Mais um fim de semana em Nova York

No sábado teve homenagens às vítimas do 11 de setembro. Teve New York Yankees contra New York Mets no Citi Field e teve também a final feminina do US Open de tênis.

No domingo teve o VMA da MTV no Barclays Center, antes que a NBA retorne, teve mais um New York Yankees contra New York Mets no Citi Field e teve também final masculina do US Open de tênis.

No sábado o presidente dos Estados Unidos Joe Biden estava no Marcos Zero ao lado dos ex-presidentes Barak Obama e Bill Clinton. Os Yankees venceram o Mets depois sete derrotas consecutivas e a jovem britânica Emma Raducanu derrotou a outra jovem jogadora Leylah Fernandez e se tornou campeã de um Grand Slam pela primeira vez na carreira.

No domingo enquanto o Brooklyn Nets não começa a dar show em casa, quem deu show foi a Anitta. Já os Yankees voltaram a perder para o Mets, por apenas uma corrida, mas perderam, enquanto que o russo Daniil Medvedev derrotou o sérvio Nova Djokovic e se tornou campeão de um Grand Slam pela primeira vez na carreira.

O sábado foi um dia trsite para quem sofreu com os atetados terroristas do 11 de setembro, mas foi extremamente feliz para Emma Raducanu que se tornou a primeira jogadora na história que saiu do torneio de qualificação para conseguir ser campeão de um Grand Slam de tênis.

O domingo foi feliz para Daniil Medvedev que finalmente ergueu o seu troféu de campeão, mas foi extremamente triste para Djokovic que não conseguiu ganhar os quatro títulos de Grand Slam no mesmo ano e também perdeu a chance de se tornar o maior campeão de Grand Slam isolado.

Grandes nomes das Olimpíadas de Tóquio

Risco de não acontecer por causa da Pandemia de Covid-19. Um ano de uma longa espera angustiante. Proibição de público e uma imensa dificuldade de preparação dos atletas. Assim foram as Olimpíadas de Tóquio 2020, com uma dificuldade gigantesca, mas acontecendo da forma incrível como sempre são os Jogos Olímpicos. No final de tudo o que fica é a festa do esporte que emociona e inspira, e junto com tudo isso alguns nomes acabam ficando marcados para sempre na história. Não é fácil saber de tudo e eleger cada um de tantos destaques, mas fica aqui uma tentativa de eleger os grandes nomes das Olimpíadas de Tóquio 2020, que aconteceram em 2021!

Sifan Hassan
Talvez tenha sido o maior nome das Olimpíadas de Tóquio. Sifan Hassan não foi a maior medalhista e nem bateu nenhum recorde, mas sua história no Japão deve ficar marcada para sempre. Nascida na Etiópia, Sifan foi para a Europa aos 15 anos como uma refugiada e acabou sendo acolhida pela Holanda onde se naturalizou. Começou a treinar e competir e logo se tornou uma das maiores corredoras do país. No Mundial de 2019 levou dois ouros e chegou em Tóquio com a perspectiva de levar três medalhas douradas. Acabou levando duas de ouro e uma de bronze, mas a forma como chegou ao bronze foi louvável. Nas eliminatórias dos 1.500 ela foi derrubada por outra atletas que caiu na sua frente logo no início da última volta. Sifan não se abalou, levantou rapidamente e foi da última colocação para a primeira vencendo a série de forma espetacular. No mesmo dia, à noite, venceu os 5.000 m. Dias depois levou o bronze nos 1.500 e ainda garantiu mais uma de ouro nos 10.000 m. Foi uma performance extraordinária e uma mensagem passada de que seja no esporte ou na vida não se deve desistir jamais, mesmo que a queda seja grande.

Caeleb Dressel
Em termos de conquistas o nadador americano Caeleb Dressel foi sem dúvida o maior nome olímpico em Tóquio. Ele levou cinco medalhas de ouro e igualou o lendário compatriota Mark Spitz que até então havia sido o único nadador que vencer os 100 m borboleta e os 100 m livres na mesmo Olimpíada. Dressel só não conseguiu medalha na prova dos revezamento misto pois junto com seus companheiros acabaram ficando apenas com a quinta colocação. Depois das conquistas ele revelou ter enfrentado um quadro de depressão quando tinha 13 anos, mostrando um apoio à ginasta Simone Biles que durante os jogos resolveu desistir de algumas provas por não estar mentalmente preparada para elas. O tema da depressão prejudicou também a tenista local Naomi Osaka, que ascendeu a pira olímpica e pode ter mudado para sempre a forma como os "fracassos esportivos" são vistos pelo público e pela imprensa.

