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Disputas e troféus mais antigos do esporte

A busca pelo topo do pódio é uma paixão ancestral que acompanha a humanidade muito antes da invenção dos estádios modernos e das transmissões de televisão. Nos primórdios da civilização, a competição não era apenas um espetáculo, mas uma expressão cultural, militar e religiosa. Os Jogos Olímpicos da Antiguidade, inaugurados em 776 a.C. na Grécia Antiga, estabeleceram a primeira grande estrutura de evento esportivo da história, enquanto na Dinastia Han chinesa surgia o Cuju, a forma mais antiga do futebol reconhecida pela própria FIFA. Da mesma forma, as terras da Mongólia viram o nascimento do Naadam — centrado no tiro com arco, luta livre e corrida de cavalos —, uma tradição milenar formalizada por Genghis Khan que permanece viva até hoje. Já na Itália do século XVI, o violento Calcio Fiorentino transformou praças de areia em arenas de pura disputa, mostrando que o desejo de medir forças entre equipes atravessou as eras quase intocado.
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Conforme a humanidade avançava, as disputas deixavam de ser apenas celebrações temporárias para se transformarem em tradições perenes, imortalizadas por troféus e símbolos físicos que resistiram ao tempo. O prêmio esportivo em disputa mais antigo de que se tem registro são os Carlisle Bells, dois sinos de prata datados do final do século XVI que ainda batizam uma tradicional corrida de cavalos na Inglaterra. Pouco depois, em 1673, nascia a Scorton Silver Arrow, cuja cobiçada flecha de prata gravada permanece como o troféu mais antigo em atividade no tiro com arco. No mar, a navegação ganhou seu maior símbolo em 1851 com a America’s Cup, uma jarra de prata maciça confeccionada anos antes que se tornou o troféu internacional mais antigo do esporte coletivo mundial, símbolo máximo da aristocracia dos mares.
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Com a chegada dos séculos XIX e XX, a consolidação e codificação dos esportes de massa trouxeram uma nova era de rivalidades e taças lendárias. O golfe imortalizou essa fase com o The Open Championship e a sua icônica Claret Jug, criada em 1872, enquanto o críquete transformou a ironia da derrota inglesa em 1882 em uma das rivalidades mais profundas do planeta com a The Ashes Urn. No futebol, embora a FA Cup de 1871 seja a competição nacional mais antiga do esporte bretão, a perda de seu troféu original em um roubo no final do século XIX cedeu à Scottish Cup, criada em 1885, o posto de taça física original mais antiga ainda entregue no futebol mundial. De sinos elizabetanos e flechas de prata às taças reluzentes do futebol e do golfe moderno, esses artefatos e campeonatos provam que o esporte, no fundo, é a arte de transformar o momento de uma vitória em algo verdadeiramente eterno.

Nathan’s Hot Dog recai na mesmice

O Nathan’s Famous Hot Dog Eating Contest, realizado anualmente em Coney Island, testemunhou mais uma vez o domínio absoluto de seus dois maiores protagonistas, Joey Chestnut no masculino e Miki Sudo no feminino. Com a conquista de seu 18º título, Chestnut reafirmou seu status como uma lenda viva do esporte, consolidando uma trajetória que desafia a lógica biológica e a estatística de anos de uma competição antes vista como amadora que virou muito profissional. Ao atingir a marca de mais de mil hot-dogs consumidos ao longo de sua carreira competitiva, o atleta de elite venceu com a extrema facilidade de sempre e manteve o nível da modalidade em um patamar de exibição de resistência extrema.
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Neste ano, como já está muito acostumado a vencer, Joey elevou a expectativa para uma nova quebra do recorde mundial que é de 76 hot dogs dele mesmo, mas o calor escaldante de Nova York impôs um limite físico intransponível, forçando o ídolo a conter o ritmo e focando, portanto, na manutenção da coroa. Do lado feminino, Miki Sudo seguiu sua trajetória impecável, mantendo o histórico perfeito de nunca ter perdido uma competição em que se inscreveu, um feito que beira o inacreditável e ressalta a falta de uma concorrência capaz de equilibrar o nível das disputas tanto no masculino quanto no feminino também.
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A constância desses resultados, embora celebre a excelência individual, levanta questões pertinentes sobre o futuro do evento. Quando o espectador sabe, de antemão, quem erguerá o troféu, a narrativa esportiva perde o elemento fundamental da incerteza, e o brilho da competição acaba ofuscado pela previsibilidade. A falta de novos desafiantes à altura de Chestnut e Sudo cria um hiato técnico que torna os eventos menos sobre uma disputa feroz e mais sobre uma exibição de força isolada. Nesse contexto, a atmosfera do torneio parece ter se descolado dos grandes eventos esportivos globais.
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Em um momento onde o mundo se volta para a emoção coletiva e o engajamento massivo das torcidas, como ocorre na Copa do Mundo de futebol, o Nathan's parece ter desperdiçado a chance de criar uma conexão mais profunda com o público e com o grande evento de futebol que acontece lá nos EUA mesmo. Enquanto o futebol evoca o imprevisível e o fervor nacionalista, o concurso de hot-dogs, preso à mesmice de seus campeões hegemônicos, corre o risco de se tornar um ritual estático, que atrai o olhar pela bizarrice do consumo desenfreado, mas que falha em gerar a paixão e o renovo necessários para manter o interesse esportivo a longo prazo, mas quem sabe no 4 de julho do ano que vem isso não mude, pois estaremos de olho de qualquer forma.

A maior competição de comer hot dog

O Nathan’s Hot Dog Eating Contest é muito mais do que uma simples competição gastronômica; trata-se de um fenômeno cultural que transformou o dia 4 de julho em um espetáculo de resistência humana e devoção aos hot dogs nas areias de Coney Island, em Nova York. A lenda popular, alimentada pela própria marca Nathan's Famous, sustenta que o evento teve origem em 1916, quando quatro imigrantes teriam realizado um concurso de ingestão de cachorros-quentes para provar quem era o mais patriota, iniciando assim uma tradição quase secular.
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No entanto, a lendária história acabou sendo desmentida e tratada apenas como uma ação de marketing, sendo os primeiro registros da disputa de comer cachorro quente remetendo às décadas de 1960 e 1970, um período em que o torneio operava em uma esfera quase mítica e pouco registrada, longe dos holofotes da mídia de massa e transmissões ao vivo que temos hoje em dia. Ao longo de sua trajetória, a data da competição flutuou consideravelmente antes de se consolidar de forma definitiva no feriado da Independência dos Estados Unidos, ocasião que hoje atrai multidões e milhões de espectadores em todo o mundo.
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Com o passar do tempo e o crescimento da popularidade, a organização promoveu uma mudança significativa ao separar as categorias masculina e feminina, reconhecendo a ascensão de grandes competidoras que elevaram o nível técnico da disputa e chegavam até a ficar em terceiro lugar no geral. A história recente da competição também é marcada por turbulências e transformações, como a lendária e conturbada relação com Takeru Kobayashi, o fenômeno japonês que revolucionou as técnicas de ingestão e cujas disputas contratuais e rivalidade com a organização acabaram por mudar a forma como o esporte é gerido.
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Após a era Kobayashi, o mundo testemunhou o domínio absoluto e quase monótono de Joey Chestnut, cuja precisão matemática e capacidade de consumo estabeleceram recordes mundiais que pareciam inalcançáveis, tornando-o a face inquestionável da modalidade. Agora, com o olhar voltado para a edição de 2026, a expectativa cresce entre fãs e entusiastas em todo o planeta, que aguardam ansiosamente para ver como o esporte continuará a se reinventar e a desafiar os limites do corpo humano durante a tradicional e grandiosa festa anual realizada na icônica esquina da Surf e Stillwell Avenue, em Coney Island, ou se Joey continuará mantendo seu legada e não sendo páreo para nenhum desafiante, a não ser que esteja ausente como em 2024.

Cada esporte com sua grama específica

A utilização de grama natural em campos esportivos é uma ciência rigorosa que exige uma adaptação biológica específica para cada modalidade, tornando impossível a intercambialidade desses pisos sem gerar consequências catastróficas para o desenvolvimento do jogo. No futebol, a escolha da grama recai sobre variedades extremamente resistentes ao pisoteio e à tração, como a Cynodon (Bermuda), que possui um sistema radicular denso capaz de suportar as constantes mudanças de direção e o impacto dos atletas, mantendo o solo estável e seguro, com uma altura de corte que oscila geralmente entre 20 e 30 milímetros para garantir o equilíbrio ideal entre o rolamento da bola e o conforto dos jogadores.
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Se tentássemos transpor o futebol para a superfície de um campo de golfe ou de uma quadra de Wimbledon, o resultado seria uma destruição imediata da infraestrutura, pois a grama nestes locais não possui a resiliência física necessária para suportar o desgaste provocado pelas chuteiras, o que transformaria a precisão do campo em um terreno irregular e perigoso em questão de minutos. O torneio de Wimbledon, o mais icônico do tênis, utiliza a Lolium perenne (azevém) cortada com precisão cirúrgica a 8 milímetros, uma altura que confere ao jogo uma velocidade frenética e uma peculiar imprevisibilidade no quique da bola à medida que a grama se desgasta durante a quinzena do torneio.
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Essa grama é cultivada para ser delicada e rápida, servindo exclusivamente à dinâmica do tênis, de modo que introduzir o futebol nesse ambiente seria um desastre absoluto, já que o peso e a intensidade dos jogadores esmagariam a fibra, tornando a superfície impraticável para qualquer troca de bola. Da mesma forma, o golfe atinge o ápice da manutenção no green, onde variedades de grama são aparadas a alturas quase microscópicas, frequentemente abaixo de 3 ou 4 milímetros, criando uma superfície que se comporta como um verdadeiro tapete de bilhar, onde a velocidade da bola é ditada pela mínima ondulação e pela densidade da folhagem. Colocar qualquer outro esporte sobre um green destruiria o trabalho de anos de agronomia esportiva, pois o solo compactado e a grama sensível morreriam sob o impacto de um jogo de futebol ou mesmo de uma partida de tênis em poucos instantes.
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Cada gramado natural é, portanto, um ecossistema desenvolvido para uma única finalidade; a grama do golfe é lenta demais para a tração do futebol, a grama do tênis é curta demais para a proteção do solo sob o impacto dos jogadores de futebol, e a grama do futebol seria lenta e "pesada" demais para as exigências técnicas do golfe ou do tênis. Tentar misturar esses mundos não apenas arruinaria a qualidade da prática esportiva, tornando o controle da bola impossível ou o esporte ridículo, mas também exigiria a substituição total do gramado após apenas alguns minutos de uso, provando que a especificidade técnica da grama natural é o pilar fundamental que sustenta a integridade e a própria viabilidade dessas modalidades esportivas em seus cenários clássicos.

