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Incansável, ele fez de novo

Com 11 títulos mundiais e 55 vitórias (7 delas no Hawaii), o surfista americano Kelly Slater já era considerado um dos maiores nomes da modalidade e também um dos maiores nomes do esporte mundial. Mas nos tempos atuais parece que os atletas nunca se cansam de continuar competindo, Phil Mickelson, Roger Federer e Tom Brady (que finalmente se aposentou) seguem na ativa com quase 40 anos, mais de 40 e até mesmo 50 anos de idade. E Kelly Slater é um deles, ele não desiste, sua última vitória havia sido em 2016, mas incansável, ele fez de novo. Faltando seis dias para completar 50 anos de idade, Slater faturou a etapa do Mundial em Pipeline pela oitava vez, sua 56ª vitória e, vinda quase 30 anos após sua primeira vitória no mar do Hawaii que havia sido em novembro de 1992.

Em esportes individuais é muito difícil, talvez até impossível, ver um atletas vencendo o mesmo título 30 anos após ter conseguido sua primeira conquista. É mais comum em esportes coletivos, mas quando isso acontece não são mais os mesmos jogadores. Já Kelly Slater é o mesmo cara, com a única diferença é que ele tinha muito cabelo e parecia "outra pessoa" em 1992. O feito conseguido por ele é tão estraordinário que seu adversário da final nem tinha nascido em 1992. Já o adversário dele em 1992, Sunny Garcia, se aposentou em 2005. Kelly Slater agradeceu muito sua esposa e filhos e estava muito emocionado na premiação, agora não se sabe se ele se aposentará no topo, na crista da onda, ou se ainda seguirá dando aula. O certo é que agora é ainda mais um dos maiores de todos os tempos.

Na onda do Medina ou da modinha?

Parece até que foi ontem, mas foi em 1997, o ano em que Gustavo Kuerten passou de mero desconhecido para, como eles costumam dizer, herói nacional. Já devíamos estar mesmo acostumados, no Brasil é assim mesmo. Por mais que você nunca tenha ouvido falar em Lyoto Machida, ele vira Deus por dar um chute no meio do peito de um outro cara que você ouviu falar menos ainda. No caso do tênis a gravidade é um pouco menor, o esporte elitizado sempre teve seu espaço, por menor que fosse. Antes de Guga muitos já ouviam falar em Jaime Oncins ou Thomaz Koch. É como a Natação de Ricardo Prado ou Maria Lenk, mas surf? Ou melhor, "agora" é surfe, que abre as portas para o Medina, ou para a modinha?

Uma explosão nas redes sociais. Só se fala em uma coisa e o problema nem é falar muito sobre o mesmo assunto, o problema é como se fala. Cada um se tornou um fã incondicional como se soubesse todas as regras das ondas do Hawaii. É garantido que 90% ou mais daqueles que se manifestam não faziam a menor ideia de quem era o agora mundialmente famoso Gabriel Medina. Exaltar o feito do jovem brasileiro que sim, fez história no esporte, é uma coisa. Mas falar sobre o assunto como se aquilo fosse para si um acontecimento que de fato muda a sua própria vida, como se você acompanhasse cada campeonato dos últimos dez anos ou a carreira deste surfista deste sua tenra infância é um exagero que só mesmo um modinha banal poderia proporcionar.

Foi impossível acreditar, mas a comparação foi feita: "A façanha de Medina é maior do que a de Gustavo Kuerten, é como o dia que o Ayrton Senna foi campeão na Fórmula 1". Ainda bem que não sei quem foi o autor dessa frase estapafúrdia. No Jornal Nacional William Bonner comprova o exagero das últimas horas com a frase que resume tudo: "As pessoas estão falando de surf (ou surfe como queiram), nas últimas 24 horas, mais do que em toda a sua vida" apontando para si mesmo como uma dessas pessoas. Ou seja, todos entram na tal da modinha de falar sobre o assunto que se está falando no memento, mesmo que nunca tenham gostado, ou se vão gostar ou não a partir de agora. O importante é fazer a sua manifestação para "deixar registrado" que não faz parte daqueles que talvez não se importem com o acontecimento que em suas visões merece amplamente o seu amor instantâneo baseado na força de persuasão da mídia que lhe manipula todos os dias da sua vida.

