Scottie Scheffler voltou a provar que vive em um patamar totalmente isolado no golfe mundial ao conquistar com autoridade o Tour Championship e garantir o troféu da cobiçada FedEx Cup. Em uma atuação memorável no East Lake Golf Club, o americano ergueu a taça mais valiosa da temporada e ainda deu uma verdadeira aula de resiliência e controle mental.
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O ponto alto da conquista veio com uma virada avassaladora no último dia de torneio, quando Scheffler superou a pressão dos adversários, reagiu aos momentos de incerteza do início da rodada e engatou uma sequência espetacular de birdies para liquidar qualquer chance de reação da concorrência. Essa vitória acabou consagrando um ano de consistência absurda, como também fez o golfista superar um recorde histórico que pertencia ao lendário Tiger Woods: o de maior faturamento em prêmios em uma única temporada da PGA Tour, estabelecendo um novo padrão financeiro e esportivo para a modalidade
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Dominante do primeiro ao último mês do calendário, Scheffler agora acumula semanas consecutivas no topo do ranking e se aproxima a passos largos de ameaçar a lendária marca de Tiger Woods como o atleta com mais tempo permanecido como número um do mundo de forma soberana. No entanto, o ano traz um paradoxo fascinante para os analistas esportivos: embora seja indiscutivelmente o melhor e mais regular jogador da atualidade, Scheffler encerra 2026 sem ter conquistado nenhum dos quatro Majors do ano, vendo os torneios mais prestigiados do planeta escaparem por detalhes. Essa ausência de troféus de Grand Slam na prateleira recente cria um cenário instigante para 2027.
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O que se espera para a próxima temporada é a versão mais faminta de um atleta no auge de sua forma física e mental; longe de se acomodar com a hegemonia no ranking e os prêmios milionários, Scheffler entrará no ano que vem com o objetivo focado em traduzir seu domínio semanal na conquista de mais Majors, buscando consolidar de vez o seu nome não apenas como o dono da era atual, mas como um dos maiores gigantes da história do golfe.
O Arthur Ashe Stadium testemunhou um daqueles cenários que pareciam impossíveis para qualquer amante do tênis. Novak Djokovic, dono de 24 títulos de Grand Slam, foi eliminado na primeira rodada do US Open ao cair diante do argentino Mariano Navone por 3 a 2, com parciais de 7/6 (5), 5/7, 4/6, 6/2 e 6/1. O confronto transformou-se em uma batalha exaustiva e dramática de quatro horas e 36 minutos. Enfrentando um calor escaldante e forte umidade, o sérvio viveu momentos de colapso físico, vomitou em quadra, sentiu dores nas costas e na perna e precisou de múltiplos atendimentos médicos. Remedioso, massagens na lombar e uma visível debilidade física não impediram que ele ainda arrancasse forças para virar o jogo e liderar por dois sets a um. Contudo, o desgaste implacável cobrou seu preço nos dois sets finais, onde Djokovic, emocionado e chorando em quadra diante da multidão atônita, não conseguiu reagir contra o ritmo do jovem adversário.
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A queda precoce interrompe uma invencibilidade histórica e inacreditável. Foram necessários 20 anos e uma sequência avassaladora de 78 vitórias consecutivas em estreias de Grand Slam para que o sérvio voltasse a sentir o gosto amargo de cair logo na primeira rodada — feito que não acontecia desde o Australian Open de 2006. Além disso, a derrota paralisa sua contagem de vitórias no US Open em 95 triunfos, deixando-o a apenas três de igualar a marca histórica de Jimmy Connors, que soma 98 vitórias no torneio nova-iorquino. Djokovic, que ostentava o posto de jogador com maior domínio e vitórias em estreias na história dos Majors, viu sua blindagem lendária ruir em uma noite dolorosa em Nova York.
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Diante de tamanha fragilidade física e da imagem marcante de um gigante chorando enquanto o corpo não respondia mais aos comandos de sua mente genial, a pergunta inevitável ecoa pelo mundo do tênis: estará a aposentadoria do maior vencedor da história finalmente batendo à porta? Aos 39 anos, Djokovic continua desafiando a biologia, mas os sinais de desgaste e as batalhas contra o próprio corpo tornaram-se mais frequentes. Embora sua competitividade feroz ainda o mantenha entre os melhores do planeta, noites como esta deixam transparecer que a linha entre a glória e o fim da jornada nunca esteve tão tênue.
O atletismo mundial testemunhou um momento histórico na pista do Estádio Letzigrund, durante a etapa de Zurique da Diamond League nesta quinta-feira dia 27 de agosto de 2026. Em uma exibição sublime de velocidade, técnica e compostura, o brasileiro Alison dos Santos superou os limites do impossível ao vencer os 400 metros com barreiras cravando incríveis 45s80. Ao derrubar a antiga marca de 45s94 — estabelecida pelo norueguês Karsten Warholm —, Alison quebrou o recorde mundial por 14 centésimos, e ainda se tornou o primeiro homem na história a correr a prova abaixo dos 45,90 segundos.
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O feito provocou uma onda imediata de celebração e reverência na imprensa internacional. Veículos especializados e analistas de todo o mundo destacaram a corrida perfeita de "Piu", apelido carinhoso pelo qual o paulista é conhecido, que superou ninguém menos que o próprio Warholm na mesma pista. O norueguês reconheceu publicamente a magnitude da marca, ressaltando que o brasileiro levou a modalidade a um patamar completamente novo. A façanha ganha contornos ainda mais lendários para o esporte nacional por quebrar um jejum histórico: o Brasil não celebrava um recorde mundial em provas de pista do atletismo masculino desde a era de Joaquim Cruz e Robson Caetano nas décadas de 1980 e 1990, recolocando o país no topo absoluto das pistas globais.
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A conquista é o ápice de uma jornada de vida marcada por uma resiliência fora do comum. Natural de São Joaquim da Barra, no interior de São Paulo, Alison sofreu um grave acidente doméstico aos dez meses de idade, quando uma panela de óleo quente caiu sobre ele. O episódio deixou cicatrizes profundas em sua cabeça, braço e peito, além de meses de internação hospitalar. A timidez causada pelas marcas na infância foi gradualmente superada nas pistas de atletismo, onde seu talento precoce e seus 2,00 metros de altura encontraram o ambiente perfeito para florescer.
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Essa consagração com o recorde mundial reflete a evolução constante de um atleta que aprendeu a dominar a elite internacional. Alison já acumulava um currículo de respeito, tendo conquistado o título de Campeão Mundial em Eugene 2022 e subido ao pódio olímpico com medalhas de bronze em Tóquio 2020 e Paris 2024. O que antes parecia um teto em uma das eras mais competitivas da história dos 400m com barreiras transformou-se em total domínio da prova.
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Com a marca de 45s80, o brasileiro se estabelece como a força dominante de sua geração. O resultado projeta expectativas máximas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, onde Alison chegará no auge de sua maturidade física e mental como o homem a ser batido, pronto para buscar o ouro olímpico que falta em sua vitoriosa coleção e consolidar de vez seu nome entre os imortais do esporte.