Os maiores salários do esporte em 2021

A pandemia de Covid-19 afetou o mundo inteiro e o esporte não poderia ter sido diferente. Com muitas competições suspensas ou adiadas, as perdas financeiras foram grandes e houve muitas reduções de salários. Para figurar entre os dez atletas mais bem pagos do mundo em 2021 foi preciso usar muito da sua popularidade para alcançar ganhos fora do campo competitivo, ou seja, receber recursos financeiros vindos de patrocínios. Quem se deu melhor pulou para a primeira posição, de forma até surpreendente, assim como outros na lista. O que não mudou foi a tendência dos últimos anos com jogadores de futebol em peso, algo que foi começando aos poucos há cerca de dez anos atrás e foi se tornando algo muito comum. Uma das surpresas deste ano foi ver que o golfe ficou fora do top 10, mas o tênis segue como um outro representante dos esportes individuais além da luta e do automobilismo.

1.
CONOR MCGREGOR
$180 M
Irlanda - 32 anos - MMA

A aparição de Conor McGregor no UFC 257 em janeiro não foi o retorno triunfante que ele esperava - Dustin Poirier o nocauteou na primeira luta de McGregor no UFC desde janeiro de 2020 - mas ele arrecadou cerca de US$ 22 milhões por esse retorno ao octógono. Acontece que o verdadeiro lucro dele em 2021 veio de sua propaganda para a marca de uísque Proper No. Twelve, reforçando um portfólio de endosso que inclui DraftKings, o videogame Dystopia: Contest of Heroes e a marca de estilo de vida Roots of Fight. Com isso ele acrescentou mais US$ 158 milhões em sua conta e pulou da décima sexta posição do ano passado para a primeira deste ano. Em 2018, quando lutou boxe com Floyd Mayweather Jr., ele havia chegado ao quarto lugar na lista.

2.
LIONEL MESSI
$130 M
Argentina - 33 anos - Futebol

Lionel Messi manteve o mundo do futebol no limite com a tentativa fracassada do ano passado de deixar Barcelona, um melodrama mais tarde pontuado por um contrato que vazou que mostrou que o clube sem dinheiro está pagando a ele muito mais do que se pensava anteriormente. Ele paga com patrocínios, incluindo um contrato vitalício com a Adidas, bem como uma linha de roupas desenhada por Ginny Hilfiger, irmã de Tommy Hilfiger. No mês passado, Messi enviou camisas assinadas para a empresa farmacêutica chinesa Sinovac para ajudar a garantir 50.000 vacinas Covid-19 antes do torneio de futebol da Copa América. No ano passado Messi estava em terceiro lugar.

3.
CRISTIANO RONALDO
$120 M
Portugal - 36 anos - Futebol

Cristiano Ronaldo se tornou a primeira pessoa no mundo a alcançar 500 milhões de seguidores no Facebook, Instagram e Twitter em fevereiro e, um mês depois, ultrapassou a contagem de gols em jogos oficiais de ninguém menos que Pelé, quando atingiu a marca de 770 tentos em todas as competições com um hat-trick na vitória da Juventus sobre Cagliari. O empresário de 36 anos, cujo contrato de quatro anos vale em média US$ 64 milhões anuais e expira em 2022, tem um contrato vitalício com a Nike e está por trás do negócio CR7 de roupas de marca, acessórios, hotéis e academias. Em relação ao ano passado perdeu uma posição, mas segue ganhando muito dinheiro.

4.
DAK PRESCOTT
$107.5 M
Estados Unidos - 27 anos - Futebol Americano (NFL)

Um bônus de assinatura de contrato na casa dos US$ 66 milhões veio com a extensão do contrato de Dak Prescott por quatro anos e US$ 160 milhões que simplesmente empurrou a estrela do Dallas Cowboys para o clube dos US$ 100 milhões da noite para o dia quando ele retornou à ativa após uma lesão no tornozelo. As perspectivas são animadoras para o quarterback da equipe esportiva mais valiosa do mundo, cujo portfólio de endosso já inclui Sleep Number, 7/11 e DirecTV. Prescott também anunciou recentemente um investimento em quatro unidades da rede de restaurantes Walk-On’s no Texas. Agora só falta ganhar um Super Bowl que o time não vence desde 1995.