Elaine Thompson-Herah
A corredora jamaicana Elaine Thompson-Herah já havia brilhado nas Olimpíadas do Rio 2016, mas em Tóquio ela conseguiu ir além e fazer tal como um velho conhecido do seu país. Thompson conseguiu como Usain Bolt levar três ouros em três provas, os 100 m rasos, os 200 m rasos e o revezamento 4x100 m rasos. Se não bastasse ela ainda bateu o recorde olímpico nos 100 m que durava desde 1988 e pertencia Florence Griffith-Joyner. Foi um feito incrível para Elaine que ofuscou sua compatriota Shelly-Ann Fraser-Pryce, mas que junto com ela levou o revezamento e ainda teve Shericka Jackson garantindo uma trinta incrível para a Jamaica nos 100 metros.

Allyson Felix
A americana é uma veterana e recentemente se afastou das competições para ser mãe. Allyson Felix foi desacreditada por muitos, mas retornou para entrar para a história nos Jogos Olímpicos. Ela levou o bronze nos 400 m rasos e ouro no revezamento 4x100 m, se tornando, com 11 medalhas olímpicas no total sendo 7 de ouro, a atleta com mais medalhas no atletismo em todos os tempos, ultrapassando o lendário Carl Lewis, um feito realmente incrível para a corredora de 35 anos.

Emma McKeon
Com quatro medalhas de ouro e três de bronze, a nadadora australiana Emma McKeon terminou os Jogos Olímpicos de Tóquio com a incrível marca de sete medalhas conquistadas, igualando assim o recorde de sete medalhas para uma mulher na mesma edição das Olimpíadas que era da ginasta Mariya Gorokhovskaya, da antiga União Soviética de Helsinki 1952, com a diferença que Gorokhovskaya só duas de ouro e o resto todo de prata.

Sue Bird e Diana Taurasi
O domínio dos EUA no basquete é incontestável. No masculino começaram perdendo para a França, mas a equipe liderada por Kevin Durant conseguiu sua revanche na final e levou mais uma de ouro. Já no feminino não tem para ninguém. Desde a primeira edição para mulheres em 1976 a equipe americana só perdeu duas vezes, foi prata naquele início em Montreal e ficou com o bronze em 1992, excluindo sua não participação em 1980. A partir de 1996 nunca mais perdeu, são sete medalhas de ouro seguidas e, para duas jogadoras, são cinco. Sue Bird e Diana Taurasi fazem parte da equipe olímpica desde 2004 e em Tóquio conseguiram sua quinta medalha de ouro seguida em cinco edições diferentes dos Jogos, um feito realmente incrível para as jogadores que tem 40 e 39 anos respectivamente.

Annemiek van Vleuten
A ciclista holandesa Annemiek van Vleuten entra para a lista por sua história incrível. Nas Olimpíadas do Rio 2016 ela caiu em um acidente grave na prova de estrada e perdeu uma das maiores chances de conseguir sua medalha. Cinco anos se passaram e a chance voltou em Tóquio, aos 38 anos de idade. Na linha de chegada ela comemora muito, mas apesar de achar que tinha ganho a corrida, ela na verdade era medalha de prata. Annemiek não se abalou e alguns dias depois finalmente conseguiu aquilo que sempre sonhou. A medalha de ouro veio na prova contra-relógio, essa não havia dúvidas e ela finalmente comemorou a sua glória.

Mijaín López
O atleta cubano da luta greco-romana Mijaín López levou o seu quarto ouro em sua quarta olimpíadas seguida. Outros atletas já levaram quatro ouros em quatro olimpíadas diferentes, mas em esportes individuais e competindo sempre na mesma prova só ele e mais três conseguiram. Mijaín se juntou a Al Oerter, que levou outro no Lançamento de Disco em 1956, 1960, 1964 e 1968. Carl Lewis, que levou quatro ouros no Salto em Distância em 1984, 1988. 1992 e 1996. Além de Michael Phelps, que dentre todos os seus 23 ouros, só quatro deles foram em uma mesma prova individual e em quatro Jogos diferentes, nos 200 m medley que venceu em 2004, 2008, 2012 e 2016. O caso de Mijaín López tem, no entanto, um porém, pois sua categoria era até 120 Kg nas duas primeiras Olimpíadas que venceu, e depois mudou para até 130 Kg, mas continua sendo a mais alta, ou seja, o peso pesado, não havendo mais a categoria até 120 Kg e tendo somente até 130 Kg, portanto se tratando indiscutivelmente da mesma categoria.