Chegamos no ponto máximo da exaltação exagerada e aproveitadora de momentos quando Gabriel Medina, o graaaaande surfista, entra ao vivo, direto do Hawaii, no programa do Faustão. E se não fosse o bastante, ele passa a participar de uma singela conferência piegas de outro lisonjeiro produto da mesma mídia Neymar. Outro "herói" do Brasil que mesmo não conquistando a Copa é tão herói quanto aquele que conquistou a Independência deste país. O atleta do Barcelona falava diretamente do seu instituto dando uma de bom samaritano, fazendo todos esquecerem que ele deu um balão no seu ex-clube não sendo tão generoso com ele como será com as criancinhas que irá acolher, afinal quem fez a "tramóia" toda foi seu pai, não ele, pois ele só joga bola, ou aparece na TV o domingo inteiro dividindo espaço com a tal modinha, ou melhor, o tal Medina.

É claro que Gabriel Medina está de parabéns. É claro que ele conseguiu um grande feito no circuito mundial de surfe e é claro que ele merece ser exaltado, mas não precisa falar disso como se isso fosse a coisa mais importante da sua vida nesse atual momento da sua vida. Até ontem muitas pessoas não sabiam nada desse esporte, não sabiam nada sobre esse surfista, não sabiam nem quem era o Kelly Slater e quantos títulos ele já ganhou em sua vida e começam a falar as maiores besteiras do mundo a respeito do assunto em questão. Maresias parou como o Brasil para em jogo da Seleção na Copa do Mundo? Jamais. Vibrou com cada onda como comemora um gol do Brasil? Parem com isso. Medina comparado a Senna, Kuerten, Gustavo Borges ou Acelino Popó Freitas? Talvez um dia, mas hoje é muito cedo, o surfe é um esporte de notas, de jurados, determinado por pessoas com opinião de quem é melhor ou pior, acho que nem isso esses novos adoradores do Medina sabiam. E a culpa disso tudo é de quem? É claro que é da mídia que faz a cabeça das pessoas.

Equivocados e muito certos

Kelly Slater hendacacampeao de surf aspEsse ano o ASP World Tour, a maior competição de surfe do mundo, teve etapa até em Nova York, nas ondas de Long Beach e pagando um prêmio incrível de U$ 1 milhão de dólares, bem mais dos que os costumeiros 425 mil que pagam nas outras etapas, que bom para o australiano Owen Wright, esse surfista está com muita sorte e não é só por isso. Depois da Big Apple quem mais pagou em uma etapa foi o nosso Rio de Janiero, U$ 500 mil dólares, de onde vem essa grana toda na cidade que será sede da final da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 eu não sei. Hoje e até o próximo dia 11 de novembro a competição está em San Francisco, para coroar o campeão, cometer equívocos e ver que na verdade estavam mais do que certos.

Kelly Slater, que história incrível no esporte tem esse surfista fantástico. Onde ele estava entre os anos de 1999 e 2004? Porque não ganhou títulos nesse período? Mark Occhilupo, Sunny Garcia, C. J. Hobgood e principalmente aquele que já se foi desse mundo, Andy Irons, que faturou o caneco três vezes consecutivas podem responder. Depois disso apenas Mick Fanning em 2007 e 2009 conseguiu superar o tubarão dos mares, nos dois únicos anos dos últimos seis que Slater não foi campeão, ou seriam sete? Vinte anos de carreira e dez títulos nas costas, o maior surfista de todos os tempos se tornou decacampeão mundial de surfe, não é todos os dias que se faz isso, e não é aos 39 anos que ele vai parar de fazer.