5.
LEBRON JAMES
$96.5 M
Estados Unidos - 36 anos - Basquete (NBA)

Tem sido um ano excepcional para LeBron James, cujo total de ganhos recorde da NBA coincidiu com a conquista do seu quarto campeonato em outubro, título que o Lakers não vencia a muito tempo. Ele também não está desacelerando: o homem de 36 anos parece mais dominante do que nunca na quadra, e ainda está estrando como protagonista de Hollywood com o lançamento do filme "Space Jam: A New Legacy" em julho e ostenta um novo contrato com a PepsiCo após deixar por muito tempo parceiro da Coca-Cola. Ele também comprou recentemente uma pequena participação no Fenway Sports Group, que é dono do Boston Red Sox, Liverpool FC e Roush Fenway Racing. No ano passado ele ocupou a mesma quinta posição.

6.
NEYMAR
$95 M
Brasil - 29 anos - Futebol

Os 282 milhões de seguidores de Neymar no Facebook, Instagram e Twitter fazem dele o terceiro atleta mais popular nas redes sociais, atrás de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi - e fazem dele um grande atrativo para as marcas. No ano passado, ele anunciou uma saída antecipada de seu contrato com a marca Jordan da Nike e se tornou um embaixador da marca Puma, com uma versão exclusiva de seus tênis King. No mês passado, a Epic Games apresentou o ávido videogame em seu jogo de grande sucesso Fortnite com uma pele no jogo e uma competição para ganhar um par de seus sapatos. Dentro do campo chegou à final da Champions League, mas não saiu de campo com a taça. No ano passado, com praticamente o mesmo ganho, estava na quarta posição.

7.
ROGER FEDERER
$90 M
Suíça - 39 anos - Tênis

Fora de serviço durante grande parte do ano passado devido a uma lesão no joelho, Roger Federer ganhou quase todos os seus US$ 90 milhões em patrocínios com marcas como Rolex, Credit Suisse e Uniqlo. O maior pagamento da lenda do tênis até agora pode vir de sua participação na empresa suíça de roupas esportivas On, que supostamente está planejando um IPO no outono de 2021. Por incrível que pareça não é o atleta mais velho entre os dez mais bem pagos, mas provavelmente deve seguir por aqui pois não tem planos de aposentadoria. Mias incrível ainda é o fato de que no ano passado ocupou a primeira posição quando, sem lesão ou pandemia, mostrou o que ainda pode fazer dentro das quadras.

8.
LEWIS HAMILTON
$82 M
INGLATERRA - 36 anos - Fórmula 1

Depois de conquistar o seu sexto campeonato de Fórmula 1 em sete temporadas em 2020, além de igualar Michael Schumacher com sete títulos, o piloto da Mercedes, Lewis Hamilton, ficou entre os dez primeiros pela segunda vez, tendo ficado em décimo em 2017 com US$ 46 milhões. Suas 11 vitórias na última temporada renderam a ele saudáveis pagamentos de bônus de endosso que inclui Tommy Hilfiger, Monster Energy e Puma. Ele também está lançando uma equipe na série Extreme E racing. Neste ano a disputa está mais acirrada com Max Verstapen da Red Bull, mas mesmo assim tem grandes chances de seguir entre os dez no ano que vem, principalmente se for campeão novamente.

