Fatos marcantes do esporte em 2014

16:34 Net Esportes 2 Comments

O ano de 2014 está acabando e como todos sabem foi um ano bem agitado para o esporte. Tivemos a Copa do Mundo de Futebol no Brasil. Tivemos as Olimpíadas de Inverno na Rússia. Tivemos muitos campeões e, também tivemos muitos derrotados. Lágrimas escorreram pelos rostos dos atletas, algumas foram de alegrias por conquistas incríveis, outras foram de tristeza por derrotas inacreditáveis. Alguns também choraram porque tiveram que dizer adeus, outros fizeram chorar, porque o esporte também emociona aqueles que por ele é completamente apaixonado. Todos os anos o Net Esportes encerra suas postagens com a lista dos fatos mais marcantes, dos atletas que ficarão para sempre na história e, claro, pode cometer algum erro ou esquecer de alguém. Nesse caso o leitor está convidado a se manifestar e completar esse lista que após um longo impasse interno ficou assim:

1. Colapso do Brasil na Copa
A Copa do Mundo era no Brasil. O povo brasileiro estava ansioso e muitas vezes até pretensioso demais. A Seleção Brasileira não vinha muito bem das pernas, mas ganhou fôlego com a troca de técnico e a conquista da Copa das Confederações. O começo foi complicado, mas as coisas melhoraram. O Brasil chegou até a semifinal, mas se fosse possível voltar atrás seria melhor ter perdido para a Colômbia. Diante de si no estádio Mineirão eles defrontaram contra a poderosa Alemanha, a equipe que se tornaria campeã da Copa e que lhe aplicou a maior goleada de sua história em Copas. O massacre terminou em 7 a 1 e poderia ter sido pior, O colapso do Brasil ficou marcado em 2014 e ficará marcado para sempre na história do esporte.

2. Madison Bumgarner
Um jovem garoto de Hillsbrough abre um livro e começa a ler sobre a façanha de um jogador de beisebol. O que lhe chama mais a sua atenção é sobre o que aquele jogador havia feito na World Series. Uma atuação acima do memorável, um recorde que jamais em todos os tempos alguém sequer havia chegado perto de conseguir. Uma performance tão inesquecível que levou o seu time à conquista do título de campeão da MLB. Fascinado por todo aquele conhecimento que sua mente estava absorvendo de forma frenética e inevitável, resolveu perguntar ao seu pai se conhecia aquela história tão inacreditável. Ao saber do que se tratava, o pai olhou para o filho orgulhoso e disse: - "Sim querido John, essa é a história de Madison Bumgarner e do São Francisco Giants em 2014, o time que você escolheu para torcer. E é tudo a mais pura verdade".

3. Derek Jeter
A carreira de Derek Jeter foi sensacional. O jogador que só atuou em toda a sua vida no New York Yankees conseguiu, por exemplo, a incrível marca de 3465 rebatidas. Ele impulsionou 1311 corridas e marcou 260 home runs com a sua camisa de número 2. Foram 14 vezes no All-Star Game e cinco títulos de World Series conquistados. Diversos outros prêmios e conquistas, a certeza de que seu trabalho estava feito e era a hora de dizer adeus. Jeter anunciou sua aposentadoria, encerrou sua participação na história do beisebol e dos esportes, mas poderia ser um adeus tão marcante? Não bastava as mil e uma homenagens, o espetacular comercial na TV e a adoração até dos rivais? Não, ele precisava mostrar porque foi um dos maiores de todos os tempos, e dentro de sua própria casa, com uma jogada final espetacular no último momento do jogo e mais uma vitória para registrar em seu nada modesto currículo.

4. Rory McIlroy
Quando vemos que Tiger Woods virou história, fica meio difícil de acreditar. Tudo aconteceu depois do escândalo do seu casamento, o colapso do seu jogo, as cirurgias e principalmente a perda de confiança. A pergunta que fica é: Será que haverá um sucessor? E a resposta que se tem é que talvez haja. Seu nome é Rory McIlroy e ele é irlandês. Um jovem jogador que já fez muita besteira, teve um ano de 2013 péssimo, mas se recuperou em 2014 e escreveu seu nome na história. McIlroy começou surpreendendo ao anunciar que não iria mais se casar com Caroline Wozniacki, depois ele ganhou o PGA Championship pela segunda vez na carreira e, se não fosse o bastante, ainda levou outro Major, o The Open Championship. Já seria incrível se não pudesse ser ainda melhor, mais um título e ele alcançou o posto de número um, um lugar que Tiger Woods gostava muito de ocupar.

5. Olimpíadas de Inverno
Frio, neve e gelo. Alguns gostam, outros detestam. Alguns conhecem, outros nunca ouviram falar. Tem aquele esporte do esqui, nas montanhas, tem também o fora delas, dependendo mais das forças dos atletas. Tem aquele que eles param para atirar e tem também o que eles se esforçam para patinar. O da pedra de granito e das vassouras alucinadas é um dos que mais chama a atenção, mas todos esquecem seu nome ou o que ele significa. No Canadá é popular e na Escócia todos gostam. É sucesso na Rússia e Sochi cai na boca do povo. Um dos temas mais buscados no Google em 2014, as Olimpíadas de Inverno. Com falha na cerimônia de abertura, imagem marcante aquela que um dos anéis olímpicos desfalcados. Os Jogos do frio também precisam ser valorizados onde não há frio, porque mesmo sendo um pouco mais desconhecidos e populares, eles encantam e emocionam como qualquer outro esporte.