Tem brasileiro competindo, Adriano De Souza venceu duas etapas e Gabriel Medina foi campeão na França. Tem muitos surfistas bons, tem Joel Parkinson, Taj Burrow, acreditem ou não Mick Fanning ainda surfa, mas nem ele e nem qualquer outro é como o Fanning de 2007 e 2009. Pode dizer que é incrível, inacreditável, louvável, um acontecimento que deve ser exaltado e lembrado para toda a eternidade. Kelly Slater conquista em 2011 o seu 11º título na carreira, ele não cansa, ele não para, ele não desiste e ele continua vencendo mesmo ficando cada vez mais velho. Kelly Slater é hendecacampeão mundial de surf, a maioria nem sabe se referir a um atleta que vence onze vezes. Só que ele não venceu ainda, a ASP se equivocou, fez as contas erradas, ainda faltam alguns pontos para isso se tornar mesmo verdade.

Penúltima etapa do campeonato nas geladas e desafiadoras águas de Ocean Beach, em São Francisco, na Califórnia. Até o próximo dia 11 de novembro, é tempo suficiente para vencer mais uma bateria e selar mais essa conquista, porém Owen Wright ainda tem chances matemáticas, o australiano deu sorte mais uma vez como em Nova York. Na verdade ele demonstrou competência por se manter vivo, perseguindo Slater a todo custo, uma tarefa praticamente impossível de se fazer. É tão impossível quanto ser campeão pela primeira vez, vai sonhando com onze. Wright precisa vencer em São Francisco e também em Pipeline, no Hawaii, além de torcer contra o decacampeão, para terminar empatado, fazendo o campeonato necessitar de uma etapa extra. A organização não se enganou, apenas antecipou o que era certo, Kelly Slater é hendecacampeão mundial de surf. (Foto: REUTERS/Kirstin Scholtz/ASP/Handout)

Dia de glória em semana triste

Kelly SlaterAnnemarie Moser-Pröll, uma esquiadora austríaca, possui cinco títulos da Copa do Mundo de Esquí Alpino. Michael Schumacher é heptacampeão mundial de Fórmula 1 e Pete Sampras já faturou o torneio de Wimbledon sete vezes em sua carreira. Martina Navrátilová por sua vez conseguiu ir além e venceu nove vezes o torneio de simples disputado sobre a grama sagrada de Londres. Michael Jordan levou o Chicago Bulls a seis títulos na NBA e na motovelocidade os italianos reverenciam Giacomo Agostini, oito vezes campeão mundial nas 500cc além de outros sete títulos nas 350cc. Grandes nomes, grandes lendas do esporte que foram muito além dos números, muito aém das conquistas. Seis, sete, oito, até nove títulos em uma mesma competição anual. Será que é possível um atleta ser campeão mundial dez vezes em toda a sua carreira?

Lá está ele dentro do mar, parado, pensando. Talvez contemplando um dos momentos mais únicos que poderia sentir em toda a sua carreira vivida de onda em onda. Quando chega na areia é ovacionado e tomado pelos braços do público que vai ao delírio. Ele já parou, voltou, pensou em se aposentar novamente e até escreveu um livro. Kelly Slater não tinha nem certeza se iria disputar o campeonato mundial de 2008, quando se tornou eneacampeão. Mal sabia que ele que estaria mais uma vez desenhando na água com sua prancha no ano passado e que alcançaria a maior glória de um atleta nesse ano de 2010, com uma nota 10, o décimo título de campeão mundial do surfe. Um dia que o leva a sentir uma alegria que nenhum atleta sentiu antes em todos os tempos. No semana em que o mundo do surfe viveu um de seus dias mais tristes e inesperados dos últimos anos.