O ano esportivo de 1999 em Nova York

O New York Knicks está na final da NBA depois de uma longa espera. Foi em 1999 a última vez que a equipe de basquete de Nova York chegou na grande decisão da maior liga de basquete do planeta. Coincidentemente o adversário foi o mesmo que será nesse ano, o San Antonio Spurs, mas o resultado não foi dos melhores para os novaiorquinos que seguem sem ser campeões desde 1973. Para comemorar a volta do New York Knicks ao topo da NBA, vamos relembrar o que de melhor aconteceu no mundo dos esportes na cidade de Nova York, conhecida por ser um lugar que respira esporte 365 dias por ano e que tem alguns dos melhores times das grandes ligas e recebe alguns dos maiores eventos esportivos do mundo.
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NBA - O New York Knicks chegou na final da NBA de 1999 e foi derrotado pelo San Antonio Spurs por 4 jogos a 1. Naquele ano houve uma greve dos jogadores e a temporada foi mais curta. O Knicks passou apenas em oitavo lugar e conseguiu eliminar o primeiro colocado Miami Heat na primeira rodada, em seguida derrotou o Atlanta que havia sido quarto, e depois na final da Conferência venceu o Indiana Pacers, que havia feito a segunda melhor campanha do Leste. O Nets, que hoje é o Brooklyn Nets e joga em Nova York, ainda era o New Jersey Nets naquele ano e ficou na penúltima colocação do Leste na Temporada Regular.
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NFL - No futebol americano a temporada de 1999-2000 não foi nada boa para os times de Nova York. Tanto o New York Jets quanto o New York Giants ficaram na penúltima colocação de suas respectivas Divisões e não conseguiram se classificar para os playoffs. o campeão acabou sendo o St. Louis Rams. Na temporada anteirior, que terminou no começo de 1999, o Jets foi muito bem e só perdeu na final da AFC para o Denver Broncos que acabou sendo o campeão.
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MLB - O beisebol viu em 1999 um dos melhores anos para suas duas equipes de 1999. O New York Mets chegou na final da Liga Nacional, mas acabou perdendo para o Atlenta Braves. Já o New York Yankees fez uma campanha monstruosa com 98 vitórias, derrotou o rival Boston Red Sox na final da Liga Americana e faturou a World Series varrendo o Atlanta por 4 a 0. Alguns dos grandes nomes do time naquele ano incluiam Roger Clemens, Jorge Posada e Derek Jeter. Mas nem tudo foi festa nesse ano, pois Joe DiMaggio, que foi um dos maiores jogadores dos Yankees em todos os tempos, faleceu em 8 de março, aos 84 anos de idade.
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NHL - Assim como no Futebol Americano, os times do Hóquei no Gelo tiveram um péssimo ano em 1999. Tanto o New York Rangers quanto o New York Islanders não conseguiram se classificar na Divisão do Atlântico, ficando em penúltimo e último colocado respectivamente. O último jogo do Rangers, no entanto, marcou a despedid de Wayne Gretzky, um dos maiores jogadores de todos os tempos que se aposentou e fez seu último jogo da NHL contra o Pittsburgh Penguins.
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Maratona de Nova York - Na tradicional prova de atletismo, o vencedor no masculino foi Joseph Chebet do Quênioa, e no feminino foi Adriana Fernández, do México. O evento contou com um total de 31.786 concluintes, sendo 22.625 homens e 9.161 mulheres. Com a vitória, Adriana Fernández se tornou a primeira atleta mexicana a vencer a prestigiosa prova.
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Belmont Stakes - Disputada no dia 5 de jungo de 1999, a última perna da Trílice Coroa do Turfe Americano foi vencida pelo cavalo Lemon Drop Kid, montado pelo jóckey José A. Santos. A vitória de Lemon impediu que o cavalo Charismatic pudesse faturar a Tríplice Coroa daquele ano já que ele havia vencido o Kentucky Derby e o Preakness Stakes, além disso, Charismatic fraturou dois ossos da perna dianteira durante a corrida, conseguindo apesar disso terminar na terceira colocação.
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MLS - No futebol o New York Red Bulls era conhecido como MetroStars e ficou na última colocação da Conferência Leste da MLS com apenas 4 vitória, 3 empates e 25 derrotas. O New York City ainda não existia, tendo sido fundado apenas em 2013. O campeão da MLS de 1999 foi o D.C. United.
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US Open de Tênis - Um dos quatro maiores torneios de tênis do mundo, o US Open, último Grand Slam do ano, foi perfeito para os americanos e novaiorquinos com a vitória da tenista americana Serena Williams no feminino, que faturou seu primeiro Grand Slam da carreira que terminaria com um total de 23, e ninguem menos que Andre Agassi no masculino, mais um jogador americano que dominava o circuito naquela época ao lado de Pete Sampras e que em 1999 chegou a fazer três finais de Grand Slam, ganhando além do US Open o torneio de Wimbledon também.
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BOXE - O ano de 1999 ainda era uma época que a cidade de Nova York sediava grandes lutas de boxe no lendário Madison Square Garden (onde joga o New York Knicks e o New York Rangers). No dia 13 de março o duelo válido pelos pesos pesados entre Evander Holyfield e Lennox Lewis colocava em jogo três cinturões de uma vez só, uma unificação que não era vista a mais de uma década. Apesar de Lennox Lewis ter dominado a maior parte do combate e desferido um número muito maior de golpes limpos, os juízes surpreendentemente decretaram um empate. No mesmo ano, em novembro, aconteceu a revanche vencida por Lewis, mas a luta foi em Paradise (próximo a Las Vegas).
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WNBA - No basquete feminino a euipe do New York Liberty chegou na final, mas pedeu para o Houston Comets.

COI sai em defesa da diferença biológica

O Comitê Olímpico Internacional (COI) acaba de detonar uma granada no centro do debate esportivo global ao anunciar uma guinada radical em suas políticas de elegibilidade: a reintrodução de testes de sexo baseados em análise cromossômica e a exclusão de atletas transgêneros das categorias femininas. Essa decisão, que encerra anos de uma política de "autodeclaração" e foco exclusivo nos níveis de testosterona, sinaliza um retorno ao que muitos chamam de realismo biológico, mas que outros denunciam como um retrocesso aos direitos humanos. Na prática, a medida estabelece que a biologia, definida no nascimento pelo par de cromossomos — XX para mulheres e XY para homens —, será o único critério soberano para a divisão de categorias. Isso implica a exclusão imediata de mulheres trans de competições de elite, independentemente de cirurgias ou tratamentos hormonais, e coloca em xeque a carreira de atletas com Diferenças de Desenvolvimento Sexual (DDS), que agora precisarão provar sua genética para permanecer na raia.

Os prejudicados por essa medida são óbvios: atletas que construíram suas identidades e carreiras sob a égide da inclusão e que agora se veem sem uma categoria onde competir. A opinião pública, como esperado, está em pé de guerra. De um lado, grupos de defesa dos direitos LGBTQIA+ e organizações de direitos humanos classificam a decisão como discriminatória e humilhante, alegando que o esporte deveria ser um espaço de acolhimento e que a ciência da performance é muito mais complexa do que um simples teste de DNA. Do outro lado, associações de atletas femininas e biólogos do esporte celebram o que chamam de "vitória da justiça esportiva", argumentando que a integridade da categoria feminina estava sendo destruída por uma ideologia que ignorava as realidades físicas do corpo humano.

A grande polêmica reside em um fato que o politicamente correto muitas vezes tenta varrer para baixo do tapete: a assimetria clara nas transições dentro do esporte. É raríssimo, para não dizer inexistente, ver um homem trans (que nasceu mulher e transicionou) buscando competir na elite masculina e dominando os pódios. A razão é puramente biológica: o teto de performance masculina é, via de regra, inalcançável para quem não passou pela puberdade sob o efeito da testosterona endógena. Em contrapartida, o que se observa é uma pressão crescente de mulheres trans (que nasceram homens) para competir contra mulheres biológicas. Nestes casos, a vantagem genética é gritante. Mesmo após anos de supressão hormonal, o corpo que se desenvolveu como masculino retém densidade óssea superior, maior capacidade pulmonar, fibras musculares de contração rápida e uma estrutura esquelética (como a largura dos ombros e o ângulo da bacia) projetada para a potência.

