Argentina não desiste e está na final

Após a decepção de ver uma França totalmente apática diante de uma Espanha pragmática e sem graça, o mínimo que se poderia esperar de Argentina conra Inglaterra era um bom jogo de futebol. Mas isso não aconteceu no primeiro tempo do jogo, que foi uma partida com muitas faltas, poucas chances de gol, quase nenhuma finalização, nada digno de uma semifinal de Copa do Mundo. Tudo só mudou no segundo tempo, quando Gordon abre o placar para os ingleses e muda completamente o cenário do jogo. Era muito cedo, mas a Inglaterra recuou de uma maneira que jamais deveria ter feito, principalmente diante de uma Seleção como a Argentina que era a atual campeã da Copa do Mundo em 2022 e que vinha fazendo jogos de recuparação e viradas desde a fase de 16 avos de final, e eles fizeram novamente.
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Mais uma vez comandados por Messi. A Argentina viu o seu torcedor nunca parar de incentivar e foi para cima da Inglaterra como se já fosse a final da Copa, com se faltasse apenas alguns minutos de jogo e apenas um gol levaria à prorrogação. Esse gol, no entanto, não veio fácil. A trave estava no caminho por duas vezes, em outras duas o goleiro Pickford operava milagres. Mas a Argentina tem Messi, ele parou nos oito gols nessa Copa do Mundo, mas começou a dar assistência e virar o maestro do time. Tudo aconteceu dpois dos 40 minutos do segundo tempo, primeiro ele achou Enzo Fernandez que chutou de fora de área, mais tarde aos 47 minutos colocou a bola na cabeça certeira de Lautaro Martinez. A virada estava decretada, a Argentina estava na final mais uma vez.
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A Argetina fez o que se esperava da França contra a Espanha, ou do Brasil contra a Noruega. Uma reação, uma vontade, jogar com raça. Agora a Argentina tem uma missão que poucos conseguiram em Copas do Mundo, ganhar o título duas vezes seguidas. Somente a Itália em 1934 e 1938 e o Brasil de 1958 e 1962 conseguiram ganhar duas Copas do Mundo em seguida. Os que perderam a oportunidade foram a própria Argentina, que foi campeã em 1986 e perdeu em 1990 para a Alemanha; O Brasil campeão em 1994 que perdeu em 1998 para a França (aqui perdendo também uma oportunidade de tri já que foi campeão em 2002); E mais recentemente a França, que faturou a Copa de 2018 e perdeu para a Argentina na última edição em 2022. A Alemanha é a única Seleção que perdeu duas Copas seguidas, 1982 e 1986, época que fez três finais seguidas com a de 1990.
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Prever agora o que pode acontecer nesta final é uma tarefa muito difícil. De um lado a Espanha só sofreu apenas um gol em toda a Copa, impediu a França de jogar, e a França era um dos times que estava jogado melhor nessa Copa, melhor até que a Argentina. O time dos Hermanos, por sua vez, é um time que não desiste, não se entrega jamais, acredita até o final e já provou isso nessa Copa do Mundo e na anterior também, um time que tem raça, vontade e acima de tudo tem o Lionel Messi, um jogador que mesmo aos 39 anos está vivendo seu melhor período da carreira nos últimos quatro ou cinco anos. O campeão da Europa contra o campeão da América do Sul, a finalíssima que foi cancelada e vai acontecer agora na Copa do Mundo, um time pragmático e consistente que joga sem graça mas vence contra um time que se supera, que dá show e que faz do futebol algo realmente sensacional onde tudo pode acontecer, ou pelo menos podemos esperar que aconteça pois com a Argentina nada está perdido até que o árbitro dê o apito final.

Espanha está na final da Copa do Mundo

O 14 de julho amanheceu amparado pela história, com a França celebrando o aniversário da queda da Bastilha, um símbolo de liberdade e do fim do absolutismo que, curiosamente, ganhou um novo contorno no gramado da semifinal da Copa do Mundo. Com o sol escaldante do lado de fora do estádio coberto e climatizado, a esperança francesa era de que seu "rei", Kylian Mbappé, coroasse o feriado nacional com uma exibição de gala, mas o que se viu foi um monumento desmoronando diante de um exército disciplinado. A Espanha, sem o glamour das artes plásticas ou o estardalhaço das estrelas individuais, impôs um pragmatismo cirúrgico que sufocou qualquer respiro criativo dos Bleus. Mbappé, por mais veloz e brilhante que seja, encontrou um sistema de vigilância implacável; cada vez que tentava acelerar, via-se cercado, anulado, um monarca cercado por súditos que se recusavam a curvar-se diante de sua majestade técnica.
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O jogo, longe de ser lembrado como o futebol arte que os românticos costumam exaltar, foi um duelo de xadrez tenso e, por vezes, arrastado. A França, visivelmente sem qualquer inspiração e presa a um esquema estagnado, parecia jogar contra as próprias sombras, enquanto a Espanha construía sua vitória na base da paciência e do coletivo. Foi o triunfo da estratégia sobre o talento puro, do jogo feio, mas eficiente, sobre a promessa de beleza que nunca se concretizou. Com o apito final, confirmou-se que a Bastilha de Mbappé havia caído; o coletivo espanhol provou que, contra uma engrenagem bem azeitada, não há brilho individual que sustente o trono. A vitória espanhola acabou sendo uma imposição de um estilo que prioriza a ordem em detrimento do caos criativo francês.

