Na final era a Serena e não a Sharapova

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Um contundente placar de 6-3 no primeiro set mostravam que os bons tempos estavam de volta. O sol brilha em Manhattan. Ela venceu em Roland Garros, chegou na final das Olimpíadas de Londres 2012, tem tudo para tentar repetir a glória de 2006 em Flushing Meadows. Só que do outro lado da rede está uma de suas maiores rivais, sua algoz na final do Aberto da Austrália deste ano, a bela e simpática Victoria Azarenka. A jogadora persistente  que consegue uma virada incrível para cima da russa Maria Sharapova. A doce e bela Maria Sharapova que vai precisar de muitos Sugarpova para tentar esquecer esse revés frustrante. Tanto quanto sua rival que não conseguiu repetir a façanha da semifinal na grande final.

Parecia até filme repetido da Sessão da Tarde. Só que desta vez era Serena Williams e a parcial era de 6-2. Sem problemas para Azarenka. Ela parece demorar para se ligar no jogo. Ela demora para entender que o Arthur Ashe Stadium está completamente lotado porque esse jogo é simplesmente a grande final feminina do US Open de 2012. Em um domingo à tarde, porque ventos fortes e uma possível tempestade impediram que o duelo pudesse acontecer no sábado à noite. E quando ela finalmente compreende tudo isso ela joga como jogou contra Sharapova. Ela engole o Sugarpova e devolve a parcial de 6-2. Contra uma americana jogando nos Estados Unidos. Contra toda a torcida, e prometendo ainda mais.

Sua segunda final de Grand Slam na carreira, e no mesmo ano. Ela talvez tenha pensado no título ganho quando Serena pensava no discurso de vice-campeã. Ela tinha o serviço nas mãos com bolas novas quando parcial marcava 5-4 a seu favor. Ela conseguiu a incrível façanha de ter o serviço quebrado, não devolver a quabra em seguida e sofrer mais um quebra novamente. Ela conseguiu perder três games seguidos sacando duas vezes, e se fosse contra Sharapova isso não aconteceria. Ela esconde o rosto na toalha e provavelmente chora porque não consegue acreditar no que aconteceu. Nem ela e nem mesmo Serena, que se mostra ainda mais incrédula, porque achou que já tinha perdido, mas na verdade havia conseguido o seu décimo título de Grand Slam na carreira.

John McEnroe se empolga um pouco nos comentários e diz que Serena é a maior jogadora de todos os tempos. Talvez ele tenha esquecido que Martina Navratilova conquistou 19 títulos de Grand Slam e Steffi Graf 22. Mas talvez ele tenha projetado que com apenas 31 anos de idade quase completos a sua compatriota venha a ser a melhor de todos os tempos. Afinal ela só perdeu um set em toda a competição, ela foi campeã olímpica, pela segunda vez, sem contar que venceu todos os Grand Slam, inclusive em duplas, além do WTA Championship e por mais incrível que pareça tem até dois Grand Slam em duplas mistas conquistados em 1998, um ano antes de vencer o US Open em simples pela primeira vez. Isso a fez conseguir o maior tempo de diferença entre um título e outro no Aberto dos Estados Unidos. Navratilova e Graf ainda estão na frente, mas vencer com tantos anos de diferença a fez pelo menos superar um tal de Pete Sampras. (Foto: Reuters)

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