Milwaukee Bucks é campeão da NBA

O Milwaukee Bucks derrotou o Phoenix Suns por 4 a 2 e ficou com o título da NBA. Giannis Antetokounmpo marcou 50 pontos no jogo seis e levou o prêmio de MVP. O Bucks havia feito a melhor campanha da NBA nos dois últimos anos, mas perdeu nos playoffs para o Miami Heat na semifinal da Conferência em 2019 e para o Toronto nas finais do Leste do ano passado. Este ano o time não fez nem a melhor campanha do Leste, terminando em terceiro, sendo o sétimo no geral, mas nos playoffs reagiu e após dar o troco no Heat, eles eliminaram o poderoso Brooklyn Nets que sofreu com muitas lesões. Na final da Conferência superou o surpreendente Atlanta Hawks, mas chegou sem favoritismo na decisão. A vitória acabou vindo com uma virada histórica após ter perdido os dois primeiro jogos.

Foi o segundo título do Bucks na história da NBA. A equipe havia conquistado a taça 50 anos atrás, quando foi campeão em 1971, época em que contava com a lenda Kareem Abdul-Jabbar. Em seguida, em 1974, houve mais uma chance, mas acabaram sendo superados pelo Boston Celtics. Já o Phoenix Suns amargou aquela que foi a sua terceira derrota em finais de NBA e segue a sina de nunca ter sido campeão. A última chance havia sido em 1993 quando o time liderado por Charles Barkley foi superado pelo Chicago Bulls de Michael Jordan. Esta foi também uma das maiores chances para o eterno All-Satr Chris Paul poder levar o seu anel, mas o jogador que já está com 36 anos terá que esperar mais um pouco ou talvez até aceitar o fato de que nunca mais poderá conseguir uma outra oportunidade.

Após a grande conquista Antetokounmpo deixou uma mensagem para todas as pessoas do mundo continuarem acreditando em seus sonhos e nunca desistirem de conquistá-los. Alguns anos atrás, quando jogava basquete na Grécia, o filho de imigrantes nigerianos não sabia nem o que iria comer enquanto seus pais tentavam ganhar dinheiro vendendo coisas pois não conseguiam empregos para sustentar a família. O mundo deus suas voltas e Giannis Antetokounmpo superou os problemas para brilhar nas quadras da NBA e conseguir, ao lado de Jrue Holiday, Khris Middleton e companhia, o título que o time não via há 50 anos e que sempre sonhou em vê-lo novamente, mesmo que isso custasse ao rival continuar não o vendo nem sequer uma única vez na vida.

Camisa Amarela, eu quero vestí-la

Era 1964. O Tour de France chegava ao fim no dia 14 de julho em Paris. A última etapa em contra-relógio teve vitória do ciclista local Jacques Anquetil, que garantiu o título de campeão daquele ano. Ele já estava vestindo a camisa amarela desde a etapa 17, quando havia vencido também um contra-relógio. Na época poucos deram importância ao segundo colocado, Raymond Poulidor que também era francês. Naquele ano ele não vestiu a camisa amarela, e jamais em toda a sua vida conseguiu ter essa oportunidade tão especial. Mais do que isso Poulidor ainda teve que amargar o vice por mais duas vezes e ficou em terceiro outras cinco vezes, sem nunca ter sido líder da competição nem por um único dia. Seu filho se tornou ciclista também, mas demorou até este ano, quando o seu neto finalmente deu à família a primeira oportunidade de vestir a tão desejada camisa amarela de líder do Tour de France.

Mathieu van der Poel, que apesar de ser neto de um francês e ter nascido na Bélgica, é holandês! Já com 26 anos ele é bem sucedido em cyclo-cross e mountain bike, mas não deixa o ciclismo de estrada de lado. Neste ano se aventurou no Tour de de France e, provavelmente, seu único obejtivo era somente vestir a camisa amarela de líder. E ela veio já na segunda etapa, de subidas leves onde ele acelerou no final talvez só pensando nisso e aproveitando aquela que pode ter sido a única chance de sua vida. Pior para Julian Alaphilippe, um tradicional "vestidor" da camisa amarela nas primeiras etapas. A honra do avô que nunca chegou lá estava garantida, e não foi por apenas um dia. Mathieu durou até pelo menos a a sétima etapa como líder, vendo inclusive Tadej Pogačar vencendo um contra-relógio nesse caminho glorioso.

Poel foi então embora. Ele abandonou a competição pois já havia alcançado seu objetivo. A camisa amarela então foi para Pogačar, que não a deixou escapar até o final. Poulidor viveu o resto de sua vida até os 83 anos provavelmente pensando em seu desejo de poder vestir a camisa amarela pelo menos um vez na vida. Já Pogačar passou o último ano pensando que poderia vesti-la por um pouco mais do que um único dia. No ano passado o esloveno conseguiu a façanha de ser campeão na penúltima etapa tirando um diferença de 53 segundos de seu compatriota Primož Roglič. Foi um campeão que pedalou com a tão desejada camisa amarela por apenas uma etapa, no desfile em Paris. Mas esta camisa é tão desejada, que ele queria um pouco mais e desta vez conseguiu, vestindo-a por 13 etapas e ainda conseguindo duas grandes vitórias para marcar ainda mais o bicampeonato.