A Espanha está de volta a uma final de Copa do Mundo depois de 16 anos. Onde estava a Espanha esse tempo todo? Uma Espanha que retorna justamente do mesmo jeito que jogava naquela época, ou seja, baseada no jogo coletivo sem uma grande estrela em campo. Lamine Yamal talvez seja esse grande jogador como Mbappé e Messi, mas nesta Copa do Mundo ele não mostrou isso, ou a Espanha o impediu de mostrar isso para justamente manter essa mentalidade de que o que importa é o jogo coletivo. Seis jogos sem sofrer gols na Copa, um recorde. A impressão que fica é que o goleiro Unai Simón só fez grandes defesas justamente agora neste jogo contra a França, e também que o melhor jogo da Espanha foi o da estreia quando empatou em 0 x 0 com Cabo Verde, mas foi o jogo que teve mais chances de gols.
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Agora, o horizonte se abre para uma final eletrizante. Seja contra a Argentina, com sua mística e ímpeto, ou contra a Inglaterra, equilibrada e faminta, a pergunta que ecoa nos corredores do futebol mundial é se a Espanha conseguirá sustentar seu império. São 37 jogos de invencibilidade, uma marca que desafia o tempo e o acaso, transformando o esporte em uma demonstração de força quase inabalável. No entanto, o futebol, esse esporte imprevisível, guarda para o último ato a resposta sobre se essa hegemonia é uma obra definitiva ou se, após derrubar o rei francês, a Espanha encontrará em seu próximo adversário a resistência final capaz de interromper sua trajetória rumo à eternidade. Do jeito que jogou ontem é difícil não imaginar a Espanha campeã como em 2010, mas do jeito que a França vinha jogando também era difícil não imaginá-la na final da Copa, portanto, tudo ainda pode acontecer nesta Copa do Mundo de 2026.

Jannik Sinner fatura o bi em Wimbedon

O sol brilhava sob a grama sagrada de Wimbledon que foi palco de mais uma grande jogo de tênis, um duelo que exigiu a absoluta resiliência do espírito. Na grande final de Wimbledon 2026, o ar parecia denso, carregado pela expectativa de uma batalha entre titãs que já haviam deixado suas marcas ao longo da temporada. Alexander Zverev, o homem que recentemente exorcizou seus fantasmas ao conquistar o troféu em Roland Garros, entrou em quadra com a firmeza de quem caminha sobre solo conhecido, e logo no primeiro set, viu-se um embate de nervos onde cada saque era um relâmpago, culminando em um tie-break eletrizante que o alemão converteu a seu favor, sinalizando uma tarde de resistência teutônica.
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Contudo, o tênis é o esporte do tempo mental, e Jannik Sinner, o mestre italiano que não sentia o sabor de uma glória desse calibre desde o triunfo na grama londrina no ano anterior, não se deixou abater pelo revés inicial. A virada começou a ser arquitetada no segundo set, onde o italiano, com a precisão de um cirurgião e o coração de um estrategista, nivelou a partida em outro tie-break, desta vez dominado por sua calma glacial. A partir dali, a maré mudou de direção: Sinner, sentindo o peso do título que defendia, elevou sua intensidade, martelou a resistência de Zverev com trocas de bola que pareciam ensaiadas no limite da perfeição e, com uma autoridade que calou os céticos, fechou os sets seguintes para garantir o bicampeonato, um feito que o consagra definitivamente como o novo grande guardião dos gramados ingleses.
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Mesmo com a ausência de Carlos Alcaraz nesta decisão final temos a sensação de que o tênis masculino vive um momento de hegemonia seletiva, onde poucos nomes dominam as manchetes e se revezam no topo do mundo, um contraste curioso e até desconcertante se olharmos para o circuito feminino, onde a imprevisibilidade é a regra e nenhuma tenista parece conseguir fincar raízes duradouras no trono, deixando o topo do ranking em constante e vibrante mutação.

É fascinante observar também como a geografia do esporte dita destinos distintos: Os olhos do mundo estão voltados para a Copa do Mundo de futebol nos Estados Unidos, onde a Itália não conseguiu nem se classificar para jogar e a Alemanha via suas esperanças de glória coletiva serem abreviadas prematuramente antes mesmo das oitavas-de-final, mas no tênis, que se recusa em parar de acontecer só por causa da Copa, Sinner e Zverev reescrevem a história de suas nações, provando que, onde o corpo e a mente agem como um só, o brilho individual é capaz de sobrepor qualquer narrativa de frustração nacional, tornando-os os verdadeiros gigantes de um domingo antes da grande final da Copa a raquete se tornou o cetro supremo.