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COI libera Rússia para voltar a competir

O esporte, que historicamente se vendeu como um território neutro, acima das fronteiras e das diplomacias, acaba de ser atingido por um terremoto ético que promete sacudir as estruturas até Los Angeles 2028. A decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI), tomada nesta semana, de levantar a suspensão que pesava sobre os atletas russos é um soco no estômago daqueles que acreditam que o esporte deve servir como ferramenta de pressão geopolítica. O retorno dos russos, ainda que envolto em ressalvas, reacende uma ferida que nunca cicatrizou desde a invasão da Ucrânia, colocando frente a frente o direito humano ao trabalho esportivo e a necessidade de uma sanção que, na visão de muitos, deveria ser permanente enquanto durar o conflito.
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Para a Rússia, a notícia foi celebrada como uma vitória da sanidade e do distanciamento da política, com o governo local reforçando que o movimento olímpico não pode ser refém de agendas governamentais. Do outro lado da trincheira, a reação foi de indignação absoluta. A Ucrânia, que vê o esporte como uma das poucas plataformas de visibilidade para o horror que seu povo atravessa, já deu sinais claros de que essa "reconciliação" prematura do COI é uma afronta. A recomendação de que atletas ucranianos evitem qualquer contato ou protocolo de cortesia com rivais russos ganha um novo e amargo capítulo, transformando o pódio em um campo minado de silêncios desconfortáveis e boicotes latentes.
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O ponto fundamental dessa polêmica é, sem dúvida, a punição coletiva. É justo, do ponto de vista humanitário, destruir a carreira de um jovem ginasta ou nadador que dedicou a vida a um ciclo olímpico por decisões tomadas por um gabinete de guerra a milhares de quilômetros de distância de seu centro de treinamento? Os atletas, figuras que muitas vezes são os primeiros a sofrer com a crise e os últimos a terem voz, acabam sendo transformados em peças de xadrez político. Punir o indivíduo pelo crime do Estado é um caminho perigoso, que desumaniza o esportista e ignora a trajetória de quem não tem poder algum sobre as bombas que caem fora das arenas.
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O debate, no entanto, expõe uma hipocrisia seletiva que é impossível de ignorar. Quando olhamos para o histórico de conflitos globais, vemos que a aplicação dessas sanções é, no mínimo, incoerente. Onde esteve a indignação olímpica em tantos outros conflitos onde potências como os Estados Unidos foram protagonistas? Por que o peso da caneta do COI é tão diferente conforme o passaporte de quem está no centro da crise? Ao criar dois pesos e duas medidas, o Comitê acaba admitindo, ainda que nas entrelinhas, que o esporte nunca foi neutro. Se o atleta deve pagar pela política do seu país, essa regra deveria ser absoluta, universal e implacável para todos, sem exceções baseadas em alianças geopolíticas. Assim sendo, o mais justo é liberar mesmo os atletas russos, pois os esportistas não podem pagar o preço, a não ser que seja caso de doping, pois aí os russos são especialistas mesmo.

Vai começar as Olimpíadas de Inverno

Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, oficialmente conhecidos como Milão-Cortina 2026, inauguram um novo paradigma na organização de eventos de grande porte, fundamentado na descentralização e na sustentabilidade. Pela primeira vez na história olímpica, a sede é compartilhada de forma equânime entre duas cidades principais, Milão e Cortina d’Ampezzo, situadas a cerca de 400 quilômetros de distância uma da outra. Essa configuração não apenas valoriza a infraestrutura urbana e tecnológica da metrópole milanesa, onde ocorrerão as cerimônias e as provas de gelo, como o hóquei e a patinação, mas também exalta a tradição alpina de Cortina, palco histórico que já abrigou os Jogos em 1956 e agora retoma seu protagonismo nos esportes de montanha.

As expectativas para esta edição são elevadas, especialmente no que tange ao equilíbrio entre a tradição esportiva e a adaptação climática. Um dos maiores desafios reside na garantia da qualidade da neve. Diante das oscilações de temperatura globais, a organização estima que cerca de 80% das superfícies utilizadas nas competições dependam de neve artificial. Diferente da precipitação natural, a neve fabricada possui uma densidade maior e maior resistência ao desgaste, sendo essencial para manter a integridade das pistas sob o uso intenso dos atletas. Esse cenário reforça a necessidade de tecnologias de ponta para a gestão de recursos hídricos, consolidando o compromisso dos Jogos com um legado de baixo impacto ambiental, visto que 92% das instalações utilizadas já existiam ou são temporárias.

Ao comparar o interesse despertado pelos Jogos de Inverno com os de Verão, nota-se uma distinção clara de abrangência. Enquanto as Olimpíadas de Verão possuem de uma popularidade quase universal, facilitada pela acessibilidade de modalidades como o atletismo e a natação em praticamente qualquer clima, os Jogos de Inverno preservam um caráter mais nichado e técnico. O interesse que despertam costuma estar associado à plasticidade visual e ao perigo inerente às velocidades extremas no gelo. Contudo, a edição de 2026 demonstra um crescimento no engajamento global, inclusive em países tropicais como o Brasil, que envia uma delegação recorde de quatorze atletas, evidenciando que o fascínio pelo espetáculo do inverno ultrapassa barreiras geográficas.

No cenário competitivo, figuras proeminentes prometem dominar as manchetes. A norte-americana Mikaela Shiffrin, recordista absoluta de vitórias em Copas do Mundo, chega como a grande favorita no esqui alpino, enquanto a neerlandesa Jutta Leerdam atrai todos os olhares na patinação de velocidade, unindo excelência técnica a um massivo impacto midiático. No hóquei, a presença de astros da NHL, como o canadense Connor McDavid, eleva o torneio a um patamar de elite. No entanto, o grande nome dos Jogos pode vir de uma transição histórica: Lucas Pinheiro Braathen, esquiador de origem norueguesa que agora defende as cores do Brasil, surge como uma das maiores promessas de medalha inédita para o país, simbolizando a globalização e o espírito de renovação que definem Milão-Cortina 2026.

COB impede um feito história em LA

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 (LA28) acabou criando uma grande controvérsia ao divulgar o cronograma oficial de competições, que, em um revés amargo para o atletismo mundial, inviabiliza a tão aguardada busca de Sydney McLaughlin-Levrone pela inédita "dobradinha de ouro" nos 400 metros rasos e 400 metros com barreiras. A agenda conflitante das provas de pista forçará a maior estrela do atletismo americano a tomar uma decisão difícil sobre qual evento priorizar em sua terra natal.

McLaughlin-Levrone, bicampeã olímpica e recordista mundial nos 400m com barreiras, já havia elevado as expectativas ao conquistar o título mundial nos 400m rasos, demonstrando uma versatilidade lendária. O sonho de unir o ouro em ambas as provas nos Jogos de 2028 era o ponto focal da antecipação global, um feito que a consolidaria ainda mais e de uma forma muito mais irrefutável no panteão dos maiores nomes do esporte.

No entanto, o grande problema esbarra na programação apertada: as semifinais dos 400 metros com barreiras e a final dos 400 metros rasos foram marcadas para a mesma noite, em 20 de julho. Este overlap virtualmente simultâneo de eventos de alta exigência torna a participação em ambas as provas, no nível competitivo que se espera de uma campeã olímpica, simplesmente impossível, dada a necessidade de tempo de recuperação.

A decisão do LA28 gerou críticas imediatas de fãs, ex-atletas e analistas, que consideram a programação um erro estratégico que não maximiza a exposição e o apelo daquela que é, indiscutivelmente, uma das principais atrações dos Jogos. A atleta, conhecida por sua ambição e foco inabaláveis, agora enfrenta o dilema de abrir mão de um de seus objetivos, transformando o que deveria ser uma celebração histórica de seu talento em uma dura decepção para milhões de fãs em todo o mundo.

Governo dos EUA se prepara para os Jogos

O Governo Federal dos Estados Unidos instituiu uma Força-Tarefa da Casa Branca com a finalidade de supervisionar as preparações para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão de 2028. A medida, oficializada em 5 de agosto de 2025, visa coordenar um esforço interdepartamental para assegurar que o evento esportivo global, sediado em Los Angeles, ocorra com o mais alto nível de segurança, eficiência e infraestrutura de transporte. A criação da Força-Tarefa é descrita como uma ação estratégica para unificar a resposta governamental e otimizar os recursos federais na fase de planejamento.

A estrutura de comando da Força-Tarefa foi detalhada, com a presidência a cargo do Presidente e a vice-presidência a cargo do Vice-Presidente. A gestão diária e a coordenação operacional serão responsabilidade de um Diretor Executivo, que será nomeado pelo Presidente. A composição do grupo é notavelmente ampla, incluindo Secretários de Estado, do Tesouro, da Defesa e da Segurança Interna, além do Procurador-Geral, do Diretor do FBI e do Presidente da Comissão Federal de Comunicações, entre outros altos funcionários. Essa formação diversificada sugere uma abordagem abrangente que engloba questões que vão desde segurança nacional até logística de comunicações.