Flora Duffy e Hidilyn Diaz
Flora Duffy, competindo no Triatlo feminino, foi responsável pela primeira medalha de ouro de toda a história olímpica das Ilhas Bermudas. Hidilyn Diaz, competindo no Levantamento de peso da categoria até 55 Kg, foi responsável pela primeira medalha de ouro da história das Filipinas nas Olimpíadas. Em uma edição dos Jogos marcada por mais igualdade e representatividade das mulheres, nada mais incrível que elas terem dado aos seus países aquela que foi sua maior glória esportiva em todos os tempos.

Lydia Jacoby
Com apenas 17 anos a americana Lydia Jacoby levou a medalha de ouro nos 100 m peito, sendo a primeira nativa do Alasca a conseguir esse feito na Natação. Ela começou a nadar aos 6 anos de idade pois seus pais, que tem um barco e levam visitantes em passeios de observação de baleias no Alasca, estavam preocupados por passarem muito tempo na água. Ela planejava ir aos Jogos apenas como expectadora em 2020, mas com o adiamento para 2021 acabou indo como competidora. Ela deixou para trás a recordista olímpica e mundial Lilly King, que ficou com o bronze, e a sul-africana Tatjana Schoenmaker, que havia batido o recorde olímpico da prova na semifinal e que depois conseguiu o recorde mundial dos 200 m peito, mas perdeu a final dos 100 m peito para a jovem do Alasca Lydia Jacoby.

Madina Taimazova
A lutadora de Judô do Comitê olímpico russo sofreu um machucado no supercílio durante a luta contra a espanhola María Bernabéu. Chegou na luta contra a brasileira Maria Portela com um grande curativo e sofreu muito para sair vitoriosa após um longo e polêmico Golden Score. Em seguida venceu a rival grega, mas na semifinal não resistiu diante da japonesa Chizuru Arai onde chegou até a desmaiar no tatame depois de um golpe de sufocamento que recebeu. Na disputa do bronze veio mais uma batalha contra a croata Barbara Matić, o curativo do olho saindo e a vitória vindo por apenas um golpe. Foi uma medalha de bronze conseguida a duras penas, mas sem dúvida com um grande sabor de ouro.

Jesús Ángel García e Oksana Chusovitina
O ano de 2021 está sendo marcado pela longevidade esportiva dos atletas que estão sendo campeões com mais de 40 anos. Neste caso eles não venceram nada em Tóquio 2020, mas Jesús Ángel García e Oksana Chusovitina merecem destaque pela persistência. O espanhol Jesús Ángel García competiu na marcha atlética de 50 Km pela oitava vez na sua carreira em sua oitava Olimpíada. Sua primeira foi Barcelona 1992 e seu melhor resultado foi quarto colocado em Pequim 2008. Já Oksana Chusovitina, do Uzbequistão, também chegou a sua oitava Olimpíada, também desde Barcelona 1992 onde ganhou medalha de ouro na disputa por equipes e em Pequim 2008 ela ganhou a prata no Salto.

Vale ainda menção honrosa para Quan Hongchan, chinesa dos Saltos Ornamentais que ganhou nota 10 em algumas rodadas. Também Katie Ledecky, que levou ouro pela terceira vez nos 800m livres e se tornou a primeira campeão da história nos 1.500 m livres, prova que estreou nas Olimpíadas de Tóquio para as mulheres. Além de Eliud Kipchoge, que se tornou apenas o terceiro bicampeão olímpico da Maratona.

Milwaukee Bucks é campeão da NBA

O Milwaukee Bucks derrotou o Phoenix Suns por 4 a 2 e ficou com o título da NBA. Giannis Antetokounmpo marcou 50 pontos no jogo seis e levou o prêmio de MVP. O Bucks havia feito a melhor campanha da NBA nos dois últimos anos, mas perdeu nos playoffs para o Miami Heat na semifinal da Conferência em 2019 e para o Toronto nas finais do Leste do ano passado. Este ano o time não fez nem a melhor campanha do Leste, terminando em terceiro, sendo o sétimo no geral, mas nos playoffs reagiu e após dar o troco no Heat, eles eliminaram o poderoso Brooklyn Nets que sofreu com muitas lesões. Na final da Conferência superou o surpreendente Atlanta Hawks, mas chegou sem favoritismo na decisão. A vitória acabou vindo com uma virada histórica após ter perdido os dois primeiro jogos.