Ignorar esses fatores em nome da inclusão social é criar uma injustiça flagrante com as atletas que nasceram mulheres. Quando uma competidora que passou pela puberdade masculina entra na raia, a competição deixa de ser sobre quem treinou mais ou quem tem mais talento, e passa a ser sobre quem possui a herança genética mais vantajosa. O esporte de elite é definido por milésimos de segundo e gramas de força; permitir que essa disparidade biológica natural dos homens seja importada para a categoria feminina sob o rótulo de "identidade" é, na prática, condenar o esporte feminino à irrelevância competitiva. A nova postura do COI, embora dura e divisiva, parece finalmente reconhecer que, no campo de jogo, a biologia escreve regras que nenhum decreto social é capaz de apagar.

Itália: brilho no individual e dor no coletivo

A história do esporte italiano viveu um domingo de contrastes profundos e emoções antagônicas neste 15 de março de 2026, um dia que será lembrado como o ápice de uma nova era individual e, simultaneamente, o reflexo de uma crise coletiva persistente. Enquanto as bandeiras tricolores tremulavam no topo do pódio em Xangai e no deserto da Califórnia, uma sombra de incerteza continuava a pairar sobre os gramados do tradicional e tão laureado futebol, onde a grande campeã "Azzurra" luta para não se tornar um fantasma em sua própria história como vem acontecendo recorrentemente nas últimas edições da Copa do Mundo FIFA.

No asfalto do Circuito Internacional de Xangai, Andrea Kimi Antonelli escreveu a página mais importante do automobilismo italiano das últimas duas décadas. Ao cruzar a linha de chegada na primeira posição do Grande Prêmio da China, o jovem prodígio da Mercedes encerrou um jejum de 20 anos sem vitórias de um piloto da Itália na Fórmula 1 — o último triunfo havia sido de Giancarlo Fisichella, no GP da Malásia de 2006. Com apenas 19 anos, Antonelli não apenas venceu, mas confirmou o renascimento das "Flechas de Prata". Após duas corridas na temporada, a Mercedes estabeleceu um domínio absoluto, com uma dobradinha técnica que deixou a concorrência sem respostas. O feito de Antonelli é ainda mais impressionante por sua precocidade: ele se tornou o segundo piloto mais jovem da história a vencer um GP, logo atrás de Max Verstappen, consolidando-se como o herói que uma nação apaixonada por velocidade esperou por uma geração inteira.

Quase simultaneamente, do outro lado do globo, Jannik Sinner elevava o tênis italiano a patamares antes reservados apenas a lendas imortais. Ao derrotar Daniil Medvedev na final de Indian Wells, Sinner conquistou o torneio pela primeira vez e atingiu uma marca estatística monumental: ele agora iguala o feito de Roger Federer e Novak Djokovic ao completar a coleção de todos os grandes títulos em quadra dura — somando o Australian Open, o US Open e todos os Masters 1000 deste piso. A maturidade técnica de Sinner, que triunfou em dois tie-breaks nervosos, reflete uma Itália que aprendeu a ser fria, precisa e dominante em cenários de alta pressão individual. Aos 24 anos, ele não apenas vence, ele redefine o que se espera de um atleta de elite no circuito mundial.

Entretanto, esse brilho nas pistas e nas quadras acentua de forma cruel o declínio do futebol italiano. Enquanto Antonelli e Sinner são saudados como os novos rostos da excelência, a Seleção da Itália mergulha em um drama já conhecido, mas não menos doloroso. A equipe nacional encontra-se mais uma vez na corda bamba da repescagem, sofrendo para garantir uma vaga na Copa do Mundo de 2026. Após a goleada sofrida contra a Noruega no final do ano passado, o clima é de apreensão total; o fantasma das ausências de 2018 e 2022 ainda assombra os torcedores, que veem o esporte mais laureado e tradicional do país perder espaço para o sucesso de seus compatriotas em modalidades antes consideradas secundárias. É um paradoxo fascinante e melancólico: a Itália nunca foi tão veloz ou tão precisa individualmente, mas nunca pareceu tão perdida quando o desafio exige a harmonia de onze homens em campo.

O som das bombas que ecoa nos esportes

O silêncio que ecoou no Cbus Super Stadium, na Gold Coast australiana, não foi apenas uma ausência de som, mas um grito ensurdecedor de incerteza que congelou as espinhas de quem assistia à abertura da Copa Asiática Feminina de 2026. Enquanto as notas do hino nacional iraniano soavam pelos alto-falantes, as jogadoras da seleção do Irã permaneciam estátuas de mármore, rostos rígidos e lábios selados, em um protesto mudo que carregava o peso insuportável da morte do líder supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, vitimado por ataques aéreos coordenados pelos Estados Unidos e Israel apenas dois dias antes.

O clima de temor que paira sobre o mundo encontrou no gramado um espelho sombrio: de um lado, a tentativa de manter o foco no esporte; de outro, a sombra de uma guerra total que ameaça engolir todas as esferas da vida civil. Em campo, a Coreia do Sul acabou vencendo por 3 a 0, um resultado que, em qualquer outro contexto, seria o foco das manchetes, mas que ali parecia uma nota de rodapé diante da tragédia geopolítica que se desenrola.

A capitã Zahra Ghanbari e a técnica Marziyeh Jafari tentaram, em declarações curtas e visivelmente tensas, blindar o grupo, afirmando que a equipe está ali para focar na competição e honrar o futebol feminino, mas a dificuldade de separar o apito inicial do estrondo das bombas é quase impossível. Esse abismo que se abre entre a diplomacia e a violência física não poupa o esporte. O conflito, que já resultou no fechamento do Estreito de Ormuz e em ataques retaliatórios a bases norte-americanas, enviou ondas de choque que forçaram o cancelamento imediato dos treinos de pneus da Fórmula 1 no Bahrein e colocaram em xeque a logística do próprio Grande Prêmio da Austrália.

Não é apenas o automobilismo que treme; competições do WEC (Campeonato Mundial de Endurance), a paralisação do campeonato de futebol saudita que fez Cristiano Ronaldo pegar seu avião particular rumo à Espanha, além de eventos regionais de diversas modalidades estão sendo suspensos ou alterados, revelando como o esporte, muitas vezes visto como uma bolha de paz, é vulnerável quando as potências mundiais decidem trocar o diálogo pelo aço. Não há como ignorar que o medo de uma escalada sem precedentes transforma cada partida em um ato de resistência ou luto, onde o resultado final importa muito menos do que a dúvida terrível sobre o que restará do amanhã quando as luzes dos estádios se apagarem.

Revista Sports Illustrated resiste ao tempo

Em uma era dominada pela voracidade dos algoritmos e pela natureza efêmera das atualizações em tempo real, a persistência da mídia impressa soa, muitas vezes, como um ato de resistência nostálgica. No entanto, poucas publicações ilustram essa resiliência com a magnitude da Sports Illustrated. Mais do que um simples periódico sobre competições esportivas, a revista consolidou-se, desde sua fundação em 1954, como uma instituição cultural, um espelho da sociedade americana e, por extensão, do culto global ao esporte. A sua sobrevivência no turbulento oceano digital não se deve apenas à inércia de seu legado, mas à profundidade com que narrou a epopeia humana através do esforço físico, transformando jogos de fim de semana em mitologia moderna.

A gênese da publicação, idealizada pelo magnata Henry Luce, do grupo Time-Life, foi recebida inicialmente com ceticismo. À época, o jornalismo esportivo era considerado uma subcategoria intelectual, indigna da "alta cultura". A Sports Illustrated desafiou essa premissa ao elevar a cobertura esportiva ao patamar de literatura, empregando uma prosa refinada e uma fotografia que capturava não apenas a ação, mas a emoção crua e a estética do movimento. Durante décadas, a revista não se limitou a informar quem venceu ou perdeu; ela explicava o porquê, dissecando a psicologia dos vencedores e a agonia dos derrotados, estabelecendo um padrão de narrativa longa que se tornou sua assinatura.

Central para a mística da revista foi a sua capa, um espaço que sempre foi além do papel para se tornar um território de consagração. Estampar a capa da SI equivalia, para um atleta, a um rito de passagem, uma confirmação de que sua relevância havia ultrapassado as quatro linhas do campo para habitar o imaginário popular. Figuras como Michael Jordan, Muhammad Ali e Tiger Woods não apenas apareceram nessas capas, mas tiveram suas narrativas moldadas por elas. A revista possuía o poder de criar ídolos instantâneos e, segundo a lenda urbana, até de amaldiçoá-los — a famosa "maldição da capa" —, o que apenas reforçava sua influência supersticiosa e inegável sobre o mundo esportivo.

Contudo, a história da Sports Illustrated não pode ser contada sem mencionar um de seus capítulos mais lucrativos e culturalmente discutidos: a edição Swimsuit. Lançada originalmente em 1964 como uma estratégia para preencher o vazio editorial nos meses de inverno, quando o calendário esportivo era escasso, a edição de trajes de banho transformou-se em um fenômeno à parte. O que começou com modelos em locações exóticas evoluiu para refletir as mudanças nos padrões de beleza e empoderamento feminino. Nas últimas décadas, a publicação rompeu barreiras ao incluir atletas de elite — de tenistas como Serena Williams a lutadoras como Ronda Rousey e estrelas do futebol como Alex Morgan — posando em biquínis. Essa fusão celebrou a dicotomia entre a força atlética e a estética, validando o corpo da atleta não apenas como uma máquina de performance, mas como um ícone de beleza e confiança.

A transição para o século XXI, todavia, impôs desafios severos. A crise do impresso e a ascensão da internet desmantelaram o modelo de negócios que sustentou a revista por meio século. A Sports Illustrated enfrentou vendas, demissões em massa e trocas de propriedade que ameaçaram sua existência. A informação, que antes era exclusividade de suas páginas semanais, tornou-se "commodity" gratuita nas redes sociais. Ainda assim, a marca resiste. Ela sobrevive não por tentar competir com a velocidade do Twitter, mas por oferecer o que o digital raramente consegue: curadoria, prestígio e profundidade. Em um mundo de fragmentos, a SI permanece como uma guardiã da memória esportiva.

