Os maiores nomes do esporte em 2017

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Melhores do esporte em 2017
Chega ao fim o ano de 2017. Aquele ano ímpar que sucede o ano das Olimpíadas e precede o ano da Copa do Mundo. Para aqueles que só gostam dos grandes eventos esportivos pode ser um ano sem muitas emoções, mas para quem é realmente apaixonado por esportes qualquer ano é sempre recheado de incontáveis emoções. E o ano de 2017 teve emoções para todos os gostos, desde os incríveis esportes americanos até o tradicional futebol e os esportes olímpicos com seus campeonatos mundiais. Houveram grandes retornos de campeões consagrados e despedidas de atletas vitoriosos. As famosas lágrimas de tristezas dividiram espaço com as lágrimas de alegria. Muitos foram brilhantes e grandiosos, e aqui está a lista dos dez maiores nomes do esporte em 2017.

1. Kevin Durant
BASQUETE
No ano passado, para a imensa alegria de LeBron James, o Golden State Warriors perdeu as finais da NBA em uma disputa acirrada contra o Cleveland Cavaliers. A nova temporada então veio e, antes que muitos pudessem imaginar, um grande jogador resolveu mudar de time. Na época as mudanças não foram tão grandes quanto neste ano de 2017, mas esta mudança em especial iria fazer uma diferença brutal nos resultados da competição. Não que Stephen Curry e seus amigos estivessem precisando tanto de ajuda assim, mas Kevin Durant chegou para somar de um jeito que nem o mais otimista torcedor esperava. Pior para o Oklahoma City Thunder que perdeu uma de suas principais estrelas. Não é surpresa que o time do Golden voltou a ser campeão, e novamente em uma final contra o Cleveland Cavaliers de LeBron. Se não bastasse, Durant ainda fez jogos inacreditáveis e acabou sendo eleito o MVP das finais. Ele não chegaria ao seu primeiro título se não fosse a qualidade de Stephen Curry, Klay Thompson e vários outros grandes nomes da equipe do Warriors, mas a diferença que ele fez, principalmente porque o time havia perdido no ano passado, o levou a ser o maior nome do esporte em 2017.

2. Chris Froome
CICLISMO
O ciclista britânico Chris Froome fez um trabalho fantástico no Tour de France de 2012. Naquela época o capitão da equipe era Bradley Wiggins e, conforme acontece normalmente, os outros ciclistas trabalham para levar o capitão ao título da competição. Só que era muito claro como Froome era ou estava muito melhor do que Wiggins, mas ele seguiu as ordens da equipe e não "atacou" o companheiro, mas sim lhe ajudou a ser campeão. O tempo passou e não demorou muito para Chris Froome ter a sua chance, ele acabou campeão já no ano de 2013. Em 2014 ele sofreu com as quedas e abandonou, mas de 2015 em diante não teve para ninguém. Neste ano Chris Froome foi além do Tour de France e venceu também a Vuelta da España, onde já havia amargado três vice-campeonatos. Froome conseguiu igualar o feito de Jacques Anquetil e Bernard Hinault com a vitória seguida do Tour e da Vuelta, sendo o primeiro ciclista a conseguir tal feito desde a mudança das datas em que as duas das três maiores competições do ciclismo mundial acontecem.

3. Roger Federer
TÊNIS
Alguns ano atrás já era possível colocar o tenista suíço Roger Federer como um dos maiores da história, ou porque não o maior de todos. Ele já tinha o suficiente, mas de uma maneira impressionante ele consegue ir mais longe ainda. Apesar de se manter firme no Aberto da Austrália, onde desde 2004 só não chegou pelo menos na semifinal em 2015, podemos dizer que Federer teve seu auge entre 2004 e 2010 e entrou em declínio a partir de 2011. Em 2014 e 2015 houve um lampejo de esperança com 3 finais de Grand Slam disputadas, mas entre 2013 e 2016 ele ganhou apenas três títulos de Masters 1000. Em 2016 ele só participou de dois Masters 1000, apesar de ter chegado em duas semifinais de Grand Slam. Ninguém poderia imaginar este ano de 2017 para o jogador que já está com 36 anos de idade. A maioria está se aposentando ou já se aposentou. Mas Federer não, ele já é o maior e quer muito mais. Ele aproveita que Novak Djokovic e Andy Murray não estão em um bom ano, que a nova geração ainda não está pronta e que sua história ainda não terminou de ser escrita. Ele vence o Aberto da Austrália e seu adorado Torneio de Wimbledon, ele chega aos 19 títulos de Grand Slam e prova mais uma vez o quanto é um gigante do esporte.

