Sem os maiores, ele vence

09:52 Net Esportes 3 Comments

Em 2006 ele ganhou alguns títulos, chegou nas quartas-de-final em Roland Garros e deu início à uma carreira que não passaria desapercebida no mundo do tênis profissional. O sérvio Novak Djokovic chegou a dar algum trabalho para Rafael Nadal na final do torneio de Indian Wells, em 2007, e derrotou Roger Federer para levar o título de Montreal no mesmo ano. Estava provado que não se tratava de um jogador qualquer, de uma zebra que surge vez e outra, ganha alguma coisa e logo sai de cena. O jogador que muitas vezes é brincalhão e tiradora de sarro tem hoje 32 títulos na carreira, só que nos últimos quatro anos acabou quase sempre parando nos maiores, quase sempre parando em Nadal ou Federer nos momentos decisivos, principalmente em Grand Slam, bom seria não vê-los pela frente na grande decisão.

A tarefa não é das mais simples que possam parecer. Não ver o espanhol Rafael Nadal ou o suiço Roger Federer em uma final significa encontrar algum deles antes disso, como na semifinal por exemplo. Novak Djokovic, fosse contra Nadal ou Federer, acabou parando na semifinal de um torneio Grand Slam nada menos que seis vezes entre os anos de 2007 e 2010. Quando chegava na decisão, como nas edições do US Open de 2007 e 2010, encontrava Federer em uma e Nadal na outra, lutava muito dentro de quadra, mas saia dela com o vice-campeonato. Em algum torneio tinha que ser diferente, pelo menos no Aberto da Austrália as coisas poderiam ser de outra forma. Djokovic precisava de um pulo diferente na terra do canguru, onde o sol brilha mais no mês de janeiro, onde sua estrela brilhou para que ele não vivesse como o rival que enfrentou na decisão de 2011.

A derrota para Federer na final do US Open de 2007 estava engasgada, e olha que contra o suiço ele já conseguiu três vitórias em torneios menores, algo que nunca aconteceu quando jogou contra Rafael Nadal em decisões. O Aberto da Austrália de 2008 chega e ele encontra do outro lado da rede aquele que era o melhor do mundo na época. Federer ia em busca de mais um título, Djokovic ia em busca de um sonho que parecia distante e um reconhecimento que ainda não tinha em sua plenitude. A vitória acabou vindo em três sets diretos, e o título também veio porque a final foi contra Jo-Wilfried Tsonga e não contra Nadal, derrotado na outra semifinal pelo francês. Depois disso ele amargou duas eliminações em quartas-de-final, uma delas para Federer, até que em 2011 obteve mais uma oportunidade de ouro na carreira, novamente sem os maiores, quando é assim ele nunca deixa escapar.

Nadal fica nas quartas-de-final diante do compatriota David Ferrer. Roger Federer chega na semifinal defendendo o título e vê a história de 2008 se repetindo, vê Novak Djokovic pela frente e vê como pesa já ter perdido seis vezes no confronto direto. Novamente o triunfo vem em três sets direto, novamente ele chega em uma final e não vê nem Federer e nem mesmo Nadal pela frente, e novamente isso acontece no Aberto da Austrália, ele deve adorar muito o calor da Oceania. A conquista de uma segunda taça em um torneio de Grand Slam tem uma representatividade muito maior, principalmente quando se vê o rival da final amargar mais um fracasso na terceira final deste porte que disputou. Andy Murray passou em branco mais uma vez, aumentou o jejum dos britânicos que não vencem Grand Slam desde Fred Perry em 1936. Djokovic não se importa, garantiu mais um para ele, só falta garantir um enfrentando os maiores da atualidade na grande decisão, e isso certamente não será nada fácil.

3 comentários:

Foi um jogo muito emocionante David Gray acaba de se tornar bicampeão, foi muito bom ! Entrem e sigam meu blog também http://esportivese.blogspot.com/

Ron Groo disse...

Hehehehe, o título é a coisa mais maldosa que eu ja vi aqui. Hehehehe

Net Esportes disse...

Baseado em fatos Groo !!!!! he he he !!!!