Portanto, a continuidade da Sports Illustrated nos tempos atuais é um testamento de que, mesmo na era do pixel, há um desejo humano pela tangibilidade da história bem contada. Seja através de suas reportagens investigativas premiadas, de suas capas icônicas que congelam o tempo, ou da celebração da forma física na edição Swimsuit, a revista mantém-se como um bastião. Ela nos lembra que o esporte é uma das poucas linguagens universais e que, enquanto houver heróis para serem celebrados e histórias para serem escritas, haverá espaço para a autoridade de quem transformou o jornalismo esportivo em arte.

Um Templo do Esporte Resistente ao Tempo

No coração pulsante de Manhattan, ergue-se uma estrutura cuja mera menção evoca a história viva do esporte e do entretenimento: o Madison Square Garden. Não se trata apenas de uma arena; é um ícone cultural, um ponto que toca na identidade nova-iorquina e um palco onde lendas são forjadas sob as luzes intensas. Ao longo dos anos, o "The Garden" experimentou diversas encarnações em diferentes locais da cidade, mas a atual, a quarta e mais longeva, cravada sobre a Penn Station, adquiriu uma aura de permanência quase mítica, desafiando a lógica urbana e as necessidades de infraestrutura que a rodeiam.

Há pouco mais de uma década, a notícia de que o Madison Square Garden deveria ter seus dias contados na 7ª Avenida reverberou pela cidade. O debate centrava-se na imperiosa necessidade de reformar e expandir a Penn Station, a estação de trem mais movimentada da América do Norte, que, em sua configuração atual, opera de maneira notoriamente deficiente e sombria. O plano de renovação e modernização da infraestrutura ferroviária – um projeto de magnitude monumental – colocou o MSG, erguido sobre a estação, na rota de uma possível demolição ou realocação compulsória, com uma licença de operação estendida por um período que, à época, parecia ser o derradeiro.

Contudo, o Madison Square Garden vai além da sua função de mero espaço físico. Sua importância é profundamente enraizada na história esportiva, servindo como o lar sagrado de duas das franquias mais tradicionais e apaixonantes de Nova York: o New York Knicks (NBA) e o New York Rangers (NHL). Para os fãs, assistir a um jogo no Garden é uma experiência quase religiosa, onde a energia e a tradição de décadas se fundem em um espetáculo eletrizante. Foi neste tabernáculo do esporte que Patrick Ewing cravou sua grandeza, que Michael Jordan fez retornos memoráveis e que o hóquei sobre o gelo viu batalhas épicas pelas Copas Stanley.

O Garden é o único palco, desde a sua inauguração em 1968, a sediar as finais da NBA e da NHL simultaneamente em duas ocasiões. Sua aura única proporcionada pela proximidade das arquibancadas com a quadra ou o gelo amplificam a intensidade do público, criando um ambiente intimista e, ao mesmo tempo, colossal, que molda a própria experiência do jogo. A mística do MSG é uma preciosidade que se traduz em vantagem de campo e em uma pressão atmosférica para os adversários.

A complexa batalha pela permanência do MSG sobre a Penn Station demonstra a força não apenas econômica, mas também cultural do local. Diante da necessidade inegável de modernizar a Penn Station, surgiram diversas propostas, algumas ousadas, que previam a realocação do Garden para o outro lado da rua, permitindo a criação de um saguão mais amplo, iluminado e digno para os milhões de passageiros. No entanto, o custo, a logística e, fundamentalmente, a resistência em mover um local com um legado tão pesado, adiaram a decisão definitiva.

Recentemente, a arena conseguiu renovações de licença de curto prazo, garantindo sua continuidade e, por sua vez, forçando os planos de reforma da estação a se adaptarem para coexistir com a estrutura existente, priorizando melhorias que pudessem ocorrer sem exigir a demolição da arena. O fato de o Madison Square Garden ter conseguido resistir ao ímpeto de uma reforma de infraestrutura de sete bilhões de dólares é um testemunho eloquente de seu estatuto inquestionável em Nova Iorque.

Mais do que um complexo esportivo, o Madison Square Garden é um marco vivo. Sua obstinada permanência sobre a Penn Station, mesmo sob a pressão de uma reforma urbana necessária, reafirma o poder da história e da identidade em face do progresso. Em uma cidade em constante transformação, o Garden é um âncora de tradição, um coliseu moderno que desafia a passagem do tempo e garante que o esporte continuará tendo seu templo sagrado no coração da metrópole.

A máfia de Nova York mais sofisticada

A notória Máfia de Nova York, apesar dos reveses de décadas de repressão, mostrou que seus tentáculos ainda estão firmemente enraizados no submundo da cidade. Uma extensa investigação federal culminou em um indiciamento chocante, revelando uma sofisticada operação de jogos de azar ilegais, principalmente poker, supostamente administrada pelas famílias criminosas Gambino, Bonanno, Lucchese e Genovese.

As alegações pintam um quadro de jogos de alto risco, nos quais os participantes foram roubados de quase $7 milhões. Os promotores alegam que o esquema era tudo, menos um jogo de sorte. Os operadores supostamente empregavam um arsenal de truques de alta tecnologia, incluindo máquinas de embaralhar personalizadas e óculos de sol de alta tecnologia que permitiam aos conspiradores ler as costas das cartas, garantindo que a casa sempre ganhasse.

Um total de 13 membros e associados das quatro das Cinco Famílias originais de Nova York foram acusados. As denúncias contra eles não se limitam apenas à gestão dos jogos rigorosos e à obtenção de lucros ilícitos; os indiciamentos também destacam táticas de coerção. As famílias são acusadas de terem perseguido violentamente aqueles que acumulavam dívidas de jogo.

Os locais dos jogos, que teriam começado já em 2019, eram variados. Embora as operações fossem primariamente concentradas em Manhattan, notadamente nos bairros de Greenwich Village e Kips Bay, elas eram móveis o suficiente para aparecer em locais de alto nível, incluindo o Hamptons, Miami e Las Vegas.

"Este indiciamento demonstra que a Máfia de Nova York ainda está ativa e tem a capacidade de se adaptar", declarou um oficial familiarizado com o caso. "Não estamos falando das operações maciças de sindicatos que vimos nos anos 80, mas eles continuam a usar a intimidação e o engano para explorar as vulnerabilidades das pessoas."

O caso nos lembra que, embora as condenações históricas tenham corroído o poder da Máfia nas últimas décadas, seu envolvimento em empreendimentos mais discretos, como jogos de azar ilegais, continua a ser um componente de sua atividade criminosa. As famílias, antes envolvidas em grandes redes de tráfico de drogas, parecem ter voltado sua atenção para estas empresas menores para manter o fluxo de caixa, o que, para os agentes da lei, é um indicador de que sua influência, embora diminuída, está longe de ser extinta.

Espera-se que o processo, liderado pelo Escritório do Procurador Federal, leve a uma longa batalha judicial. Enquanto isso, o indiciamento envia uma mensagem clara: as autoridades federais de Nova York continuam vigilantes contra as atividades das famílias que dominaram o submundo da cidade por quase um século.

Esportes em 17 de Junho de 1994

A ESPN possui diversos documentários sobre esportes, e um deles é sobre um dia inacreditável no mundo dos esportes. Ter vários acontecimentos esportivos no mesmo dia não é algo fora do normal, principalmente se for um sábado ou domingo, mas o que aconteceu no dia 17 de junho de 1994 foi muito além do normal. Vários esportes estavam com acontecimentos diversos em curso, incluindo os principais esportes dos Estados Unidos, além de outros também relevantes, e o mais incrível de tudo isso é que o dia 17 de junho de 1994 era uma sexta-feira. Acompanhe portando tudo que aconteceu naquele dia 17 de junho de 1994 no mundo dos esportes.

Futebol (Soccer)
No dia 17 de junho do 1994 nos Estados Unidos simplesmente esteva começando a Copa do Mundo de futebol, só isso! A Copa de 1994 começou com jogos do Grupo C, quando a Alemanha derrotou a Bolívia por 1 a 0, gol de Klinsmann. A partida foi realizada no estádio Soldier Field, em Chicago, com um público de 63 mil pessoas. No mesmo dia ainda teve Espanha e Coréia do Sul empatando em 2 a 2. Esse segundo jogo foi no Cotton Bowl, em Dallas, para 56 mil pessoas. A maior parte do mundo provavelmente estava de olho na Copa do Mundo, mas lá nos EUA talvez nem todos estavam tão atentos assim como veremos nos próximos acontecimentos esportivos que este dia ainda estava vivendo.

Futebol Americano (NFL)
A temporada do futebol americano não acontece em junho, mas havia um acontecimento relacionado ao esporte e ao futebol americano que marcou esse dia 17 de junho de 1994. O lendário e muito famoso jogador de futebol americano da NFL O.J. Simpson havia sido acusado de matar sua esposa Nicole Brown Simpson. Ele fez um acordo com a polícia para se entregar, mas desistiu e fugiu de carro em um Ford Bronco dirigido por seu amigo Al Cowlings. A perseguição policial percorreu diversas Avenidas e Estradas de Los Angeles, terminou na casa dele e durou praticamente o dia todo. A fuga de carro de Simpson atraiu atenção de diversas pessoas que foram para as ruas ver o carro passando, ou se aglomeraram em frente a casa dele. Vários canais de TV passaram tudo ao ao vivo, com dezenas de helicópteros usados na transmissão naquele que foi sem dúvida um acontecimento inacreditável relacionado ao esporte naquele 17 de junho de 1994.