9.
TOM BRADY
$76 M
Estados Unidos - 43 anos - Futebol Americano (NFL)

Aos 43 anos, Tom Brady acabou de completar o ano mais lucrativo de sua carreira. O quarterback do Tampa Bay Buccaneers acrescentou endosso aos acordos com o fabricante de óculos Christopher Cloos e Fanatics, colecionador de roupas, enquanto colecionava muito dinheiro como palestrante no circuito virtual e como vendedor comercial. Um sétimo título do Super Bowl certamente ajudou muito, principalmente quando levamos a sua idade em consideração. Brady, que já mergulhou no empreendedorismo com sua marca de bem-estar TB12, recentemente lançou uma produtora de filmes e uma plataforma NFT, ou seja, deve vir muito mais dinheiro por aí e ele não se aposentou do esporte.

10.
KEVIN DURANT
$75 M
Estados Unidos - 32 anos - Basquete (NBA)

Kevin Durant, deslumbrante com o Brooklyn Nets depois que uma lesão no tendão de Aquiles o afastou das quadras na temporada 2019-20, tornou-se um magnata da mídia com a Boardroom e sua empresa Thirty Five Ventures. Ele foi produtor executivo de Two Distant Strangers, que levou para casa o Oscar de melhor curta de ação ao vivo no mês passado, e comprou uma participação na Philadelphia Union da MLS no verão passado. Durant também lucrou no ano passado, quando o Uber comprou a Postmates, tendo investido cerca de US$ 1 milhão na startup em 2016 a um preço de entrada com desconto. Perdeu algumas posições em relação ao ano passado quando estava em sétimo lugar, mas se levar o Nets ao título talvez melhore no ano que vem.

Campeões de 2021: Medina Spirit

Não era o novo filme "Vozes e Vultos" da Netflix, mas havia um espírito solto rondondo a TwinSpires neste primeiro de maio de 2021. Ninguém estava surfando e a areia de Churchill Downs não é a areia da praia, mas o espírito de um vencedor era o mesmo de Medina. Ele saiu na frente com uma força inacreditável, mas após a última curva se sentiu severamente ameaçado. Mandaloun veio com fúria, Hot Rod Charlie também vinha quente e Essential Quality tinha a sua qualidade essencial de um favorito que arranca na reta final. Mas o dia não era apenas para um corredor nato, era preciso cavalgadas firmes como se equilibra em cima de uma prancha. Foi assim que Medina Spirit se recuperou e e se manteve em primeiro até cruzar o disco final com apenas duas cabeças de vantagem.

foi um triunfo incrível e emocionante para um cavalo com espírito de campeão, e mais do que isso foi mais uma conquista do jockey John Velazquez que já havia sido campeão no ano passado e alcançou sua quarta taça. Ele igualou Victor Espinoza e Calvin Borel que recentemente também ganharam duas vezes seguidas, e agora está firme em busca de igualar o recorde de cinco vitórias que pertence a Eddie Arcaro e Bill Hartack. Mas apesar do dia ter sido extremamente grandioso para esse cavalo e esse jockey, houve ainda um outro vencedor no dia que conseguiu alcançar uma marca ainda mais impressionante que o colocou onde qualquer outro jamais foi um dia no Kentucky Derby, em 147 anos de história.

Seu nome é Bob Baffert e ele é treinador de cavalos. Justamente o treinador de Medina Spirit e que apostou todas as suas fichas na competência de John Velazquez para conduzir o cavalo glorioso do estábulo Zedan Racing. O cara que no ano passado foi campeão desse mesmo Kentucky Derby com Authentic e que em 2018 venceu a tríplice coroa com Justify, um feito gigantesco que já havia conseguido com American Pharoah em 2015 após uma seca de 38 anos. Somam-se a isso três vitórias antigas que vieram em 1997, 1998 e 2002 e que agora dão a ele a incrível marca de sete vitórias para um treinador, superando as seis de Ben A. Jones que ele havia igualado no ano passado.

