Histórias Olímpicas IX

Vitimados principalmente pela longa viagem de navio até o continente americano, somados ao alto custo da jornada que incluía ainda mais cinco dias até chegar na costa oeste dos EUA, vários países acabaram diminuindo o número de representantes, que caiu pela metade e foi o menor desde a edição de 1908. O Brasil também foi um dos que sentiu a crise, e passou por várias dificuldades.
A viagem dos competidores brasileiros até Los Angeles foi financiada pelo governo em troca de trabalho, era preciso vencer as 50 mil sacas de café levadas no navio, quem não vendesse não poderia participar dos Jogos, assim 24 atletas retornaram e 58 seguiram, destes apenas uma mulher, a nadadora Maria Lenk, que se tornou a primeira atleta sul-americana a competir numa Olimpíada, mas assim como todos os outros, ela retornou sem medalhas.

Na edição mais curta até então, que durou quinze dias, tivemos ainda o Japão dominando a natação com 11 pódios, sendo cinco de ouro, mas nas Olimpíadas mais caseiras de todos os tempos, quem levou a melhor novamente foram os anfitriões, que faturaram 103 das 346 medalhas distribuídas. (Foto: Arquivo)
- 1928 - 1924 - 1920 - 1912 - 1908 - 1904 - 1900 - 1896
7 Comentários:
Nossa, mas que iodéia desse povo hein... aonde jah se viu, fazer olimpíada em plena época da grande depressão...
essa norte-americana aí arrasava mesmo... mas deixa eu te falar que meu segundo esporte foi basquete também... e olha que eu tenho 1,59m de altura ! \o/
Mas eu enjoei, e hoje tô só no handebol mesmo !
Nao sabia que a Didrikson tinha morrido tão nova.
Até hoje ela é uma lenda do esporte.
puxa, que bacana resgatar as histórias das olimpíadas
Gostei do teu blog tb, amigo. Parabéns!!! Babe Didrickson tem uma das histórias mais bonitas, das muitas q encontramos no mundo olímpico. Tem até um filme feito em 1975 chamado Babe (passou poucas vezes na TV) q conta a trajetória dela até seu fim triste, porém com muita lição de vida, vale assistir!
Precisando de mim, fique a vontade. Ficarei feliz em te-lo sempre no meu blog olimpico e tb visitarei vc. Já está nos meus favoritos!
Abração
Everton Domingues
BEIJING OLIMPICA
www.beijingolimpica.blogspot.com
Nossa ela morreu jovem d+
Somente craques como Maria Lenk para apagar alguns dos efeitos do Crack de 29...
Até mais!
Muito curiosa esta situação de os atletas terem que vender os produtos para seguir nos Jogos. É uma pena ver as tamanhas dificuldades que foram impostas ao esporte brasileiro ao longo dos anos.
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