Entre as funções primárias do grupo estão a coordenação do planejamento federal para a segurança e o transporte, a promoção da cooperação entre diferentes agências e a identificação de possíveis barreiras logísticas que possam surgir. A Força-Tarefa também tem o papel de auxiliar no processamento de vistos para visitantes e de garantir a prontidão operacional das agências de aplicação da lei e de resposta a emergências. A medida destaca a importância de um planejamento detalhado e de uma preparação minuciosa para gerenciar o fluxo de visitantes internacionais e a complexidade do evento.

Para fins administrativos, a Força-Tarefa será alocada dentro do Departamento de Segurança Interna, que também ficará encarregado de fornecer o financiamento e o apoio logístico necessários para o seu funcionamento. Conforme o decreto presidencial, a Força-Tarefa terá um período de existência definido, com sua dissolução prevista para 31 de dezembro de 2028, a menos que o Presidente decida estender seu mandato. Este prazo sugere que o foco do grupo é estritamente limitado ao ciclo de planejamento, execução e conclusão dos Jogos de 2028.

Campeã olímpica morre aos 31 anos

Em um desfecho de partir o coração, o mundo do esporte chora a perda prematura de uma de suas estrelas mais brilhantes, Laura Dahlmeier. A bicampeã olímpica e heptacampeã mundial de biatlo faleceu aos 31 anos em um trágico acidente de montanhismo nas traiçoeiras montanhas Karakoram, no Paquistão. A notícia, que abalou a comunidade esportiva global, marca o fim abrupto de uma vida dedicada à excelência e à paixão pela natureza selvagem, deixando um vazio imenso em corações de fãs e colegas.

O fatídico incidente ocorreu por volta do meio-dia de 28 de julho, a uma altitude de aproximadamente 5.700 metros, quando Dahlmeier foi atingida por uma queda de rochas. Seu parceiro de escalada, em um ato desesperado, prontamente alertou os serviços de resgate. No entanto, a localização remota e o terreno implacável atrasaram a chegada de um helicóptero até a manhã do dia seguinte. Os esforços de resgate foram terrivelmente dificultados pelo risco constante de novas quedas de rochas, e a confirmação de seu falecimento na quarta-feira, 30 de julho, selou o destino trágico de uma atleta que desafiava limites.

Laura Dahlmeier, cujo nome ecoará para sempre na história do biatlo, fez sua estreia na Copa do Mundo IBU na temporada 2012-13, conquistando sua primeira vitória um ano depois. Seu ápice veio nos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang 2018, onde se tornou a primeira mulher biatleta a vencer as provas de sprint e perseguição na mesma edição, além de conquistar um bronze individual. No Campeonato Mundial de Biatlo de 2017, em Hochfilzen, Áustria, ela demonstrou sua supremacia ao levar para casa cinco medalhas de ouro e uma de prata, consolidando seu legado como uma lenda viva.

Em maio de 2019, aos 25 anos, Dahlmeier surpreendeu o mundo ao se aposentar do biatlo competitivo para se dedicar à sua outra grande paixão: o montanhismo. Recentemente, ela havia escalado a imponente Great Trango Tower e planejava sua próxima aventura no Laila Peak. Sua partida repentina é um lembrete doloroso da fragilidade da vida e da coragem inabalável daqueles que ousam perseguir seus sonhos nas alturas mais perigosas. Seu espírito aventureiro e sua dedicação inspiradora serão eternamente lembrados.

As previsões que fizemos de Paris 2024

Antes do início das Olimpíadas de Paris 2024, fizemos aqui duas previsões. Uma delas falava sobre quem seriam os grandes nomes do Jogos, e tamém tentamos adivinhar como seria o desempenho do Brasil. Entre erros e acertos, vamos analisar aqui o que aconteceu e o que não aconteceu em Paris 2024.

Sobre os grandes nomes das Olimpíadas

A previsão sobre o basquete dos EUA deu certo. Foi sofrido, mas tanto o masculino quanto o feminino ganharam o ouro. Destacamos o nome de Stephen Curry e Diana Taurasi.

No golfe falamos em três nomes, mas só um deles ganhou medalha, porém foi a medalha de ouro, que brilhou no pescoço de Scottie Scheffler, então acertamos.

Na Ginástica também deu certo, afinal não era muito difícil apostar em Simone Biles e Rebeca Andrade que corresponderam às expectativas.

No futebol apostamos na Espanha tanto no masculino quanto no feminino. Não deu certo para o feminino, e no masculino, apesar de ter ganhado o ouro, não tinha Lamine Yamal, nome que destacamos. Então consideramos que foi um erro essa.

Na natação destacamos quatro nomes, acertamos três e erramos um.

No tênis apostamos em dois no masculino, Alcaraz e Djokovic, com os dois fazendo a final, então um acerto. No feminino apostamos em três nomes e nenhuma delas chegou na final, então vamos colocar três erros nessa.

No Atletismo apostamos que Noah Lyles ganharia três ouros, mas foi um só. Sha'Carri Richardson só brilhou no revezamento, Alison dos Santos nem tinha chance de ouro como falamos. Foi um fiasco, total de quatro erros com o vencedor da maratona. Nem falamos de Sifan Hassan, um absurdo!

Para finalizar apostamos em Mijain Lopez na luta olímpica e deu certo, ele venceu pela quinta vez.

No total então foram 8 acertos e 9 erros.

Sobre as previsões do Brasil nos Jogos Olímpicos

Apostamos em Alison dos Santos para ouro, mas ele só tinha chance de bronze, que ganhou. Apostamos em Caio Bonfim na marcha atlética, ele levou prata, então um erro e um acerto aqui no atletismo.

Erramos Hebert Conceição no boxe, mas acertamos com Beatriz Ferreira que foi bronze. Apostamos em Isaquias Queiroz e ele levou prata. Um erro e dois acertos aqui.

Em seguida erramos na esgrima, erramos no futebol feminino achando que não ganharia medalha, e acertamos só com Rebeca Andrade na ginástica. Apostamos que o judô iria bem, mas dos três nomes destacados nenhum levou medalha, vamos colocar então três erros aqui, mas vamos por um acerto pois o Brasil levou bronze por equipes e esses três nomes lutaram.

Erramos Ana Marcela Cunha, que foi quarto lugar. Dos quatro nomes destacados no skate, só um levou medalha. No surfe dos dois nomes destacados só um levou medalha.

Acertamos que o tênis não ganharia medalha. Erramos com o Tiro com Arco. A Vela ficou sem medalha, achamos que viria uma.

Apostamos que o vôlei feminino iria bem, mas não com ouro, então foi um acerto. Erramos ao dizer que o Brasil ganharia sete medalhas de ouro, podendo chegar quem sabe a dez ou onze, um erro bem feio pois foram apenas três ouros, mas nessa acertamos um ouro no vôlei de praia.

No final foram 10 acertos e 14 erros, uma péssima previsão!!


Maiores nomes das Olimpíadas Paris 2024

As Olimpíadas de Paris 2024 chegaram ao fim. Foram duas semanas intensas de muitas competições e amoções no mundo dos esportes. O começo dos Jogos Olímpicos deste ano não foram tão empolgantes, parecia até que eleger os maiores nomes deta edição seria uma tarefa difícil, mas quando a primeira semana foi terminando, e durante toda a segunda semana, foram surgindo nomes e acontecimentos enormes que a tarefa difícil acabou sendo selecionar os nomes em meio a tantos detaques que apareciam todos os dias. O que restou foi definir algumas prioridades e deixar os demais como menções honrosas, mas isso também não diminui em nada os feitos e conquistas daqueles que aqui não forem citados.

1. Julien Alfred
Santa Lúcia é uma pequena ilha do Caribe com cerca de 160 mil habitantes. Para os Jogos Olímpicos da França eles enviaram uma delegação de apenas 4 atletas. E entre eles estava a velocista Julien Alfred, que é nascida em Castries, um destrito de Santa Lúcia. E Julien então conseguiu uma dos maiores feitos de seu país e também de toda a Olimpíada talvez, pois foi responsável pela primeira medalha da história de Santa Lúcia em Jogos Olímpicos. Se não bastasse, essa primeira medalha foi de ouro, e foi na prova dos 100 metros rasos, uma das mais emblemáticas da competição. Julien Alfred, depois disso, foi além e faturou também a prata nos 200 m. Um feito incrível que fez de Julien Alfred um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

2. Mijaín López
Houve uma época que Cuba vislumbrou como uma candidata a potência olímpica, chegando até a ganhar 14 medalhas de ouro nas Olimpíadas de Barcelona 1992. A partir de Pequim 2008 as coisas foram mudando e o titmo de conquistas diminuiu. Apesar disso, um atleta se manteve firme ao longo das últimas cinco Olimpíadas e em Paris 2024 ele fez a sua grande despedida com uma marca inédita. Mijaín López ganhou sua quinta medalha de ouro em sua quinta participação olímpica. Ele se tornou o primeiro atleta com cinco medalhas de ouro em uma mesma competição, em cinco olímpiadas diferentes e consecutivas, aos 41 anos, o que é realmente algo fantástico que faz dele um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