Foi o segundo título do Bucks na história da NBA. A equipe havia conquistado a taça 50 anos atrás, quando foi campeão em 1971, época em que contava com a lenda Kareem Abdul-Jabbar. Em seguida, em 1974, houve mais uma chance, mas acabaram sendo superados pelo Boston Celtics. Já o Phoenix Suns amargou aquela que foi a sua terceira derrota em finais de NBA e segue a sina de nunca ter sido campeão. A última chance havia sido em 1993 quando o time liderado por Charles Barkley foi superado pelo Chicago Bulls de Michael Jordan. Esta foi também uma das maiores chances para o eterno All-Satr Chris Paul poder levar o seu anel, mas o jogador que já está com 36 anos terá que esperar mais um pouco ou talvez até aceitar o fato de que nunca mais poderá conseguir uma outra oportunidade.

Após a grande conquista Antetokounmpo deixou uma mensagem para todas as pessoas do mundo continuarem acreditando em seus sonhos e nunca desistirem de conquistá-los. Alguns anos atrás, quando jogava basquete na Grécia, o filho de imigrantes nigerianos não sabia nem o que iria comer enquanto seus pais tentavam ganhar dinheiro vendendo coisas pois não conseguiam empregos para sustentar a família. O mundo deus suas voltas e Giannis Antetokounmpo superou os problemas para brilhar nas quadras da NBA e conseguir, ao lado de Jrue Holiday, Khris Middleton e companhia, o título que o time não via há 50 anos e que sempre sonhou em vê-lo novamente, mesmo que isso custasse ao rival continuar não o vendo nem sequer uma única vez na vida.

Camisa Amarela, eu quero vestí-la

Era 1964. O Tour de France chegava ao fim no dia 14 de julho em Paris. A última etapa em contra-relógio teve vitória do ciclista local Jacques Anquetil, que garantiu o título de campeão daquele ano. Ele já estava vestindo a camisa amarela desde a etapa 17, quando havia vencido também um contra-relógio. Na época poucos deram importância ao segundo colocado, Raymond Poulidor que também era francês. Naquele ano ele não vestiu a camisa amarela, e jamais em toda a sua vida conseguiu ter essa oportunidade tão especial. Mais do que isso Poulidor ainda teve que amargar o vice por mais duas vezes e ficou em terceiro outras cinco vezes, sem nunca ter sido líder da competição nem por um único dia. Seu filho se tornou ciclista também, mas demorou até este ano, quando o seu neto finalmente deu à família a primeira oportunidade de vestir a tão desejada camisa amarela de líder do Tour de France.

Mathieu van der Poel, que apesar de ser neto de um francês e ter nascido na Bélgica, é holandês! Já com 26 anos ele é bem sucedido em cyclo-cross e mountain bike, mas não deixa o ciclismo de estrada de lado. Neste ano se aventurou no Tour de de France e, provavelmente, seu único obejtivo era somente vestir a camisa amarela de líder. E ela veio já na segunda etapa, de subidas leves onde ele acelerou no final talvez só pensando nisso e aproveitando aquela que pode ter sido a única chance de sua vida. Pior para Julian Alaphilippe, um tradicional "vestidor" da camisa amarela nas primeiras etapas. A honra do avô que nunca chegou lá estava garantida, e não foi por apenas um dia. Mathieu durou até pelo menos a a sétima etapa como líder, vendo inclusive Tadej Pogačar vencendo um contra-relógio nesse caminho glorioso.

Poel foi então embora. Ele abandonou a competição pois já havia alcançado seu objetivo. A camisa amarela então foi para Pogačar, que não a deixou escapar até o final. Poulidor viveu o resto de sua vida até os 83 anos provavelmente pensando em seu desejo de poder vestir a camisa amarela pelo menos um vez na vida. Já Pogačar passou o último ano pensando que poderia vesti-la por um pouco mais do que um único dia. No ano passado o esloveno conseguiu a façanha de ser campeão na penúltima etapa tirando um diferença de 53 segundos de seu compatriota Primož Roglič. Foi um campeão que pedalou com a tão desejada camisa amarela por apenas uma etapa, no desfile em Paris. Mas esta camisa é tão desejada, que ele queria um pouco mais e desta vez conseguiu, vestindo-a por 13 etapas e ainda conseguindo duas grandes vitórias para marcar ainda mais o bicampeonato.