A camisa amarela e mais duas das outras três camisas disponíveis. Assim como no ano passado, Tadej Pogačar ainda faturou a camisa branca de jovem mais bem colocado e a camisa branca com bolas vermelhas de melhor nas montanhas. Já a camisa verde de melhor sprinter ficou com o renascido Mark Cavendish, o ciclista britânico que estava a muito tempo sem vencer e que conseguiu quatro vitórias neste Tour, se tornando um dos maiores vencedores de todos os tempos com 34 triunfos, igualando a marca de Eddy Merckx. Na última etapa ele ficou irritado com a terceira colocação e chance perdida de ser o maior vencedor de todos os tempos. Mais tarde o sorriso voltou no pódio, mesmo que a verde não seja amarela, pois a amarela é muito mais difícil, é para poucos, é para netos de quem nunca havia vestido apesar de ter chegado tão perto e para um campeão que agora adorou vesti-la e não quer tirar nunca mais.

Que grandiosa chance foi perdida

A seleção masculina de futebol da Inglaterra chegou pela primeira vez em toda a sua história à uma final de Eurocopa. Parece algo inacreditável para o país que inventou o futebol e que tem uma das maiores ligas do esporte, a Premier League. O mundo inclusive viu a decisão da Champions League, maior competição de clubes do mundo, ser decidida por dois times ingleses neste ano de 2021. O futebol inglês está em alta, mas a Seleção inglesa parece não conseguir "chegar lá". Os saudosos vivem das lembranças da polêmica conquista da Copa do Mundo de 1966, que foi disputada em seu próprio território. Ninguém se importa muito com as três medalhas de ouro olímpicas, que vieram nos primórdios dos Jogos entre 1900 e 1912. Menos ainda para torneios ou taças como Toulon, Stanley Rous ou Copa Challenge. O que importa mesmo é Copa do Mundo, ou a Eurocopa, que em 2021 teve diversas sedes, mas com a final em Wembley, o templo sagrado do futebol, o mesmo lugar onde foram campeões em 1966 e viram a Rainha Elizabeth II entregar a taça Bobby Moore. Mas algo não saiu como planejado, e a Ingleterra não saiu do jejum.

Estava tudo mais do que perfeito. O estádio lotado, apesar da pandemia. O gol logo no começo da partida e, mesmo sem a Rainha, havia o príncipe e a princesa nas tribunas de honra. A itália já havia perdido a final do Torneio de Tênis de Wimbledon também disputado em Londres e o sonho ficava mais próximo conforme o tempo ia passando. Só que a Ingleterra esqueceu que o jogo só termina quando acaba, que mais um gol nunca é demais e que a Itália não perde a muitos e muitos jogos seguidos. E a Itália então encontrou o seu gol que buscou obstinadamente após o início do segundo tempo, deixando a Inglaterra perdida em campo e não encontrando um jeito de fazer jogar o que jogou Sterling durante toda a competição até ali. A disputa seguiu acirrada até o final e durante a prorrogação, com ambas as equipes mais preocupadas em não levar outro gol do que em fazer mais um para garantir a vitória. Assim a disputa só poderia ir para os pênaltis, com a vitória ficando com quem chuta melhor ou com quem tem o goleiro que defende mais chutes errados.

Com quatro conquistas de Copa do Mundo, essa foi apenas a segunda vez que a Itália conquista a Eurocopa em toda a sua história. A última vez foi a muitos anos, em 1968, quando venceram a Iugoslávia em duas partidas, na época que não havia decisão por pênaltis após empate no tempo normal. A conquista, principalmente por vir em Wembley contra os donos da casa, da uma grande força para a Itália que se tornou agora uma das Seleções favoritas para a conquista da Copa do Mundo de 2022 no Catar, com novas estrelas em ascensão e velhos conhecidos como Chiellini, o capitão que joga com raça e vontade extrema, tudo que sobrou na Itália e que faltou um pouco na Inglaterra, e que pode ter sido fundamental para essa grande conquista.

Três com vinte em busca do vinte um

Aos 39 anos Roger Federer segue jogando, sendo que sua última final de Grand Slam foi em 2019 e o último título em 2018. Os motivos que o levam a continuar jogando podem ser vários, mas um deles talvez fosse o fato de saber que seus dois maiores oponentes poderíam alcançá-lo e até superá-lo em número de títulos de Grand Slam. Rafael Nadal chegou aos mesmos vinte títulos em 2020, quando venceu Roland Garros pela décima terceira vez em sua carreira. Um ano depois ele teve a chance de superar o suiço, mas perdeu na semifinal do seu torneio favorito para Novak Djokovic. O sérvio então chegou ao décimo nono título de Grand Slam e, pouco tempo depois, na grama sagrada de Wimbledon ele alcançou os vinte títulos. Agora os três maiores jogadores dos últimos quinze anos tem exatamente o mesmo número de títulos de Grand Slam cada um, mas só um deles tem a chance de fazer algo que só Rod Laver conseguiu.