Basquete (NBA)
A Copa do Mundo de futebol começou no dia 17 de junho de 1994, mas ninguém da NBA estava preocupado em adequar o calendário para que as finais terminassem antes disso. Portando no dia 17 de junho da 1994 era dia do jogo 5 das finais da NBA. O jogo começou 9h no horário local e a série entre o New York Knicks e o Houston Rockets estava empatada em 2 a 2. A partida aconteceu em Nova York, no templo sagrado do Madison Square Garden, e o Knicks conseguiu a grande vitória por 91 a 84, com show do gigantesco Patrick Ewing. A equipe de Nova York, no entanto, perdeu os dois jogos seguintes e viu a chance do terceiro título da NBA ir parar nas mãos de Hakeem Olajuwon, a grande estrela do Rockets na época. Na Copa do Mundo o jogo em Nova York seria apenas no dia seguinte, em 18 de junho, mas isso não quer dizer que aquele 17 de junho de 1994 não teve mais acontecimentos esportivos na Big Apple.

Hóquei no Gelo (NHL)
Ao contrário da NBA, a NHL se preparou para terminar antes do início da Copa do Mundo de 1994. Assim o jogo sete das finais aconteceu em 14 de junho, com o time do New York Rangers Rangers derrotando o Vancouver Canucks por 3 a 2 no Madison Square Garden, garantindo assim a vitória por 4 a 3 na série. Nova York estava no topo do mundo tanto na NHL quanto na NBA com o Knicks nas finais. Mas apesar de ter sido campeão em casa no dia 14, o Rangers só fez o seu desfile de campeão no dia 17 de junho de 1994, sendo que a única diferença para os demais acontecimentos esportivos já citados é que o desfile de campeão foi logo nas primeiras horas do dia, não impedindo por isso que milhares de pessoas lotassem as ruas de Nova York, muitos deles provavelmente preparados para à noite irem no jogo cinco das finais da NBA!

Golfe
O lendário jogador de golfe Arnaldo Palmer, que começou a jogar em 1954, e que ganhou 7 torneios de Major´s, anunciou que durante o US Open de golfe de 1994, um dos quatros torneios Major´s do ano, ele estaria encerrando a sua carreira, ou pelo mesmo jogando seu último US Open que ganhou uma vez em 1960. Palmer jogava Major´s desde 1953 e ganhou seu primeiro Masters de Augusta em 1958. Foram anos e anos de história e naturalmente havia uma atenção especial à sua despedia. O US open de golfe foi outra competição que não se importou com a Copa do Mundo, marcando sua edição de 1994 para os dias 16, 17, 18 e 19 de junho. Palmer já não era mais o mesmo, por isso estava se aposentando, portanto ele não passou do corte e jogou o seu último buraco 18 naquela sexta-feira, 17 de junho de 1994, em transmissão ao vivo para todo o país. Mais tarde ele desistiu da aposentadoria total, continuando a jogar pelo menos o Masters de Augusta e alguns outros Major´s, mas jamais passando do corte, pelo menos até 2004. Ele morreu em 2016 aos 87 anos de idade, mas não antes de dividir a atenção do mundo dos esportes naquele 17 de junho de 1994.

Beisebol (MLB)
O esporte não parou por um segundo em 17 de junho de 1994 e o esporte em Nova York muito menos. Naquele 17 de junho de 1994 a rodada do Beisebol da MLB, que não para nem em época de Olimpíadas e não iria parar para o Copa do Mundo mesmo nos EUA, teve 14 jogos naquele dia, sendo que um deles foi Milwaukee Brewers contra New York Yankees, realizado no Yankee Stadium em Nova York, à noite, quase coincidindo com o jogo das finais da NBA. O Brewers venceu por implacáveis 8 a 1. Em um outro jogo, o Seattle Mariners derrotou o Kansas City Royals por 5 a 1, onde nesta partida Ken Griffey Jr. conseguiu empatar o recorde de Babe Ruth de mais home runs (30) antes de 30 de junho, sendo que este o 65º jogo da equipe na temporada de 1994 da MLB.

E assim foi aquele 17 de junho de 1994, um dia inesquecível para o mundo dos esportes.

O retorno triunfal de Joey Chestnut

Com a celebração do Quatro de Julho em Coney Island, o epicentro da excentricidade gastronômica anual, o retorno de Joey Chestnut ao Nathan's Hot Dog Eating Contest não foi apenas um evento esportivo, mas um espetáculo cultural que cativou a nação. Após uma breve controvérsia contratual que gerou sua ausência na edição do ano passado, a presença de Chestnut foi aclamada como a restauração de uma tradição essencial, sublinhando sua posição insubstituível no imaginário popular americano. A atmosfera de expectativa, tingida por uma curiosidade quase reverencial, refletia não apenas o desejo de ver um recorde ser quebrado, mas a fascinação por uma figura que transcende o mero desempenho atlético para encarnar uma forma singular de excelência.

A performance de Chestnut, ao consumir impressionantes 70,5 cachorros-quentes com pão em dez minutos, solidificou, mais uma vez, sua incontestável hegemonia no competitivo cenário da alimentação. Observadores e analistas convergem na tese de que sua invencibilidade reside em uma combinação singular de foco mental quase inabalável e uma tenacidade física excepcional. Diferentemente de outros competidores, cuja luta se torna visível à medida que a prova avança, Chestnut demonstra uma capacidade assombrosa de manter a concentração e a técnica, transformando a ingestão massiva em uma arte disciplinada, mesmo que seu ritmo também diminua um pouco. Esta singularidade técnica e psicológica é o que o eleva acima dos demais, tornando-o um paradigma de desempenho que desafia as expectativas fisiológicas e competitivas.

Nesse contexto, a aclamação de Chestnut como um "tesouro nacional" ou "lenda americana" merece uma análise mais aprofundada. Sua dominância inconteste na competição de comer hot dogs não apenas o estabelece como o maior de todos os tempos em sua disciplina, mas também suscita questionamentos sobre a própria natureza do esporte em que atua. Seria a competitividade na alimentação um mero espetáculo de excessos ou uma demonstração extrema de controle corporal e mental? A devoção do público a Chestnut sugere que ele personifica algo mais profundo: talvez a quintessência da persistência americana ou uma celebração paradoxal da superação humana, mesmo em uma arena tão peculiar. Sua figura, portanto, funciona como um espelho cultural, refletindo aspirações e admirações por feitos notáveis, independentemente do domínio.

Em suma, Joey Chestnut permanece inigualável. Sua vitória mais recente não foi apenas mais um título adicionado à sua vasta coleção, mas uma reafirmação de seu status lendário. Ele continua a operar em um patamar de desempenho que o separa drasticamente de qualquer outro comedor competitivo, solidificando um legado que, no mínimo, exige uma reflexão sobre os limites da capacidade humana e o fascínio coletivo por aqueles que os desafiam, mesmo que em um contexto tão singular. A cada competição, Chestnut não apenas vence; ele redefine as expectativas e reafirma sua posição como um ícone singular em um nicho esportivo que ele, sozinho, elevou a um patamar de notabilidade.

Os Dez atletas mais bem pagos de 2025

Os dez atletas mais bem pagos do mundo
Na lista dos dez atletas mais bem pagos do mundo em 2025 temos futebol, basquete da NBA, beisebol da MLB, futebol americano da NFL e também um representante do boxe. Este ano não tivemos nem golfe, nem tênis e nem Fórmula 1 nas dez primeiras posições. Entre os 100 primeiros da lista, o basquete da NBA é o esporte com maior número de representantes. Depois vem o bom e velho futebol, seguido pelo futebol americano da NFL. Em menor escala temos o beisebol da MLB, o golfe e também o boxe com dois ou três atletas, além de apenas um ou dois representantes de tênis e Fórmula 1. Nenhuma representante do sexo feminino está entre os 100 primeiros, enquanto que apenas dois brasileiros aparecem na lista completa.

1. Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo foi o atleta mais bem pago do mundo em 2025
(Futebol) - US$ 275 milhões

Cristiano Ronaldo continuou a ser uma figura central no futebol mundial, consolidando sua posição como o atleta mais bem pago do planeta, com ganhos estimados em US$ 275 milhões. Pelo Al-Nassr, na Arábia Saudita, onde permanece desde 2023, o craque português teve um desempenho notável, marcando 99 gols e dando 19 assistências em 111 jogos, mantendo uma média de quase um gol por partida. Sua busca pela marca histórica de 1000 gols na carreira se intensificou, com ele já tendo ultrapassado os 900. Além de suas atuações pelo clube, ele conquistou a Liga das Nações da UEFA 2024/25 com a seleção portuguesa e, recentemente, renovou seu contrato com o Al-Nassr até 2027, garantindo sua permanência no clube até os 42 anos e recebendo um salário anual de cerca de 400 milhões de euros. Apesar de ainda não ter conquistado o Campeonato Saudita, seu impacto financeiro e midiático no futebol do Oriente Médio é inegável, e ele segue demonstrando um alto nível de performance.

2. Stephen Curry
Stephen Curry segundo atleta mais bem pago do mundo
(Basquete) - US$ 156 milhões

Stephen Curry manteve sua posição como um dos jogadores mais influentes e bem pagos da NBA, com ganhos estimados em US$ 156 milhões, consolidando-o como o segundo atleta mais bem pago do mundo em 2025. Na temporada 2024-2025, ele continuou a ser a estrela do Golden State Warriors, liderando o time em pontos por jogo (com médias de 24.6 pontos na temporada 2024/2025), e foi novamente selecionado para o All-Star Game pela 11ª vez. Além de seu desempenho nas quadras, Curry brilhou fora delas, conquistando a medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris 2024 com a seleção dos EUA e recebendo o prêmio Twyman-Stokes Teammate of the Year de 2025, reconhecendo-o como o melhor companheiro de equipe da temporada. Em termos financeiros, ele assinou uma extensão de contrato com os Warriors em agosto de 2024, que elevou seu salário para US$ 62,6 milhões na temporada 2026/2027, aproximando-o da marca de US$ 1 bilhão em ganhos na carreira, somando salários e os aproximadamente US$ 50 milhões anuais em patrocínios com marcas como Under Armour, Callaway e Subway.