São praticamente duas décadas surfando. O estilo despojado, típico de surfista, deu lugar a uma grande careca, muitas vezes coberta por um capuz revelando uma tendência a não querer ser tão conhecido como é. 'Não gosto que as pessoas saibam quem você é' disparou sua filha uma vez. A ligação com a família sempre foi muito grande, por ela talvez ele já tivesse parado, para sorte do esporte ele continuou até hoje mesmo já tendo 38 anos de idade. 1992 ficou para trás e em quase duas décadas muitas histórias pelas praias do mundo inteiro, chegou a ganhar cinco títulos seguidos. Viu Mark Occhilupo, Sunny Garcia e recentemente Mick Fanning chegarem onde já chegou dez vezes. Viu também seu compatriota Andy Irons conquistar o mundo por três anos seguidos. Ele tem motivos para ficar dentro da água, pensando, contemplando e lembrando daquele que mais desejou que ele fosse decacampeão mundial de surfe.Kelly Slater dez vezes campeão mundial de surfeAmigo, companheiro, adversário. Andy Irons morreu nesta semana aos 32 anos de idade e deixou o mundo do surfe em choque. Em um momento difícil Slater conseguiu se concentrar e garantir mais um título mundial de forma antecipada inclusive, claro que ele dedicou a conquista para sua família, mas fez questão também de dedicá-la para aquele que já o superou e que ainda poderia fazer muito por esse esporte. Um vai embora enquanto o outro entra para a história, não é todos os dias que um atleta consegue dez títulos mundiais. Kelly Slater é decampeão mundial de surfe, alcança seu décimo título mundial na carreira. Ele só perde para Giacomo Agostini, que tem 15 e fica à frente de outras grandes lendas: Valentino Rossi com nove na motovelocidade, Stephane Peterhansel com nove no Rally Dakar, Mike Stewart com nove no bodyboard, Marian Dragulescu com oito na ginástica e Lance Armstrong com sete na Volta da França, todos inesquecíveis, que jamias serão esquecidos, assim como ninguém se esquecerá de Andy Irons. (Fotos: ASP divulgação)

Wait for a big wave

Edward Ryon Aikau, ou simplesmete Eddie Aikau, era um salva-vidas no Havaí que adorava o surfe em ondas gigantes, mas em 1978 acabou desaparecendo em alto mar na tentativa de salvar vítimas de um naufrágio, assim foi criado há 23 anos o "Quiksilver Big Wave Invitational in Memory of Eddie Aikau" o homenageando, que além de big wave´s, conta também com muita mística nas praias de Waimea Bay.

A exigência dos organizadores do evento é que as ondas ultrapassem 20 pés de altura (cerca de 6 m), para que possa ter início as disputas, até hoje apenas sete vezes os surfistas caíram na água. Com um longo cerimonial de abertura, preces e homenagens à Eddie Aikau, todos esperam uma janela que este ano será entre 1º de Dezembro de 2008 e 28 de Fevereiro de 2009, com muita ansiedade para surfar.

Dentre os 28 convidados dessa edição estão grandes estrelas como Kelly Slater, Andy Irons, Ross Clarke-Jones, Greg Long, Tom Curren, Jamie O'Brien, além do único brasileiro na lista, o pernambucano Carlos Burle de 41 anos de idade. Ele tenta enfim realizar o sonho de competir nas grandes ondas do Havaí pela quarta vez, depois de amargar frustrações como contusão, compromissos e a famosa não realização do evento.

Estarão prontos ainda outros 24 reservas e seis convidados de honra, sendo que somente o campeão de 1985, Denton Miyamura, não estará presente, fazendo com que Clyde Aikau, campeão de 1986, Keone Downing, vencedor de 1990, Noah Johnson, 1999, Ross Clarke-Jones, 2001, Kelly Slater, 2002 e Bruce Irons, 2004, sejam mais do que favoritos na competição que segundo os próprios participantes, só os Deuses do surfe podem decidir se ela ocorrerá, ou não. (Foto: Arquivo)

- EDDIE AIKAU

Mais um pra coleção

Novamente na mítica e temperamental onda de Mundaka, tubular que quebra apenas 30 vezes por temporada, a chuva de granizo que acordou o dia deu lugar ao sol que surgiu de surpresa, a praia do oitavo título foi a mesma do nono, na nona etapa e precisando apenas da nona colocação, o americano Kelly Slater já tem há muito tempo seu nome cravado na história, e confirmou ainda com seu eneacampeonato mundial de surfe.