4. Katie Ledecky
NATAÇÃO
Em ano que não tem Olimpíada as atenções sempre se voltam para os campeonatos mundiais de alguns dos esportes que são xodós olimpícos. E a natação sem dúvida alguma é um deles. Neste ano o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos foi na Hungria e a nadadora local Katinka Hosszú não poderia deixar de brilhar nas suas duas provas favoridas de nado medley. Também teve show da sueca Sarah Sjöström e até o Brasil chegou no ponto mais alto do pódio com a vitória de Etiene Medeiros nos 50m nado costas. Mas quando se fala em natação feminina atualmente o grande nome é sempre o da americana Katie Ledecky. O grande fenômeno mundial do nado livre que tem apenas 20 anos de idade e um currículo avassalador. Ledecky é uma competidora tão boa em longas distâncias que, se não fosse melhorando cada vez mais nas distâncias mais curtas, ela talvez nunca tivesse uma derrota em todas a sua carreira. A primeira medalha de prata veio nas Olimpíadas do Rio de 2016 porque colocaram ela no revezamento 4x100m livres. E no Mundial deste ano veio a segunda de prata porque uma italiana veterana resolveu voltar à cena. Mas isso não impota muito diante das cinco medalhas de ouro que levou, igualando sua performance em Kazan 2015.

5. Rafael Nadal
TÊNIS
Este ano de 2017 para o tenista espanhol Rafael Nadal pode ser resumido em duas palavras - "Ele voltou". O jogador nunca foi, mas de alguma forma ele está de volta. Poucos acreditavam nessa recuperação, pois o seu histórico de lesões o prejudicaram demais nos últimos anos, dava a impressão que ele jamais seria o mesmo novamente. Ao contrário de Roger Federer e apesar de já ter ganhado em todos os tipos de superfície e vencido até as Olimpíadas, Nadal não é muito regular ou dominante quando sai do seu piso favorito que é o saibro. Roland Garros é sua segunda casa e é ali que ele brilha mais. Por ser cinco anos mais novo que Federer, ele tem tudo para igualar ou superar o suíço em número de torneio de Grand Slam e, neste ano de 2017 fez questão de manter a diferença em três. Paris já estava com saudades e, após dois anos longe da decisão ele voltou finalmente. Nadal venceu seu décimo título de Roland Garros após já ter feito a final do Aberto da Austrália. Não era suficiente para ser um dos maiores do ano, ele precisava mais e conseguiu, ele também foi o grande cameão do US Open deste ano. Enfim, ele voltou mesmo.

6. Tom Brady
FUTEBOL AMERICANO
O New England Patriots fez sua primeira temporada da NFL em 1960 e, desde então, conquistou o título do Super Bowl cinco vezes. A primeira destas conquistas, no entanto, só veio no ano de 2001, depois de ter se formado no ano 2000 a grande parceria entre o técnico Bill Belichick e o quarterback Tom Brady. Antes disso a equipe havia chegado na decisão apenas duas vezes, conseguindo chegar outras sete depois. Na conquista deste ano Belichick teve mais uma vez a sua importância, mas Tom Brady acabou também fazendo uma diferença absurdamente incrível. O Super Bowl é sempre um acontecimento grandioso, mas talvez o problema seja sempre alterar jogos equilibrados, emocionantes e inacreditáveis com jogos de um só time, os famosos massacres ou passeios de um time sobre o outro. Desta vez para sorte de todos tivemos o emocionante. E tivemos Tom Brady brilhando aos 40 anos de idade, mostrando como a idade avançada não é mais um grande problema no esporte atualmente. O Patriots perdia de 28 a 3 já no terceiro quarto, mas conseguiu reagir. Mesmo com Gostkowski errando um extra point, a equipe chegou ao empate após dois touchdowns e duas conversões de dois pontos em jogadas excepcionais de Brady. Na prorrogação mais um touchdown que apenas serviu para coroar uma recuperação extraordinária comandada por Tom Brady.

7. Justin Gatlin
ATLETISMO
Assim como a natação, o atletismo também vê seu Campeonato Mundial brilhar em ano que não tem Olimpíadas. E brilha ainda mais quando retorna para um palco Olímpico, como foi o caso deste ano de 2017 quando retornou para o estádio olímpico de Londres. As grandes estrelas da atualidade estavam lá e os resultados foram incríveis como de costume. A Grã-Bretanha aproveitou que estava em casa e venceu o revezamento 4x100m masculino. No 4x400m a equipe de Trinidad e Tobago surpreendeu a todos deixando os Estados Unidos em segundo. Mas as atenções todas estavam voltadas para a final dos 100m rasos. A grande prova do atletismo que desta vez marcava a despedida e aposentadoria da lenda Usain Bolt. Ele já teve dias ruins em Mundiais quando queimou a largada e foi desclassificado, mas desta vez queria se despedir com chave de ouro. O resultado não foi o esperado, ficou apenas com o bronze, mas saiu de cena ovacionado pela torcida. Quem levou a medalha de ouro foi o americano Justin Gatlin, ressurgindo das cinzas aos 35 anos de idade, após uma longa recuperação das suspensões por doping e das medalhas de ouro que vieram lá atrás nas Olimpíadas de 2004 e Mundial de 2005. Ele passou pelo bronze em Londres 2012 e pela prata no Rio 2016. Até finalmente voltar a ser o primeiro e um dos maiores do esporte novamente.

