Washington, D.C., a capital é ali

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Neste último dia de Outubro de 2019 a Casa Branca merecia receber tons de vermelho e azul, tudo porque hoje é um dia de festa, é o dia de comemorar a primeira vitória da equipe Nacional de Washington na principal liga de beisebol dos Estados Unidos. O Washington Nationals percorreu uma longa e difícil estrada até o maior dia de suas vida, e olha que tudo começou em outro país, no Canadá, quando eram conhecidos como Montreal Expos. A vida nas terras geladas era bem difícil, com um quase vislumbre de felicidade no ano de 1981, mas depois que os "Senadores" foram embora para Minnesota e Texas, então o chamado ecou direto de Washington, D.C., pois a capital era logo ali. A equipe de futebol estava unida, a do Hóquei no gelo se sentia em casa literalmente, o feitiço e o mistério pertenciam ao basquete masculino e feminino respectivamente enquanto o futebol americano lembrava do passado com os peles vermelhas. Sobrou então um identidade que pudesse ser reconhecida em todo o país, nacionalmente, e assim desde 2005 eles se tornaram o Washington Nationals.

Sem dúvida alguma ter um reconhecimento nacional é muito melhor do que ser um time esquecido em alguma cidade do Canadá. Mas estando na capital de um dos maiores países do mundo, o melhor mesmo é ser conhecido mundialmente. Para isso só existe uma possibilidade de alcançar esse objetivo sendo um time de beisebol: Vencer a World Series. A tarefa árdua que todos almejam é mais difícil do que muitos imaginam. Em 1981 houve um lapso de esperança, principalmente depois de ter passado pelo Philadelphia Phillies, mas o Los Angeles Dodgers interrompeu o sonho. Quando a equipe foi para Washington ela ainda sofria muito, pelo menos até 2012, quando a pós-temporada se tornou realidade mais uma vez. O time não precidou do Wild Card, mas não avançou além da Série da Divisão. O mesmo voltaria a acontecer em 2014, 2016 e 2017, sempre contra equipes diferentes, exceto mais uma vez contra o Dodgers. Este "quase" não poderia durar para sempre, e o dia da grande glória tinha que chegar.

Foi a primeira vez em toda a sua história, incluindo a história no Canadá, que o time do Nationals caiu no Wild Card, o jogo único que define a última vaga nos playoffs. A vitória magra e apertada contra o Milwaukee Brewers por apenas 1 a 0 alimentaram uma esperança que ainda era pequena, mas resistia. Pela frente então surgiu o temido carrasco Dodgers, a equipe que veio do Brooklyn em Nova York com sua incrível e intensa história centenária. Nada disso fez tanta diferença, a vitória por 3 a 2 foi apertada, mas garantiu a vaga. Desta vez o adversário foi o St. Louis Cardinals, para quem haviam perdido em 2012. O gostinho foi de revanche e a vitória foi acachapante. Ninguém esperava quatro jogos a zero e a vaga na World Series pela primeira vez em toda a sua história, tanto canadense quanto nacionalmente americana. Havia a possibilidade de enfrentarem o temido New York Yankees que fazia uma temporada avassaladora, mas o destino lhes fez encarar o Houston Astros.

Com a melhor campanha a equipe de Houston naturalmente tinha a vantagem de jogar os dois primeiros e os dois últimos jogos em casa, e quem não gosta de jogar em casa? Todos gostam de estarem perto dos seus torcedores atuando em seu lar, exceto talvez nessa World Series mais inacreditavelmente anti-casa de todos os tempos. O Houston Astros conseguiu a façanha de perder os dois primeiros jogos em casa, e fez uma façanha maior ainda vencendo os três seguintes na capital Washington, D.C. Quando voltaram aos seus domínios não tinha como não temer o pior, e o pior é que aconteceu mesmo, antes até de soltarem as bruxas no 31 de outubro. Halloween antecipado e em mais dois jogos em Houston, mais duas vitórias do Nationals. Os Astros caíram junto com as estrelas de um céu que agora pinta as cores da capital dos seus país. O Washington Nationals finalmente conquistava o título de campeão de World Series em sua primeira aparição na série.

A caminhada foi dura nessa longa jornada. E finalmente uma história de glória pode ser contada. O vazio era tão grande que a equipe, mesmo contando a época no Canadá, jamais havia aposentado o número da camisa de algum de seus jogadores, exceto o 42 que foi aposentado entre todos os times. Agora não faltam motivos e muito menos nomes, os nomes dos grandes e verdadeiros heróis, entre eles está o arremessador Stephen Strasburg, que venceu os jogos dois e seis da World Series de 2019, ambos fora de casa e ambos contra o grande Justin Verlander, um dos heróis do título do Astros em 2017. Naturalmente Strasburg levou o prêmio de MVP da World Series. Um dia quem sabe veremos o Washington Natinals finalmente aposentando uma camisa em sua história, e talvez o número dela seja o 37.

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