3. Tyson Fury
Tyson Fury terceiro atleta mais bem pago do mundo
(Boxe) - US$ 146 milhões

Tyson Fury continuou a ser uma das figuras mais dominantes e controversas do boxe mundial, consolidando-se como o terceiro atleta mais bem pago do mundo, com ganhos estimados em US$ 146 milhões. O destaque principal de seu período recente foi a aguardada luta de unificação dos títulos mundiais dos pesos-pesados contra Oleksandr Usyk, que Fury perdeu por decisão dividida em maio de 2025, marcando sua primeira derrota na carreira profissional e resultando na perda do cinturão do WBC. Apesar da derrota, a luta gerou imensa receita, com Fury embolsando uma bolada superior a US$ 100 milhões apenas por esse combate. Antes disso, ele já havia participado de outros eventos de alto perfil que contribuíram para seus impressionantes ganhos. Sua personalidade excêntrica e o histórico de vitórias (agora 34-1-1) o mantiveram no centro das atenções, com a expectativa de uma revanche contra Usyk sendo um dos temas mais comentados no mundo do boxe.

4. Dak Prescott
(Futebol Americano) - US$ 137 milhões

Dak Prescott continuou a ser o quarterback titular do Dallas Cowboys, consolidando sua posição como o quarto atleta mais bem pago do mundo em 2025, com ganhos estimados em US$ 137 milhões. Apesar de a equipe não ter avançado profundamente nos playoffs da temporada da NFL de 2024-25, Prescott manteve um desempenho sólido individualmente, sendo o líder da equipe e terminando a temporada regular como um dos principais passadores da liga, com cerca de 5.000 jardas aéreas e 40 touchdowns. Fora de campo, seu perfil financeiro foi impulsionado por um novo e substancial contrato com os Cowboys, que incluiu um bônus de assinatura de US$ 100 milhões e elevou seu salário anual, além de robustos acordos de patrocínio com marcas como Jordan Brand e Sleep Number, que o colocaram entre os jogadores mais bem remunerados da NFL e do esporte global.

5. Lionel Messi
(Futebol) - US$ 135 milhões

Lionel Messi continuou a ser uma das maiores estrelas do futebol mundial, consolidando sua posição como o quinto atleta mais bem pago do mundo em 2025, com ganhos estimados em US$ 135 milhões. Após sua mudança para o Inter Miami na Major League Soccer (MLS) em 2023, Messi teve um impacto transformador na liga, elevando o perfil do futebol nos Estados Unidos e mantendo um desempenho de alto nível em campo. Ele liderou o Inter Miami na temporada da MLS de 2024, onde, apesar de alguns desafios, continuou a demonstrar sua genialidade com gols e assistências cruciais. Além disso, Messi continuou sendo o capitão da seleção argentina, participando de jogos importantes e mantendo-se como peça fundamental para a equipe nacional, que segue como uma das favoritas em competições internacionais. Fora dos gramados, seus acordos de patrocínio com gigantes como Adidas e Apple continuaram a ser uma fonte significativa de sua receita, reforçando sua imagem global e seu status como um ícone esportivo e cultural.

6. LeBron James
(Basquete) - US$ 133,8 milhões

LeBron James continuou a desafiar as expectativas, mantendo-se como uma força dominante na NBA e figurando como o sexto atleta mais bem pago do mundo em 2025, com ganhos estimados em US$ 133,8 milhões. Pelo Los Angeles Lakers, ele demonstrou sua versatilidade e liderança, registrando médias expressivas de pontos, rebotes e assistências, mesmo em sua 21ª temporada. Um dos marcos notáveis foi ter ultrapassado a marca de 40.000 pontos na carreira, solidificando ainda mais seu legado como o maior pontuador da história da NBA. Além do desempenho em quadra, LeBron continuou a ser um gigante no mundo dos negócios, com seu portfólio de patrocínios e investimentos, incluindo a SpringHill Company, contribuindo significativamente para seus ganhos fora do basquete. Apesar dos desafios dos Lakers na busca por um título, sua influência no esporte e na cultura pop permaneceu inabalável.

7. Juan Soto
(Beisebol) - US$ 114 milhões

Juan Soto se estabeleceu ainda mais como um dos talentos mais promissores e, agora, um dos atletas mais bem pagos do mundo, ocupando a sétima posição com ganhos estimados em US$ 114 milhões. Sua jornada recente foi marcada por uma troca de alto perfil do New York Yankees para o San Diego Padres em um negócio que abalou a MLB no final de 2024. Apesar da mudança de equipe, Soto manteve sua performance de elite no bastão, consistentemente demonstrando sua capacidade de conseguir rebatidas e Walks, solidificando sua reputação como um dos melhores rebatedores da liga. O principal catalisador para seus ganhos astronômicos foi a assinatura de uma extensão de contrato histórica de 15 anos no valor de US$ 520 milhões com os Padres em abril de 2025, tornando-o o jogador mais bem pago da história da MLB e garantindo sua permanência na equipe por um longo tempo.

8. Karim Benzema
(Futebol) - US$ 104 milhões

Karim Benzema solidificou sua posição como um dos atletas mais bem pagos do mundo, figurando em oitavo lugar com ganhos estimados em US$ 104 milhões. Atuando pelo Al-Ittihad na Liga Saudita, para onde se transferiu em 2023 com um contrato até 2026, Benzema teve um ano de grande sucesso em campo. Ele foi uma peça fundamental para o Al-Ittihad, que conquistou a Saudi Pro League na temporada 2024-2025, superando rivais como o Al-Hilal e o Al-Nassr de Cristiano Ronaldo. Além do campeonato nacional, o time também venceu a King's Cup, com Benzema marcando gols importantes na final e sendo nomeado o MVP. Apesar de alguns rumores de insatisfação e possíveis saídas que surgiram ao longo do período, Benzema permaneceu no Al-Ittihad, demonstrando seu valor com gols e assistências cruciais, e cumprindo a promessa de que os torcedores estariam orgulhosos do desempenho da equipe.

9. Shohei Ohtani
(Beisebol) - US$ 102,5 milhões

Shohei Ohtani continuou a ser uma força singular no beisebol, destacando-se como o nono atleta mais bem pago do mundo em 2025, com ganhos estimados em US$ 102,5 milhões. Sua trajetória recente foi marcada pela histórica assinatura de um contrato de 10 anos no valor de US$ 700 milhões com o Los Angeles Dodgers em dezembro de 2024, o maior acordo na história dos esportes norte-americanos. Esta mudança de equipe, após anos no Los Angeles Angels, consolidou seu status como a maior estrela da MLB. Apesar de ter sido focado apenas como batedor em 2025 devido à recuperação de uma cirurgia no cotovelo, Ohtani manteve um desempenho ofensivo de elite, com números impressionantes em rebatidas, roubos de base e corridas impulsionadas. Fora do campo, seus ganhos foram amplificados por mais de uma dezena de acordos de patrocínio com marcas globais, refletindo sua popularidade mundial e seu apelo comercial sem precedentes no esporte.

10. Kevin Durant
Lista dos atletas mais bem pagos do mundo 2025
(Basquete) - US$ 101,4 milhões

Kevin Durant continuou a ser uma das estrelas mais consistentes da NBA, consolidando sua posição como o décimo atleta mais bem pago do mundo em 2025, com ganhos estimados em US$ 101,4 milhões. Pelo Phoenix Suns, Durant manteve um nível de elite, sendo o principal pontuador da equipe e um dos jogadores mais eficientes da liga. Ele foi selecionado para o All-Star Game da NBA pela 15ª vez em sua carreira, demonstrando sua durabilidade e talento contínuo. Apesar dos esforços, os Suns enfrentaram desafios nos playoffs da temporada 2024-2025, mas o desempenho individual de Durant permaneceu em destaque. Fora das quadras, seus ganhos foram significativamente impulsionados por sua parceria vitalícia com a Nike, além de investimentos em diversas empresas e o sucesso de sua empresa de mídia, Boardroom, que contribuíram para sua impressionante receita fora do basquete. Para o ano que vem ele deve melhorar sua posição após sua transferência para o Houston Rockets.

Feminino

Infelizmente, nenhuma mulher aparece na lista dos 10 atletas mais bem pagos do mundo em 2025, e, de fato, nenhuma atleta feminina figura nem mesmo entre os 100 atletas mais bem pagos do mundo, segundo as projeções da Forbes para este ano. Essa ausência reflete uma persistente disparidade salarial e de receitas entre o esporte masculino e o feminino. Embora o esporte feminino esteja em ascensão, com recordes de audiência e aumento no interesse de marcas, os valores de contratos, salários e prêmios ainda são significativamente menores em comparação com as ligas e eventos masculinos.

A atleta feminina com maiores ganhos em 2024-25, por exemplo, foi a tenista Coco Gauff, com US$ 34,4 milhões. Esse valor, apesar de expressivo, ficou bem abaixo do corte para entrar na lista geral dos 100 atletas mais bem pagos, que foi de US$ 53,6 milhões em 2025. O tênis é a modalidade que mais se destaca em termos de remuneração para mulheres, mas mesmo as maiores estrelas desse esporte ainda não alcançam os patamares financeiros dos homens nos esportes de maior visibilidade.

Brasil

De acordo com as projeções mais recentes, o Brasil tem dois representantes de peso no futebol.

