Histórias Olímpicas XVII

11:10 Net Esportes 9 Comments

A edição de Munique 1972 tinha tudo para ser vista apenas como a mais grandiosa até então, estádio com 75 mil m², rio artificial de US$ 4 milhões, organização perfeita com participação recorde de 121 nações e 7.134 atletas, mas o trsite fato ocorrido no dia 5 de Setembro manchou os Jogos. Terroristas invadiram a Vila Olímpica e fizeram atletas israelenses de reféns, eram árabes do grupo Setembro Negro, que exigiam a libertação de 200 compatriotas presos em Israel.

As competições ficaram paradas por 34 horas, eram 4.000 policiais envolvidos na operação, os terroristas foram convencidos à irem para o Cairo, no Egito, e partiram em dois helicópteros para o aeroporto militar, mas na chegada os alemães resolveram atacar e fracassaram, a ação acabou resultando na morte de 18 pessoas, entre elas os nove reféns, cinco terroristas palestinos, um policial e o piloto de um dos helicópteros, dando um triste fim a um dos fatos mais lamentáveis de todas as Olimpíadas.

O COI fez de tudo para que os jogos seguissem até seu último dia, países ameaçaram abandonar as disputas e alguns atletas foram embora por segurança, entre eles o norte-americano Mark Spitz, mas antes ele já havia marcado seu nome na história como o atleta que mais ganhou medalhas de ouro em uma mesma Olimpíada, foram nada a menos que sete triunfos na natação com sete quebras de recorde mundial, um verdadeiro fenômeno que até hoje nunca foi superado.

Mas a glória de Spitz não foi suficiente para o EUA ficarem em primeiro no quadro geral de medalhas, a vitória voltou a ser da URSS que levou 50 de ouro contra 33 dos principais rivais, entre estas uma com um sabor especial que veio no basquete, onde derrotaram os próprios norte-americanos em uma decisão polêmica, perdiam por 50 a 49 mas o juiz, um brasileiro, disse que ainda faltavam três segundos, tempo suficiente para virarem o jogo e vencerem por 51 a 50, os norte-americanos revoltados se recusaram a receber as medalhas de prata. (Foto: Arquivo)

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9 comentários:

Flávio Voight disse...

Triste que num evento que é pra simbolizar a paz isso tenha acontecido, espero que não se repita.

tania disse...

bem que dizem q o mundo dá voltas, mas não precisava ser tao rapido :O

agora de novo a decadencia das olimpíadas por causa de gente violenta e burrice do COI, claro


bjos

Lucas disse...

As Olimpiadas foram feitas para se comemorar e abusar do espirito esportivo. É realmente triste ver que o terrorismo pode transformar as coisas em tragedia.

http://relationchic.wordpress.com

blog disse...

eu me lembro desse jogo de basquete, assim como me lembro das medalhas de Spitz e da chacina contra os israelenses.
Tinha 10 anos e sempre gostei de acompanhar esporte.

Spitz é o maior de todos. O único judeu peixe.

Daniel Leite disse...

Uma decepção as Olimpíadas de Munique. Não pelo esporte, mas pelas atrocidades citadas. Assisti ao filme "Munique" e pude observar o quão mesquinhas são as atitudes desses indivíduos que lutam por coisa nenhuma.

Até mais!

Leandrus disse...

Essa Olímpiada realmente deixou uma mancha muito grande para a posterioridade. Uma coisa que não pode acontecer nunca mais, e que o fracasso da polícia sirva como lição.

Ateh!

Rafael Zito disse...

Essas Olimpiadas ficaram marcadas tb pelo lado esportivo... Como vc citou Mark Spitz conquistou sete medalhas de ouro.

Será q Michael Phelps conseguirah quebrar essa marca em pequim-08?

Mais uma marca pode ser quebrada...

ps: texto sobre o clássico São Paulo e Palmeiras no meu blog...

um abraço

breiller disse...

Grande Mark Spitz: o Michael Phelps dos anos dourados. Hehe

Mas, nesse período, a rivalidade entre URSS e EUA não se limitava somente à disputa esportiva. A Guerra Fria tratava de acirrar ainda mais os ânimos na esfera política. O que de certa forma também afetava o próprio esporte. Perder para a URSS era o pesadelo do norte-americano, fosse numa pista de atletismo ou numa cúpula internacional.

A série continua ótima, cara. Belo trabalho!

Vinicius Grissi disse...

Não conhecia esta história de invasão terrosista. Impressionante.