3. Sifan Hassan
Nas Olimpíadas de Helsinki 1952, o corredor fundista Emil Zátopek havia conseguido um feito extraordinário que faz dele um dos maiores de todos os tempos. Zátopek foi medalha de ouro nos 5.000 m, 10.000 m e também na Maratona. Já entre as mulheres, jamais alguém havia corrido de forma tão versátil através das diferentes distâncias, pelo menos até surgir Sifan Hassan. Em Tóquio ela já havia sido um dos grandes destaques, não só por ter conseguido medalha nos 1.500 m, 5.000 m e 10.000 m, mas também por sua resiliência ao ser derrubada em uma prova classificatória, levantado e cruzado na primeira posição. Agora, Sifan estava modesta com apenas um bronze nos 5.000 m e outro nos 10.000 m, mas eis que no último dia Sifan Hassan aparece correndo a maratona feminina, e se não bastasse ser a primeira mulher participando dos 5.000 m, 10.000 m e da maratona, ela ainda ganha a medalha de ouro com recorde olímpico, se tornando a primeira atleta mulher da história com medalhas nas três distâncias na mesma olimpíadas, além de ser a única mulher com ouro nas três distâncias juntando com suas conquistas de Tóquio, por isso ele é um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

4. Novak Djokovic
O tenista sérvio Novak Djokovic desabou em emoção na quadra central de Roland Garros e em meio às lágrimas ele tremia de amoção. Não era por acaso, Djokovic conseguia mais uma grande feito em sua longeva carreira. Aos 37 anos ele completou a Super Slam da carreira, algo que apenas Andre Agassi havia feito no masculino, e Steffi Graf e Serena Williams no feminino. Assim Djokovic superou Roger Federer e Rafael Nadal, dois dos seus maiores rivais. O suiço ficou sem o ouro olímpico de simples, enquanto Nadal nunca venceu a Masters Cup, competição dos melhores de cada ano, sendo que Nadal tem o Golden Slam. Com esse ouro e o recorde de títulos de Grand Slam de todos os tempos, Djokovic pode dizer agora que já ganhou tudo que era possível ganhar, e por isso ele é um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

5. Diana Taurasi
Nas Olimpíadas de Tóquio, Diana Taurasi e Sue Bird se tornaram duas das maiores atletas olímpicas ao conquistarem cinco medalhas de ouro em cinco Jogos diferentes seguidos. Três anos se passaram e desta vez Sue Bird não foi convocada, mas Diana Taurasi estava lá, mesmo que no banco de reservas. A medalha de ouro, oitava consecutiva, não foi fácil para a Seleção feminina de basquete dos EUA desta vez, que sofreu muito para vencer a França por apenas um ponto na final, mas ela veio e foi colocada no peito de Diana, sua sexta medalha de ouro, a única atleta de toda a história que tem seis medalhas de ouro em seis edições diferentes de Jogos Olímpico, por isso ela é s maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

6. Katie Ledecky
A nadadora Katie Ledecky é uma velha conhecida das listas de maiores nomes do esporte ao longo dos últimos anos, graças à suas excelentes performances nas competições de longa distância. Nesta edição dos Jogos, Ledecky ganhou ouro nos 800m livres e nos 1.500m livres, além de prata nos revezamento 4x200m livres e bronze nos 400m livres. Isso fez com ela se tornasse a mulher americana mais condecorada da história, a nadadora mais condecorada de todos os tempos, a mulher com mais medalhas de ouro (empatada com a ginasta Larisa Latynina com um total de nove ouros) e a quinta atleta (entre homens e mulheres) que mais ganhou medalhas na história olímpica, com um total de 14 medalhas, sendo que nessa edição ganhou seu primeiro bronze, por isso Katie Ledecky é um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

7. Stephen Curry e Kevin Durant
A seleção americana de basquete dos EUA não é imbatível já faz um tempo, mas desde 2008 eles voltaram a ser. Mesmo assim, o jogo da semifinal contra a Sérvia e a final contra a França jogando em casa com apoio da torcida, não foram nada fáceis e muitos acharam que o time seria superado novamente. LeBron James, mesmo com idade avançada, jogou muito bem, conseguido seu terceiro ouro e sua quarta medalha, que poderia ser mais se ele tivesse ido na Rio 2016 e em Tóqio 2020, mas os dois grandes nomes são Stephen Curry e Kevin Durant. Primeiro Curry porque ele fez várias bolas de três mágicas tanto no final do jogo da semifinal quanto na grande final, que garantiu a vitória, principalmente na semifinal quando o time estava perdendo, e Durant porque se tornou o primeiro jogador de basquete masculino a ter quatro medalhas de ouro em quatro edições diferentes dos jogos, por isso eles são dois dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

8. Rebeca Andrade
O nome de Simone Biles deveria estar nessa lista, mas por enquanto ele ainda não apareceu. Isso não significa que a participação de Simone nos Jogos tenha sido ruim, pois ela ganhou três ouros e uma prata, mas não superou Rio 2016 quando faturou quatro ouros e um bronze. No conjunto da obra seus problemas pessoais em Tóquio 2020 a impediram de se tornar a maior de todos os tempos, pois só ganhou uma prata e um bronze, o que não impede no entanto de ser considerada uma das maiores ginastas de todos os tempos. Na final do solo, viu o ouro virar prata após dois erros muito incomuns, e assim quem aproveitou foi Rebeca Andrade, que faturou o primeiro lugar e chegou a seis medalhas em sua carreira, se tornando a atleta brasileira com mais medalhas em toda a história olímpica, com duas de ouro, três de prata e uma de bronze, por isso Rebeca Andrade é um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

9. Teddy Riner e Léon Marchand
A França terminou as Olimpíadas em casa com uma performance incrível. Eles conquistaram 64 medalhas, sendo 16 de ouro, terminando na quinta colocação do quadro geral de medalhas. E entre os medalhistas de ouro, talvez dois deles tenham sido seus maiores heróis nos Jogos. Teddy Riner já era uma lenda, ele foi o escolhido para ascender a pira olímpica na cerimônia de abertura, e na hora de competir não descepcionou conquistando mais duas medalhas de ouro, sendo uma individual e outra por equipes. Riner chegou a um total de cinco medalhas de ouro em sua carreira, além de ter também dois bronze em sua quinta olimpíada e não anunciou aposentadoria. Já Léon Marchand pode ser o sucessor de Riner como ídolo olímpico, em sua primeira Olimpíada aos 22 anos de idade, Marchand faturou quatro medalhas de ouro e uma de bronze, podendo em breve ser o maior atleta olímpico francês da história, por isso eles são dois dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

10. Kim Woo-jin
Essa última posição na lista foi a mais difícil de ser definida, e isso ficará mais claro nas menções honrosas abaixo. Resolvemos eleger o sul-coreano Kim Woo-jin que havia ganhado medalha de ouro no Tiro com Arco por equipes na Rio 2016 e também em Tóquio 2020, mas desta vez ele se consagrou de vez. Na decisão apertada e definida no desempate, Kim Woo-jin finalmente conseguiu seu ouro no individual, e também faturou o seu ouro por equipes e ouro por equipes mistas. Com cinco medalhas de ouro Kim Woo-jin não sabe qual é a cor de outras medalha e se tornou o arqueiro com mais medalhas de ouro em toda a história olímpica, por isso ele é um dos maiores nomes das Olimpíadas de Paris 2024.

Menções honrosas
Alguns nomes das Olimpíadas de Paris 2024 não estão listados aqui e outros que não estão acima podem ser lembrados agora com as menções honrosas.

Remco Evenepoel - Primeiro ciclista da história que venceu as provas de contra-relógio e de estrada na mesma edição dos Jogos Olímpicos. Uma das primeiras vezes, no entanto, que um homem repete o feito que uma mulher já havia conseguido, pois em Sydney 2000 a holandesa Leontien van Moorsel já havia alcançado a vitória dupla. Letsile Tebogo - Botswana já havia ganhado medalhas de prata e bronze em outras edições dos Jogos, mas pela primeira vez ganhou uma medalha de ouro. Aproveitando que o vencedor da acirrada disputa dos 100m rasos, Noah Lyles estava com Covid, Letsile Tebogo tratou de faturar o primeiro lugar e ainda foi prata no revezamento 4x400m.

Armand Duplantis - Vencedor do ouro em Tóquio, desta vez o lugar mais lato no pódio não bastava para o sueco Armand Duplantis. Ele assegurou a medalha dourada e seguiu pulando para bater o recorde Mundial e Olímpico do Salto com Vara e consagrar ainda mais seu nome na história do esporte.

Simone Biles - Apesar do erro e derrota para Rebeca Andrade, Simone não deixou de ser um dos grandes nomes de Paris 2024. Com 11 medalhas olímpicas em três Olimpíadas, ela está empatada com Věra Čáslavská como a segunda ginasta olímpica feminina mais condecorada e tem o maior número de medalhas olímpicas conquistadas por uma ginasta dos EUA.

Summer McIntosh - Com apenas 17 anos de idade a canadense Summer McIntosh ganhou três medalhas de ouro e uma de prata na Natação e sem dúvida foi um dos grandes nomes do esporte.

China domina sem aparecer
É impressionante acompanhar o dia a dia do quadro de medalhas. Ao longo do dia nós invareavelmente vemos os Estados Unidos ganhando medalhas de ouro e esportes mais populares, que tem mais transmissão pela TV e com nomes mais consagrados no mundo, mais conhecidos por assim dizer. Isso acontece especialemnte no Atletismo, Natação, Basquete, Ginástica, Ciclismo e até Golfe, por exemplo, mas tem muitos outros esportes acontecendo e muitas medalhas sendo distribuídas que nós, talvez no Brasil, acabamos não vendo muito ou não ficamos sabendo. Isso acontece por vários motivos, um deles é porque o esporte não é muito popular no Brasil ou porque os atletas não são mundialemnte famosos ou conhecidos a ponto de ganharem naturalemnte seu espaço como acontce com Simone Biles e Novak Djokovic, mas as medalhas de ouro estão saindo e sendo entregues aos vencedores.

No final terminou com um incrível empate em medalhas de ouro, 40 para os Estados Unidos e 40 para a Cinha, mas os EUA acabaram tendo mais pratas do que a China e também um total de medalhas maior do que os chineses, sendo assim o grande vencedor dos Jogos. Isso, no entanto, não impede que exaltemos os chineses especificamente em dois esportes, um deles é o mergulho, também conhecido como Saltos ornamentais, e o outro é o Tênis de mesa. A China simplesmente ganhou todas as medalhas de ouro que foram disputadas nestas duas modalidades, além de mais três pratas e um bronze.

Nos Saltos ornamentais foram oito de ouro, sendo quatro competições masculinas e duas femininas. Glória para Xie Siyi, Cao Yuan, Wang Zongyuan, Long Daoyi, Yang Hao, Lian Junjie, Chen Yiwen (2), Quan Hongchan (2), Chang Yani e Chen Yuxi. Enquanto que no tênis de mesa foram cinco de ouro, sendo duas no masculino, duas no feminino e uma nas duplas mistas. Glórias para Fan Zhendong (2), Ma Long, Wang Chuqin (2), Chen Meng (2) e Sun Yingsha (2), nomes que nunca iremos lembrar, porém grandes atletas que ajudaram a China a continuar sendo uma sombra e uma ameaça aos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos.


As chances do Brasil nas Olimpíadas

O Brasil tem um histórico mediano em suas participações olímpicas que não costuma empolgar muito, mas vem melhorando nas últimas edições dos Jogos. Em casa, na Rio 2016, foram 19 medalhas no total, com sete de ouro e uma 13ª posição. Já em Tóquio o mesmo número de ouros foi alcançado, porém com 21 medalhas no total e uma 12ª posição. A Rede Globo, para ter uma maior audiência e mais lucro, sempre "vende" uma ideia de que o Brasil vai brilhar muito, mas sabemos que isso não vai acontecer. Para se ter uma ideia os Estados Unidos terminaram Tóquio com 113 medalhas, sendo 39 de ouro, um ouro a mais que a China. O Brasil viu o Japão ganhar vinte medalhas de ouro a mais, mesmo com uma população bem menor.

Mas onde o Brasil tem chances de medalha?

Mesmo que o desempenho do Brasil não seja extraordinário como uma potência olímpica, o Brasil pode ganhar algumas medalhas e trazer um pouco de alegria aos telespectadores. Uma das grandes chances do Brasil nesta edições dos Jogos está no Atletismo. O grande nome do Brasil é Alison dos Santos, que tem inclusive chances de ganhar ouro nos 400m com barreira. Ele também vai competir nos 400m rasos e no revezamento 4x400m. Vale ficar de olho em Caio Bonfim, dos 20Km da marcha atlética que pode surpreender com um pódio.

No boxe o Brasil é sempre um bom candidato. Hebert Conceição, que foi ouro em Tóquio, não estará presente, mas Abner Teixeira, que foi bronze e Beatriz Ferreira, que foi prata, estarão em Paris e podem repetir suas medalhas ou quem sabe irem melhor ainda. Na canoagem o grande nome segue sendo Isaquias Queiroz que estará mais uma vez brigando pelo ouro que conseguiu em Tóquio na categoria C-1 1000 m.

Outro nome que pode ir em busca de medalha é Nathalie Moellhausen, na esgrima, mesmo que seu resultado em Tóquio não tenha sido muito bom, ela tem potencial e talvez com mais experiência consiga enfim brilhar em Paris. O Brasil não competirá no futebol masculino e o futebol feminino não vem tendo bons resultados, podendo ficar sem medalha. O mesmo não se pode dizer da Ginástica, onde Rebeca Andrade tem tudo para ser o grande nome do Brasil em toda a Olimpíada, podendo repetir seu ouro e prata de Tóquio ou até mais. O Brasil tem um excelente histórico em Judô, mas em Tóquio ganhou apenas dois bronzes. Daniel Cargnin e Mayra Aguiar estão de volta para melhorar esta medalha, além de Rafaela Silva que foi ouro na Rio 2016.

A Natação é um esporte que pode trazer bons resultados para o Brasil, mas talvez apenas Ana Marcela Cunha na maratona aquática esteja brigando por mais um ouro. O mesmo não se pode dizer do skate, que chegou na última edição dos Jogos e rendeu três pratas para o Brasil. Pedro Barros, Kelvin Hoefler e Rayssa Leal estarão lá tentando transformar essa prata em ouro, mas outros nomes podem aparecer também como Pâmela Rosa e Isadora Pacheco. Assim como o surfe, que mesmo sem Ítalo Ferreira, pode vencer com Gabriel Medina ou Filipe Toledo.

Em Tóquio o Brasil surpreendeu com um bronze no tênis, ganhando nas duplas feminina, mas a dupla mudou desta vez, ao invés de Luisa Stefani com Laura Pigossi, teremos Stefani com Beatriz Haddad Maia. Pigossi jogará apenas simples, assim como Haddad Maia, mas suas chances não são muito boas como poderiam ser a um ou dois anos. Melhor mesmo é ficar de olho no Tiro com Arco, onde Marcus Vinicius D'Almeida pode surpreender até mesmo com uma medalha de ouro. O Brasil dificilmente passa uma Olimpíada sem medalha na Vela, e desta vez a dupla Martine Grael e Kahena Kunze estará de volta tentando repetir o feito de Tóquio.

O Vôlei também é um esporte promissor para o Brasil, mas em Tóquio trouxe apenas uma prata no feminino. Desta forma as expectativas mais concretas indiquem que o Brasil possa repetir mais uma vez o total de sete medalhas de ouro, isso contando com uma no Atletismo, uma na Canoagem, uma na Ginástica, uma na Natação, uma no Skate, uma no Surfe e mais uma no Tiro com Arco. Para aumentar isso o Brasil pode surpreender com ouro no Vôlei, seja de quadra ou praia, no Judô e quem sabe mais alguma na Ginástica e no Skate, tentando de forma muito difícil alcançar o total de dez ou onze medalhas de ouro no total.

Grandes nomes das Olimpíadas de Tóquio

Risco de não acontecer por causa da Pandemia de Covid-19. Um ano de uma longa espera angustiante. Proibição de público e uma imensa dificuldade de preparação dos atletas. Assim foram as Olimpíadas de Tóquio 2020, com uma dificuldade gigantesca, mas acontecendo da forma incrível como sempre são os Jogos Olímpicos. No final de tudo o que fica é a festa do esporte que emociona e inspira, e junto com tudo isso alguns nomes acabam ficando marcados para sempre na história. Não é fácil saber de tudo e eleger cada um de tantos destaques, mas fica aqui uma tentativa de eleger os grandes nomes das Olimpíadas de Tóquio 2020, que aconteceram em 2021!

Sifan Hassan
Talvez tenha sido o maior nome das Olimpíadas de Tóquio. Sifan Hassan não foi a maior medalhista e nem bateu nenhum recorde, mas sua história no Japão deve ficar marcada para sempre. Nascida na Etiópia, Sifan foi para a Europa aos 15 anos como uma refugiada e acabou sendo acolhida pela Holanda onde se naturalizou. Começou a treinar e competir e logo se tornou uma das maiores corredoras do país. No Mundial de 2019 levou dois ouros e chegou em Tóquio com a perspectiva de levar três medalhas douradas. Acabou levando duas de ouro e uma de bronze, mas a forma como chegou ao bronze foi louvável. Nas eliminatórias dos 1.500 ela foi derrubada por outra atletas que caiu na sua frente logo no início da última volta. Sifan não se abalou, levantou rapidamente e foi da última colocação para a primeira vencendo a série de forma espetacular. No mesmo dia, à noite, venceu os 5.000 m. Dias depois levou o bronze nos 1.500 e ainda garantiu mais uma de ouro nos 10.000 m. Foi uma performance extraordinária e uma mensagem passada de que seja no esporte ou na vida não se deve desistir jamais, mesmo que a queda seja grande.

Caeleb Dressel
Em termos de conquistas o nadador americano Caeleb Dressel foi sem dúvida o maior nome olímpico em Tóquio. Ele levou cinco medalhas de ouro e igualou o lendário compatriota Mark Spitz que até então havia sido o único nadador que vencer os 100 m borboleta e os 100 m livres na mesmo Olimpíada. Dressel só não conseguiu medalha na prova dos revezamento misto pois junto com seus companheiros acabaram ficando apenas com a quinta colocação. Depois das conquistas ele revelou ter enfrentado um quadro de depressão quando tinha 13 anos, mostrando um apoio à ginasta Simone Biles que durante os jogos resolveu desistir de algumas provas por não estar mentalmente preparada para elas. O tema da depressão prejudicou também a tenista local Naomi Osaka, que ascendeu a pira olímpica e pode ter mudado para sempre a forma como os "fracassos esportivos" são vistos pelo público e pela imprensa.

Elaine Thompson-Herah
A corredora jamaicana Elaine Thompson-Herah já havia brilhado nas Olimpíadas do Rio 2016, mas em Tóquio ela conseguiu ir além e fazer tal como um velho conhecido do seu país. Thompson conseguiu como Usain Bolt levar três ouros em três provas, os 100 m rasos, os 200 m rasos e o revezamento 4x100 m rasos. Se não bastasse ela ainda bateu o recorde olímpico nos 100 m que durava desde 1988 e pertencia Florence Griffith-Joyner. Foi um feito incrível para Elaine que ofuscou sua compatriota Shelly-Ann Fraser-Pryce, mas que junto com ela levou o revezamento e ainda teve Shericka Jackson garantindo uma trinta incrível para a Jamaica nos 100 metros.

Allyson Felix
A americana é uma veterana e recentemente se afastou das competições para ser mãe. Allyson Felix foi desacreditada por muitos, mas retornou para entrar para a história nos Jogos Olímpicos. Ela levou o bronze nos 400 m rasos e ouro no revezamento 4x100 m, se tornando, com 11 medalhas olímpicas no total sendo 7 de ouro, a atleta com mais medalhas no atletismo em todos os tempos, ultrapassando o lendário Carl Lewis, um feito realmente incrível para a corredora de 35 anos.

Emma McKeon
Com quatro medalhas de ouro e três de bronze, a nadadora australiana Emma McKeon terminou os Jogos Olímpicos de Tóquio com a incrível marca de sete medalhas conquistadas, igualando assim o recorde de sete medalhas para uma mulher na mesma edição das Olimpíadas que era da ginasta Mariya Gorokhovskaya, da antiga União Soviética de Helsinki 1952, com a diferença que Gorokhovskaya só duas de ouro e o resto todo de prata.

Sue Bird e Diana Taurasi
O domínio dos EUA no basquete é incontestável. No masculino começaram perdendo para a França, mas a equipe liderada por Kevin Durant conseguiu sua revanche na final e levou mais uma de ouro. Já no feminino não tem para ninguém. Desde a primeira edição para mulheres em 1976 a equipe americana só perdeu duas vezes, foi prata naquele início em Montreal e ficou com o bronze em 1992, excluindo sua não participação em 1980. A partir de 1996 nunca mais perdeu, são sete medalhas de ouro seguidas e, para duas jogadoras, são cinco. Sue Bird e Diana Taurasi fazem parte da equipe olímpica desde 2004 e em Tóquio conseguiram sua quinta medalha de ouro seguida em cinco edições diferentes dos Jogos, um feito realmente incrível para as jogadores que tem 40 e 39 anos respectivamente.

Annemiek van Vleuten
A ciclista holandesa Annemiek van Vleuten entra para a lista por sua história incrível. Nas Olimpíadas do Rio 2016 ela caiu em um acidente grave na prova de estrada e perdeu uma das maiores chances de conseguir sua medalha. Cinco anos se passaram e a chance voltou em Tóquio, aos 38 anos de idade. Na linha de chegada ela comemora muito, mas apesar de achar que tinha ganho a corrida, ela na verdade era medalha de prata. Annemiek não se abalou e alguns dias depois finalmente conseguiu aquilo que sempre sonhou. A medalha de ouro veio na prova contra-relógio, essa não havia dúvidas e ela finalmente comemorou a sua glória.

Mijaín López
O atleta cubano da luta greco-romana Mijaín López levou o seu quarto ouro em sua quarta olimpíadas seguida. Outros atletas já levaram quatro ouros em quatro olimpíadas diferentes, mas em esportes individuais e competindo sempre na mesma prova só ele e mais três conseguiram. Mijaín se juntou a Al Oerter, que levou outro no Lançamento de Disco em 1956, 1960, 1964 e 1968. Carl Lewis, que levou quatro ouros no Salto em Distância em 1984, 1988. 1992 e 1996. Além de Michael Phelps, que dentre todos os seus 23 ouros, só quatro deles foram em uma mesma prova individual e em quatro Jogos diferentes, nos 200 m medley que venceu em 2004, 2008, 2012 e 2016. O caso de Mijaín López tem, no entanto, um porém, pois sua categoria era até 120 Kg nas duas primeiras Olimpíadas que venceu, e depois mudou para até 130 Kg, mas continua sendo a mais alta, ou seja, o peso pesado, não havendo mais a categoria até 120 Kg e tendo somente até 130 Kg, portanto se tratando indiscutivelmente da mesma categoria.

Flora Duffy e Hidilyn Diaz
Flora Duffy, competindo no Triatlo feminino, foi responsável pela primeira medalha de ouro de toda a história olímpica das Ilhas Bermudas. Hidilyn Diaz, competindo no Levantamento de peso da categoria até 55 Kg, foi responsável pela primeira medalha de ouro da história das Filipinas nas Olimpíadas. Em uma edição dos Jogos marcada por mais igualdade e representatividade das mulheres, nada mais incrível que elas terem dado aos seus países aquela que foi sua maior glória esportiva em todos os tempos.

Lydia Jacoby
Com apenas 17 anos a americana Lydia Jacoby levou a medalha de ouro nos 100 m peito, sendo a primeira nativa do Alasca a conseguir esse feito na Natação. Ela começou a nadar aos 6 anos de idade pois seus pais, que tem um barco e levam visitantes em passeios de observação de baleias no Alasca, estavam preocupados por passarem muito tempo na água. Ela planejava ir aos Jogos apenas como expectadora em 2020, mas com o adiamento para 2021 acabou indo como competidora. Ela deixou para trás a recordista olímpica e mundial Lilly King, que ficou com o bronze, e a sul-africana Tatjana Schoenmaker, que havia batido o recorde olímpico da prova na semifinal e que depois conseguiu o recorde mundial dos 200 m peito, mas perdeu a final dos 100 m peito para a jovem do Alasca Lydia Jacoby.

Madina Taimazova
A lutadora de Judô do Comitê olímpico russo sofreu um machucado no supercílio durante a luta contra a espanhola María Bernabéu. Chegou na luta contra a brasileira Maria Portela com um grande curativo e sofreu muito para sair vitoriosa após um longo e polêmico Golden Score. Em seguida venceu a rival grega, mas na semifinal não resistiu diante da japonesa Chizuru Arai onde chegou até a desmaiar no tatame depois de um golpe de sufocamento que recebeu. Na disputa do bronze veio mais uma batalha contra a croata Barbara Matić, o curativo do olho saindo e a vitória vindo por apenas um golpe. Foi uma medalha de bronze conseguida a duras penas, mas sem dúvida com um grande sabor de ouro.

Jesús Ángel García e Oksana Chusovitina
O ano de 2021 está sendo marcado pela longevidade esportiva dos atletas que estão sendo campeões com mais de 40 anos. Neste caso eles não venceram nada em Tóquio 2020, mas Jesús Ángel García e Oksana Chusovitina merecem destaque pela persistência. O espanhol Jesús Ángel García competiu na marcha atlética de 50 Km pela oitava vez na sua carreira em sua oitava Olimpíada. Sua primeira foi Barcelona 1992 e seu melhor resultado foi quarto colocado em Pequim 2008. Já Oksana Chusovitina, do Uzbequistão, também chegou a sua oitava Olimpíada, também desde Barcelona 1992 onde ganhou medalha de ouro na disputa por equipes e em Pequim 2008 ela ganhou a prata no Salto.

Vale ainda menção honrosa para Quan Hongchan, chinesa dos Saltos Ornamentais que ganhou nota 10 em algumas rodadas. Também Katie Ledecky, que levou ouro pela terceira vez nos 800m livres e se tornou a primeira campeão da história nos 1.500 m livres, prova que estreou nas Olimpíadas de Tóquio para as mulheres. Além de Eliud Kipchoge, que se tornou apenas o terceiro bicampeão olímpico da Maratona.

Destaques das Olimpíadas Rio 2016

Adoram falar sobre o sucesso das Olimpíadas e ver os problemas como irrelevantes. Claro que todas as Olimpíadas tem seus probleminhas, uma delas foi até alvo de terrorismo. Mas isso não quer dizer que, tirando esses problemas, as Olimpíadas do Rio foram as melhores de todas, longe disso. De um modo geral as Olimpíadas pareciam um Jogos Pan-Americano melhorados. Visualmente as arenas eram feias e definitivamente não havia um estádio olímpico. Abertura e encerramento em outro local, pira no meio da rua e chegada da maratona no sambódromo? Confusão e filas, falta de comida, água verde, nadador mentiroso, a máfia dos ingressos, policial morto e trânsito caótico. No mais as competições ficam alheias aos problemas, podemos vê-las de outra maneira. No fim lembramos mesmo dos atletas, os verdadeiros protagonistas.

1. Um peixe dourado
Quando ele mergulha, ninguém o segura. Quando ele nada, ninguém supera suas braçadas. O peixe dourado chamado Michael Phelps voltou para aumentar ainda mais a sua coleção de medalhas de ouro. Nenhum atleta olímpico em todos os tempos se tornou mais vitorioso que o nadador americano. Ele pode até ficar um pouco para trás, perdendo para um antigo fã e ocasionando um surpreendente empate triplo pela medalha de prata, mas mesmo assim nunca deixa de continuar ganhando suas incontáveis medalhas de ouro.

2. O raio invencível
Corra o mais rápido que puder, e só pare quando tiver certeza de que foi o primeiro a cruzar a linha de chegada. Na maior prova do atletismo de pista, os 100 metros rasos, nunca jamis alguém havia vencido em três edições consecutivas dos Jogos Olímpicos. Usain Bolt, o raio invencível, ousou ir mais além. Ele também venceu os 200 metros rasos e mais uma vez levou a Jamaica ao ponto mais alto do pódio no revezamento 4x100 metros rasos. Em três edições olímpicas ele disputou nove provas e venceu as nove.

3. A pérola negra
A joia rara que finalmente brilhou nas Olimpíadas. A ginasta americana Simone Biles que surgiu para o mundo aos 16 anos de idade, apenas um ano depois da realização dos Jogos de Londres 2012. Os títulos mundiais vieram em 2013, 2014 e 2015, porque os campeonatos mundiais acontecem todos os anos. Mas faltava um algo a mais, faltava mostrar ao mundo através do maior evento esportivo do planeta do que ela era capaz. E assim o brilho de sua estrela ficou acompanhado por quatro medalhas douradas.

4. Um gigante francês
Ele tem um bronze em Pequim 2008, tem uma prata lá no mundial de Tóquio 2010, mas então chegou um dia em o judoca francês Teddy Riner resolveu que nunca mais iria perder uma luta em cima do tatame. Seja por yuko, wazari ou ippon, a vitória sempre vem. E com ela a medalha de ouro, como foi em Londres 2012, alcançando a impressionante marca de 115 vitórias consecutivas na carreira, aos 27 anos, com um gostinho de quero mais e já sonhando em brilhar novamente na próxima edição olímpica de Tóquio 2020.

5. A pequena sereia
Ela não quer dar a sua vida nos mares a fim de conseguir uma alma humana e o amor de um príncipe humano. Mas muito provavelmente ela quer dar a sua vida às piscinas a fim de conseguir o maior número de medalhas de ouro possíveis. Kate Ledecky com apenas 19 anos e um total de cinco já conquistadas, ela tem tudo para nadar ainda mais longe.

6. Bodas de ouro
Eles ainda são noivos e estão bem longe de completar 50 anos de casado. Mesmo assim o casal britânico do ciclismo de pista Jason Kenny e Laura Trott deu um verdadeiro show no velódromo do Rio de Janeiro. Trott ganhou duas medalhas de ouro e Kenny foi embora com três medalhas de ouro e mais um doce e amado beijo de sua bela namorada.

7. Lágrimas de crocodilo
Ao contrário de Neymar no futebol, que preferiu imitar o Zagallo e xingar torcedores (mesmo com uma faixa de 100% Jesus na testa), o Serginho, do vôlei, preferiu um discurso humilde e apenas agradeceu imensamente por mais uma grande conquista ao lado de seus grandes companheiros da Seleção masculina de vôlei e do exigente técnico Bernardinho. O crocodilo devorou os rivais e chorou.

8. Britânico importado
Mohamed Farah, como o próprio nome indica, nasceu na Somália. Aos oito anos se mudou para a Inglaterra, para viver com seu pai britânico, mesmo sem saber falar um só palavra em inglês. O seu sonho era ser jogador de futebol, mas acabou indo para o atletismo para poder brilhar nas Olimpíadas. Mo Farah conseguiu um feito incrível e repetiu as conquistas de Londres 2012 ao vencer novamente as provas de 5000 e 10000 metros.

9. Sobrenome vencedor
O Brasil conseguiu sua melhor participação em Jogos Olímpicos de todos os tempos. Isaquias Queiroz fez história ao se tornar o brasileiro com maior número de medalhas em uma mesmo edição dos Jogos. Teve ouro inesperado no salto com vara e no boxe. Teve emoção com Rafaela Silva no judô e ouro inédito no futebol masculino. Mas talvez um desses ouros todos tenha um valor mais especial para Kahena Kunze e Martine Grael, principalmente Martine, a filha de Torben Grael, que já ganhou nada a menos que cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro. Isso que é um sobrenome vencedor.

10. Blood Brothers
Não se sabe se eles são fãs de heavy metal ou de Iron Maiden, mas eles são britânicos. A Grã-Bretanha deu mais um show na Rio 2016 e conseguiu ser o primeiro país que consegue melhorar sua performance depois de ter sido anfitrião dos jogos. No Triathlon não teve jeito, os irmãos Brownlee dominaram mais uma vez com Alistair Brownlee  levando o ouro novamente e Jonathan Brownlee  ficando desta vez com a prata ao invés do bronze de Londres.

Erraram feio com a Errejota?

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A bola de futebol da última Copa do Mundo, que foi realizada no Brasil, se chamava "Brazuca". Foi um nome pouco criativo, mas aceitável, mesmo que nos faça pensar em algo como "Bazuca". Na final, no Rio de Janeiro, um chute forte muita vezes relacionado à uma bomba ou canhão, facilmente ficaria engraçado se fosse dado na bazuca, mas era brazuca! Agora é vez das Olimpíadas e, se não fosse tão desnecessário, a bola tem nome também. Mas podem ter errado feio, afinal a bola se chama "Errejota".

Esse tal Errejota vem de "Rio de Janeiro", ou melhor, das suas siglas RJ. Fico imaginando um jogador chamado "Jota", nome comumente relacionado a quem se chama João. Na atual edição do programa de TV "A Fazenda", exibido pela TV Record, tem um participante chamado de "JP". Quando ele for chutar a bola das Olimpíadas de 2016 alguém poderá fazer uma piada como - "Erre Jota", e então ele erra o chute!

Em termos de material usado na fabricação, as cores e tudo mais, não temos do que reclamar. Está muito bonita mesmo. Mas o que não é bonito é o seu preço. Esqueceram que o Brasil vive uma crise financeira gigantesca, que o desemprego aumenta a cada dia, que a renda diminuiu e os endividados estão com a corda no pescoço. Ao precinho de 499,99 reais, só mesmo louco ou alguém que não sabe onde investir o seu dinheiro é que vai comprar o bola Errejota. Um grande erro fazer isso!

Na apresentação oficial da bola estavam o atacante Gabriel Jesus, do Palmeiras, Samir, do Flamengo, e Marlon, do Fluminense. Craques do futebol Free Style participaram das ações de marketing no Arpoador e no Morro Dona Marta. Também fizeram parte da festa as atletas do nado sincronizado Bia e Branca. É óbvio que escolhemos a foto de Bia e Branca para ilustrar essa matéria no nosso blog. Pena que, apesar de uma delas ser a Branca, elas não precisavam ter ficado em branco e preto!

A bola vai rolar, esperamos que role direitinho e não erre, nas Olimpíadas de 2016 e em todos eventos FIFA de 2016. Antes, porém, ela faz sua estréia no Mundial de Clubes da FIFA. Se o Messi chutar não tem erro, agora se for o Jota, aposto que ele vai querer ficar longe do R.

The Whack Heard Round the World

Em fevereiro de 1992 apenas um seleto grupo de pessoas voltava as suas atenções para a pequenina cidade de Albertville, na França. Aquela região dos Alpes, no entanto, abrigava nada menos do que mais uma edição dos Jogos Olimpícos de Inverno, a última ocorrendo no mesmo que ano que as Olimpíadas de Verão. Como de costume, as disputas de esqui alpino nas montanhas eram as mais admiradas, mas mesmo assim havia que apreciasse a patinação artística. Os americanos em especial com motivos de sobra: Kristi Yamaguchi ficou com a medalha de ouro, enquanto duas outras revelações da Terra do Tio Sam iniciavam um guerra que por pouco não se transformou em uma tragédia.

Nancy Kerrigan levou a medalha de bronze e Tonya Harding amargou a quarta colocação. A próxima edição das Olimpíadas de Inverno seriam em apenas dois anos, para não coincidir mais com os Jogos Olímpicos de Verão. Elas não poderiam perder tempo na grande corrida pelo ouro no gelo. Então, após um dia normal de treinos antes do campeonato nacional americano em Detroit, o inesperado aconteceu. Nancy foi atacada e golpeada no joelho por um homem que usava um tipo de bastão. A imagem após o ataque acabou sendo gravada por câmeras que cobriam o evento e nela era possível ver todo o sofrimento de Kerrigan que gritava: "Por que? Por que?"

Com a perna machucada, Nancy Kerrigan acabou impedida de disputar a competição. Sem uma forte concorrente ao seu lado, Tonya Harding acabou vencendo sem muitas dificuldades. Porém, no mês de junho daquele mesmo ano de 1994, a medalha de Harding foi caçada e seu título cancelado. Tudo porque a patinadora estava diretamente envolvida no plano premeditado de ataque à Nancy. O planejamento havia sido feito pelo ex-marido de Harding, Jeff Gillooly, juntamente com o segurança Shawn Eckhardt. Eles contrataram Shane Stant e o objetivo era quebrar a perna de Kerrigan para que ela jamais pudesse andar de esqui novamente em sua vida. Por sorte dela nada acabou dando certo, nem mesmo para Harding antes que tudo fosse descoberto.