Bob Baffert com seus cabelos brancos e 68 anos nas costas entra na lista dos candidatos a maior nome do esporte de 2021 e, se conseguir ir além como fez em 2018 e 2015, pode ter com ele a companhia deste cavalo incrível Medina Spirit, com seu espírito campeão que não é nenhum filme de terror, e também deste jockey que nasceu para vencer e que promete fazer também a história acontecer no Preakness Stakes e no Belmont Stakes.

Campeões 2021: Hideki Matsuyama

O Masters de Augusta tinha bastante público, apesar da pandemia de COVID-19. Nos Estados Unidos a média móvel de mortes, que já foi superior a 3 mil por dia, está abaixo de mil atualmente. Talvez por isso, e também porque são o país que mais vacina, vemos tantas pessoas aglomeradas e sem máscaras nesse evento. Aliás os eventos esportivos por lá andam a todo o vapor, com a maioria deles liberadas para o público, tanto parcial como total em alguns casos. O que não vemos, no entanto, é Tiger Woods em Augusta pois ele sofreu um grave acidente de carro e ainda está se recuperando da cirurgia por múltiplas lesões. Difícil prever, mas talvez nunca mais vejamos Woods jogando novamente, ou nunca mais jogado como jogava. Só o tempo dirá.

Mas uma coisa interessante pode ser vista logo no primeiro dia. Justin Rose, que venceu o US Open em 2013, consegue bater 65 e termina o dia com 7 abaixo do par. Muito longe, empatados em segundo, estão Brian Harman e Hideki Matsuyama, com apenas 3 tacadas abaixo do par. Parece até que acabou o campeonato, mas Rose sucumbiu nos dias seguintes e nunca mais conseguiu ficar abaixo do par do campo. Enquanto isso outros jogadores avançaram como Will Zalatoris e Jordan Spieth, mas o grande avanço mesmo veio no sábado, com o japonês Hideki Matsuyama fazendo o que Rose fez no primeiro dia, bateu 65 e avançou para a liderança com 11 abaixo do par.

O domingo chega e perna treme. Matsuyama até conseguiu os birdie's que precisava para se manter em primeiro, chegando a ter 13 abaixo do par, mas nos últimos buracos viu uma sequência terrível de bogey's e parecia ameaçado. Zalatoris se aproximava para tentar empatar, mas não teve forças suficientes. Hideki Matsuyama termina com um bogey no 18, mas ainda assim é campeão com 10 abaixo do par. E o Masters de Augusta que não viu Tiger Woods jogando, não viu o cara que assombrou no primeiro dia manter a força, acabou vendo um japonês vencendo por lá pela primeira vez na história.

Pode o Utah Jazz ser campeão?

Parece que 1998 foi ontem. John Stockton e Karl Malone, uma das maiores duplas que a NBA já viu em sua história. O Utah Jazz havia chegado pela primeira vez em sua história em duas decisões de título do maior campeonato de basquete do mundo. O problema é que do outro lado estava um tal de Chicago Bulls que tinha jogando lá um tal de Michael Jordan. É como a história de Patrick Ewing e Latrell Sprewell no New York Knicks em 1999, Além de tantos outros grandes jogadores que conduziram suas equipes até uma decisão, mas não levaram o anel de campeão. Depois disso as coisas foram difíceis, com alguns títulos de divisão e em outras ocasiões até a última posição. Mas em 2017 surgiu uma nova esperança, chamada de Donovan Mitchell, que vem mudando a história do Jazz e quer transformar a música em um grito de emoção.

Mas será que o Utah Jazz pode ser finalmente campeão? A equipe lidera atualmente a NBA, tanto na Conferência Oeste como no geral. Está disparado na frente e nem conta com tantas estrelas como o Brooklyn Nets, que comprou "todo mundo". O Nets pelo menos lidera no Leste e, se estiver completo, pode ser imbatível. O Lakers perdeu suas principais estrelas por lesão e vem se arrastando para se manter entre os classificados aos playoffs. Aliás, os playoffs tem sido o grande problema do Jazz, que sempre avança para jogá-lo, mas nunca vai além de uma ou duas rodadas. Desta vez, em primeiro e com o mando de quadra, com a confiança que lhe falta, as coisas podem mudar e sua história pode ser diferente. Será? John Stockton e Karl Malone iriam gostar.