25. Neymar Jr.
(atualmente no Santos)
aparece na 25ª posição geral, com ganhos estimados em US$ 76 milhões.

46. Vinicius Jr.
(Real Madrid)
figura na 46ª posição, com rendimentos estimados em US$ 55 milhões.

É importante notar que, como na lista do top 10, o futebol é o esporte predominante para os atletas brasileiros que alcançam esses patamares financeiros.

Os Dez atletas mais bem pagos em 2025

O futebol, o futebol americano da NFL, o basquete da NBA e também o bom e velho golfe são os esportes que dominaram as dez primeiras posições entre os atletas mais bem pagos do mundo em 2025, deixando fora da lista o tênis, a Fórmula 1 e o beisebol.

Além de seus salários normais que ganham dos clubes que atuam, ou mesmo premiações das competições como no caso do golfe, esses atletas ainda tem vários patrocinadores pessoais e endossos, vindos de campenhas publicitárias que fazem ao longo do ano.

Confira a seguir a lista dos dez atletas mais bem pagos do mundo em 2025:

1. Cristiano Ronaldo
FUTEBOL

$285 milhões


O astro do futebol Cristiano Ronaldo é o atleta mais bem pago do mundo. Ronaldo ganha cerca de US$ 200 milhões anualmente sob seu contrato atual com o time de futebol da Arábia Saudita Al Nassr, que expira em 2025. Estima-se que ele tenha ganhado US$ 220 milhões em campo em 2024 e US$ 65 milhões fora dele. E suas parcerias de marca com empresas são lucrativas. As marcas incluem Herbalife, sua própria marca CR7 que inclui vestuário, fragrâncias e muito mais, e um acordo vitalício com a Nike.

2. Jon Rahm
GOLFE
US$ 218 milhões


O jogador de golfe profissional Jon Rahm fez um total estimado de $ 218 milhões em 2024. Rahm deixou o PGA Tour em 2023 para se juntar à rival LIV Golf League por um contrato plurianual no valor de mais de $ 350 milhões. Rahm ganhou $ 198 milhões em 2024 no campo e $ 20 milhões fora do campo. Rahm é o capitão de seu time da LIV Golf League apoiado pela Arábia Saudita, Legion XIII, e tem uma participação no time.

3. Lionel Messi
FUTEBOL

US$ 135 milhões


A lenda do futebol Lionel Messi faturou um total de US$ 135 milhões em 2024, ganhando US$ 65 milhões em campo com o time da Major League Soccer Inter Miami e US$ 70 milhões fora de campo por meio de seus vários acordos de patrocínio e negócios. Messi tem parcerias de marca com empresas como Pepsi, Adidas, Apple e Lowes, entre outras. Ele também tem sua própria marca de roupas e um extenso portfólio imobiliário avaliado em milhões.

4. LeBron James
BASQUETE

US$ 128,7 milhões


O astro da NBA LeBron James, atacante do Los Angeles Lakers, está ganhando US$ 48,7 milhões em salário para a temporada 2024-25. James também está ganhando cerca de US$ 80 milhões fora da quadra em patrocínios, licenciamento e empreendimentos comerciais. Os patrocínios de marca de James incluem Nike, DraftKings, PepsiCo e muito mais.

5. Neymar
FUTEBOL

US$ 110 milhões


O jogador de futebol brasileiro Neymar faturou cerca de US$ 110 milhões em 2024, ganhando US$ 80 milhões em campo com o time da Arábia Saudita Al Hilal e US$ 30 milhões fora de campo em endossos e patrocínios. O astro do futebol também tem parcerias com marcas como Puma, Skims, Red Bull, Blaze Casino, Qatar Airways e muito mais. Nesse ano se transferiu para o Santos, no Brasil, o que deve reduzir muito seus ganhos em 2025.

6. Stephen Curry
BASQUETE

US$ 105,8 milhões


O campeão da NBA Stephen Curry ganhou cerca de US$ 105,8 milhões em 2024, ganhando US$ 55,8 milhões como armador astro do Golden State Warriors e outros US$ 50 milhões fora das quadras. As parcerias e negócios de Curry incluem sua empresa de tênis e roupas esportivas, Curry Brand, uma produtora e uma marca de bebidas alcoólicas.

7. Karim Benzema
FUTEBOL
US$ 104 milhões

O jogador de futebol francês Karim Benzema ganhou US$ 104 milhões em 2024, ganhando US$ 100 milhões em campo e US$ 4 milhões fora dele. Benzema tem um acordo de patrocínio com a Adidas.

8. Giannis Antetokuonmpo
BASQUETE
US$ 93,8 milhões


O jogador da NBA Giannis Antetokuonmpo ganhou US$ 93,8 milhões em 2024. Antetokuonmpo ganhou $48,8 milhões como atacante do Milwaukee Bucks, e $45 milhões fora das quadras. Antetokuonmpo tem acordos com marcas como Nike, Google, PepsiCo e Amazon, e lançou sua própria produtora, a Improbable Media.

9. Kylian Mbappé
BASQUETE
US$ 90 milhões


O astro do futebol francês Kylian Mbappé ganhou cerca de US$ 90 milhões em 2024, sendo US$ 70 milhões jogando no Real Madrid e US$ 20 milhões fora de campo com patrocínios e outros empreendimentos. As parcerias de marca de Mbappé incluem Nike e Hublot, e sua própria produtora, Zebra Valley, que tem parceria com a NBA.

10. Jared Goff
FUTEBOL AMERICANO
US$ 85,6 milhões


O quarterback do Detroit Lions, Jared Goff, ganhou cerca de US$ 85,6 milhões em 2024. Goff assinou um contrato de quatro anos no valor de US$ 212 milhões com os Lions e ganha um salário médio anual de US$ 53 milhões. Os acordos de marca de Goff incluem Netflix, Ford, Old Spice, Jared Jewelers e ele tem sua própria linha de roupas, JG16.

Maiores nomes das Olimpíadas Paris 2024

As Olimpíadas de Paris 2024 chegaram ao fim. Foram duas semanas intensas de muitas competições e amoções no mundo dos esportes. O começo dos Jogos Olímpicos deste ano não foram tão empolgantes, parecia até que eleger os maiores nomes deta edição seria uma tarefa difícil, mas quando a primeira semana foi terminando, e durante toda a segunda semana, foram surgindo nomes e acontecimentos enormes que a tarefa difícil acabou sendo selecionar os nomes em meio a tantos detaques que apareciam todos os dias. O que restou foi definir algumas prioridades e deixar os demais como menções honrosas, mas isso também não diminui em nada os feitos e conquistas daqueles que aqui não forem citados.

1. Julien Alfred
Santa Lúcia é uma pequena ilha do Caribe com cerca de 160 mil habitantes. Para os Jogos Olímpicos da França eles enviaram uma delegação de apenas 4 atletas. E entre eles estava a velocista Julien Alfred, que é nascida em Castries, um destrito de Santa Lúcia. E Julien então conseguiu uma dos maiores feitos de seu país e também de toda a Olimpíada talvez, pois foi responsável pela primeira medalha da história de Santa Lúcia em Jogos Olímpicos. Se não bastasse, essa primeira medalha foi de ouro, e foi na prova dos 100 metros rasos, uma das mais emblemáticas da competição. Julien Alfred, depois disso, foi além e faturou também a prata nos 200 m. Um feito incrível que fez de Julien Alfred um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

2. Mijaín López
Houve uma época que Cuba vislumbrou como uma candidata a potência olímpica, chegando até a ganhar 14 medalhas de ouro nas Olimpíadas de Barcelona 1992. A partir de Pequim 2008 as coisas foram mudando e o titmo de conquistas diminuiu. Apesar disso, um atleta se manteve firme ao longo das últimas cinco Olimpíadas e em Paris 2024 ele fez a sua grande despedida com uma marca inédita. Mijaín López ganhou sua quinta medalha de ouro em sua quinta participação olímpica. Ele se tornou o primeiro atleta com cinco medalhas de ouro em uma mesma competição, em cinco olímpiadas diferentes e consecutivas, aos 41 anos, o que é realmente algo fantástico que faz dele um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

3. Sifan Hassan
Nas Olimpíadas de Helsinki 1952, o corredor fundista Emil Zátopek havia conseguido um feito extraordinário que faz dele um dos maiores de todos os tempos. Zátopek foi medalha de ouro nos 5.000 m, 10.000 m e também na Maratona. Já entre as mulheres, jamais alguém havia corrido de forma tão versátil através das diferentes distâncias, pelo menos até surgir Sifan Hassan. Em Tóquio ela já havia sido um dos grandes destaques, não só por ter conseguido medalha nos 1.500 m, 5.000 m e 10.000 m, mas também por sua resiliência ao ser derrubada em uma prova classificatória, levantado e cruzado na primeira posição. Agora, Sifan estava modesta com apenas um bronze nos 5.000 m e outro nos 10.000 m, mas eis que no último dia Sifan Hassan aparece correndo a maratona feminina, e se não bastasse ser a primeira mulher participando dos 5.000 m, 10.000 m e da maratona, ela ainda ganha a medalha de ouro com recorde olímpico, se tornando a primeira atleta mulher da história com medalhas nas três distâncias na mesma olimpíadas, além de ser a única mulher com ouro nas três distâncias juntando com suas conquistas de Tóquio, por isso ele é um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

