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Herói olímpico

Maureen Maggi e a Seleção Feminina de vôlei foram recebidas com festa no Brasil, desfilaram em carro de bombeiros assim como vários atletas em várias partes do mundo, que foram homenageados de diversas maneiras possíveis, mas talvez ninguém tenha sido tão reverenciado quanto Rohullah Nikpai, responsável pela primeira medalha olímpica do Afeganistão, tratato literalmente como um grande herói em seu retorno.

Tapete vermelho, fotos e cartazes do atleta em todas as estradas de acesso ao aeroporto internacional de Cabul, mensagens parabenizando o feito e um grande aparado de segurança no desfile até o estádio nacional, onde uma grande multidão de afagãos o esperava, não faltaram gritos de orgulho em uma grande festa para aquele que é agora o maior ídolo esportivo do país em todos os tempos.

Nikpai faturou em Pequim a primeira medalha em toda a história do Afeganistão, ele foi bronze no taekwondo categoria até 58Kg, derrotou adversários como o campeão europeu de 2006 Levent Tuncant, além do bi-campeão mundial Juan Antonio Ramos na grande decisão do terceiro lugar. Rohullah Nikpai entrou para a história do país que vive em constantes guerras, e por incrível que pareça já esteve nos Jogos Olímpicos 12 vezes desde 1936, mas nunca com um motivo tão grande para se orgulhar como agora. (Foto: Musadeq Sadeq/AP)

Guerreira Natália

O quarto lugar em Atenas 2004 e o vice no Pan do Rio 2007 estavam totalmente entalados na garganta, mas a guerreira Natália Falavigna nunca se abateu e insistiu nos treinamentos, na dedicação e na sua grande força interior, voltou às Olimpíadas em Pequim 2008 e com méritos ganhou sua medalha, de bronze, a primeira do Brasil no Taekwondo em toda a história.

Aos contrário do choro de tristeza dessa fez o que se viu foi um choro de emoção, poucos segundos antes de acabar a luta contra a sueca Karolina Kedzierska, Natália já sentia a emoção da conquista, a única derrota em toda a competição veio com uma decisão dos juízes, depois de ter empatado com a norueguesa Nina Solheim na semifinal.

Solheim acabou perdendo para a mexicana Maria del Rosario Espinoza, na grande decisão da categoria até 67 Kg, era a chance de Falavigna devolver a derrota que havia sofrido no Rio de Janeiro durante o Pan, mas a medalha de bronze já foi considerada uma grande conquista para a atleta que começou no esporte ao 14 anos de idade e jamais desistiu de seu grande sonho, a medalha olímpica.

Coincidentemente a primeira medalha do Brasil no Taekwondo veio no mesmo local onde foram disputadas as competições do judô, e que trouxe a primeira medalha em esportes individuais femininos do Brasil com Ketleyn Quadros, em uma Olimpíada com grandes conquistas para mulheres brasileiras, que levaram também ouro no vôlei e salto em distância, prata no futebol e mais um bronze, na vela com Fernanda Oliveira e sua companheira Isabel Swan. (Foto: Getty Images)

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PEQUIM 2008