Quando o sol de verão se põe sobre o All England Lawn Tennis and Croquet Club, em Londres, a grama verde impecável se prepara para receber os atletas e assim ecoa séculos de uma história que elevou o tênis a um patamar de elegância e devoção. Desde a sua primeira edição em 1877, Wimbledon consolidou-se como o modelo do esporte, um santuário onde as tradições — do rígido código de vestimenta branco aos famosos morangos com creme — são preservadas com o mesmo zelo com que se protege a integridade do jogo. Ao longo desse quase um século e meio, o torneio viu lendas escreverem capítulos imortais, como Roger Federer, o "rei" de Londres com seus oito títulos, e a magistral Martina Navratilova, detentora de nove troféus de simples, nomes que se tornaram sinônimos da própria grama inglesa. No masculino, o panteão é guardado por gigantes como Pete Sampras e Novak Djokovic, enquanto no feminino, a força e a técnica foram revolucionadas por titãs como Steffi Graf e as irmãs Williams, que redefiniram o que era possível dentro das quatro linhas.
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Para a edição de 2026, a expectativa não poderia ser mais eletrizante, pois o torneio equilibra a renovação da elite com o retorno nostálgico de ícones que moldaram gerações. Na chave masculina, todos os olhares se voltam para o italiano Jannik Sinner, que chega à grama sagrada como o principal favorito após uma temporada avassaladora, consolidando seu nome entre os grandes do circuito. Ao seu lado, o eterno Novak Djokovic mantém sua aura de perigo constante, buscando em Londres o que muitos consideram ser o possível ato final de sua trajetória em Grand Slams. Alexander Zverev, impulsionado pela conquista recente em Roland Garros, também surge como uma força imponente, pronto para provar que seu tênis de alto nível é capaz de conquistar qualquer superfície. No cenário feminino, a disputa promete ser uma batalha de gigantes: Aryna Sabalenka lidera as projeções pelo seu nível de regularidade impressionante, enquanto a atual campeã Iga Swiatek retorna com a responsabilidade de defender seu posto. Elena Rybakina, cujo estilo agressivo parece desenhado sob medida para a grama rápida, surge como uma ameaça que nenhuma adversária deseja enfrentar nas rodadas iniciais.
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O que torna 2026 verdadeiramente inesquecível, porém, é o capítulo que será escrito pelas irmãs mais famosas da história da modalidade. Em um movimento que chocou e encantou o mundo do esporte, Serena Williams, aos 44 anos, aceitou um convite especial para disputar a chave de simples, quase quatro anos após sua aposentadoria oficial. O retorno de Serena, comparado por especialistas ao impacto de um lendário Michael Jordan voltando às quadras, traz uma aura de mística para a competição. Ela não estará sozinha: ao lado de sua irmã Venus, com quem divide seis títulos de duplas em Wimbledon, ela formará uma parceria histórica que marca o reencontro das duas no All England Club após uma década na chave de duplas. Enquanto os novos talentos buscam o topo do ranking mundial, a presença das Williams injeta uma dose única de emoção, provando que, em Wimbledon, o tempo parece parar para homenagear aqueles que, com raquetes nas mãos, mudaram o esporte para sempre.
Na primeira rodada de grupos da Copa do Mundo 2026 quis o destino que os dois finalistas da Copa de 2022 jogassem no mesmo dia. Kylian Mbappé deu show e marcou duas vezes, mais tarde Lionel Messi deu aula e anotou três gols. De um lado o argentino igualava Klose na artilharia história de Copas, do outro o francês seguia sua jornada para um dia ser o maior artilheiro de todos os tempos. Um dia depois foi a vez de Cristiano Ronaldo entrar em campo, mas Portugal sofreu diante da equipe do Congo e o português passou em branco. Enquanto isso Erling Haaland e Harry Kane estavam também fazendo gols naquela que já está sendo conhecida como a Copa das estrelas, fazendo com que o vovozão aumentasse ainda mais sua vontade de balançar as redes.