4. Novak Djokovic
O tenista sérvio Novak Djokovic desabou em emoção na quadra central de Roland Garros e em meio às lágrimas ele tremia de amoção. Não era por acaso, Djokovic conseguia mais uma grande feito em sua longeva carreira. Aos 37 anos ele completou a Super Slam da carreira, algo que apenas Andre Agassi havia feito no masculino, e Steffi Graf e Serena Williams no feminino. Assim Djokovic superou Roger Federer e Rafael Nadal, dois dos seus maiores rivais. O suiço ficou sem o ouro olímpico de simples, enquanto Nadal nunca venceu a Masters Cup, competição dos melhores de cada ano, sendo que Nadal tem o Golden Slam. Com esse ouro e o recorde de títulos de Grand Slam de todos os tempos, Djokovic pode dizer agora que já ganhou tudo que era possível ganhar, e por isso ele é um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

5. Diana Taurasi
Nas Olimpíadas de Tóquio, Diana Taurasi e Sue Bird se tornaram duas das maiores atletas olímpicas ao conquistarem cinco medalhas de ouro em cinco Jogos diferentes seguidos. Três anos se passaram e desta vez Sue Bird não foi convocada, mas Diana Taurasi estava lá, mesmo que no banco de reservas. A medalha de ouro, oitava consecutiva, não foi fácil para a Seleção feminina de basquete dos EUA desta vez, que sofreu muito para vencer a França por apenas um ponto na final, mas ela veio e foi colocada no peito de Diana, sua sexta medalha de ouro, a única atleta de toda a história que tem seis medalhas de ouro em seis edições diferentes de Jogos Olímpico, por isso ela é s maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

6. Katie Ledecky
A nadadora Katie Ledecky é uma velha conhecida das listas de maiores nomes do esporte ao longo dos últimos anos, graças à suas excelentes performances nas competições de longa distância. Nesta edição dos Jogos, Ledecky ganhou ouro nos 800m livres e nos 1.500m livres, além de prata nos revezamento 4x200m livres e bronze nos 400m livres. Isso fez com ela se tornasse a mulher americana mais condecorada da história, a nadadora mais condecorada de todos os tempos, a mulher com mais medalhas de ouro (empatada com a ginasta Larisa Latynina com um total de nove ouros) e a quinta atleta (entre homens e mulheres) que mais ganhou medalhas na história olímpica, com um total de 14 medalhas, sendo que nessa edição ganhou seu primeiro bronze, por isso Katie Ledecky é um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

7. Stephen Curry e Kevin Durant
A seleção americana de basquete dos EUA não é imbatível já faz um tempo, mas desde 2008 eles voltaram a ser. Mesmo assim, o jogo da semifinal contra a Sérvia e a final contra a França jogando em casa com apoio da torcida, não foram nada fáceis e muitos acharam que o time seria superado novamente. LeBron James, mesmo com idade avançada, jogou muito bem, conseguido seu terceiro ouro e sua quarta medalha, que poderia ser mais se ele tivesse ido na Rio 2016 e em Tóqio 2020, mas os dois grandes nomes são Stephen Curry e Kevin Durant. Primeiro Curry porque ele fez várias bolas de três mágicas tanto no final do jogo da semifinal quanto na grande final, que garantiu a vitória, principalmente na semifinal quando o time estava perdendo, e Durant porque se tornou o primeiro jogador de basquete masculino a ter quatro medalhas de ouro em quatro edições diferentes dos jogos, por isso eles são dois dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

8. Rebeca Andrade
O nome de Simone Biles deveria estar nessa lista, mas por enquanto ele ainda não apareceu. Isso não significa que a participação de Simone nos Jogos tenha sido ruim, pois ela ganhou três ouros e uma prata, mas não superou Rio 2016 quando faturou quatro ouros e um bronze. No conjunto da obra seus problemas pessoais em Tóquio 2020 a impediram de se tornar a maior de todos os tempos, pois só ganhou uma prata e um bronze, o que não impede no entanto de ser considerada uma das maiores ginastas de todos os tempos. Na final do solo, viu o ouro virar prata após dois erros muito incomuns, e assim quem aproveitou foi Rebeca Andrade, que faturou o primeiro lugar e chegou a seis medalhas em sua carreira, se tornando a atleta brasileira com mais medalhas em toda a história olímpica, com duas de ouro, três de prata e uma de bronze, por isso Rebeca Andrade é um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

9. Teddy Riner e Léon Marchand
A França terminou as Olimpíadas em casa com uma performance incrível. Eles conquistaram 64 medalhas, sendo 16 de ouro, terminando na quinta colocação do quadro geral de medalhas. E entre os medalhistas de ouro, talvez dois deles tenham sido seus maiores heróis nos Jogos. Teddy Riner já era uma lenda, ele foi o escolhido para ascender a pira olímpica na cerimônia de abertura, e na hora de competir não descepcionou conquistando mais duas medalhas de ouro, sendo uma individual e outra por equipes. Riner chegou a um total de cinco medalhas de ouro em sua carreira, além de ter também dois bronze em sua quinta olimpíada e não anunciou aposentadoria. Já Léon Marchand pode ser o sucessor de Riner como ídolo olímpico, em sua primeira Olimpíada aos 22 anos de idade, Marchand faturou quatro medalhas de ouro e uma de bronze, podendo em breve ser o maior atleta olímpico francês da história, por isso eles são dois dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

10. Kim Woo-jin
Essa última posição na lista foi a mais difícil de ser definida, e isso ficará mais claro nas menções honrosas abaixo. Resolvemos eleger o sul-coreano Kim Woo-jin que havia ganhado medalha de ouro no Tiro com Arco por equipes na Rio 2016 e também em Tóquio 2020, mas desta vez ele se consagrou de vez. Na decisão apertada e definida no desempate, Kim Woo-jin finalmente conseguiu seu ouro no individual, e também faturou o seu ouro por equipes e ouro por equipes mistas. Com cinco medalhas de ouro Kim Woo-jin não sabe qual é a cor de outras medalha e se tornou o arqueiro com mais medalhas de ouro em toda a história olímpica, por isso ele é um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

Menções honrosas
Alguns nomes das Olimpíadas de Paris 2024 não estão listados aqui e outros que não estão acima podem ser lembrados agora com as menções honrosas.

Remco Evenepoel - Primeiro ciclista da história que venceu as provas de contra-relógio e de estrada na mesma edição dos Jogos Olímpicos. Uma das primeiras vezes, no entanto, que um homem repete o feito que uma mulher já havia conseguido, pois em Sydney 2000 a holandesa Leontien van Moorsel já havia alcançado a vitória dupla. Letsile Tebogo - Botswana já havia ganhado medalhas de prata e bronze em outras edições dos Jogos, mas pela primeira vez ganhou uma medalha de ouro. Aproveitando que o vencedor da acirrada disputa dos 100m rasos, Noah Lyles estava com Covid, Letsile Tebogo tratou de faturar o primeiro lugar e ainda foi prata no revezamento 4x400m.

Armand Duplantis - Vencedor do ouro em Tóquio, desta vez o lugar mais lato no pódio não bastava para o sueco Armand Duplantis. Ele assegurou a medalha dourada e seguiu pulando para bater o recorde Mundial e Olímpico do Salto com Vara e consagrar ainda mais seu nome na história do esporte.

Simone Biles - Apesar do erro e derrota para Rebeca Andrade, Simone não deixou de ser um dos grandes nomes de Paris 2024. Com 11 medalhas olímpicas em três Olimpíadas, ela está empatada com Věra Čáslavská como a segunda ginasta olímpica feminina mais condecorada e tem o maior número de medalhas olímpicas conquistadas por uma ginasta dos EUA.

Summer McIntosh - Com apenas 17 anos de idade a canadense Summer McIntosh ganhou três medalhas de ouro e uma de prata na Natação e sem dúvida foi um dos grandes nomes do esporte.

China domina sem aparecer
É impressionante acompanhar o dia a dia do quadro de medalhas. Ao longo do dia nós invareavelmente vemos os Estados Unidos ganhando medalhas de ouro e esportes mais populares, que tem mais transmissão pela TV e com nomes mais consagrados no mundo, mais conhecidos por assim dizer. Isso acontece especialemnte no Atletismo, Natação, Basquete, Ginástica, Ciclismo e até Golfe, por exemplo, mas tem muitos outros esportes acontecendo e muitas medalhas sendo distribuídas que nós, talvez no Brasil, acabamos não vendo muito ou não ficamos sabendo. Isso acontece por vários motivos, um deles é porque o esporte não é muito popular no Brasil ou porque os atletas não são mundialemnte famosos ou conhecidos a ponto de ganharem naturalemnte seu espaço como acontce com Simone Biles e Novak Djokovic, mas as medalhas de ouro estão saindo e sendo entregues aos vencedores.

No final terminou com um incrível empate em medalhas de ouro, 40 para os Estados Unidos e 40 para a Cinha, mas os EUA acabaram tendo mais pratas do que a China e também um total de medalhas maior do que os chineses, sendo assim o grande vencedor dos Jogos. Isso, no entanto, não impede que exaltemos os chineses especificamente em dois esportes, um deles é o mergulho, também conhecido como Saltos ornamentais, e o outro é o Tênis de mesa. A China simplesmente ganhou todas as medalhas de ouro que foram disputadas nestas duas modalidades, além de mais três pratas e um bronze.

Nos Saltos ornamentais foram oito de ouro, sendo quatro competições masculinas e duas femininas. Glória para Xie Siyi, Cao Yuan, Wang Zongyuan, Long Daoyi, Yang Hao, Lian Junjie, Chen Yiwen (2), Quan Hongchan (2), Chang Yani e Chen Yuxi. Enquanto que no tênis de mesa foram cinco de ouro, sendo duas no masculino, duas no feminino e uma nas duplas mistas. Glórias para Fan Zhendong (2), Ma Long, Wang Chuqin (2), Chen Meng (2) e Sun Yingsha (2), nomes que nunca iremos lembrar, porém grandes atletas que ajudaram a China a continuar sendo uma sombra e uma ameaça aos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos.