Os atletas mais bem pagos de 2022

Saiu a lista da Forbes dos maiores salários do esporte em 2022 e desta vez, sem nenhuma grande luta de boxe, o jogador de futebol Lionel Messi alcançou o topo com a maior folha de pagamento do ano. O futebol domina grande parte da lista, sendo Neymar o único brasileiro entre os dez primeiros colocados. Mas o basquete da NBA não fica de fora e aparece com quatro grandes nomes, sendo alguns deles melhorando muito sua posição em relação ao ano passado. Além disso ainda tem futebol americano e também boxe, que mesmo não ficando na ponta consegue aparecer como sempre faz.

1. Lionel Messi
US$ 130 milhões
FUTEBOL

Messi já não é mais o mesmo dos bons tempos, mas ele ganhou a Bola de Ouro em 2021 como o melhor jogador de futebol masculino do mundo. Foram momentos bem mais difíceis em campo recentemente, marcando apenas nove gols em 32 jogos pelo Paris Saint-Germain. Antes disso ele havia feito 38 gols em 47 jogos em sua última temporada pelo saudoso Barcelona de tantas glórias. O PSG acabou sendo derrotado nas oitavas de final da Liga dos Campeões, porém o clube conquistou o título da Ligue 1 francesa na primeira temporada de Messi. No ano passado ele ficou em segundo lugar na lista e esse ano pulou para a primeira posição.

2. LeBron James
US$ 121,2 milhões
BASQUETE

O Los Angeles Lakers não conseguiu nem chegar nos playoffs deste ano, mas LeBron James começou a jogar muito mais fora de quadra do que dentro dela. O grande astro da NBA está em filmes, programas de TV, vendeu sua parte de uma produtora por cerca de US$ 725 milhões, fechou patrocínio e apareceu em um comercial do Super Bowl, além de investir em uma nova empresa de ginástica. No ano passado ele foi o quinto colocado da lista e desta vez deu um grande salto para a segunda colocação.

3. Cristiano Ronaldo
US$ 115 milhões
FUTEBOL

Assim como Messi, o português Cristiano Ronaldo também não vive um bom memento dentro de campo. Ele foi para o Manchester United, mas apesar de alguns bons jogos e gols decisivos, o time não conseguiu grandes conquistas e foi precocemente eliminado na Champions League. Fora do campo CR7 ganha um bom dinheiro nas mídias sociais graças ao seu enorme número de seguidores, e também investiu em uma rede de restaurantes. Ronaldo está na mesma posição que ocupou no ano passado.

4. Neymar
US$ 95 milhões
FUTEBOL

O futebol nunca pagou tão bem seus astros desde que publicamos a lista da Forbes por aqui, mas eles estão bem piores em campo em relação à época que ganhavam bem menos. Neymar é muito criticado pelos torcedores do PSG, principalmente porque veio para vencer a Champions e o máximo que conseguiu até agora foi chegar à uma final controversa durante à pandemia devido aos jogos únicos e sem torcida. Mas fora do campo ele segue ganhando muito dinheiro e gastando bem também. No ano passado ficou em sexto lugar e melhorou duas posições, não será surpresa nenhum se um dia aparecer em primeiro.

5. Stephen Curry
US$ 92,8 milhões
BASQUETE

É um dos poucos atletas da lista que ganhou mais dinheiro praticando seu esporte do que fazendo negócios fora das quatro linhas. Stephen Curry renovou com o Golden State Warriors e viu o time melhorar muito com a volta do seu parceiro que estava lesionado. Curry também bateu um novo recorde de cestas de três pontos na NBA e o seu time segue muito bem nos playoffs, com chances até de quem sabe brigar pelo título. No ano passado ele não apareceu entre os dez primeiro colocados, chegando com tudo já na quinta colocação.

6. Kevin Durant
US$ 92,1 milhões
BASQUETE

Durant é mais um que está fazendo excelentes negócios fora de quadra, incluindo muitas atividades no Metaverso com NFT´s e outro negócios. Já dentro de casa as coisas não caminham como o planejado desde que se transferiu para o Brooklyn Nets. O time não consegue engrenar e tentou de tudo, até juntar Durant com James Harden, mas não deu certo e Harden já foi até embora. E se o título não vem novamente, o importante é que a conta bancária segue crescendo, pois no ano passado Durant estava na décima posição e agora aparece na excelente sexta colocação.

7. Roger Federer
US$ 90,7 milhões
TÊNIS

Único representante do tênis na lista é um dos jogadores que menos jogou entre 2020 e 2021. Em 2022 ele ainda nem entrou em quadra devido às lesões. Só que Federer tem muitos patrocínios e negócios fora de quadra que o fazem ganhar muito dinheiro. Se não fosse mais um atletas ativo, o suíço não apareceria na lista, e talvez este seja um dos motivos para que ele ainda não tenha se aposentado até hoje. Assim ele segue por aqui, coincidentemente na mesma posição que ocupou no ano passado e quem sabe se mais um título não vem por aí a qualquer momento inesperado.

8. Canelo Alvarez
US$ 90 milhões
BOXE

O Boxe sempre paga bolsas muito generosas graças ao pay-per-view, muitas vezes colocando algum lutador no topo da lista dos mais bem pagos. Esse ano não foi assim, não teve uma grande luta com um grande pugilista, mas o mexicano Canelo Alvarez fez três grandes lutas em 2021 e, graças também a alguns negócios que tem fora dos ringues, conseguiu aparecer na lista dos mais bem pagos assim como fizera em 2019. Apesar disso foi uma aparição surpresa e inesperada parecida com a de Dak Prescott no ano passado que esse ano já não apareceu mais.

9. Tom Brady
US$ 83,9 milhões
FUTEBOL AMERICANO

Ocupando a mesma posição do ano passado, Tom Brady quase não era para estar aqui pois havia anunciado a sua aposentadoria da NFL. Mesmo aos 44 anos de idade ele não cansa e estará novamente em campo pelo Tampa Bay Buccaneers. Brady tem também muitos negócios fora de campo e ganha bastante dinheiro com NFT´s e e sua produtora, a 199 Productions. Além disso Brady não vai deixar de ganhar dinheiro depois que parar de jogar, pois vai ser comentarista da Fox Sports em um acordo de dez anos que irá lhe render mais do que já ganhou em tantos anos jogado futebol americano da NFL.

10. Giannis Antetokounmpo
US$ 80,9 milhões
BASQUETE

Giannis Antetokounmpo é novidade na lista, talvez graças ao título de campeão da NBA do ano passado com o Milwaukee Bucks. Ele já renovou o seu contrato e aproveitou o bom momento para fazer alguns negócios fora das quadras que também lhe ajudaram a chegar nesta honrosa décima colocação. Ganhar novamente em 2022 pode se tornar realidade, apesar do equilíbrio que os playoffs tem mostrado até agora. A história de Antetokounmpo é de uma incrível superação e vai virar filme que será lançado no Disney+ em junho, lhe rendendo mais alguns trocados.

Kentucky Derby 2022

O primeiro sábado de maio passou e o Kentucky Derby foi esquecido. O final de semana era agitado com trabalho, retorno do descanso e muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Tem Fórmula 1, tem beisebol da MLB e tem os playoffs da NBA. É muita coisa para atualizar as informações, maio é um mês muito agitado no esporte. Mas então alguém pergunta se esse é o primeiro domingo de maio, o dia das mães? E alguém responde que não, já é o segundo. E se já é o segundo domingo de maio então o primeiro sábado já passou, e o Kentucky Derby foi esquecido. Mas isso não é problema quando se está de volta à civilização e quando se tem acesso à Internet, à uma televisão conectada e uma plataforma de vídeos onde os canais oficiais disponibilizam os melhores mementos de suas melhores competições.

Tudo pode ser visto por lá, o Boston Rede Sox segue mal e o New York Yankees segue bem na MLB. Os playoffs da NBA estão extremamente equilibrados e não da para prever nada. Na categoria máxima do automobilismo a alegria da Ferrari está acabando, mas o que importa mesmo é pesquisar Kentucky Derby porque já é o segundo domingo de maio e o primeiro sábado ficou para trás. E lá está no canal da NBC, a detentora dos direitos de transmissão que, mesmo que não seja muita coisa, coloca pelo menos 2min30s da corrida de cavalos mais empolgante de cada ano. É o Kentucky Derby, que acontece sempre no primeiro sábado de maio, que já passou, mas que nunca é tarde para saber como tudo aconteceu.

Ao assistir sem saber nada é quase como se estivesse vendo ao vivo. Após a reta oposta os favoritos começam a aparecer, mas depois da curva final o grande favorito Epicenter assume a ponta e da uma grande arrancada. O narrador vai à loucura, mas ele iria ainda mais quando um cavalo surge lá de trás com uma arrancada ainda mais fulminante que o favorito. Inacreditavelmente ele passa à frente e vence a corrida de uma forma tão improvável como poucas vezes aconteceu em 148 anos de história. É preciso voltar tudo e ver o vídeo novamente, confirmar que ele não apareceu nenhuma vez entre os seis primeiros colocados e só surgiu na reta final da prova vindo da décima quinta colocação.