Fórmula 1 é na Glob... na Band

Para quem sempre acompanhou a Fórmula 1 na Rede Globo, com muita nostalgia de Nelson Piquet, Ayrton Senna e, até mesmo Galvão Bueno, percebeu a bastante tempo que a categoria máxima do automobilismo estava prestes a deixar o tradicional canal de televisão a qualquer momento. Aos poucos a Globo foi deixando de mostrar o treino classificatório, motivado em grande parte pelas incontáveis mudanças na forma de classificação que faziam seu esforço máximo para se tornar atrativos, mas não surtiam muito efeito. Depois disso a Globo começou a cortar o pódio, com a clássica entrega da taças, hinos nacionais e festa do champanhe. Neste último caso o motivo foi a demora que o pódio passou a ter já que introduziram uma entrevista com os pilotos antes da premiação. A Globo não quis esperar para não prejudicar sua grade de programação.

Isso foi só o começo. Ainda havia imprevistos como bandeira vermelha que atrasavam a corrida, ou ainda corridas em horários tardios que coincidiam com o "sagrado" futebol e nem eram transmitidas, como os GP´s dos Estados Unidos, Canadá e México, por exemplo. Mas há ainda um motivo muito maior que talvez tenha sido fulminante, que é simplesmente a não presença de um brasileiro no grid já a alguns anos. Eles bem que tentaram ajudar alguns a conseguir uma vaga, mas faltou patrocínio, ou seja, faltou muito dinheiro para que isso se tornasse possível. Além disso o ideal é que o piloto brasileiro tivesse alguma chance de vencer, para gerar apelo com o público e conseguir mais audiência, pois sem ela não há propaganda, não há receita e não há lucro para a emissora que resolveu então abrir mão dos direitos de transmissão.

Dizer que "não chegaram a um acordo para renovar o contrato" é uma forma diferente de dizer que não aceitaram uma redução no valor que era pago pelos direitos. Da mesma forma por todos aqueles outros motivos a Globo provavelmente nem se esforçou para chegar a um acordo, pois resolveria diversos outros problemas, incluindo até salários dos profissionais. A Globo, no entanto, só não abriu mão de Galvão Bueno, pois precisa dele para outras narrações como o futebol e as Olimpíadas. Assim a Fórmula 1 foi para na Band, mas a julgar pela equipe de transmissão parece até que a Fórmula 1 segue na Globo! Todo mundo foi para lá, o Reginaldo Leme, que já não estava mais na Globo, o Felipe Giaffone, a Mariana Becker para fazer as reportagens na pista e até mesmo o narrador que narrava a Fórmula 1 no SporTV, canal da Globo, chamado Sérgio Maurício, que não é lá essas coisas e bem que poderiam ter colocado o Ivan Zimmermann.

Os mais nostálgicos talvez irão sentir falta da Fórmula 1 na Globo, especialmente pela narração, mas levando em consideração todos os outros profissionais envolvidos na transmissão talvez tenhamos a impressão que continua tudo igual. E por que não ainda melhor? Afinal teremos pelo menos o treino classificatório da primeira corrida, teremos enfim a volta do pódio, da premiação e do hino que é um momento tão legal (todo mundo conhece o hino alemão por causa dos triunfos de Michael Schumacher). E quem sabe não surja alguma novidade, alguma coisa que faça a Globo se arrepender, alguma coisa diferente que garanta mais audiência para a Band? Ou isso ou a mesmice de sempre, com os mesmos profissionais na transmissão e o mesmo piloto e o mesmo carro vencendo, ou seja, aquela monotonia que muitos odeiam, mas que não conseguem parar de ver, mesmo que seja na Band.