Segundo o próprio surfista - "Este foi o mais fácil de todos", mas talvez ele tenha se esquecido das dificuldades que passou, cansado ameaçou se aposentar no início do ano, parecia distante dos compromissos e começou escrever um livro, a namorada passou a acompanhar todos os eventos, foi derrotado nas temidas ondas de Teahupoo onde é especialista e por um ponto não comemorou a conquista na etapa francesa.

Já campeão Slater acabou sendo derrotado por Tom Whitaker cerca de quatro horas depois de assegurar o título com a passagem para a terceira fase da competição, mas isso de longe foi um problema para o surfista dono de inúmeros recordes, foi o mais jovem campeão mundial com 20 anos em 1992 e também o mais velho agora em 2008, já com 36 anos de idade, tem o maior número de vitórias, 39, mais vitórias na mesma temporada e ainda duas notas 10,00 na mesma bateria.

Depois de jamais ter imaginado conseguir tanto na carreira, o enecampeão mundial deve ficar fora das próximas duas etapas, Brasil no final de Outubro e Hawaii em Dezembro, porém a maior dúvida que fica é se o americano continuará competindo em busca do décimo título ou resolve se aposentar após tantas glórias, as respostas provavelmente estarão nas últimas páginas do seu próprio livro. (Fotos: Rafa Rivas/AFP e Kirstin Scholtz/Covered Images)

- MUNDAKA 2008

Nas ondas de Santa Catarina

Pela 3ª vez desde 2003 o WCT de Surfe foi decidido nas praias de Santa Catarina, e foi justamente o campeão da etapa que faturou o título de 2007 por antecipação, o australiano Mick Fanning, disputava a Foster’s ASP Men’s World Championship Tour contra dois gigantes, o octacampeão Kelly Slater e o seu conterrâneo Taj Burrow, e acabou contando com a surpreendente eliminação de ambos para garantir o caneco.

Slater perdeu para Kai Otton nas oitavas-de-final por arrebatadores 14,44 x 7,10 pontos, já Burrow foi eliminado por Tom Whitaker na última bateria das quartas-de-final, resultados que já garantiam o título de campeão do circuito para Fanning, mas que não tiraram a sua concentração e a busca por repetir a vitória do ano passado em Imbituba, derrotando na final Kai Otton.

Mick Fanning ficou muito feliz com a vitória no Brasil e saiu da água ovacionado pelo público presente - "Eu aprendi bastante nestes últimos anos no circuito e ganhar este título aqui no Brasil é alucinante. Essa torcida não existe em nenhum lugar do mundo, está sempre nos apoiando, são muito loucos, então só tenho que agradecer todos os brasileiros por me proporcionarem este momento que ficará marcado no resto da minha vida”, contou o australiano que chegou aos 8.136 pontos no circuito e não pode mais ser alcançado.

Kelly Slater que ocupa a terceira colocação na temporada entregou o troféu para Fanning e disse que pode estar abandonando as competições - “Alguma coisa dentro de mim me diz que eu não devo correr o circuito no ano que vem. Foram muitos anos de dedicação e pouco tempo livre. Sei que vou correr a primeira etapa do ano que vem na Austrália, mas depois pretendo fazer outras coisas, como passar mais tempo em casa, com a família" disse o surfista considerado como um dos maiores da história. (Foto: ASP Europe)

- ETAPA DE SANTA CATARINA