8. Cristiano Ronaldo
FUTEBOL
a FIFA antecipou a escolha do melhor jogador de futebol do Mundo e deu à Cristiano Ronaldo sua quinta bola de ouro, segunda consecutiva. Messi amargou a segunda colocação outra vez, mas o argentino junto com o português levaram o prêmio nos últimos dez anos. Foi um prêmio muito merecido para Cristiano Ronaldo, mesmo que seu ano de 2017 ainda não o tivesse coroado com mais um título de Campeão Mundial de Clubes. O Real Madrid simplesmente levou tudo e mais um pouco neste ano de 2017, tendo seu craque da camisa 7 como o principal protagonista em todas essas cinco conquistas. Ronaldo só faltou fazer chover e aproveitou bem os dois últimos anos que antecedem o ano da Copa do Mundo, já que é muito provável que Portugal não vá muito longe na disputa da Rússia, que no campeonato espanhol o Real Madrid está bem atrás do Barcelona e que na Champions League o adversário será o PSG de Neymar e compania. O ano de 2018 parece que não será tão bom quanto foi 2017, mas pelo menos Cristiano Ronaldo aproveitou para estar entre os maiores nomes de 2017.

9. Floyd Mayweather Jr.
BOXE
Um lutador de boxe que, mesmo não estando nos pesos pesados, chegou a uma incrível marca do passado de 49 vitórias e nenhuma derrota, estabelecida por Rocky Marciano. Depois de alcançar o feito, incluindo nesta caminhada o tão aguardado duelo contra Manny Pacquiao, Floyd Mayweather Jr. anuncia a aposentadoria. Uma decisão normal para quem estava com quase 40 anos de idade e já não vencia mais por nocaute desde 2011. O tempo foi passando e então neste ano de 2017 ele é desafiado de uma forma bem inesperada. O irlandês Conor McGregor, do MMA, resolveu trocar o octógono pelo ringue. Um falastrão e fanfarrão viu uma oportunidade de ganhar muito mais dinheiro do que ganha no UFC e Floyd Mayweather Jr. não deixa escapar nenhuma grande oportunidade de ganhar mais dinheiro. A preparação para o grande dia foi recheada de polêmicas e provocações dos dois lados, mas no final McGregor acabou não tendo chances. Floyd Mayweather Jr. voltou a conseguir um nocaute técnico como fizera contra Ricky Hatton em 2007. Ele chegou à sua vitória de número 50 e deixou a lenda Rocky Marciano para trás, talvez não na grandiosidade do seu boxe ou de sua história lendária, mas pelo menos nos números, que o fizeram entrar no hall dos melhores de 2017 e certamente na lista dos mais bem pagos que sairá no ano que vem.

10. Lewis Hamilton
FÓRMULA 1
Na Fórmula 1 todo mundo sabe que o piloto faz a diferença, desde que ele esteja em um carro que faça a diferença também. Talvez tenha sido por isso que o piloto inglês Lewis Hamilton trocou a McLaren pela Mercedes em 2013. Ele acreditava que a nova equipe iria evoluir mais que a antiga e acertou em cheio. Hamilton foi campeão em 2014 e 2015, mas em 2016 teve que amargar o vice-campeonato após perder o título para Nico Rosberg. O alemão então se aposentou da Fórmula 1, o caminho ficou livre em 2017 para Hamilton, mas então outro alemão apareceu. A Mercedes viu a Ferrari crescer e Hamilton tinha Sebastian Vettel desta vez na briga pelo título. O piloto inglês começou mal e não se abalou nem quando o rival jogava o carro para cima dele em uma verdadeira briga de trânsito na cidade. Hamilton manteve a calma e foi se recuperando aos poucos, até ver seu adversário entrar em colapso na reta final do campeonato. O título veio de uma forma até fácil depois de tanto equilíbrio no início, mostrando que a calma e a paciência também podem te levar a ser um dos maiores nomes do esporte no ano.

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