Destaques das Olimpíadas Rio 2016

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Adoram falar sobre o sucesso das Olimpíadas e ver os problemas como irrelevantes. Claro que todas as Olimpíadas tem seus probleminhas, uma delas foi até alvo de terrorismo. Mas isso não quer dizer que, tirando esses problemas, as Olimpíadas do Rio foram as melhores de todas, longe disso. De um modo geral as Olimpíadas pareciam um Jogos Pan-Americano melhorados. Visualmente as arenas eram feias e definitivamente não havia um estádio olímpico. Abertura e encerramento em outro local, pira no meio da rua e chegada da maratona no sambódromo? Confusão e filas, falta de comida, água verde, nadador mentiroso, a máfia dos ingressos, policial morto e trânsito caótico. No mais as competições ficam alheias aos problemas, podemos vê-las de outra maneira. No fim lembramos mesmo dos atletas, os verdadeiros protagonistas.

1. Um peixe dourado
Quando ele mergulha, ninguém o segura. Quando ele nada, ninguém supera suas braçadas. O peixe dourado chamado Michael Phelps voltou para aumentar ainda mais a sua coleção de medalhas de ouro. Nenhum atleta olímpico em todos os tempos se tornou mais vitorioso que o nadador americano. Ele pode até ficar um pouco para trás, perdendo para um antigo fã e ocasionando um surpreendente empate triplo pela medalha de prata, mas mesmo assim nunca deixa de continuar ganhando suas incontáveis medalhas de ouro.

2. O raio invencível
Corra o mais rápido que puder, e só pare quando tiver certeza de que foi o primeiro a cruzar a linha de chegada. Na maior prova do atletismo de pista, os 100 metros rasos, nunca jamis alguém havia vencido em três edições consecutivas dos Jogos Olímpicos. Usain Bolt, o raio invencível, ousou ir mais além. Ele também venceu os 200 metros rasos e mais uma vez levou a Jamaica ao ponto mais alto do pódio no revezamento 4x100 metros rasos. Em três edições olímpicas ele disputou nove provas e venceu as nove.

3. A pérola negra
A joia rara que finalmente brilhou nas Olimpíadas. A ginasta americana Simone Biles que surgiu para o mundo aos 16 anos de idade, apenas um ano depois da realização dos Jogos de Londres 2012. Os títulos mundiais vieram em 2013, 2014 e 2015, porque os campeonatos mundiais acontecem todos os anos. Mas faltava um algo a mais, faltava mostrar ao mundo através do maior evento esportivo do planeta do que ela era capaz. E assim o brilho de sua estrela ficou acompanhado por quatro medalhas douradas.

4. Um gigante francês
Ele tem um bronze em Pequim 2008, tem uma prata lá no mundial de Tóquio 2010, mas então chegou um dia em o judoca francês Teddy Riner resolveu que nunca mais iria perder uma luta em cima do tatame. Seja por yuko, wazari ou ippon, a vitória sempre vem. E com ela a medalha de ouro, como foi em Londres 2012, alcançando a impressionante marca de 115 vitórias consecutivas na carreira, aos 27 anos, com um gostinho de quero mais e já sonhando em brilhar novamente na próxima edição olímpica de Tóquio 2020.

5. A pequena sereia
Ela não quer dar a sua vida nos mares a fim de conseguir uma alma humana e o amor de um príncipe humano. Mas muito provavelmente ela quer dar a sua vida às piscinas a fim de conseguir o maior número de medalhas de ouro possíveis. Kate Ledecky com apenas 19 anos e um total de cinco já conquistadas, ela tem tudo para nadar ainda mais longe.

6. Bodas de ouro
Eles ainda são noivos e estão bem longe de completar 50 anos de casado. Mesmo assim o casal britânico do ciclismo de pista Jason Kenny e Laura Trott deu um verdadeiro show no velódromo do Rio de Janeiro. Trott ganhou duas medalhas de ouro e Kenny foi embora com três medalhas de ouro e mais um doce e amado beijo de sua bela namorada.

7. Lágrimas de crocodilo
Ao contrário de Neymar no futebol, que preferiu imitar o Zagallo e xingar torcedores (mesmo com uma faixa de 100% Jesus na testa), o Serginho, do vôlei, preferiu um discurso humilde e apenas agradeceu imensamente por mais uma grande conquista ao lado de seus grandes companheiros da Seleção masculina de vôlei e do exigente técnico Bernardinho. O crocodilo devorou os rivais e chorou.

8. Britânico importado
Mohamed Farah, como o próprio nome indica, nasceu na Somália. Aos oito anos se mudou para a Inglaterra, para viver com seu pai britânico, mesmo sem saber falar um só palavra em inglês. O seu sonho era ser jogador de futebol, mas acabou indo para o atletismo para poder brilhar nas Olimpíadas. Mo Farah conseguiu um feito incrível e repetiu as conquistas de Londres 2012 ao vencer novamente as provas de 5000 e 10000 metros.

9. Sobrenome vencedor
O Brasil conseguiu sua melhor participação em Jogos Olímpicos de todos os tempos. Isaquias Queiroz fez história ao se tornar o brasileiro com maior número de medalhas em uma mesmo edição dos Jogos. Teve ouro inesperado no salto com vara e no boxe. Teve emoção com Rafaela Silva no judô e ouro inédito no futebol masculino. Mas talvez um desses ouros todos tenha um valor mais especial para Kahena Kunze e Martine Grael, principalmente Martine, a filha de Torben Grael, que já ganhou nada a menos que cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro. Isso que é um sobrenome vencedor.

10. Blood Brothers
Não se sabe se eles são fãs de heavy metal ou de Iron Maiden, mas eles são britânicos. A Grã-Bretanha deu mais um show na Rio 2016 e conseguiu ser o primeiro país que consegue melhorar sua performance depois de ter sido anfitrião dos jogos. No Triathlon não teve jeito, os irmãos Brownlee dominaram mais uma vez com Alistair Brownlee  levando o ouro novamente e Jonathan Brownlee  ficando desta vez com a prata ao invés do bronze de Londres.

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