Rich Strike venceu, e ele nem era para estar lá correndo. O cavalo que cruzou a linha de chegada com o número 21 entre os vinte cavalos participantes era reserva, e de última hora substituiu Ethereal Road, um cavalo que não correu porque um dia antes da prova o seu treinador simplesmente disse que - "Ele não estava pronto". Mas Rich Strike, ou o "Golpe Rico", estava mais do que pronto, estava pronto para um arrancada final meteórica onde teve até que desviar de outro cavalo lento para abrir caminho e conquistar uma das vitórias mais impossíveis de todos os tempos. Foi o segundo maior pagamento de uma aposta em toda a história do Kentucky Derby. Essa foi preciso ver novamente para acreditar, ou para pelo menos tentar ver de onde ele veio no final, ele veio lá da reserva, lá de trás e agora não será mais um azarão para substituir alguém, ele será favorito, ao Preakness e quem sabe até à tríplice coroa deste ano.

Super Bowl LVI

O cotovelo de Cooper Kupp sangra enquanto uma chuva de papéis picados cai sobre ele em um SoFi Stadium lotado por uma multidão emocionada. Alguns minutos antes ele recebeu um passe preciso para touchdown de Matthew Stafford. A pontuação colocava o Los Angeles Rams com a mão na taça do Super Bowl LVI faltando pouco mais de um minuto para o fim do jogo. Do outro lado Joe Burrow tinha a chance de colocar o Cincinnati Bengals em posição de empatar com um field goal, mas ele acabou sacado mais um vez como tantas e tantas outras que aconteceram ao longo da temporada. Seu destino foi celado, assim como do seu time que nunca venceu e perdeu pela segunda vez um Super Bowl. Já o Rams o conquistou pela segunda vez, porém desta vez jogando por Los Angeles e não mais por St. Louis como foi em 2000. Já Cooper Kupp, que provavelmente parou de sangrar, ficou com o prêmio de MVP da partida, uma honra que poderia ter ido também para Aaron Donald, que foi o responsável por derrubar Burrow e acabar de vez com o sonho dos Bengals.

Um capricho do destino

Antes de 2021, jamais um time de futebol americano havia disputado o Super Bowl em seu próprio estádio, que geralmente é escolhido anos antes. O jogo de 2021 estava previsto para ser realizado no SoFi Stadium, em Los Angeles, que estava em construção. A obra não terminou, então a NFL passou o Super Bowl do SoFi Stadium para 2022 e colocou o jogo de 2021 na Flórida. Então eis que no ano de 2021 o Tamba Bay Buccanears chega no Super Bowl e joga em casa, se tornando o primeiro time a jogar o Super Bowl em seu proório estádio e o primeiro a ser campeão em casa. E já no ano seguinte o time de Los Angeles repete o feito. O detalhe é que nem um e nem outro era cotado sequer para chegar à decisão. O Bucs chegou após contratar Tom Brady, que havia deixado o New England Patriots. Já o Los Angeles Rams foi um dos raros times que não são cabeças-de-chave a chegar ao Super Bowl, ironicamente a mesma situação do seu rival Bengals.

RedeTV! e a tranmissão na TV Aberta

Uma das notícias mais interessantes foi o anúncio de que o Super Bowl voltou para a TV aberta. Que eu me lembre a Band passou em 1997 e, depois disso, só o Esporte Interativo, que era mais uma TV por antena parabólica do que aberta, passou algumas vezes. A transmissão foi bem surpreeendente, o narrador e o comentariasta fizeram um excelente trabalho, a imagem estava de alta qualidade, mas o estúdio com os outros dois apresentadores fazendo propaganda foi de péssimo gosto. É claro que as propagandas são indispensáveis, e sem elas não sabemos nem se teremos mais no ano que vem, mas eles colocaram tudo fora de hora. O pior momento foi no pré-jogo, onde não mostraram as festividades e ainda por cima cortaram bem na hora do hino americano que é sempre um momento emocionante. Torceremos para ter mais no ano que vem e que corrijam esse erro.

Incansável, ele fez de novo

Com 11 títulos mundiais e 55 vitórias (7 delas no Hawaii), o surfista americano Kelly Slater já era considerado um dos maiores nomes da modalidade e também um dos maiores nomes do esporte mundial. Mas nos tempos atuais parece que os atletas nunca se cansam de continuar competindo, Phil Mickelson, Roger Federer e Tom Brady (que finalmente se aposentou) seguem na ativa com quase 40 anos, mais de 40 e até mesmo 50 anos de idade. E Kelly Slater é um deles, ele não desiste, sua última vitória havia sido em 2016, mas incansável, ele fez de novo. Faltando seis dias para completar 50 anos de idade, Slater faturou a etapa do Mundial em Pipeline pela oitava vez, sua 56ª vitória e, vinda quase 30 anos após sua primeira vitória no mar do Hawaii que havia sido em novembro de 1992.

