Histórias Olímpicas IX

10:45 Net Esportes 7 Comments

Os EUA não esperaram o New Deal do presidente Roosevelt para realizar os Jogos de Los Angeles 1932, graças a prefeitura e o apoio da iniciativa privada, a crise da bolsa de valores de Nova York em 1929 não afetou nem um pouco a organização das Olimpíadas, que teve estádio olímpico de 100 mil lugares, estádio hípico, velódromo e uma Vila Olímpica com 700 casas pré-fabricadas em estilo colonial. Mas para o resto do mundo os problemas continuavam.

Vitimados principalmente pela longa viagem de navio até o continente americano, somados ao alto custo da jornada que incluía ainda mais cinco dias até chegar na costa oeste dos EUA, vários países acabaram diminuindo o número de representantes, que caiu pela metade e foi o menor desde a edição de 1908. O Brasil também foi um dos que sentiu a crise, e passou por várias dificuldades.

A viagem dos competidores brasileiros até Los Angeles foi financiada pelo governo em troca de trabalho, era preciso vencer as 50 mil sacas de café levadas no navio, quem não vendesse não poderia participar dos Jogos, assim 24 atletas retornaram e 58 seguiram, destes apenas uma mulher, a nadadora Maria Lenk, que se tornou a primeira atleta sul-americana a competir numa Olimpíada, mas assim como todos os outros, ela retornou sem medalhas.

Além de Lenk, outra mulher fez história, a norte-americana Mildred "Babe" Didrikson, eleita como a mais completa atleta de todos os tempos, levou duas medalhas de ouro e uma de prata no atletismo, mas começou no esporte muito antes do que se imagina, jogava beisebol contra garotos e mesmo com baixa estatura era uma das melhores no basquete, depois dos Jogos de 1932 passou a jogar golfe, onde venceu 82 torneios. Didrikson acabou vitima do câncer, e morreu em 1956 com 45 anos.

Na edição mais curta até então, que durou quinze dias, tivemos ainda o Japão dominando a natação com 11 pódios, sendo cinco de ouro, mas nas Olimpíadas mais caseiras de todos os tempos, quem levou a melhor novamente foram os anfitriões, que faturaram 103 das 346 medalhas distribuídas. (Foto: Arquivo)

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1928 - 1924 - 1920 - 1912 - 1908 - 1904 - 1900 - 1896

7 comentários:

Debora Ferreira disse...

Nossa, mas que iodéia desse povo hein... aonde jah se viu, fazer olimpíada em plena época da grande depressão...

essa norte-americana aí arrasava mesmo... mas deixa eu te falar que meu segundo esporte foi basquete também... e olha que eu tenho 1,59m de altura ! \o/
Mas eu enjoei, e hoje tô só no handebol mesmo !

BLOGDOED disse...

Nao sabia que a Didrikson tinha morrido tão nova.

Até hoje ela é uma lenda do esporte.

J. disse...

puxa, que bacana resgatar as histórias das olimpíadas

Gostei do teu blog tb, amigo. Parabéns!!! Babe Didrickson tem uma das histórias mais bonitas, das muitas q encontramos no mundo olímpico. Tem até um filme feito em 1975 chamado Babe (passou poucas vezes na TV) q conta a trajetória dela até seu fim triste, porém com muita lição de vida, vale assistir!
Precisando de mim, fique a vontade. Ficarei feliz em te-lo sempre no meu blog olimpico e tb visitarei vc. Já está nos meus favoritos!
Abração

Everton Domingues
BEIJING OLIMPICA
www.beijingolimpica.blogspot.com

Reporter x disse...

Nossa ela morreu jovem d+

Daniel Leite disse...

Somente craques como Maria Lenk para apagar alguns dos efeitos do Crack de 29...

Até mais!

Vinicius Grissi disse...

Muito curiosa esta situação de os atletas terem que vender os produtos para seguir nos Jogos. É uma pena ver as tamanhas dificuldades que foram impostas ao esporte brasileiro ao longo dos anos.