O tom sensacionalista da história atraiu a mídia de todo o mundo. Nancy Kerrigan foi capa das revistas TIME e Newsweek e, mesmo com tanto assédio e tão pouco tempo de recuperação do ataque, estava pronta para as disputas Olímpicas em Lillehammer, na Noruega. E como as investigações da polícia ainda não haviam concluído nada nessa época, Harding também estava lá ao lado dela, provavelmente ainda achando que seu plano de acabar com a rival ainda iria lhe trazer bons resultados. Mas não foi o que aconteceu, pois Nancy Kerrigan ficou com a medalha de prata enquanto a inimiga número um e mentora do ataque terminou apenas na oitava colocação.

Não existe fronteiras para a Tocha Olímpica

A nave espacial Soyuz é completamente diferente dos bons e aposentados ônibus espaciais. É certo que dois explodiram, um na decolagem e outro na aterrissagem, mas fazem muita falta o Endeavour, o Discovery e o Atlantis. Assim não existem mais, por enquanto, missões da NASA exceto as Expedições à Estação Espacial Internacional, mas a Rússia continua enviando astronautas e cosmonautas ao espaço com as missões Soyuz. E uma das últimas foi a TMA-09M, que retornou à Terra na manhã desta segunda-feira, 11 de novembro de 2013. Bem diferente dos ônibus espaciais que pousavam como aviões, a Soyuz precisa acionar um paraquedas e só Deus sabe onde eles vão parar. Geralmente é nos estepes do Cazaquistão.

O sol brilha forte, mas o frio e perverso e absurdamente intenso. São muitas pessoas presentes em todas as partes, e maioria delas está o usando o famoso Ushanka, aquele gorro típico do país que facilmente faz com que lembremos das União Soviética e da Guerra Fria. Fatos que felizmente fazem parte do passado e hoje não evitam que Rússia e Estados Unidos trabalhem juntos. Não deve ser nada fácil ficar cinco meses no espaço e ter de retornar dentro do cubículo apertado menor que uma kit net chamado Soyuz. Deve ser por isso que Fyodor Yurchikhin é retirado com imensa dificuldade, tendo de ser carregado pela equipe de apoio.

Rapidamente ele é colocado em uma espécie de poltrona, onde recebe vários atendimentos médicos. Em seguida, na frente das cameras de tv, um funcionário abre uma embalagem que foi cuidadosamente lacrada antes de sair da ISS. Logo todos acabam vendo que se trata da tocha olímpica dos Jogos de Inverno de Sochi 2014. Ele então leva a tocha para Yurchikhin que a segura firmemente com as duas mãos. A tocha olímpica foi dar uma voltinha no espaço no último dia 7 de novembro e retornou para a Terra com Yurchikhin e outros dois tripulantes, Karen Nyberg, dos Estados Unidos e Luca Parmitano, da Itália, que também saíram do cubículo e não conseguiam segurar o sorriso e a alegria. Afinal além de ir para um lugar onde poucos vão, eles agora ainda fazem parte de mais uma bela história dos esporte, pois não há fronteiras para uma tocha olímpica.

Musas que valeram o ouro em Londres 2012

Certamente não faltaram mulheres bonitas nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Fosse entre o público presente assistindo às competições ou no meio das disputas, com uma atleta mais linda que a outra. Tinha a Maria Sharapova e a Maria Kirilenko no tênis. Tinha a Catalina Ponor na ginástica e também a Yelena Isinbayeva no salto com vara. Sem falar em Ellen Sprunger, Annemiek Van Vleuten e Julia Rohde. Todas elas com seus belos rostos e seus corpos esculturais. Mas nem todas elas medalhistas, nem todas elas campeãs em suas modalidades. Ser bonita e medalha de ouro foi privilégio de poucas, assim vamos conhecer as dez musas que valeram o ouro em Londres 2012.

Sheila
VÔLEI

Praticamente toda a Seleção feminina de vôlei do Brasil deveria ser eleita como uma musa que valeu ouro em Londres 2012. Jaqueline, Paula Pequeno ou Dani Lins. Mas vamos eleger apenas uma que represente todas elas, e não tem como não ser a Sheila. Principalmente porque ela une beleza, simpatia e competência.


Amanda Kurtovic
HANDEBOL

Várias equipes do Handebol feminino tem pelo menos uma ou duas musas, mas sempre uma acaba se destacando mais. A Noruega, por exemplo, tem Linn Sulland, uma loirinha maravilhosa que ainda por cima é a artilheira da competição. Mas quando olhamos para o banco de reservas vemos Amanda Kurtovic, e sua beleza extremamente envolvente. Fosse reserva ou não ela sempre seria uma musa que valeu ouro em Londres 2012.


Lisa Carrington
CANOAGEM

Da Nova Zelândia para o mundo. Lisa Carrington já chegou em Londres despontando como favorita para vencer sua prova. Ela não só conseguiu o prometido como de quebra ainda conseguiu roubar a cena com toda a sua beleza e um sorriso contagiante. Tanta simpatia não poderia evitar que ela acabasse sendo eleita como uma musa que valeu ouro em Londres 2012.


Mariana Pajon
CICLISMO

Quem já foi para a Colômbia sabe que mesmo que não pareça, tem muitas mulheres bonitas por lá. A maioria com o privilégio de nunca ter que colocar silicone nos seios um dia. Mariana Pajon compete no ciclismo BMX, com muitas roupas e capacete, não da para saber se ela é bonita. Mas ela vence e leva ouro para o seu país, então o mundo conhece sua bela face e a elege como uma musa que valeu ouro em Londres 2012.


Alex Morgan
FUTEBOL

Jovem, linda, joga muito e marca gols. Alex Morgan não nasceu no país do futebol e tão pouco vem da terra que inventou esse esporte, mas ela joga onde o futebol feminino é valorizado. A 'garotinha' de apenas 23 anos desbancou a goleira Hope Solo e se tornou a musa de Seleção americana de futebol feminino. Uma musa que valeu ouro em Londres 2012.


Jessica Rossi
TIRO

Quando você se apaixona por uma mulher linda e não consegue chamar a atenção dela de forma alguma, fica com vontade de dar um tiro na própria cabeça. Se essa mulher fosse Jessica Rossi você poderia pedir para ela mesma dar esse tiro. Tudo porque além de linda e maravilhosa ela ainda foi a grande campeã na modalidade fosso. Isso sim foi um tiro certo de uma musa que valeu ouro em Londres 2012.


Sanya Richards-Ross
ATLETISMO

Seria ela talvez a Beyonce das pistas de atletismo olímpicas. Sanya Richards-Ross chamou tanta atenção quanto outras atletas americanas e até as jamaicanas, mas talvez os seus cabelos e o capricho na maquiagem tenham sido fundamentais para que ela fosse eleita como uma musa que valeu ouro em Londres 2012. E é claro porque levou duas medalhas de ouro também.


Laura Trott
CICLSIMO

A gatinha loirinha do ciclismo, a representante britânica que brilhou competindo em casa nas Olimpíadas. Ela pode até fazer uma disputa acirrada com Danielle King para saber qual das duas é mais bonita, mas ela foi lá com suas trancinhas no cabelo e não só levou um ouro com a amiga como também faturou o seu de forma individual. Isso pesou muito para que fosse ela uma das musas que valeram o ouro em Londres 2012.


Anna Chicherova
SALTO EM ALTURA

Se a Blanka Vlasic estivesse competindo iria ser muito mais complicado para Anna Chicherova. Tanto no quesito beleza quanto na disputa do salto em altura feminino das Olimpíadas. Mas contra Tia Hellebaut fica muito mais fácil vencer, tanto por sua beleza quanto por seu talento nato. Medalha dourada para mais uma musa que valeu ouro em Londres 2012.


Tina Dietze
CANOAGEM

Tinha o vôlei, o basquete, a natação, o tênis e coube à canoagem ser o esporte com mais  musas que valeram o ouro em Londres 2012. Alemanha também é covardia, só loiras lindas e maravilhosas como na Suécia e Dinamarca. Tina Dietze foi eleita como musa que vale ouro, mas sua compatriota que a ajudou nos 1000 metros do K2, Franziska Weber, também pode ser considerada tão musa quanto ela, afinal também levou uma dourada para a casa.

Heróis britânicos nos Jogos de Londres 2012

Basicamente falando, o que Londres 2012 viu foi a consagração de um mito chamado Michael Phelps e a afirmação de uma lenda viva chamada Usain Bolt. O americano que se tornou o maior atleta olímpico de toda a história e o jamaicano que confirmou ser o maior velocista que o mundo já viu em todos os tempos. Mesmo que a chegada do triatlo feminino tenha sido emocionante, ou que Walsh e May sejam grandes rainhas, que Valentina Vezzali seja incrível e os times de basquete americano completamente imbatíveis. As maravilhosas meninas do vôlei feminino brasileiro e toda a simpatia de Yelena Isinbayeva que nem levou ouro. Ninguém supera Phelps e Bolt, mas todos tiveram seu dia de glória e alegria. Em especial aqueles que representavam a Grã-Bretanha, porque competiam em casa, e se tornaram os heróis de Londres 2012.