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A segunda rodada então chegou e, naturalmente, tivémos França e Argentina jogando no mesmo dia novamente. Não deu outra, Messi balançou as redes mais duas vezes e Mbappé repetiu a dose. O francês segue sua jornada e agora igualou Klose, já o argentino é isolado o maior goleador em Copas, além de ser também o jogadora com mais partidas e mais vitórias na história da competição. Mas é Cristiano Ronaldo? Ele não vai brilhar também? O português, apesar de ser um goleador nato com quase 1000 gols na carreira, nunca foi de fazer muitos gols em Copas, em quatro delas tem apenas um gol em cada, mas desta vez não, desta vez é a Copa das Estrelas e elas precisam brilhar.
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Cristiano Ronaldo finalmente 'chegou' na Copa. Portugal acordou, goleou Uzbequistão por 5 a 0 e CR7 marcou dois gols na partida. Assim o português se tornou o único jogador da história a marcar gol em seis edições diferentes de Copas do Mundo, o segundo jogador mais velho a marcar gol, perdendo apenas para o camaronês Roger Milla e, o jogador mais velho na história a marcar dois gols na mesma partida. Apesar de Messi já ter cinco gols e liderar a artilharia da Copa com Mbappé logo atrás com quatro gols, assim como Haaland, pelo menos Cristiano Ronaldo já pode ficar mais tranquilo por ter conseguido o seu também e poder focar agora em outros objetivos, que seria a inédita taça de campeão do mundo.
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Para Portugal é um sonho muito distante ganhar a Copa do Mundo, apesar de ter ganhado a Eurocopa e a Nations League recentemente. Portugal nunca sequer chegou em uma final de Copa. O mesmo vale para a Noruega de Haaland. Mas quando se fala de Inglaterra, França e Argentina a história é outra. Harry Kane trocou de lugar com Cristiano Ronaldo da primeira rodada e não fez gols na segunda, mas o time inglês sempre sonha em repetir a façanha de 1966. Já França e Argentina podem poupar suas estrelas na última rodada, mas na fase seguinte eles voltam, para fazer mais gols, para continuar escrevendo a história em tempo real, seguindo suas brigas pelas artilharias máximas de todos os tempos.

O cenário da Copa do Mundo de 2026 está desenhando mais uma vez um duelo das novas gerações com fim de outras, colocando frente a frente a longevidade épica de Lionel Messi e a ascendência meteórica de Kylian Mbappé. O que presenciamos neste Mundial é mais do que uma simples competição por gols; é o choque entre um legado que parece infinito e uma força da natureza que redefine os novos limites de um jogador de futebol.
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Messi, em sua sexta participação no torneio, atingiu a marca de 18 gols ao balançar as redes duas vezes contra a Áustria, isolando-se no topo da artilharia histórica depois de ter empatado com Klose em um jogo onde havia feito três gols. E ele ainda se deu ao luxo de ter desperdiçado um pênalti — sua terceira cobrança perdida na história das Copas. Enquanto o argentino amplia também seus recordes de partidas disputadas e vitórias em Copas, Mbappé responde com a voracidade de quem tem o futuro nas mãos.
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Com dois tentos anotados no duelo contra o Iraque, o camisa 10 francês chegou aos 16 gols em apenas 16 jogos, provando que a ameaça ao trono de Messi é real e iminente com sua média de um gol por jogo. Aos 27 anos, Mbappé ainda vislumbra pelo menos mais duas ou três edições do torneio, o que coloca o recorde absoluto sob uma pressão sem precedentes. Argentina e França, por sua vez, continuam sendo as grandes forças a serem batidas, dominando os holofotes e as casas de apostas como principais favoritas.
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Se por um lado a facilidade em enfrentar adversários menos tradicionais tem permitido que ambos os astros inflem suas estatísticas, por outro, a eficiência demonstrada nas fases iniciais alimenta o sonho dos torcedores por uma reedição da final épica de 2022. Seja por soberania técnica ou por uma possível nova colisão no topo do mundo, o fato é que o planeta assiste, com o fôlego preso, a um capítulo definitivo na história do futebol, onde o passado glorioso de Messi e o presente avassalador de Mbappé se encontram em busca da glória máxima.