A camisa amarela e mais duas das outras três camisas disponíveis. Assim como no ano passado, Tadej Pogačar ainda faturou a camisa branca de jovem mais bem colocado e a camisa branca com bolas vermelhas de melhor nas montanhas. Já a camisa verde de melhor sprinter ficou com o renascido Mark Cavendish, o ciclista britânico que estava a muito tempo sem vencer e que conseguiu quatro vitórias neste Tour, se tornando um dos maiores vencedores de todos os tempos com 34 triunfos, igualando a marca de Eddy Merckx. Na última etapa ele ficou irritado com a terceira colocação e chance perdida de ser o maior vencedor de todos os tempos. Mais tarde o sorriso voltou no pódio, mesmo que a verde não seja amarela, pois a amarela é muito mais difícil, é para poucos, é para netos de quem nunca havia vestido apesar de ter chegado tão perto e para um campeão que agora adorou vesti-la e não quer tirar nunca mais.

Que grandiosa chance foi perdida

A seleção masculina de futebol da Inglaterra chegou pela primeira vez em toda a sua história à uma final de Eurocopa. Parece algo inacreditável para o país que inventou o futebol e que tem uma das maiores ligas do esporte, a Premier League. O mundo inclusive viu a decisão da Champions League, maior competição de clubes do mundo, ser decidida por dois times ingleses neste ano de 2021. O futebol inglês está em alta, mas a Seleção inglesa parece não conseguir "chegar lá". Os saudosos vivem das lembranças da polêmica conquista da Copa do Mundo de 1966, que foi disputada em seu próprio território. Ninguém se importa muito com as três medalhas de ouro olímpicas, que vieram nos primórdios dos Jogos entre 1900 e 1912. Menos ainda para torneios ou taças como Toulon, Stanley Rous ou Copa Challenge. O que importa mesmo é Copa do Mundo, ou a Eurocopa, que em 2021 teve diversas sedes, mas com a final em Wembley, o templo sagrado do futebol, o mesmo lugar onde foram campeões em 1966 e viram a Rainha Elizabeth II entregar a taça Bobby Moore. Mas algo não saiu como planejado, e a Ingleterra não saiu do jejum.

Estava tudo mais do que perfeito. O estádio lotado, apesar da pandemia. O gol logo no começo da partida e, mesmo sem a Rainha, havia o príncipe e a princesa nas tribunas de honra. A itália já havia perdido a final do Torneio de Tênis de Wimbledon também disputado em Londres e o sonho ficava mais próximo conforme o tempo ia passando. Só que a Ingleterra esqueceu que o jogo só termina quando acaba, que mais um gol nunca é demais e que a Itália não perde a muitos e muitos jogos seguidos. E a Itália então encontrou o seu gol que buscou obstinadamente após o início do segundo tempo, deixando a Inglaterra perdida em campo e não encontrando um jeito de fazer jogar o que jogou Sterling durante toda a competição até ali. A disputa seguiu acirrada até o final e durante a prorrogação, com ambas as equipes mais preocupadas em não levar outro gol do que em fazer mais um para garantir a vitória. Assim a disputa só poderia ir para os pênaltis, com a vitória ficando com quem chuta melhor ou com quem tem o goleiro que defende mais chutes errados.

Com quatro conquistas de Copa do Mundo, essa foi apenas a segunda vez que a Itália conquista a Eurocopa em toda a sua história. A última vez foi a muitos anos, em 1968, quando venceram a Iugoslávia em duas partidas, na época que não havia decisão por pênaltis após empate no tempo normal. A conquista, principalmente por vir em Wembley contra os donos da casa, da uma grande força para a Itália que se tornou agora uma das Seleções favoritas para a conquista da Copa do Mundo de 2022 no Catar, com novas estrelas em ascensão e velhos conhecidos como Chiellini, o capitão que joga com raça e vontade extrema, tudo que sobrou na Itália e que faltou um pouco na Inglaterra, e que pode ter sido fundamental para essa grande conquista.