No quadro geral de medalhas os Estados Unidos voltaram a ficar com o maior número de ouros. A China, apesar da boa segunda colocação, terminou com oito medalhas douradas a menos que os americanos, provando que a vitória em Pequim 2008 se deu principalmente pelo simples fato de que estava competindo em sua própria casa, no conforto do lar. Isso trás uma esperança enorme para o Brasil em 2016 e mostra uma realidade indiscutível para Londres 2012. Mesmo que a Grã-Bretanha sempre tenha sido uma potência olímpica, ocupando a terceira posição em toda a história. Tudo porque não haviam ido tão bem na China, terminando atrás da Rússia e com a Alemanha na cola. Só que agora era diferente, agora estavam atuando em casa, agora os atletas estavam se tornando verdadeiros heróis do seu Reino Unido.

Chris Hoy
CICLISMO DE PISTA

Talvez ele já fosse até o maior nome britânico em Londres 2012, ele era inclusive apontado como uma das maiores estrelas dessa edição olímpica, mas quando chegou lá com certeza ele se tornou o maior atleta britânico de todos os tempos. O maior medalhista na história do Reino Unido, que havia sido prata em Sydney, ouro em Atenas e Pequim e chegando à sua sexta medalha dourada com duas conquistas na capital inglesa: O Keirin e o sprint por equipes. Chris Hoy, nascido na Escócia, com 36 anos de idade e prevendo encerrar sua carreira nos Jogos da Commonwealth em 2014. Herói britânico nos Jogos de Londres 2012.


Jessica Ennis
ATLETISMO

Campeonatos mundiais e Europeu ela já havia vencido. Nos Jogos da Commonwealth ficou apenas com o bronze, mas levou uma medalha. A carreira de Jessica Ennis no heptatlo do atletismo vinha sendo muito boa, só que faltava alguma coisa, faltava uma cereja para o bolo, a medalha de ouro olímpica. Os Jogos chegam à Londres e como ela poderia deixar de aproveitar essa oportunidade? Impossível,  Ennis não da chances para ninguém e finalmente alcança a maior glória de sua vida, ela inevitavelmente se torna a queridinha dos britânicos.  Jessica Ennis, inglesa de nascimento, aos 26 anos de idade e querendo muito mais nos Jogos do Rio 2016. Heroina britânica nos Jogos de Londres 2012.


Mo Farah
ATLETISMO

Ninguém ouviu falar sobre ele em Pequim 2008 porque seus bons resultados começaram a aparecer a partir de 2009. Campeonato Europeu em 2010 e Campeonato Mundial em 2011, e mesmo assim ele nem era o melhor e nem o favorito dos 5000 e 10000 metros olímpicos. Vários atletas tinham melhores marcas, só que eles não competiam em casa, com a esposa grávida e a filha vendo tudo da arquibancada do Estádio Olímpico. Ambas não resistem e invadem a pista, o papai havia vencido os 10000 metros. E não parou ali, porque ele voltou para vencer os 5000 também. Mo Farah, nascido na Somália, criado na Inglaterra até chegar à sua maior glória com 29 anos de idade. Herói britânico nos Jogos de Londres 2012.


Andy Murray
TÊNIS

Um dos quatro maiores tenistas da atualidade, mas um tenista que vive a sina de nunca ter vencido um torneio de Grand Slam. Para piorar ele ainda perdeu a final do Torneio de Wimbledon, na Inglaterra, em Londres, praticamente na véspera dos Jogos Olímpicos em um duelo incrível contra Roger Federer. O sonho adiado para o ano seguinte, mas uma chance de ouro na frente, pois as Olimpíadas foram realizadas na mesma grama sagrada de Wimbledon. Mais uma vez a história de estar em casa repetida, e mais uma vez ele chega na final e mais uma vez ele vê o suiço pela frente. Só que Olimpíadas é diferente de Wimbledon e seus uniformes brancos. Ele vence, ele leva a medalha de ouro. Andy Murray, nascido na Escócia, coroado Rei aos 25 anos de idade. Herói britânico nos Jogos de Londres 2012.

Bradley Wiggins
CICLISMO DE ESTRADA

Sydney, Atenas e Pequim. Ouro, prata e bronze. Bradley Wiggins era um ciclista de pista que ficava ofuscado na sombra de Chris Hoy. Mas talvez nem tenha sido por isso que ele migrou do velódromo para a estrada. Talvez ele apenas quisesse algo a mais na carreira, e ele conseguiu. Um especialista em contra relógio que com uma ajuda indispensável do companheiro de equipe revive as estratégias de Greg LeMond e Cadel Evans. Ele vence o Tour de France e do que mais ele precisa? Da medalha de ouro é claro, praticamente uma semana depois do maior triunfo de sua vida. Bradley Wiggins, belga de nascimento, 32 anos de idade e prometendo muito ainda pela frente. Herói britânico nos Jogos de Londres 2012.

Irmãos Brownlee
TRIATLO

Um ganhou várias etapas do Mundial da ITU e o outro também. Um deles era promessa de ouro em Londres 2012 e o outro também. Um deles fez uma prova irretocável e o outro sofreu uma penalização de 15 segundos. Um deles terminou na primeira colocação e ficou com a medalha de ouro, enquanto o outro teve que receber atendimento médico e adiar a cerimônia de premiação em 30 minutos. Tudo porque um dos irmãos Brownlee estava no alto do pódio e o outro junto com ele, para receber a medalha de bronze. Alistair Brownlee, nascido na Inglaterra e Jonathan Brownlee, também inglês. Irmãos, com 24 e 22 anos de idade. Heróis do triatlo. Heróis britânicos nos Jogos de Londres 2012.


Laura Trott
CICLISMO

Musa é a Danielle King. Experiente é a Joanna Rowsell. Mas representante dessa força britânica feminina no esporte que mais rendeu medalhas ao Reino Unido sem dúvida alguma é Laura Trott. Ela simplesmente não sabe o que é ficar em segundo lugar ou em terceiro. Ela nunca levou uma medalha de prata e muito menos uma medalha de bronze em toda a sua vida. São três de ouro em Campeonatos Mundiais e mais três em Europeus, provas de pistas é com ela mesma. Assim em Londres 2012 não poderia ser diferente, o ouro veio na perseguição por equipes com Danielle King e Joanna Rowsell. Depois ela voltou apenas para ela, na prova do Omnium. Laura Trott, nascida na Inglaterra, apenas 20 anos de idade. Heroina britânica nos Jogos de Londres 2012.


Charlotte Dujardin
HIPISMO

Com três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze, a Grã-Bretanha conseguiu sua melhor participação em toda a história nas provas do hipismo. E duas dessas medalhas de ouro vieram para uma amazona que deu um verdadeiro show tanto por equipe quando individualmente na disputa do adestramento. De quebra ela ainda impediu um feito incrível que seria o tetracampeonato olímpico para a holandesa Anky van Grunsven. Essa é Charlotte Dujardin, nascida na capital inglesa, coroada em sua própria casa aos 27 anos de idade. Heroina britânica nos Jogos de Londres 2012. 


Anthony Joshua
BOXE

Luke Campbell e Nicola Adams também foram campeões no boxe em Londres 2012. Sem contar que os britânicos ainda levaram uma prata e um bronze. Mas a categoria dos pesos pesados parece inevitavelmente  ser mais importante. Quando veremos o surgimento de um novo Lennox Lewis? Talvez Londres 2012 seja o começo de uma nova hora, talvez Anthony Joshua seja aquele que um dia fará toda a magia das lutas de boxe voltarem à cena e serem muito mais relevantes do que vem sendo hoje em dia quando apenas os irmãos Klitschko dominam. Uma medalha de ouro que veio no último dia, para encerrar com chave de ouro a participação britânica em Londres 2012. Anthony Joshua, nascido na Inglaterra, querendo se tornar profissional aos 22 anos de idade. Herói britânico nos Jogos de Londres 2012.


Katherine Grainger
REMO

A explicação de como a China havia vencido em Pequim 2008 vinha do tênis de mesa, dos saltos ornamentais e do badmínton. Já a explicação de como a Grâ-Bretanha foi bem em casa talvez esteja no Remo, em especial o feminino. Não foi o esporte que mais rendeu, perdendo do ciclismo, mas ficou em segundo lugar com as mulheres levando três de ouro. A explicação do porque as jovens Helen Glover e Heather Stanning se deram tão bem quanto as também jovens Katherine Copeland e Sophie Hosking. Tudo porque Katherine Grainger existe. Sydney, Atenas e Pequim. Três Olimpíadas e três medalhas de prata, em Londres não poderia ser assim também. Ela então se juntou à Anna Watkins que havia sido bronze em Pequim e levou ouro em Londres no Skiff duplo. Katherine Grainger, nascida na Inglaterra, 36 anos de idade e muita vitalidade. Heroina britânica nos Jogos de Londres 2012.