Djokovic foi acusado de ser obcecado pelos recordes e talvez este seja mesmo o motivo dele conseguir alcançar Federer e Nadal. Ele venceu na Austrália em janeiro, algo normal já que foi em Melbourne que conseguiu seu primeiro Grand Slam em 2008 e é lá que tem seu maior número de Grand Slam com nove. Depois ele fez o mais difícl e improvável que foi derrotar Nadal na semifinal de Roland Garros e posteriormente levar o título. Em Wimbledon foi mais um pesseio, afinal sem Nadal e Federer competitivos e com as novas promessas em baixa, fica um pouco mais fácil conseguir a taça. Assim ele chegou ao número mágico de 20 Grand Slam. E pensar que antes os 14 de Pete Sampras pareciam uma marca tão difícil de ser alcançada. Mas mais do que isso ele chega com a possibilidade de conseguir os quatro Grand Slam no mesmo ano, algo que só Rod Laver fez a muitos e muitos anos atrás.

Parece que Rafael Nadal está treinando muito forte para a temporada de quadra dura visando o título do US Open. Seria uma vingança contra a derrota para Djoko em Roland Garros e a grande chance de ser o primeiro com 21 títulos. Roger Federer dificilmente tem alguma chance, sua maior chance seria em Wimbledon onde joga melhor, mas com quase 40 anos muitos poucos acreditam que consiga o vigésimo primeiro título. Algum outro tenista ainda pode surpreender e tirar a grande oportunidade de Djokovic, mas o sérvio está obecedado pelos recordes e quer escrever a história que seus dois maiores rivais nunca conseguiram escrever, e ele pode ainda por cima incluir as Olimpíadas neste história toda. E quer ele consiga ou não, os vinte ou vinte um títulos de Grand Slam já parecem poucos, após a fim da carreira de cada um poderemos ver esse número muito maior e muito mais difícil de ser alcançado pelas novas gerações que virão por aí.

E o Lionel Messi conseguiu

A maioria das pessoas não teriam coragem de questionar a genialidade futebolística do jogador de futebol argentino Lionel Messi. O craque que por muitos anos brilhou com a camisa do Barcelona e colecionou títulos, recordes e prêmios ao redor do planeta Terra. Mas, quer queira quer não, sempre haverá alguém para ficar cutucando e dizendo que "La Pulga" nunca conseguiu conquistar a Copa do Mundo, principalmente quando surgem as comparações com Maradona. Pior do que isso, é que Messi não conseguia brilhar com a camisa da Seleção Argentina, não cantava o hino nacional, não teve sua medalha olímpica valorizada e era alvo de críticas. Certo dia ele chegou a ameaçar uma aposentadoria da Seleção, mas desistiu e continuou sua jornada. A espera valeu à pena, e a recompensa foi gloriosa.

Poderia ter acontecido já em 2014, na final da Copa do Mundo jogada no Brasil. Depois disso ainda tiveram duas finais de Copa América em dois anos seguidos: 2015 e 2016, onde a Argentina perdeu para o Chile nos pênaltis. O vice era uma sina de Messi, que já havia sido vice da Copa América em 2007. O tempo vai passando e a idade vai avançando, as oportunidades vão surgindo e não vão sendo aproveitadas. Será que Messi fica pensando nisso quando vai dormir? Eis que chega então a Copa América na Argentina, que dividiu a sede com a Colômbia. Mas estávamos na Pandemia, e ambos os países desistem. O Brasil então acolhe a Copa América, pensando que talvez fosse fácil vencê-la como o fez todas as vezes que sediou, incluindo a última em 2019.

E com a final mais uma vez no Maracanã, o Brasil está lá, mas sem ver o Peru do outro lado, desta vez é a Argentina. É mais uma chance, mais uma oportunidade para Messi conseguir aquilo que jamais conseguiu, e também para a Argentina que não vencia uma competição desde 1993. Nos minutos finais da partida, Messi recebe a bola e fica cara a cara com o goleiro, a bola então escapa do seus pés e ele perde um "gol feito". Nem foi preciso, Di María já havia feito um no primeiro tempo e Argentina não sofreu nenhum gol na decisão. O cenário era perfeito, jogando no Maracanã e contra o maior rival, o Brasil e com Neymar em campo. Messi finalmente conseguiu erguer uma taça de campeão pela Seleção principal do seu país, sendo ainda o artilheiro da competição e o melhor jogador. Tudo normal e que já era para ter acontecido a muito tempo, mas que só aconteceu agora em 2021. E agora? Será que mesmo assim ainda vão falar que falta a Copa do Mundo?.