago Bulls, com Derrick Rose jogando muito e querendo ser campeão antes de LeBron James, a maior das três estrelas do Heat que nem precisa jogar para o time vencer, o jogador que teve a sua chance no ano passado e pelo andar da carruagem tem uma oportunidade maior ainda nesse ano. Será que é esse o ano do Miami Heat? (Foto: NBAE)

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