6. Luis Suárez
Além do Colapso do Brasil e tantas outras goleadas. Além do recorde de gols marcados por Miroslav Klose, que superou Ronaldo e mais uma da Alemanha contra o Brasil no Brasil. Além da invasão da torcida argentina, do dinheiro que Gana recebeu para não abandonar a competição, das coincidências dos tetras sempre após 24 anos e tantos outros fatos marcantes, houve ainda um outro que marcou não só a Copa do Mundo como todo o mundo esportivo em 2014. Luis Suárez já havia chamado a atenção na outra Copa quando deu uma de goleiro e garantiu o avanço uruguaio. Desta vez ele foi além de uma conduta antidesportiva, desta vez ele deu uma de Mike Tyson dos campos de futebol e se tornou um verdadeiro vampiro de Montevideo. A vítima foi o italiano Giorgio Chiellini, que viu seu ombro ser mordido para saciar a fome de Suárez, uma fome que foi além da bola, da vitória e do ponderável.

7. LeBron James
O MVP da temporada da NBA em 2014 foi Kevin Durant, que também foi o que mais marcou pontos. O campeão foi o San Antonio Spurs e um recorde marcante foi alcançado por Kebe Bryant no final do ano, que se tornou o terceiro maior pontuador da história superando Michael Jordan. Então o que o LeBron James está fazendo aqui na lista dos fatos mais marcantes de 2014? Simples, ele levou o Miami Heat à final da NBA pela quarto ano consecutivo, perdeu como na primeira vez que fez o mesmo e simplesmente disse adeus. O grande astro da NBA resolveu anunciar seu retorno para o Cleveland Cavaliers e pode ter causado uma mudança drástica para próxima temporada. Ou será que não? Afinal no dia de Natal, no dia 25 de dezembro de 2014, no duelo entre Miami Heat e Cleveland Cavaliers quem venceu foi o time da Flórida, sem LeBron, mas ainda com Dwyane Wade e Chris Bosh.

8. Peyton Manning
Em seu primeiro ano atuando pelo Denver Broncos, Peyton Manning falhou e não conseguiu chegar ao Super Bowl. Com a idade avançando cada vez mais, parecia ter sido uma perda de tempo a aposta de John Elway. No entanto, tudo mudou já no segundo ano e Manning colocava o Broncos na briga pelo título mais uma vez. Desta vez parecia que ia, mas havia um tal de Seattle Seahawks para estragar a festa. Na NFL as coisas começam em um ano e terminam apenas no começo do ano seguinte, e é exatamente isso que ajuda Peyton Manning a ser um dos maiores de 2014. Ele perdeu a final em fevereiro, mas havia superado o recorde de Tom Brady em passes para touchdown na mesma temporada. O sonho acabou ali, mas a aposentadoria não veio. Na temporada 2014-15, o Broncos faz mais uma vez uma campanha excelente e Peyton Manning está com tudo, conseguindo até superar a incrível marca de Brett Favre em número de passes para touchdown. A marca agora está em 513 e contando. Só falta mesmo mais um título, será que em 2015 vem?

9. Serena Williams
O tênis masculino em 2014 foi bem diversificado. Stanislas Wawrinka venceu o Aberto da Austrália, Rafael Nadal levou Roland Garros (como sempre), Novak Djokovic ficou com Wimbledon, o Masters e o número um enquanto Marin Čilić surpreendeu ao levar o US Open, e na final não era contra nenhum dos mais badalados da atualidade. Roger Federer fez um bom ano, mas assim como Andy Murray não levou nada além de Masters 1000. No feminino foi a mesma coisa, Li Na, Petra Kvitová e Maria Sharapova venceram três dos quatro Grand Slam, mas a vitoriosa do outro merece um destaque a mais que todas as outras e todos os outros. Serena Williams foi simplesmente do inferno ao céu. A americana perdeu ainda na terceira rodada de Wimbledon, mas conseguiu um retorno incrível para ser a grande campeã do US Open, o seu 18º título de Grand Slam em uma campanha devastadora onde não perdeu absolutamente nenhum set em todos os sete jogos, com direito a muitos 6-1 e 6-0 e nenhum tie-break. Flushing Meadows é a usa casa. Realmente marcante, incrível e inesquecível.

10. Dale Earnhardt Jr.
Campeonatos precisam ser vencidos. Competições precisam ser vencidas. Disputas anuais terão seus vencedores anualmente. Em todos os anos alguém precisa sair vencedor das 500 milhas de Indianapolis ou da Daytona 500. Mas essas duas provas em especial são tão importantes que vence-las às vezes é mais importante até do que ser o grande campeão das competições que elas fazem parte. Às vezes vencer um dessas duas disputas lendárias é algo muito especial, e muito mais ainda para Dale Earnhardt Jr. O piloto da NASCAR jamais foi campeão, tem apenas 23 vitórias em longos anos de carreira, fazia muito tempo que não vencia uma corrida, mas mesmo assim é o mais popular e mais adorado pelos fãs. Ele já havia vencido a Daytona 500, em 2004, mas vencê-la novamente, em 2014, foi mais do que especial, foi marcante, foi para mostrar que aos 40 anos de idade sua história ainda não acabou, principalmente na Daytona 500, onde seu pai morreu em 2001 quando ambos disputavam a prova. Vencer em Daytona 500 é marcante para Dale Earnhardt Jr. e para toda a história do esporte.

2 comentários:

Ron Groo disse...

Foi um ano muito bom para o esporte.
E até achei que a não inclusão do campeão da F1 foi algo louvável.
Afinal, foi um ano porre pra categoria.

Ah, e a Serena? Eu pegava...

Feliz ano novo!

Net Esportes disse...

@Ron Groo: hahahahha Groo, já viu as fotos dela na praia?

Feliz Ano Novo! abs