Agora é não ficar mais com a cara fechada

15:09 Net Esportes 2 Comments

Semblantes carrancudos. Expressões fechadas. Azedos eles esboçam seu maior sentimento de raiva e ódio. Eles não são os piores, mas também não conseguiram ser os melhores. Os melhores do ano passado, os quase melhores de dois anos atrás. O próximo legado e a próxima dinastia do melhor basquete do planeta. Sua sina esteve ameaçada. Seu caminho havia sido modificado e seu destino quase foi alterado. Havia uma chance gigantesca de evitar aquele se tornaria apenas o segundo jogo sete desta atual temporada da NBA. Mas era melhor pensar que aquele jogo seis poderia também ter sido o seu último duelo neste ano. LeBron James não gosta de perder. Dwyane Wade não gosta de jogar mal e Chris Bosh detesta ser criticado. Só faltava provar isso e mudar os semblantes, as expressões e o futuro que vem pela frente.

O Atlanta ganhou duas partidas na primeira rodada dos playoffs. O New York Knicks ainda alimentava seus sonho, mas só venceu duas vezes também na segunda rodada. Tudo porque eles tiveram pela frente um improvável grande adversário. Um rival que chega na final da Conferência forçando prorrogação fora de casa. Perdendo por apenas um ponto de diferença. Sendo derrotado por apenas um detalhe, por apenas um James. Aquela vitória poderia ter um significado gigantesco na NBA que mudaria completamente a história que começou a ser escrita em em 2010, o ano do "Big Three". Mudaria tanto quanto quase mudou a vitória no jogo seguinte, ainda em Miami, por 97 a 93. Esse Indiana não era uma equipe improvável, era a equipe que queria provar o seu valor e o seu potencial.

Paul George parece ter saído direto do filme "Coach Carter". Enquanto Roy Hibbert da a impressão que viveu uma história semelhante a do filme "The Principal" (Um Diretor contra Todos). De onde veio David West? Não é preciso ter grandes estrelas para fazer bons jogos e alimentar sonhos e esperanças. Basta alguns jovens talentos draftados na primeira rodada e um experiente jogador como George Hill para que um gigante mude sua expressão. A raiva, o ódio e principalmente a tristeza por sua incapacidade poderia não ter um consolo rápido como aconteceu. O sentimento do Miami Heat no final do jogo seis poderia ter sido pelo fim da linha se o Indiana não tivesse perdido o jogo três em casa. Um duelo que determinou a volta da vantagem para a Flórida e a certeza de que o Heat, às vezes, tem poderes sobrenaturais.

Com 70 pontos em apenas dois quartos, um recorde da franquia em todos os tempos, o Miami provou que seus jogadores são extraterrestres. O único problema é que eles não são de outro planeta o tempo todo, e fecham a cara quando não conseguem o que querem. Mas eles podem sorrir novamente porque desta vez só termina no jogo sete. A história do seis ficou para trás e a vontade de voltar à final acabou para a equipe do Pacers. E não foi tão difícil quanto no jogo um e tão pouco fez lembrar aquela sexta partida. Também não foi tão fácil quanto o jogo três, mas o importante é levantar o troféu do leste. O Miami poderia ter ido para o espaço, o Indiana poderia ter feito história, o Spurs apenas aguarda e nos próximos capítulos todos nós vamos descobrir quem vai acabar com a cara fechada e a tristeza esboçada.

2 comentários:

Ron Groo disse...

Puxa, só por aqui para ler algo sobre NBA mesmo. Tava muito por fora.
E os Bulls?

Net Esportes disse...

E aí Groo, blz? Eu tb ando devagar com atualizações!! O Bulls passou pelo Nets na primeira rodada em sete jogos, mas depois caiu diante do Miami. Derrick Rose não voltou, vamos esperar para o ano que vem!