Em esportes individuais é muito difícil, talvez até impossível, ver um atletas vencendo o mesmo título 30 anos após ter conseguido sua primeira conquista. É mais comum em esportes coletivos, mas quando isso acontece não são mais os mesmos jogadores. Já Kelly Slater é o mesmo cara, com a única diferença é que ele tinha muito cabelo e parecia "outra pessoa" em 1992. O feito conseguido por ele é tão estraordinário que seu adversário da final nem tinha nascido em 1992. Já o adversário dele em 1992, Sunny Garcia, se aposentou em 2005. Kelly Slater agradeceu muito sua esposa e filhos e estava muito emocionado na premiação, agora não se sabe se ele se aposentará no topo, na crista da onda, ou se ainda seguirá dando aula. O certo é que agora é ainda mais um dos maiores de todos os tempos.

A disputa acirrada continua ...

No final do ano de 2021 o tenista russo Daniil Medvedev derrotou Novak Djokovic na final do US Open e impediu o sérvio de alcançar duas grandes conquistas. Djokovic queria vencer os quatro títulos de Grand Slam no mesmo ano, feito que apenas o australiano Rod Laver conseguiu até hoje na história. Além disso, ele ainda poderia ter se tornado o maior campeão de Grand Slam em todos os tempos, já que na ocasião tinha 20 conquistas, mesmo número que seus rivais Roger Federer e Rafael Nadal. A vida seguiu e em 2022 o ano começou como sempre em Melbourne, com o Austrlaian Open, mas Novak Djokovic cometeu o maior erro de sua carreira ao não tomar a vacina contra Covid-19, acabando por ser expulso do país e impedido de voltar lá pelos próximos três ano pelo menos. Roger Federer não foi para lá, então o caminho ficou livre para o espanhol Rafael Nadal, mas o russo Daniil Medvedev estava lá para tentar impedir feitos como impediu Djokovic no final do ano passado.

Nadal fez sua parte, com alguns momentos de sofrimento, chegou na grande final, e do outro lado estava Medvedev, que vem jogado muito nos últimos anos. O russo venceu o primeiro set com facilidade e, no segundo, conseguiu sair de um grande buraco para vencer no tie break e ficar com uma excelente vantagem de dois sets a zero. Nadal, de alguma forma sobrenatural, não se abalou, e conseguiu uma reação épica para alcançar um dos maiores feitos de sua carreira. Não era o último Grand Slam do ano para fechar os quatro como fizera Rod Laver e quase fez Djokovic, mas como o sérvio não superou os vinte e também não estava lá para tentar novamente, Nadal queria aproveitar a chance, mesmo com o "impedidor" dos feitos Medvedev do outro lado vencendo por 2 a 0.

Foram 5 horas e 24 minutos de uma batalha espetacular, mas ele conseguiu a virada e faturou o título pela segunda vez na vida. Na última vez que Nadal havia ganho o Aberto da Austrália, em 2009, ele também precisou de cinco sets e quase o mesmo tempo (foram 5 horas e 14 minutos) para superar na ocasião Djokovic, numa época que não precisava tomar vacinas! Assim Nadal chegou pela primeira vez a essa inacreditável marca de 21 títulos de Grand Slam, quando até pouco tempo atrás os 14 de Pete Sampras pareciam tão impossíveis de serem alcançados. Agora além de terem deixado o americano para trás, eles ainda elevaram o nível de um jeito tão alto que nos faz pensar novamente que será impossível alguém conseguir fazer o que eles estão fazendo agora, em uma disputa tão acirrada que nem terminou.

É certo que Roger Federer, com seus 40 anos, talvez já esteja fora dessa briga, a não ser que consiga um milagre em Wimbledon. Já Nadal que fará 36 em junho e Djokovic, que fará completa 35 em maio, parecem ainda muito fortes para seguirem aumentando os números. Após perder Roland Garros no ano passado, título que já ganhou 13 vezes, Nadal deve vir com sangue nos olhos para vencer pela 14ª vez e chegar aos 22 Slams. Já Djokovic precisará ceder à vacinação para poder estar em Paris e não deixar o espanhol disparar na frente. Depois disso virá Wimbledon e US Open, com os outros jogadores tentando impedir esses gênios de seguirem fazendo história, incluindo Daniil Medvedev, que um dia viu a alegria de ser um carrasco, mas em outro viu que com esses três extraordinários jogadores não se brinca.